Hoje vi(vi) um filme: Crítica: Para Roma Com Amor (2012)

sexta-feira, 21 de setembro de 2012

Crítica: Para Roma Com Amor (2012)

"If something is too good to be true, you can bet it's not."
John

Woody Allen continua a cumprir a máxima de “um filme por ano” a que já habituou o seu público. De Paris viaja agora para Roma, a cidade protagonista do seu novo Para Roma Com Amor. Amores, desamores, sonhos e nostalgia são características que mais uma vez envolvem uma longa-metragem do cineasta.

Meia-noite em Paris, em 2011, trouxe consigo um Woody Allen que já não se via há muitos anos, e a fasquia ficou elevada para o filme seguinte. Para Roma Com Amor não traz consigo o mesmo Allen do ano anterior, – aqui perdeu-se a magia e originalidade que se redescobriram em Meia-noite em Paris – mas o realizador nunca faz um mau filme, muito longe disso. O seu mais recente trabalho oferece-nos, um humor de qualidade e um elenco, como sempre, de luxo, onde Woody Allen regressa ao outro lado das câmaras.

Para Roma Com Amor dá-nos a conhecer uma série de personagens. John, um famoso arquitecto americano, encontra-se a passar férias em Roma, onde viveu durante sua juventude. Ao conhecer Jack, John revê-se nele e nas suas aventuras quando tinha a mesma idade. Ao mesmo tempo Jerry viaja para Roma com sua esposa Phyllis, para conhecer Michelangelo, o noivo italiano da sua filha Hayley. Quando Jerry conhece Giancarlo, pai de Michelangelo, fica deslumbrado com a sua voz e convence-se que ali existe um talento escondido. Já Leopoldo Pisanello é um homem totalmente comum, que, certa manhã, acorda e é um dos homens mais famosos de Itália. Antonio é um recém-chegado a Roma, vindo da província, e quer impressionar os seus familiares ricos através da sua adorável esposa Milly, para assim conseguir mais facilmente um emprego na capital.

Woody Allen deixa de lado a força que caracterizou Meia-noite em Paris e entra num registo mais leve, onde nunca poderiam faltar momentos hilariantes ou sentimentais. Num filme de Allen nunca se deixa de amar ou de sonhar, e uma espécie de melancolia está sempre presente. O argumento não é original, mas continua a arrancar sorrisos e a emocionar, com diálogos fabulosos e personagens muito características. O sonho de ser famoso, a efemeridade da fama, as problemáticas relações amorosas, as saudades do passado, o desejo de agradar, as paixões platónicas, todos estes pontos surgem, de uma forma ou de outra, neste Para Roma Com Amor

Lê a crítica completa no Espalha-Factos: "Muito Amor por Roma"

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