Hoje vi(vi) um filme: Os Melhores do Ano: Menções Honrosas #2012

domingo, 30 de dezembro de 2012

Os Melhores do Ano: Menções Honrosas #2012

Antes de revelar o meu Top 10, com os melhores filmes que estrearam em Portugal ao longo deste ano, há que destacar seis títulos que, apesar de não constarem nos meus 10 favoritos de 2012, estiveram muito perto de lá entrar.

Aqui ficam as seis menções honrosas, ordenadas entre o 11º e 16º lugares do meu top de 2012:

16. Frankenweenie, de Tim Burton
Um regresso ao Tim Burton dos velhos tempos num filme que é, todo ele, uma homenagem ao cinema. Frankenweenie é um regresso ao passado cheio de novidades, que assegura, todavia, uma originalidade de que já sentíamos falta.



15. Os Marretas (The Muppets), de James Bobin
Eles marcaram a infância dos adultos e jovens adultos actuais, mas estão muito longe da reforma e continuam a fazer sorrir e sonhar não só as crianças de outros tempos como as de agora. É delicioso rever o Cocas e a Miss Piggy e todos os restantes Marretas, com todas as surpresas que trazem consigo.



14. O Cavaleiro das Trevas Renasce (The Dark Knight Rises), de Christopher Nolan
A épica conclusão da trilogia do Batman de Christopher Nolan, apesar de não alcançar o nível do seu antecessor, não deixou de ser um dos filmes mais inesquecíveis de 2012. Com uma primeira metade bastante morna, apesar de essencial para compreender e entrar na verdadeira dimensão do que se segue, o entusiasmo de O Cavaleiro das Trevas Renasce é recuperado a partir do meio, e, depois, tudo se revela espectacular até ao último segundo. Batman renasce para a sua cidade e para o seu público. Ele dá tudo a Gotham, Christopher Nolan dá-nos tudo a nós.



13. Shut Up And Play the Hits: O fim dos LCD Soundsystem (Shut Up and Play the Hits), de Will Lovelace e Dylan Southern
O filme que documenta o derradeiro concerto dos LCD Soundsystem e as 24 horas seguintes do vocalista James Murphy não poderia deixar de constar nas minhas listas de melhores do ano, neste caso, com uma menção honrosa. Uma experiência visualmente soberba, um documentário comovente, onde entramos na intimidade do músico, que se vai dando a conhecer, ao mesmo tempo que parece encontrar respostas para si mesmo.



12. O Monte dos Vendavais (Wuthering Heights), de Andrea Arnold
A história de um amor adolescente que, com o passar dos anos, perdura transformando-se num sentimento perigoso, é contada da forma mais sensível mas igualmente violenta, onde a Natureza assume um papel de destaque. O Monte dos Vendavais é, para além de tudo isto, uma experiência visual e sensorial extraordinária.



11. O Substituto (Detachment), de Tony Kaye
A história de um professor substituto que se depara com uma nova turma de jovens desmotivados e violentos. Depois de muitos filmes sobre esta temática, O Substituto veio demarcar-se do que já foi feito. Adrien Brody veste a pele deste homem solitário e misterioso, que, não querendo criar laços, acaba por entrar na vida das novas pessoas que conhece, tentando ajudá-las, ao mesmo tempo que se tenta ajudar também a si mesmo. Tecnicamente interessante, argumentativamente forte, tocante, e, apesar de alguma previsibilidade, aborda as temáticas a que se propõe de forma original.

2 comentários:

O Narrador Subjectivo disse...

Gostei muito d'O Substituto também :)

Inês Moreira Santos disse...

Foi uma bela surpresa! Não esperava gostar tanto! :)

Cumprimentos cinéfilos.