Hoje vi(vi) um filme: A Estrear: O Frágil Som do meu Motor

sexta-feira, 12 de abril de 2013

A Estrear: O Frágil Som do meu Motor

"Não me podes ver... Não me podes tocar..."

Dia 25 de Abril chega aos cinemas mais uma produção nacional, O Frágil Som do meu Motor, a primeira obra de Leonardo António, que fez parte da selecção oficial da Mostra Internacional de São Paulo, Novos Realizadores. Com um título desde logo sonante, a longa-metragem promete trazer novidades ao que normalmente se assiste e se espera do cinema português. Uma mulher é a protagonista deste thriller, pouco aconselhável aos mais sensíveis, repleto de erotismo, aliado a uma aura pesada e violenta.


Gabriela, interpretada por Alexandra Rocha, é enfermeira num hospital da capital. Apesar de trabalhar em Lisboa, ela vive num vale frio do norte do país com o marido Pedro, um ex-polícia reformado, vítima de um tiroteio que o deixou paraplégico. Com o casamento em declínio, Gabriela começa a receber cartas de um admirador secreto e rapidamente é conduzida para uma relação intensa e misteriosa, que assenta numa fantasia: vendar-se a si própria, a pedido do amante, para não conhecer a sua identidade quando estão juntos.

Ao mesmo tempo, Vítor, um investigador policial que foi colega de Pedro, tem em mãos um complicado caso de assassínios em série. As vítimas, todas elas mulheres, são queimadas vivas nas suas próprias casas por alguém que, meses antes, as engravidara. Gabriela, que trabalha na Unidade de Queimados, está a tratar da única sobrevivente a estes ataques. A enfermeira colabora então com Vítor, cuidando da vítima, e, ao mesmo tempo, de outro internado, um estranho homem, parcialmente queimado e com uma aparente perturbação psicológica. 

Com o desenrolar das investigações, Gabriela começa a desconfiar que o seu amante poderá ser o homem responsável pelos assassínios em série. Muitos homens presentes na sua vida serão os seus principais suspeitos.


Leonardo António arriscou e vem oferecer ao público português um filme que vai muito além do habitual. O argumento é original e o suspense está bem construído. As suposições vão sendo feitas mas os mistérios perduram até ao último minuto. O Frágil Som do meu Motor vem revelar um género muito pouco experimentado no cinema português e fá-lo com competência e interesse para um primeiro trabalho, apesar de algumas falhas que se lhe possam apontar. O elenco reúne alguns actores bem conhecidos como Albano Jerónimo, Rui Luís Brás e Gustavo Vargas.

O cinema português tem, nos últimos anos, dado mostras de muito talento, seja por TabuJosé e PilarSangue do meu SangueMistérios de Lisboa ou O Gebo e a Sombra. Mas também os nomes menos conhecidos podem trazer consigo surpresas. É o caso de O Frágil Som do meu Motor.

Enquanto a estreia não chega, podem ver por aqui o excelente trailer do filme.


Em breve, a minha crítica a O Frágil Som do meu Motor estará no Espalha-Factos e por aqui também.

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