sábado, 20 de julho de 2013

A Estrear: A Gaiola Dourada

Maria é porteira, José trabalha na construção civil. Este é o casal de emigrantes portugueses em França que protagoniza A Gaiola Dourada - ou La Cage Dorée (que já mereceu um pequeno destaque no Hoje Vi(vi) um Filme). À saída do visionamento de imprensa, a impressão não podia ser melhor. Uma comédia luso-francesa muito bem concretizada, como poucas vezes se tem oportunidade de ver, onde o humor é constante e nunca forçado.


Ruben Alves - ele mesmo luso-francês - aproveitou da melhor forma a sua própria experiência e oferece-nos a sua primeira longa-metragem como realizador (na sua filmografia constam alguns trabalhos como actor), que promete o início de uma promissora carreira atrás das câmaras.

A tradição prevalece ao longo de hora e meia de filme, aproveitando da melhor forma os clichés, que, em momento algum, prejudicam A Gaiola Dourada. A longa-metragem é tecnicamente muito competente e o casting - que reuniu os nomes de Rita Blanco, Joaquim de Almeida, Maria Vieira, Roland Giraud ou Chantal Lauby, entre muitos outros - foi certeiro, oferecendo-nos personagens envolventes e muito divertidas.

Este sucesso de bilheteira além-fronteiras chega a Portugal dia 1 de Agosto e tem tudo para conquistar o público nacional, com uma história cheia de gargalhadas, mas muito próxima da nossa realidade, com momentos que não deixarão qualquer português indiferente.


Em breve, a minha crítica ao A Gaiola Dourada estará no Espalha-Factos e por aqui também.

4 comentários:

Aníbal Santiago disse...

O "A Gaiola Dourada" foi uma agradável surpresa. Concordo bastante quando dizes que o filme aproveita "da melhor forma os clichés, que, em momento algum, prejudicam A Gaiola Dourada". Consegue aproveitar os clichés, tecer uma certa homenagem à nossa cultura popular e emigrantes, ao mesmo tempo que faz rir (e muito).

Cumprimentos,
Aníbal

Inês Moreira Santos disse...

É verdade. Foi uma óptima surpresa. Superou as minhas expectativas! :)

Cumprimentos cinéfilos.

O Narrador Subjectivo disse...

Tenho curiosidade quanto a este filme, até porque realmente parece usar algumas ideias feitas sobre os emigrantes portugueses...

Inês Moreira Santos disse...

Eu aconselho. :) Os clichés são mesmo muito bem aplicados.