Hoje vi(vi) um filme: MOTELx'13: Abductee (2013)

sábado, 14 de setembro de 2013

MOTELx'13: Abductee (2013)

*2/10*
No segundo dia de MOTELxYudai Yamaguchi - já repetente no festival - trouxe à Sala 3 do Cinema São Jorge um filme japonês longe daquilo a que nos temos habituado. Anunciava-se que Abductee seria um filme claustrofóbico - o que, na realidade, é -, mas qualquer tipo de comparação a Buried, de Rodrigo Cortés, poderá ser quase uma ofensa (para o realizador espanhol).


Quem nos guia em Abductee é Atsushi Chiba, de 50 anos. Certo dia, ele acorda meio morto, amarrado num contentor, em trânsito não sabemos para onde. Ele é uma pessoa vencida pela vida, separado da mulher, não vê a filha há muitos anos. Com Chiba, dentro do contentor, jaz uma misteriosa pedra. O sequestrado não faz ideia quem será o perpetrador ou que destino o poderá aguardar. Será tráfico humano, terrorismo internacional ou algo muito mais sinistro?

É este o ponto de partida da longa-metragem de Yamaguchi, que começa por mostrar grande potencial, mas perde-o no decorrer da acção. Até ao último minuto, as reviravoltas na trama são tantas, que o espectador começa a sentir-se perdido e, mais ainda, enganado. Ao terror psicológico inicial, segue-se o drama familiar que culmina numa espécie de história de super-heróis.


O nonsense entra em cena antes da metade do filme, quando toda a plateia começa a perceber que imaginação não falta ao realizador nem ao argumentista Keisuke Makino. Falta, isso sim, uma concretização que saiba o que é ou não positivo para a longa-metragem. O rumo da história muda tantas vezes de rumo que é impossível levar Abductee a sério.

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