Hoje vi(vi) um filme: LEFFEST'13: Crítica: Nós Controlamos a Noite / We Own the Night (2007)

segunda-feira, 18 de novembro de 2013

LEFFEST'13: Crítica: Nós Controlamos a Noite / We Own the Night (2007)

*7/10*

James Gray é um dos homenageados deste ano no Lisbon & Estoril Film Festival com os seus cinco filmes a serem exibidos no evento (Viver e Morrer em Little Odessa, Nas Teias da Corrupção, Nós Controlamos a Noite, Duplo amor e o novíssimo The Immigrant).

O filme de 2007, Nós Controlamos a Noite, conta a história de Bobby, um jovem gerente de um bar. Com tráfico de droga a aumentar, a máfia russa expande as suas influências no mundo da noite. Para continuar a sua ascensão no negócio, Bobby vê-se obrigado a esconder a sua relação familiar - apenas a sua namorada, Amanda, sabe que o seu irmão Joseph e o pai, Burt, são polícias. Cada dia que passa, a tensão entre a máfia e a polícia aumenta, tornando-se mais violenta. É quando vê a família ameaçada que Bobby terá de decidir de qual lado quer estar.

A família está no centro de Nós Controlamos a Noite, tal como o realizador nos tem habituado. Bobby é uma espécie de ovelha negra de uma família de polícias, fiéis à lei e à ordem, enquanto ele vive na noite, gerente de um bar, consumidor de drogas e demasiado próximo do mundo do tráfico. É essa a premissa do filme de James Gray, onde o protagonista se vê obrigado, por mais do que uma vez, a fazer escolhas.


Bobby sofre uma profunda mudança ao longo de Nós Controlamos a Noite. Ele vê-se obrigado a optar entre a vida boémia e a família - de quem é distante -; entre o amor da sua namorada Amada e o fazer justiça. Joaquin Phoenix tem aqui uma óptima interpretação na pele do transtornado e rebelde - mas muito fiel aos que ama - protagonista.

O ritmo inicial, lento, muda radicalmente e torna-se impossível tirar os olhos do ecrã. Perto do fim, assistimos a excelentes momentos de acção e suspense.

São muitos os valores em jogo em Nós Controlamos a Noite, e, no meio do obscuro submundo do tráfico, James Gray proporciona-nos um bom thriller de acção, onde família e a justiça comandam os sentimentos das personagens e da plateia.

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