quinta-feira, 20 de março de 2014

Crítica: A Enfermeira / Nurse 3-D (2013)

"Let me get some toys"
Abby Russell
*2.5/10*

Tinha tudo para ser, pelo menos, sensual, mas A Enfermeira não atinge sequer esse nível mais carnal, tornando-se, desde cedo, sádico e sem propósito. Diverte pouco, choca ainda menos, e não aterroriza o bastante. Paz de la Huerta vem provar ser provavelmente uma das piores actrizes da actualidade, e nem os atributos físicos lhe compensam o fraco desempenho como protagonista. Por seu lado, o filme de Douglas Aarniokoski candidata-se fortemente ao título de pior filme do ano.

De dia, Abby Russell (Paz de la Huerta) é uma enfermeira dedicada aos seus pacientes do All Saints Memorial Hospital. Mas, à noite, torna-se uma perversa predadora, percorrendo discotecas com o objectivo de atrair homens infiéis. Depois da jovem enfermeira Danni (Katrina Bowden) integrar a equipa do hospital, Abby conquista a sua amizade. Mas quando a amizade se transforma em obsessão, Danni rejeita-a, desencadeando nela um descontrolo de fúria e terror.

A premissa de uma assassina em série com um certo toque de vingadora de mulheres casadas até podia ter algum interesse, mas depressa a história segue um rumo de obsessão inexplicável. O motivo para esta mudança no argumento dá pelo nome de Danni, que poderia ser uma óptima parceira de crime para Abby, mas que os argumentistas preferiram colocar como a sua conquista falhada. Renegada e enlouquecida, A Enfermeira muda então o seu alvo, que passa a ser Danni e todos os que se colocarem no seu caminho.

A história que já prometia pouco, cai então numa sequência de momentos ridículos, nudez despropositada - mas compreende-se que seja preciso mais do que a narrativa para cativar o público -, e um rumo pouco feliz, com a introdução de uma nova personagem - a demasiado sorridente gestora de recursos humanos, Rachel Adams -, que parece saber demais sobre o obscuro passado da protagonista.


Visualmente, A Enfermeira é apelativo. Seja pelas cores fortes, onde o vermelho-sangue tem natural destaque, seja pelos planos feitos especialmente a pensar no 3D, os aspectos estéticos são realmente os pontos fortes da longa-metragem. Já os cartazes faziam antever - pelo menos - essa qualidade visual.

É uma pena que esta serial killer feminina seja tão pouco convincente e tenha saídos das mãos que não lhe souberam dar a garra que poderia ter. A Enfermeira dificilmente seria um bom filme, mas também poderia não ficar na história dos piores filmes dos últimos tempos.

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