Hoje vi(vi) um filme: Já Vi(vi) este Filme, por Hugo Gomes

terça-feira, 11 de março de 2014

Já Vi(vi) este Filme, por Hugo Gomes

Já Vi(vi) este Filme
Por Hugo Gomes, do Cinematograficamente Falando e C7nema


Existem filmes que me marcaram, mas recentemente um me fez questionar naquilo que tenho feito nos últimos anos. É algo caricato, mas a verdade é que revi na pele de Frances Ha, a protagonista da homónima obra de Noah Baumbach, aquele que eu considero o melhor filme de 2013 foi em simultâneo a experiência mais pessoal que tive o prazer de presenciar numa sala de projecção do último ano. No filme seguimos a jornada pela emancipação pessoal de Frances, magistralmente desempenhada por Greta Gerwig, trata-se de uma personagem incomoda, por vezes irritante e imatura apesar da sua idade próxima dos 30. Devido a essas características infaustas, a vida começa então a "pontapeá-la", deixando-a sozinha, sem rumo quer pessoal e profissional e decepcionada. 

Confesso que me senti na pele de Frances no filme, e tal como muitos da minha geração sinto desiludido pela não-concretização dos meus sonhos e objectivos de vida, aquilo que enquanto crianças, um sistema social nos prometia. Apesar de ainda não ter alcançado o "patamar" que a protagonista conseguiu no final da fita, revirando sozinha e apercebendo que na mudança mental está o feito da sua concretização pessoal, encontro-me a caminha de tal fase, deparando com um talvez futuro risonho por entre um cinzento de uma sociedade cada vez mais pessimista. 

Sabendo muito bem que para atingir esse cobiçado estado de espírito, espera-me suor, dedicação, sacrifico e esforço, contudo sou apelidado de optimista (ou egocêntrico, conforme seja a perspectiva) quando saliento que mais tarde ou mais cedo chegarei à dita emancipação pessoal de que Frances Ha encontrou no final do homónimo filme de Baumbach.

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Obrigada pela tua participação, Hugo!

1 comentário:

Os Filmes de Frederico Daniel disse...

Apesar de ainda não ter visto o filme eu concordo com o Hugo, também me sinto assim.
Eu estou com 23, quase 24 anos e estou sem rumo num caminho que estranhamente sei que é o certo mas ainda não houve o boom.