Hoje vi(vi) um filme: Doclisboa'14: Gangster Backstage + Vous qui gardez un Coeur qui bat

terça-feira, 21 de outubro de 2014

Doclisboa'14: Gangster Backstage + Vous qui gardez un Coeur qui bat

Gangster Backstage e Vous qui gardez un Coeur qui bat passaram pelo Doclisboa no passado Domingo, dia 19 de Outubro, e fazem parte da Competição Internacional de Curtas-metragens. A mesma sessão repete esta Terça-feira, dia 21, no Grande Auditório da Culturgest, pelas 16h30.

Gangster Backstage - 7/10


Durante uma sessão de casting na África do Sul, o realizador Teboho Edkins pede a criminosos verdadeiros para subirem ao palco e interpretarem a sua vida quotidiana. O espectador assiste a conversas com estes gangsters e a uma introspecção interpretativa - ao estilo de The Act of Killing mas numa escala menor.

Conhecemos alguns dos seus crimes, os dias passados na prisão, o medo da morte - que parece dominar-lhes os pensamentos - e a preocupação com a família. Parecem todos estar cientes do que fazem e das consequências que tais actos podem acarretar. Teboho Edkins traz-nos um interessante retrato destes homens e mulheres e faz reflectir - ao público e aos gangsters.

Vous qui gardez un Coeur qui bat - 7/10


Antoine Chaudagne e Sylvain Verdet levam-nos a viajar ao gelado leste da Ucrânia, onde acompanhamos um grupo de mineiros. Depois do duro trabalho na mina, estes homens reúnem-se para beber vodka, enquanto conversam acerca da morte de um camarada num acidente. Entre eles está Slava, de 30 anos, que sonha escapar da sua aldeia, para começar uma nova vida com uma jovem mulher que conheceu na Internet.

Seguimos de perto Slava, o seu dia-a-dia numa terra com muito pouco para fazer e onde a mina parece ser a única possibilidade de trabalho, mesmo sem ver asseguradas as condições de segurança. O jovem mineiro sonha juntar-se à namorada - que conhecemos através dos telefonemas entre os dois ao longo do documentário -, numa cidade mais quente e junto ao mar.

Vous qui gardez un Coeur qui bat é um retrato de quem vive com medo e se alimenta de esperança, numa Ucrânia anterior aos conflitos recentes.

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