Hoje vi(vi) um filme: MOTELx'15: Entrevistas - Carlos Silva (The Last Nazi Hunter 2)

sábado, 5 de setembro de 2015

MOTELx'15: Entrevistas - Carlos Silva (The Last Nazi Hunter 2)

O MOTELx começa já no dia 8 de Setembro e para o Prémio MOV MOTELx – Melhor Curta de Terror Portuguesa 2015, o único galardão do festival, estão a concorrer 10 curtas-metragens nacionais: A Tua Plateia, de Óscar Faria, Andlit, de João Teixeira Figueira, Ermida, de Vasco Esteves, Gasolina, de João Teixeira, Insónia, de Bernardo Lima, Miami, de Simão Cayatte, O Efeito Isaías, de Ramón de los Santos, O Tesouro, de Paulo Araújo, The Bad Girl, de Ricardo Machado, The Last Nazi Hunter 2, de Carlos Silva.


E porque devemos estar sempre atentos ao que por cá se faz, nada como conhecer melhor os realizadores e filmes nacionais seleccionados. Para começar, o Hoje Vi(vi) um Filme entrevistou Carlos Silva, o bem-humorado realizador de The Last Nazi Hunter 2.

O humor negro parece estar muito presente em The Last Nazi Hunter 2
Carlos Silva: Fico um pouco ofendido por considerarem humor negro. Não tentamos fazer humor. Apenas quisemos abordar uma questão que tem vindo a ser negligenciada pela sociedade. Ouvimos nas notícias os problemas da corrupção na política, da violência doméstica e sobre a transferência do Jesus, mas ninguém fala de coisas importantes. Como o problema que afecta os Caçadores de Nazis que, não tendo as mesmas capacidades e vitalidade de outros tempos não estão a desempenhar a função de uma forma produtiva. Para não falar que quase todos os nazis já morreram, deixando-os desempregados. Para piorar a segurança social não reconhece a caça ao nazi como um ocupação e por isso não têm direito a reforma. Isto para mim é um cenário negro. Humor? Só para doentes que acham piada a isto.

De onde surgiu a ideia de fazer este filme?
C.S.: A ideia surgiu, como todas as minhas ideias. Eu vejo temas sobre a sensibilidade humana, fico comovido e gosto de contar essas estórias. Pedi ao meu grande companheiro de muitos anos Gastão da Silva Ferreira para me por isso num guião e com a ajuda do Salvador Sobral pusemos o filme em marcha.

O que pode o público esperar da curta-metragem?
C.S.: O ideal seria que o público não esperasse nada. Primeiro eu odeio esperar. Por isso gostaria que não houvesse filas para que o público esperasse. Segundo, quanto menos o público esperar, no sentido de expectativas, melhor, pois assim podem não detestar tanto. Como disse, abordamos temas sensíveis e controversos. Muita gente pode ficar ofendida. Além disso, um dos actores diz um palavrão no filme.

Qual o papel dos festivais de cinema no campo da divulgação do cinema nacional? Que mais pensa que pode ser feito neste campo?
C.S.: A nós deixa-nos muito motivados para continuar a fazer o que gostamos: contar estórias. O que sinto, por ser um homem de família e consequentemente ter pouco tempo para ir a festivais e até ao cinema, seria colocar o festival também na internet. Há plataformas como o vimeo onde podemos ver os filmes pagando uma quantia. Não me importaria para ver no canal do MOTELx pagar o bilhete mas vê-lo na internet em vez de me deslocar. Até porque não gosto muito de sair de casa e conviver com pessoas.


Sinopse
Acamado, à beira da morte, o último caçador de nazis envia o seu neto, um pacifista tímido, a Portugal para matar o sanguinário Dentista de Dachau.

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