Hoje vi(vi) um filme: IndieLisboa'16: Filmes a Não Perder

quarta-feira, 20 de abril de 2016

IndieLisboa'16: Filmes a Não Perder

O IndieLisboa começa hoje, dia 20 de Abril, prolonga-se até 1 de Maio, e enche Lisboa de cinema independente. A escolha é imensa, e eu deixo-vos algumas sugestões de filmes a não perder no festival.

Longas-metragens

Esta comédia de costumes, adaptando o romance de Jane Austen, Lady Susan, passa-se na sociedade inglesa no século XVIII. Lady Susan (Kate Beckinsale) resolve passar uma temporada em casa dos sogros, enquanto os rumores sobre a sua conhecida indiscrição se desvanecem. Aí resolve procurar um bom partido para a sua filha Frederica.

Chevalier, de Athina Rachel Tsangari - Competição Internacional
O argumento de Chevalier coloca homens a comparar pilinhas em alto mar. Durante uma viagem num iate de luxo, seis amigos resolvem fazer um jogo para saber quem é o melhor homem. As regras implicam saber quem monta mais rápido um móvel do IKEA ou quem tem o melhor toque de telemóvel. Esta é uma hilariante desconstrução da masculinidade e das suas inseguranças.

Cartas da Guerra, de Ivo M. Guerra - Sessões Especiais
O último filme de Ivo Ferreira adapta uma obra do escritor António Lobo Antunes composta por cartas que este escreveu à mulher durante a sua estadia na Guerra do Ultramar. O filme começa em 1971 quando António vê o seu quotidiano em Lisboa ser interrompido, ao ser destacado para servir como médico no Leste de Angola. Perante a extrema violência e desolação, António escreve à mulher Maria José, contando o que vê, o que sente, como que abrigando-se do pior.

Treblinka, de Sérgio Tréfaut - Competição Nacional
“Eu sinto que todos os comboios vão dar a Auschwitz, Dachau e Treblinka”. Uma viagem pela memória que funde passado com presente. Percorrendo os caminhos férreos que ligam hoje Polónia, Rússia e Ucrânia, Tréfaut encontra pistas de um passado que resiste ao slogan do pós-guerra: “Nunca mais”. Não, “Tudo está a acontecer outra vez”

Love, de Gaspar Noé - Boca do Inferno
Irreverente como sempre, o realizador usa o 3D para filmar uma intensa história de amor. Ou seja, sexo em 3D.

The Lobster, de Yorgos Lanthimos - Boca do Inferno
Estamos num futuro distópico próximo e os solteiros são levados, de acordo com as leis da cidade, para o Hotel. Aí, terão de encontrar parceiro em 45 dias ou o seu destino será o Bosque, onde serão transformados em animais selvagens. Colin Farrell e Rachel Weisz são os protagonistas.

The Witch, de Robert Eggers - Boca do Inferno
A primeira longa metragem de Robert Eggers, vencedor de prémio de melhor realizador em Sundance, aborda os ecos da repressão puritana e da caças às bruxas na Nova Inglaterra de meados do século XVII. William e Katherine vivem uma vida cristã e estável com os seus cinco filhos. Quando o mais novo, recém nascido, desaparece, a família começa a desconjuntar-se e a descer às profundezas da histeria religiosa, da magia negra e da feitiçaria.

The 1000 Eyes of Dr. Maddin, de Yves Montmayeur - Director's Cut
Para Guy Maddin, o cinema é sonho, fantasia e fantasmagoria. Em 1000 Eyes of Dr. Maddin, Yves Montmayeur expõe a obsessão do “David Lynch canadiano” pelos filmes perdidos do mudo, tendo como principal objecto Seances. Neste “projecto interactivo” convocam-se os espíritos desassossegados dos filmes desaparecidos em sessões espíritas onde intervêm vários actores de renome, tais como Mathieu Amalric, Charlotte Rampling e Maria de Medeiros.

Basic Instinct, de Paul Verhoeven - Herói Independente
Sharon Stone é uma escritora suspeita de assassinar o amante e Michael Douglas um detective com um passado atribulado chamado a investigar o caso. Basic Instinct ficou conhecido pelo descruzar de pernas mais famoso da história do cinema.

Les deux amis, de Louis Garrel - Herói Independente
Na primeira longa metragem de Louis Garrel, escrita a meias com Christophe Honoré, Vincent Macaigne interpreta o papel de um tímido actor que procura o auxílio de um amigo extrovertido (Garrel) para o ajudar a seduzir Mona, uma prisioneira em liberdade condicional. Quando os dois se interessam por ela, a relação entre ambos complica-se.

Le fils de Joseph, de Eugéne Green - Silvestre
Vincent tem quinze anos e vive com a mãe, que lhe diz que este não tem pai. Mas Vincent não acredita. Por isso, inicia uma investigação por sua conta.

Janis: Little Girl Blue, de Amy Berg - IndieMusic
A documentarista Amy Berg mergulha na psique de uma artista tão brilhante quanto acossada. A narração é baseada nas cartas que Joplin escreveu aos pais, amigos e colaboradores ao longo dos anos e que aqui são reveladas pela primeira vez pela voz da cantora Cat Power.

Curtas-metragens

World Of Tomorrow, de Don Hertzeldt - Silvestre
Don Hertzfeldt inventa um futuro de clones, viagens no tempo, e paixões: World of Tomorrow foi nomeado para o Oscar de melhor curta metragem de animação.

Ascensão, de Pedro Peralta - Competição Nacional e Internacional
A ascese formal de Ascensão, reduzida a três magníficos planos sequência, combina com a transfiguração mortificada da sua narrativa: o cinema como matéria de milagres.

Balada de um Batráquio, de Leonor Teles -  Competição Nacional e Internacional
A curta de Leonor Teles conquistou o Urso de Ouro em Berlim e agora vem ao IndieLisboa. Balada de um Batráquio, num gesto tão pessoal quanto activista, desfaz um dos preconceitos sobre a comunidade cigana.

Thunder Road, de Jim Cummings - Competição Internacional
Um velório nunca foi tão tocante e tão festivo: Thunder Road usa a homónima canção de Bruce Springsteen como catalisador do luto.

Campo de Víboras, de Cristèle Alves Meira - Competição Nacional
Campo de Víboras, em Trás-os-Montes, acolhe uma história de mistério e más-línguas durante as festividades dos Caretos.

Macabre, de Jerónimo Rocha e João Miguel Real - Competição Nacional
Um homem tem um acidente de carro num bosque o que o leva a uma casa sombria.

Menina, de Simão Cayatte - Competição Nacional
Durante o Estado Novo uma “rapariga ideal” começa a suspeitar dos atrasos do marido.

Hora di Bai, de Bruno Leal - Novíssimos
Hora di Bai é uma expressão que se refere ao “evasionismo” do povo de Cabo Verde. O filme retrata a destruição iminente do bairro 6 de Maio e dos laços dos seus residentes.

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