quinta-feira, 11 de janeiro de 2018

Crítica: Um Desastre de Artista / The Disaster Artist (2017)

"I did not hit her. It's not true. It's bullshit! I did not hit her. I did not."

*7/10*

Quem diria que uma longa-metragem sobre a rodagem de um dos piores filmes alguma vez filmados poderia resultar em algo positivo? James Franco experimentou e tornou realidade Um Desastre de Artista, sobre as atribuladas filmagens de The Room e seu criador, o misterioso Tommy Wiseau.

Não é uma paródia. É um filme biográfico, quase um docudrama. Faz-nos rir bastante, mas também nos apresenta Tommy Wiseau e a sua força de vontade para perseguir os sonhos. Nota-se que houve, da parte de Franco, muito trabalho e exigência para fazer de Um Desastre de Artista uma homenagem vencedora.

Quando o aspirante a actor, Greg Sestero (Dave Franco), conhece o estranho e misterioso Tommy Wiseau (James Franco) numa aula de representação, os dois criam uma amizade única e viajam para Hollywood para tornar os seus sonhos realidade.


Da admiração por James Dean, cria-se uma amizade (quase) inabalável e surge a vontade - especialmente da parte de Tommy - de fazer o seu próprio filme. A partir daqui, James Franco dá vida ao criador daquele que se viria a tornar um filme de culto, The Room, e filma os bastidores, repete as cenas - palavra por palavra, com entoação e gestos idênticos - e ficcionaliza um pouco a história já tão caricata de Tommy e Greg. Pelo meio, cameos e mais cameos que nos vão divertir mais ainda.

James Franco é a alma do seu próprio filme, numa interpretação com tanto de divertido como de dramático. O estranho sotaque que denuncia as suas origens, os tiques e gestos mais peculiares, a teimosia, o mau feitio, mas também o medo da solidão, Franco coloca todas estas características na personagem, que por muito cómica que seja, tem igualmente muito de realista - e as semelhanças com o original estão à vista de todos.


De resto, é ver para crer. Conheça-se ou não The RoomUm Desastre de Artista vai aguçar a curiosidade para ver ou rever a longa-metragem de 2003 que vai ganhando cada vez mais fãs um pouco por todo o mundo. 

2 comentários:

Francisco Quintas disse...

You're tearing me apart, Lisa!

Mariana Soto disse...

O trabalho de James Franco como diretor parecia excelente para mim. Eu adorava ver todo o talento de Dave Franco como ator. Seus dubs são muito bons, o que ele fez em Lego Ninja Go foi excelente. Sempre fui fã do desenho animado filme, eu gosto por que em cada produção procuram incluir uma mensagem e não somente para os pequenos, pois podemos aprender muito destas produções e nos divertir ao mesmo tempo. Juro que vale muito a pena ver, por que apesar de que é uma historia feita completamente para crianças, sente que esta muito bem adequada para que qualquer membro da família possa ver e ficar encantado com a história.