terça-feira, 17 de julho de 2018

Crítica: Ilha dos Cães / Isle of Dogs (2018)

"I bite." 
Chief

*8.5/10*

O título em inglês diz tudo, com trocadilhos, é verdade: Isle of Dogs (ou I Love Dogs) e Wes Anderson partilham connosco esse amor, felizmente. Ilha dos Cães (em português, perde o impacto sonoro do original) é uma surpresa animada, com os protagonistas mais meigos e fiéis que poderíamos encontrar.

Mensagens a retirar desta longa-metragem não faltarão. Das ecológicas às sócio-políticas. Revoltemo-nos contra quem maltrata ou abandona animais. Revoltemo-nos igualmente contra todos aqueles que colocam as vidas dos outros em suspenso, um pouco por todo o mundo real, dominado por extremistas e ditadores disfarçados. Revoltemo-nos e mostremos que também somos capazes de lutar com os protagonistas.


Ataru Kobayashi, de 12 anos, enfrenta o corrupto Mayor Kobayashi, de Megasaki City, que com um decreto manda exilar todos os cães numa lixeira chamada Trash Island. Ataru voa até à ilha em busca do seu cão Spots. A partir daí, na companhia de um novo grupo de amigos de quatro patas, inicia uma viagem épica que irá definir o destino e o futuro da cidade.

Persistência e muito amor são os ingredientes para esta animação em stop motion funcionar tão bem. E, no final de Ilha dos Cães, sinto-me eu também como o pequeno Ataru. Wes Anderson consegue criar um universo tão único e, ao mesmo tempo, tão realista, com muitas influências à mistura.

O elenco de vozes não podia ser mais diversificado e é uma experiência divertida associar as personagens aos actores. Harvey Keitel, Bryan Cranston, Edward Norton, Bill Murray, Jeff Goldblum, Scarlett Johansson, Greta Gerwig, F. Murray Abraham, Tilda Swinton, Fisher Stevens, Frances McDormand Bob Balaban são alguns dos nomes do elenco.


Ilha dos Cães deve ser visto e sentido, com coração e cabeça, com amor e justiça. É Wes Anderson em grande forma e inspiração.

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