segunda-feira, 12 de agosto de 2019

Crítica: Velocidade Furiosa: Hobbs & Shaw / Fast & Furious Presents: Hobbs & Shaw (2019)

"He really is Black Superman."
Luke Hobbs


*5.5/10*

Mais um Velocidade Furiosa nos cinemas, desta vez num spin-off, protagonizado pelos eternos rivais Luke Hobbs e Deckard Shaw. O humor toma conta da acção, mas não poderiam faltar as perseguições e os carros que sempre têm caracterizado a saga.

Oito filmes depois, Velocidade Furiosa: Hobbs & Shaw cria uma nova história comandada por Dwayne Johnson e Jason Statham. Desde que o corpulento agente da lei Hobbs, um operacional dedicado do Serviço de Segurança Diplomática dos Estados Unidos, e o marginal Shaw, um ex-agente de elite do exército britânico, se enfrentaram pela primeira vez em Velocidade Furiosa 7, a dupla alternou entre insultos e socos, enquanto se tentavam destruir um ao outro. Mas quando Brixton (Idris Elba), o anarquista cibernético geneticamente alterado, assume o controlo de uma ameaça biológica que pode alterar para sempre a humanidade e derrota uma agente do MI6 à margem da lei (Vanessa Kirby), irmã de Shaw, os dois inimigos terão de se unir para destruir o único homem mais perigoso do que eles.


À aventura e acção surreal que tem caracterizado a saga e desafia todas as leis da física - para nosso deleite -, junta-se agora uma espécie de ficção científica personificada na personagem de Idris Elba, um homem, aparentemente, sem coração, um humano modificado pela ciência. Hobbs & Shaw conduz-nos por várias partes do mundo, de Los Angeles a Londres, da Rússia à Ucrânia, terminando nas ilhas Samoa, oferecendo planos que privilegiam as paisagens, não descurando as sequências de acção.

Os laços de sangue têm um espaço importante nesta longa-metragem, com as famílias a serem uma arma importante - e Helen Mirren sugere-nos isso mesmo assim que surge no ecrã. Mas é o humor a maior das armas deste filme, que partilha o realizador com Deadpool 2David Leitch -, o que talvez explique a presença de um muito espirituoso Ryan Reynolds no elenco.


Contudo, o argumento deste Velocidade Furiosa não se aguenta tão bem ao longo das mais de duas horas de filme como alguns dos seus antecessores. Apesar da adição de Vanessa Kirby à dupla rival, que interpreta uma personagem feminina forte e inteligente, quase uma mediadora do conflito entre os dois homens, são vários os momentos em que o filme perde o fôlego, com a plateia a sentir que se estende mais do que deveria.

Velocidade Furiosa: Hobbs & Shaw pode não ser o melhor da saga, mas continua a seguir as linhas mestras que sempre conduziram estes blockbusters de (Primavera-)Verão.

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