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sábado, 13 de abril de 2013

Dia Internacional do Beijo: Os melhores beijos de 2012

Hoje é o Dia Internacional do Beijo, e à semelhança do que fiz o ano passado aqui no Hoje Vi(vi) um Filme, é um óptimo dia para recordar alguns dos melhores beijos do cinema do ano passado. Aqui vos deixo a minha selecção dos cinco melhores, de entre os filmes estreados em Portugal em 2012.

5. Millennium 1: Os Homens que Odeiam as MulheresRooney Mara e Daniel Craig:




4. As Vantagens de Ser Invisível: Logan Lerman e Ezra Miller



3. Anna Karenina:  Keira Knightley e Aaron Taylor-Johnson




2. Sr. NinguémJared LetoDiane Kruger


(dos 0:00 aos 0:37 e dos 3:19 aos 4:55 - para evitar spoilers)


1. AttenbergAriane LabedEvangelia Randou


terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

Balanço: O Cinema em 2012

Ao longo dos 12 meses de 2012, foram muitos os filmes que passaram pelas salas de cinema portuguesas, na sua maioria com ano de produção de 2011 e 2012, mas também com muitas estreias nacionais que chegaram atrasadas ao nosso país.

E é graças a muito do que se fez nesses anos, que 2012 não foi um mau ano de cinema, pelo menos no que respeita a estreias comerciais. Aqui vos deixarei, apenas como apontamento ou referência, uma lista dos filmes que vi ao longo do ano (dos que tiveram estreia comercial em 2012 em Portugal, relembro), com a respectiva classificação (de 1 a 10), mês a mês.

[classificação + título português + ano de produção]


Janeiro
9 - Attenberg (2010)
8.5 - Millennium 1 - Os Homens Que Odeiam As Mulheres (2011)
7.5 - Martha Marcy May Marlene (2011)
7 - A Gruta dos Sonhos Perdidos (2010)
7 - A Minha Semana com Marilyn (2011)
7 - Moneyball - Jogada de Risco (2011)
7 - Os Descendentes (2011)
7 - Warrior - Combate entre Irmãos (2011)
6.5 - Sherlock Holmes: Jogo de Sombras (2011)
6 - J. Egdar (2011)



Fevereiro
9 - A Invenção de Hugo (2011)
8.5 - Os Marretas (2011)
7 - O Artista (2011)
6.5 - Crónica (2012)
6 - Jovem Adulta (2011)
6 - Albert Nobbs (2011)
5 - Prometo Amar-te (2012)
5 - Cavalo de Guerra (2011)
4 - A Dama de Ferro (2011)
4 - O que há de Novo no Amor (2012)



Março
9 - Vergonha (2011)
8.5 - Amigos Improváveis (2012)
7 - Uma Lista a Abater (2011)
7 - The Grey - A Presa (2012)
7 - Coriolano (2011)
6.5 - The Hunger Games - Os Jogos da Fome (2012)
6 - Comprámos um Zoo (2011)
6 - Extremamente Alto Incrivelmente Perto (2011)
6 - Margin Call - O Dia Antes do Fim (2011)
5 - Black Heaven - O Outro Mundo (2010)
1 - Swans (2011)



Abril
8.5 - Tabu (2012)
8 - O Exótico Hotel Marigold (2011)
7 - Este é o meu Lugar (2011)
7 - Os Piratas! (2012)
7 - Os Vingadores (2012)
4.5 - Assim Assim (2012)
4 - Gone - 12 Horas para Viver (2012)






Maio
9 - Temos de Falar sobre Kevin (2011)
9 - Procurem Abrigo (2011)
8.5 - Era uma vez na Anatólia (2011)
8 - Monte dos Vendavais (2011)
7 - Cosmopolis (2012)
7 - Uma Traição Fatal (2011)
7 - À Queima Roupa (2010)
7 - O Ditador (2012)
7 - A Fonte das Mulheres (2011)
6.5 - Sombras da Escuridão (2012)
6 - Um Monstro em Paris (2011)
6 - Descaradamente Infiéis (2012)
6 - The Killing Fields - O Campo da Morte (2011)
6 - Rafa (2012)
5 - A Teia de Gelo (2012)
4.5 - A Branca de Neve e o Caçador (2012)
4 - Cartas de Angola (2011)



Junho
8 - Corpo Celeste (2011)
7 - Prometheus (2012)
7 - O Moinho e a Cruz (2011)
7 - Uma Família com Etiqueta (2009)
7 - Agentes Secundários (2012)
7 - Apanha-me esse Gringo (2012)
6 - As Neves do Kilimanjaro (2011)
6 - Rampart - O Renegado (2011)
6 - Uma História de Gangues (2011)
5 - O Cavalo de Turim (2011)
5 - Mais uma Noite de Merda Nesta Cidade de Treta (2012)
4 - Uma Bela Orgia à Moda Antiga (2011)
3 - Os Diários de Chernobyl (2012)



Julho
8 - O Fantástico Homem-Aranha (2012)
7.5 - Bernie - Morre e Deixa-me em Paz (2011)
7 - Elena (2011)
7 - Magic Mike (2012)
6 - Eu Não Sou a tua Princesa (2011)
6 - Madagáscar 3 (2012)
6 - O Monge (2011)
5.5 - Moonrise Kingdom (2012)
5 - Puncture - A Verdade Escondida (2011)





Agosto
8.5 - O Cavaleiro das Trevas Renasce (2012)
7.5 - Oslo, 31 de Agosto (2011)
7 - Brave - Indomável (2012)
6.5 - Os Mercenários 2 (2012)
3 - Morangos com Açúcar - O Filme (2012)
1 - ATM - Armadilha Mortal (2012)








Setembro
7 - ParaNorman (2012)
7 - Até que o Fim do Mundo nos Separe (2012)
7 - Para Roma com Amor (2012)
6 - A Dupla Pele do Diabo (2011)
5 - Uma Fuga Perfeita (2009)
5 - Veronika Decide Morrer (2009)








Outubro
9 - Sr. Ninguém (2009)
8 - Frankenweenie (2012)
7.5 - Looper - Reflexo Assassino (2012)
7 - Um Feliz Evento (2011)
6 - Galinha com Ameixas (2011)
5 - As Linhas de Wellington (2012)








Novembro
8.5 - Shut up and Play the Hits: O Fim dos LCD Soundsystem (2012)
8 - O Substituto (2011)
7 - Mata-os Suavemente (2012)
7 - Argo (2012)
7 - A Saga Twilight: Amanhecer Parte 2 (2012)
6.5 - Cloud Atlas (2012)
6.5 - As Vantagens de Ser Invisível (2012)
6.5 - A Oeste de Memphis (2012)
6.5 -Operação Outono (2012)
3 - Aristides de Sousa Mendes - O Cônsul de Bordéus (2012)



Dezembro
8.5 - Amor (2012)
7.5 - Anna Karenina (2012)
7.5 - O Hobbit: Uma Viagem Inesperada (2012)
6 - A Vida de Pi (2012)
5 - Entre Irmãs (2011)
4 - Holy Motors (2012)

sábado, 19 de janeiro de 2013

Blogs do ano 2012/Aventar - Votação termina hoje

O Hoje Vi(vi) um Filme está na corrida para duas categorias na eleição dos melhores blogues de 2012, organizada pelo blog Aventar.
A votação termina hoje, dia 19, e ainda podem votar no Hoje Vi(vi) um Filme que concorre nas categorias de:

e


Conto com o vosso voto. Para votar, basta clicar acima em cada categoria.

domingo, 30 de dezembro de 2012

Os Melhores do Ano: Top 10 #2012

Em 2012, o ano em que os melhores filmes estreados datam, na sua grande maioria, de 2011, homenagens ao cinema parecem não ter faltado nas salas portuguesas, umas mais puras e bem intencionadas que outras. Não tendo sido um ano de grande cinema, o que nos chegou com um ou mais anos de atraso foi o suficiente para reunir pelo menos dez títulos que detêm mérito suficiente para serem classificados como os melhores do ano.

Apresento-vos, de seguida, o meu top 10 de 2012.

10. Millennium 1: Os Homens que Odeiam as Mulheres (The Girl with the Dragon Tattoo), de David Fincher, 2011
Millenium 1: Os Homens que Odeiam as Mulheres foi, no seu conjunto, uma óptima surpresa. Apesar de não fugir tanto assim ao original sueco, todos os aspectos técnicos estão perto da perfeição e a identidade de Fincher está bastante marcada. O mistério e o suspense perduram do início ao fim e é impossível odiar a mulher do filme: Lisbeth Salander (e Rooney Mara) irá apaixonar.



9. Era uma vez na Anatólia (Bir zamanlar Anadolu'da), de Nuri Bilge Ceylan, 2011
A Natureza e as tormentas de cada um andam de mãos dadas com a própria morte nos 150 minutos de um filme profundo e visualmente fantástico. Era Uma Vez na Anatólia chega-nos da Turquia e percorre os medos dos seus personagens, conseguindo igualmente fazer vir ao de cima os do próprio espectador. Da noite, por entre os campos desertos da Anatólia em busca de um corpo, ao dia, numa vila cheia de dificuldades, Era Uma Vez na Anatólia, com título de conto de fadas, com quem apenas partilha os cenários meio bucólicos, meio fantásticos, faz-nos reflectir, ao mesmo tempo que nos fascina, por entre paisagens nocturnas onde somos convidados a mergulhar.



8. Tabu, de Miguel Gomes, 2012
Histórias de quem pensa mais em si do que nos outros e de amores e desamores, entre Moçambique e Portugal. O argumento, relativamente simples, alia-se de tal forma a aspectos mais técnicos que lhe conferem uma complexidade e beleza a que já não se está habituado no cinema. Rodado em 35 mm e a preto e branco, Tabu tem ainda a singularidade das cenas de Moçambique, presentes na sua segunda parte, terem sido filmadas em 16 mm, deixando-nos ver melhor o grão da película. A nostalgia de um amor proibido paira em Tabu, que prima pela beleza visual e originalidade que traz ao cinema. Recupera métodos que parecem estar a ser esquecidos e mostra como, nos dias de hoje, filmes assim também funcionam e muito bem.



7. Amor (Amour), de Michael Haneke, 2012
Tocante, perturbador, mas repleto de Amor, é assim a mais recente longa-metragem de Michael Haneke, que lhe valeu mais uma Palma de Ouro em Cannes. Aqui a máxima do “até que a morte vos separe” é cumprida, e já o sabemos desde os primeiros minutos. Compreendemos, desde logo, que Amor não é para ser visto de ânimo leve e irá mexer com o que há de mais intrínseco em cada um de nós. Amor é um retrato de uma vida a dois, de um amor capaz de salvar, que nos põe cara a cara com a dura realidade que fazemos por esquecer.



6. Sr. Ninguém (Mr. Nobody), de Jaco Van Dormael, 2009
Nos últimos anos, poucos são os filmes com um imaginário tão forte e, ao mesmo tempo, que tocam tão fundo. Sr. Ninguém é, para já, um exemplo de originalidade e, ao mesmo tempo, de coerência no meio de muitos paradoxos. Aqui, o tempo não é constante e a realidade também não. Está-se perante várias dimensões, histórias paralelas e não sabemos qual delas é real. Sonho, ilusão, alucinação, delírio, imaginação... tudo se mistura também na nossa cabeça, tal como na de Nemo Nobody. Até ao fim, faz-nos reflectir, e deixar-nos-á com muitas questões: Afinal, o que é real, o que faz parte do imaginário? Sr. Ninguém tem o poder de alimentar a nossa mente, pela profundidade argumentativa, beleza visual e pela união perfeita de ambas.




5. A Invenção de Hugo (Hugo), de Martin Scorsese, 2011
A paixão de Scorsese pelo Cinema foi mais forte e o realizador fugiu ao seu género habitual para nos trazer, desta vez, um filme fascinante, que irá certamente apaixonar os verdadeiros fãs de cinema e encantar todos os outros. A Invenção de Hugo é a verdadeira homenagem à história da Sétima Arte, feita por quem também faz parte dela. A preservação da herança cinematográfica está em cima da mesa em A Invenção de Hugo e, mais do que um alerta para todos nós, o filme quer fazer-nos lembrar e viajar (de comboio, porque não?) até aos primórdios da Sétima Arte. Com Hugo, vamos sonhar.



4. Attenberg, de Athina Rachel Tsangari, 2010
Apesar da estranheza que possa provocar nas mentes menos preparadas para Attenberg, a longa-metragem grega, realizada sem pudor por Athina Rachel Tsangari, tem em si uma enorme profundidade e mexe, inevitavelmente, com as emoções da plateia. Tão hilariante como triste e melancólico, Attenberg não deixa ninguém indiferente, e detém uma singular sensibilidade provocatória. Um ensaio sobre a descoberta e sobre experiências que marcam e com as quais é difícil lidar, a vários níveis, com uma protagonista  muito especial que conquista o espectador com a sua inocência e excentricidade.



3. Procurem Abrigo (Take Shelter), de Jeff Nichols, 2011
O medo comanda Procurem Abrigo, e não é apenas o medo do Apocalipse que está em jogo, é o medo de si mesmo e do que o rodeia. As questões ficam em cima da mesa ao longo do filme: doença mental ou realidade? alucinações ou premonições? É impossível sentirmo-nos seguros ao acompanhar o dia-a-dia de Curtis, brilhantemente interpretado por Michael Shannon. Jeff Nichols faz-nos sentir o mesmo que o protagonista, coloca-nos nos seus sonhos, nas suas alucinações, ficaremos tão obcecados como ele. O medo do fim ou o medo de nós mesmos, Procurem Abrigo é um filme para fazer pensar, muito para lá da sala de cinema.



2. Vergonha (Shame), de Steve McQueen, 2011
Sem medo nem pudor, Steve McQueen quis dar-nos a conhecer a Vergonha de um viciado em sexo. Um filme sufocante e incómodo, que está muito longe do erotismo que se poderia prever. Fassbender é também o responsável pela excelente concretização de Vergonha, encarnando de corpo e alma o perturbado Brandon, que trava uma luta contra si mesmo. Não havendo nada que nos possa fazer simpatizar com o protagonista, o certo é que a sua angústia, sofrimento e obsessão pelo prazer,  acabam por   deixar o espectador consternado e verdadeiramente envolvido.



1. Temos de Falar sobre Kevin (We Need to Talk About Kevin), de Lynne Ramsay, 2011
Temos de Falar sobre Kevin é, antes de mais, aterrador. "Alguém pode ser responsável pela maldade do outro?" é uma das muitas questões que irão perdurar depois de assistir a este filme. Inquietante, perturbador, cheio de emoções fortes e com as quais é difícil lidar. Temos de Falar sobre Kevin é de uma grandeza extraordinária, quer pelas sensações e sentimentos que faz despertar, quer pela forma como toda a história de Eva e Kevin é apresentada. Com uma extraordinária interpretação de Tilda Swinton, a longa-metragem de Lynne Ramsay é uma obra-prima que todos deveriam ver.


(As menções honrosas do 11º ao 16º lugares podem ser encontradas aqui.)

Os Melhores do Ano: Menções Honrosas #2012

Antes de revelar o meu Top 10, com os melhores filmes que estrearam em Portugal ao longo deste ano, há que destacar seis títulos que, apesar de não constarem nos meus 10 favoritos de 2012, estiveram muito perto de lá entrar.

Aqui ficam as seis menções honrosas, ordenadas entre o 11º e 16º lugares do meu top de 2012:

16. Frankenweenie, de Tim Burton
Um regresso ao Tim Burton dos velhos tempos num filme que é, todo ele, uma homenagem ao cinema. Frankenweenie é um regresso ao passado cheio de novidades, que assegura, todavia, uma originalidade de que já sentíamos falta.



15. Os Marretas (The Muppets), de James Bobin
Eles marcaram a infância dos adultos e jovens adultos actuais, mas estão muito longe da reforma e continuam a fazer sorrir e sonhar não só as crianças de outros tempos como as de agora. É delicioso rever o Cocas e a Miss Piggy e todos os restantes Marretas, com todas as surpresas que trazem consigo.



14. O Cavaleiro das Trevas Renasce (The Dark Knight Rises), de Christopher Nolan
A épica conclusão da trilogia do Batman de Christopher Nolan, apesar de não alcançar o nível do seu antecessor, não deixou de ser um dos filmes mais inesquecíveis de 2012. Com uma primeira metade bastante morna, apesar de essencial para compreender e entrar na verdadeira dimensão do que se segue, o entusiasmo de O Cavaleiro das Trevas Renasce é recuperado a partir do meio, e, depois, tudo se revela espectacular até ao último segundo. Batman renasce para a sua cidade e para o seu público. Ele dá tudo a Gotham, Christopher Nolan dá-nos tudo a nós.



13. Shut Up And Play the Hits: O fim dos LCD Soundsystem (Shut Up and Play the Hits), de Will Lovelace e Dylan Southern
O filme que documenta o derradeiro concerto dos LCD Soundsystem e as 24 horas seguintes do vocalista James Murphy não poderia deixar de constar nas minhas listas de melhores do ano, neste caso, com uma menção honrosa. Uma experiência visualmente soberba, um documentário comovente, onde entramos na intimidade do músico, que se vai dando a conhecer, ao mesmo tempo que parece encontrar respostas para si mesmo.



12. O Monte dos Vendavais (Wuthering Heights), de Andrea Arnold
A história de um amor adolescente que, com o passar dos anos, perdura transformando-se num sentimento perigoso, é contada da forma mais sensível mas igualmente violenta, onde a Natureza assume um papel de destaque. O Monte dos Vendavais é, para além de tudo isto, uma experiência visual e sensorial extraordinária.



11. O Substituto (Detachment), de Tony Kaye
A história de um professor substituto que se depara com uma nova turma de jovens desmotivados e violentos. Depois de muitos filmes sobre esta temática, O Substituto veio demarcar-se do que já foi feito. Adrien Brody veste a pele deste homem solitário e misterioso, que, não querendo criar laços, acaba por entrar na vida das novas pessoas que conhece, tentando ajudá-las, ao mesmo tempo que se tenta ajudar também a si mesmo. Tecnicamente interessante, argumentativamente forte, tocante, e, apesar de alguma previsibilidade, aborda as temáticas a que se propõe de forma original.

sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

Desilusões do ano #2012

Depois das surpresas, as desilusões do ano. Refiro-me a filmes para os quais as expectativas se elevaram demasiado para o produto final. As minhas quatro maiores desilusões estão bem longe de serem maus filmes, estando aliás nos favoritos do ano de muita gente e alerto desde já para tal. A grande maioria das minhas escolhas tenderá, portanto, a ser controversa, e, em caso de dúvida, aconselho, claro, a visualização desses títulos para que se tirem as devidas conclusões.


Segue então a listagem das minhas seis desilusões de 2012:

6. Aristides de Sousa Mendes - O Cônsul de Bordéus

Não esperava que daqui saísse um grande filme, longe disso, mas também não esperava um trabalho tão fraco, quer argumentativamente, quer tecnicamente, quer mesmo ao nível do desempenho dos actores. Uma figura tão notável e, ao mesmo tempo, tão pouco conhecida da história portuguesa não merecia tal tratamento. Interpretações sem fulgor e um argumento que se perde em histórias paralelas fazem com que as atenções se dispersem e pouco ou nada seja verdadeiramente assimilado ou homenageado. Valeu a intenção de trazer os feitos de Sousa Mendes para o cinema.



5. Cavalo de Guerra
Aqui as expectativas eram mais elevadas apenas por se tratar de Spielberg, mas o realizador trouxe-nos um filme demasiado inocente e inverosímil. A Cavalo de Guerra falta credibilidade e uma verdadeira ligação emocional, que fica perdida assim que o cavalo se separa do primeiro dono. Seguimos o cavalo mas nenhuma das personagens com que ele se cruza nos marca ou acrescenta algo à acção. Merece algum mérito no que toca a aspectos técnicos, como as fantásticas fotografia e banda sonora.



4. Cloud Atlas
Cloud Atlas prometia algo de verdadeiramente original, mas no fundo, não conseguiu ser mais do que um emaranhado de histórias pouco criativas, de onde pouco se extrai. O filme ambicionou ser muito mais do que o que conseguiria alcançar. Dos seis casos que nos são expostos, destacam-se pela positiva dois ou três; visualmente, há bons momentos, mas como um todo, os irmãos Wachowski e Tykwer não conseguem impressionar e, muito menos, demarcar-se do que já foi feito.



3. A Vida de Pi
Ingénuo mas visualmente muito apelativo, A Vida de Pi parecia ser um daqueles filmes capazes de tocar qualquer um. Contudo, as minhas ilusões desfizeram-se cedo. Uma história de sobrevivência, em que um rapaz e um tigre são obrigados a adaptar-se e a conviver um com o outro, que promete comover mas fica-se pelas promessas. Senti que me queriam forçar a acreditar em algo extremamente artificial.



2. Holy Motors
Holy Motors é um filme de extremos até mesmo para o espectador que tanto o pode amar como odiar. Para mim, Leos Carax ambicionou ser genial mas não finalizou o processo para o concretizar. A longa-metragem é um emaranhado de ideias que poderiam ter muito para dar, cheias de boas intenções, mas que apenas são lançadas à espera que alguém lhes dê um rumo, ou então perdem-se por aí numa espécie de nonsense. Da muito possível abordagem sobre o próprio cinema a um romance muito pessoal, tudo se fica por hipótese, não existindo uma lógica que una tantas ideias, tantas personagens.



1. Moonrise Kingdom
Há toda uma espécie de culto em redor de Moonrise Kingdom, é certo. Todavia, o mais recente filme de Wes Anderson esteve bem longe de me impressionar. Começando pela história simples, inocente e muito pouco original, às interpretações surpreendentemente fracas, em Moonrise Kingdom não há nada que cative verdadeiramente, à excepção da direcção artística.

quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

Surpresas do Ano #2012

O balanço cinematográfico de 2012 continua, agora fazendo uma breve análise das maiores desilusões e surpresas deste ano. Começando pelas surpresas, aqui ficam alguns dos títulos, um mais desconhecidos que outros, que marcaram inesperadamente o ano pela positiva.


8. O Fantástico Homem-Aranha / The Amazing Spider-Man
Mudou o realizador, mudou o protagonista, e o reboot revelou-se melhor do que qualquer um dos filmes da anterior trilogia. Marc Webb e Andrew Garfield trouxeram o verdadeiro Homem-Aranha às salas de cinema.



7. Magic Mike
O filme sobre strippers masculinos que, estando longe de ser uma obra-prima, consegue superar as expectativas e revelar-se ser um filme para todos. Sim, os homens também viram e gostaram.



6. Um Feliz Evento / Un Heureux Événement 
Passou despercebido mas vale bem a visualização. Um filme forte, com alguma comédia, é certo, mas que é um excelente ensaio sobre a maternidade. Irá tocar mesmo os mais cépticos.



5. A Saga Twilight: Amanhecer Parte 2 / The Twilight Saga: Breaking Dawn - Part 2
Depois de tantos filmes medíocres, de entre os quais o penúltimo atingiu níveis de qualidade verdadeiramente baixos, a última longa-metragem da saga Twilight conseguiu ser razoável e até conquistar alguns críticos. O romance continua lá mas a acção acontece, e a batalha final consegue surpreender.



4. The Grey - A Presa
Protagonizado por Liam Neeson, The Grey - A Presa passou despercebido, mas revelou-se muito mais do que se poderia esperar. Tem grandes momentos de suspense e deixa qualquer um arrepiado. É um excelente filme sobre a luta pela sobrevivência, com uma abordagem dura e sem receios.



3. Até Que o Fim do Mundo nos Separe / Seeking a Friend for the End of the World
No ano do fim do mundo, surgiu mais um filme sobre o Apocalipse, mas num registo bem diferente do comum. Até Que o Fim do Mundo nos Separe é uma comédia dramática, que relata os últimos dias do planeta de uma forma leve, mas não menos tocante, que nos deixará a reflectir.



2. Sr. Ninguém / Mr. Nobody
Um filme de 2009 que apenas estreou este ano e passou ao lado da maioria das pessoas, Sr. Ninguém é, no entanto, surpreendente. Uma lição de vida, um apelo aos sentidos, um filme sobre escolhas, com um imaginário tão forte e, ao mesmo tempo, que toca bem fundo. Um filme complexo mas coerente e que, em momento algum, nos deixará sem rumo.



1. Morre... E Deixa-me em Paz! / Bernie
Com um título português que está bem longe daquilo que o filme é, Morre... E Deixa-me em Paz!, ou simplesmente Bernie, na versão original, é para ser encarado como muito mais que uma simples comédia. Jack Black tem uma óptima prestação e esta história, baseada num caso real e contada num tom quase documental, merece visualização.

terça-feira, 25 de dezembro de 2012

Actrizes do Ano #2012

Depois dos homens, é a vez de percorrer os filmes vistos e descobrir quem foram as actrizes que nos proporcionaram as melhores interpretações de 2012. Poucas são as que nos marcaram verdadeiramente este ano, mas, ainda assim, encontram-se seis nomes que merecem ser destacados.


6º - Meryl Streep 
Meryl Streep dispensa apresentações e sabemos que poucas vezes desilude quando encarna uma personagem. Este ano ganhou (mais) um Óscar, pela sua interpretação de Margaret Thatcher em A Dama de Ferro e, apesar de ser uma das mais sobrevalorizadas do ano, a actriz, que também pudemos ver em Terapia a Dois, merece figurar nos destaques de interpretações de 2012. Não ser soberba como Thatcher, Streep veste-lhe a pele de forma competente e dá algum brilho a um filme que pouco tem a seu favor.



5º - Rooney Mara
Um nome que surpreendeu: Rooney Mara foi Lisbeth Salander em Millennium 1: Os Homens que Odeiam as Mulheres, o remake realizado por David Fincher do filme sueco com o mesmo nome. Mara  (também nomeada para um Óscar este ano) provou merecer ter sido a escolhida para um papel já tão bem desempenhado por Noomi Rapace.  Inteligente, dura, forte, ela sente e sofre de forma arrepiante.



4º - Elizabeth Olsen 
A irmã mais nova das gémeas Olsen provou que afinal há talento na família. Martha Marcy May Marlene foi a prova disso mesmo com Elizabeth Olsen a encarnar de forma fabulosa a jovem Martha, que passou pelas mais terríveis experiências, ficando marcada da forma mais profunda.



3º - Michelle Williams
Michelle Williams tem, ao longo dos anos, demonstrado a excelente actriz que é. A Minha Semana com Marilyn veio reforçar esse facto com uma fiel interpretação do ícone Marilyn Monroe, que lhe valeu mais uma nomeação aos Oscares. O filme vale, principalmente, por Williams, que para além das semelhanças físicas, consegue parecer-se com Monroe nos gestos, forma de andar, falar, e incorpora tudo o que é preciso: o desencanto, a depressão ou a instabilidade emocional.



2º - Tilda Swinton
Tilda Swinton surgiu nos cinemas este ano em dois filmes: Temos de Falar sobre Kevin, no qual nos ofereceu o grande desempenho da sua carreira, e Moonrise Kingdom, onde não lhe deram uma personagem à sua altura. Falemos apenas do primeiro, onde a actriz é Eva, uma mãe que coloca as suas ambições e carreira de parte para dar à luz Kevin, com quem desenvolve uma relação difícil. Swinton vive de tal forma esta personagem que o próprio espectador partilha o seu drama e vive tão intensamente como Eva todos os acontecimentos. Ela entrega-se de corpo e alma à mulher corajosa que representa e dá-lhe a credibilidade necessária para que nos seja impossível ficar indiferentes à história mesmo depois dela acabar.



1º - Emmanuelle Riva 
Entre Swinton e Riva e escolha foi difícil. No entanto a actriz de Amor merece todos os destaques. Emmanuelle Riva, com 85 anos, encarna um papel extremamente exigente como Anne. Sem articular uma palavra, a actriz consegue transmitir inúmeras emoções e sentimentos e, a cada cena, é notório o desgaste físico e emocional que terá sido vestir a pele desta personagem.

Actores do Ano #2012

Para começar o balanço de 2012, dedicarei algum espaço deste blogue aos actores e actrizes que mais se destacaram no cinema que por cá estreou este ano. Começando pelos homens, há sete nomes de que é inevitável falar se analisarmos as interpretações deste ano.


7º - Brad Pitt
Começo pelos menos notórios. Brad Pitt teve um bom ano com a nomeação para o Oscar de melhor actor e, em Portugal, pudemos contar com a sua presença em dois filmes: Moneyball - Jogada de Risco e Mata-os Suavemente. Não tendo interpretações inesquecíveis como a que nos ofereceu em Clube de Combate, por exemplo, Pitt não se sai nada mal, quer como treinador de basebol, quer como assassino profissional (embora eu prefira esta última versão).



6º - Nick Nolte
Vimo-lo este ano em Warrior - Combate entre Irmãos onde é pai de dois lutadores. Não tendo tido talvez o destaque merecido, apesar da nomeação ao Oscar de Melhor Actor Secundário por este papel, Nolte encarna com alma este ex-alcoólico magoado e sofrido.



5º - Denis Lavant
Por muito que seja pública a minha antipatia por Holy Motors, é também pública a minha admiração pela prestação de Denis Lavant nesse mesmo filme. O actor francês consegue multiplicar-se como ninguém e vestir a pele das mais variadas e distintas personagens, causando no espectador sentimentos quase paradoxais como admiração e repugnância.



4º - Ezra Miller
O mais jovens dos meus destaques. Mais idade não é sinónimo de mais talento, e o certo é que Ezra Miller prova a cada novo papel o grande actor que já é. Este ano Temos de Falar Sobre Kevin deixou-nos arrepiados com uma personagem complexa e sinistra. O mês passado Ezra Miller voltou aos ecrãs em As Vantagens de Ser Invisível, na pele de um adolescente homossexual e, uma vez mais, mostrou do que é capaz.



3º - Matthew McConaughey
Um dos grandes actores do ano, com duas interpretações surpreendentes, quer em Magic Mike, quer em Morre... e Deixa-me em Paz. Certo é que Matthew McConaughey provou o talento que tem com excelentes desempenhos de personagens um tanto ou quanto caricatas. O procurador distrital de Morre... e Deixa-me em Paz, com as suas peculiaridades, e o stripper Dallas, de Magic Mike são a prova da versatilidade do actor.



2º - Michael Shannon
Shannon anda, ao longo dos anos, a marcar sorrateiramente todos os filmes em que surge, por mais pequena que seja a sua participação. Mas foi este ano que pudemos assistir à sua mais espectacular interpretação, como Curtis em Procurem Abrigo. O seu poderoso desempenho leva-nos a acreditar nos seus delírios e temer o mesmo que o protagonista. Não é qualquer um que consegue transmitir tantas e tão diversas sensações em duas horas de filme.



1º - Michael Fassbender
Fassbender é, para mim, o actor do ano, com duas interpretações de alto nível. Vimo-lo este ano em Vergonha, Prometheus e Uma Traição Fatal - e por muito distintas que sejam as personagens que interpretou - um viciado em sexo, um robô e um agente secreto - certo é que nos deixou impressionados, em qualquer uma delas. Destaco as duas primeiras: o angustiado Brandon, que trava uma luta contra si mesmo, e o robô David, marcado pelos seus tiques e ambição.



domingo, 4 de novembro de 2012

Top: 10 Melhores Posters de 2012

Depois dos dez piores, nada como uma selecção dos dez posters que mais se destacaram positivamente, este ano. Mais uma vez, tenho por base os posters portugueses das longas-metragens já estreadas e das que estão previstas estrear até ao final de 2012.

Aqui ficam aqueles que, para mim, são os dez melhores posters do ano.

10. Amor
* poster francês na ausência do poster português.

9. Cosmopolis

8. Shut up and Play the Hits: O Fim dos LCD Soundsystem

7. O Cavaleiro das Trevas Renasce

6. Moonrise Kingdom

5. É na Terra Não É na Lua

4. Vergonha

3. Procurem Abrigo

2. Attenberg

1. A Casa na Floresta

sábado, 3 de novembro de 2012

Top: 10 Piores Posters de 2012

Ao longo do ano, que ainda não acabou, muitos têm sido os filmes e posters que por aí vemos. Baseando-me nos posters portugueses das longas-metragens já estreadas e das que estão previstas estrear até ao final de 2012, elaborei uma lista dos 10 que, para mim, foram os melhores e piores.

Comecemos pelo menos bom. Aqui ficam os que, a meu ver, são os piores de 2012.

10. Extremamente Alto, Incrivelmente Perto

9. À Lei da Bala

8. Piranha XXL

7. O Despertar das Trevas

6. Impune

5. Dark Tide - Águas Profundas

4. Bait
* na ausência do poster português aqui fica o internacional.

3. Fiel Companheiro

2. LOL

1. Actividade Paranormal 4