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quarta-feira, 13 de abril de 2016

Dia Internacional do Beijo: Os melhores beijos de 2015

Como é costume no Hoje Vi(vi) um Filme, celebramos o Dia Internacional do Beijo com os mais inesquecíveis beijos do passado ano cinematográfico. De 2015, aqui estão sete beijos que ficaram na memória do público e que pudemos ver entre Janeiro e Dezembro (nos cinemas portugueses). Os beijos estão ordenados pela data de estreia portuguesa.

Caminhos da Floresta (Into the Woods) - Emily Blunt e Chris Pine



A Teoria de Tudo (The Theory of Everything) -  Felicity Jones e Eddie Redmayne



007 - Spectre (Spectre) - Monica Bellucci e Daniel Craig



007 - Spectre (Spectre) - Léa Seydoux e Daniel Craig



The Hunger Games: A Revolta - Parte 2 (The Hunger Games: Mockingjay - Part 2) - Jennifer Lawrence e Josh Hutcherson




The Hunger Games: A Revolta - Parte 2 (The Hunger Games: Mockingjay - Part 2) -  Jennifer Lawrence e Liam Hemsworth



A Rapariga Dinamarquesa (The Danish Girl) -  Eddie Redmayne e Ben Whishaw

segunda-feira, 5 de janeiro de 2015

Estreias da Semana #149

No primeiro dia de 2015, chegaram as primeiras estreias do ano, que são sete e contam com títulos como Caminhos da Floresta, Foxcatcher e Pasolini, por exemplo.

O filme de Rob Marshall é, essencialmente, uma abordagem moderna dos contos dos irmãos Grimm, combinando os enredos de algumas das suas histórias e explorando as consequências dos desejos e feitos das personagens. O musical acompanha os contos de Cinderela (Anna Kendrick), o Capuchinho Vermelho (Lilla Crawford), João e o Pé de Feijão (Daniel Huttlestone) e Rapunzel (MacKenzie Mauzy), unidos numa história original que envolve um padeiro e a sua mulher (James Corden e Emily Blunt), o seu desejo de iniciar uma família e a sua interacção com a bruxa (Meryl Streep) que os amaldiçoou.

Foxcatcher (2014)
Foxcatcher conta a história de Mark Schultz (Channing Tatum), lutador olímpico de luta livre premiado com uma medalha de ouro, que vive em Wisconsin com dificuldades desportivas e económicas, quando é convidado pelo milionário John du Pont (Steve Carell) para se mudar para a sua luxuosa propriedade, onde este planeia formar e treinar uma equipa de luta livre para os Jogos Olímpicos de Seul de 1988. Schultz aproveita a oportunidade, ansioso também por sair da sombra de Dave (Mark Ruffalo), o seu irmão mais velho, um respeitado treinador de luta livre, também ele medalhista olímpico.

O Desaparecimento de Eleanor Rigby: Ela (2013)
The Disappearance of Eleanor Rigby: Her
Outrora casados e felizes, Conor (James McAvoy) e Eleanor (Jessica Chastain) são agora como que estranhos, desesperados por perceber o que aconteceu e como é que a vida pode continuar depois de uma tragédia. O filme explora a história do casal à medida que eles tentam reclamar a vida e amor que lhes foi comum e apanhar as peças de um passado que pode estar já demasiado longe. Aqui é-nos dada a perspectiva de Eleanor.

O Desaparecimento de Eleanor Rigby: Ele (2013)
The Disappearance of Eleanor Rigby: Him
Outrora casados e felizes, Conor (James McAvoy) e Eleanor (Jessica Chastain) são agora como que estranhos, desesperados por perceber o que aconteceu e como é que a vida pode continuar depois de uma tragédia. O filme explora a história do casal à medida que eles tentam reclamar a vida e amor que lhes foi comum e apanhar as peças de um passado que pode estar já demasiado longe. Aqui é-nos dada a perspectiva de Conor.

O Sétimo Filho (2014)
Seventh Son
Numa era em que reina a feitiçaria e onde lendas e magia colidem, o último guerreiro de uma ordem mística (Jeff Bridges) parte numa viagem para encontrar um profetizado herói que nasceu com poderes incríveis, o último Sétimo Filho (Ben Barnes). Arrancado da sua vida pacata de agricultor, o jovem herói embarca numa arriscada aventura com o seu aguerrido mentor para destronar uma rainha malévola (Julianne Moore) e o seu exército de assassinos sobrenaturais.

Pasolini (2014)

Em Roma, na noite de 2 de Novembro de 1975, o poeta e cineasta italiano Pier Paolo Pasolini é assassinado. Pasolini é um símbolo de uma arte que batalha contra o poder. Os seus escritos são escandalosos, os seus filmes são perseguidos pelos censores, muita gente o ama e muitos o odeiam. No dia da sua morte, Pasolini passa as últimas horas com a sua amada mãe e mais tarde com os amigos mais próximos, e finalmente sai para a noite no seu Alfa Romeo em busca de aventura na cidade eterna. Pela aurora, Pasolini é encontrado morto numa praia em Ostia nos arredores da cidade. Abel Ferrara reconstrói o ultimo dia do grande poeta.

Uma Senhora Herança (2014)
My Old Lady
Mathias Gold (Kevin Kline), um nova-iorquino cheio de dívidas, viaja até Paris com a intenção de vender rapidamente um apartamento que herdou do seu pai, com quem tinha uma relação conflituosa. Nisto, é surpreendido ao encontrar uma idosa – Mathilde (Maggie Smith) a morar no apartamento com uma filha muito protectora (Kristin Scott-Thomas). Não levará muito tempo a aperceber-se que, de acordo com uma antiga lei francesa, o apartamento apenas será seu após a morte de Mathilde.

sábado, 3 de janeiro de 2015

Crítica: Caminhos da Floresta / Into the Woods (2014)

"I wish..."
*7/10*

Um lado mais obscuro da Disney, onde a música não podia faltar: Caminhos da Floresta é um divertido musical que cruza algumas das mais famosas histórias de encantar e nos desafia a pensar que, se calhar, nada foi como nos contaram na infância.

Rob Marshall (Chicago, Nove) regressa assim aos musicais, desta vez com a adaptação de uma peça da Broadway (de Stephen Sondheim - encontramos facilmente sonoridades semelhantes a Sweeney Todd: O Terrível Barbeiro de Fleet Street, por exemplo) ao cinema. As histórias infantis são contadas sob um ponto de vista bem diferente em Caminhos da Floresta, mais apropriado para um público adulto. Não faltarão gargalhadas, momentos hilariantes e bem contraditórios ao esperado e, acima de tudo, um texto bem construído, que resulta muito bem na tela do cinema.

O filme de Rob Marshall é, essencialmente, uma abordagem moderna dos contos dos irmãos Grimm, combinando os enredos de algumas das suas histórias e explorando as consequências dos desejos e feitos das personagens. O musical acompanha os contos de Cinderela (Anna Kendrick), o Capuchinho Vermelho (Lilla Crawford), João e o Pé de Feijão (Daniel Huttlestone) e Rapunzel (MacKenzie Mauzy), unidos numa história original que envolve um padeiro e a sua mulher (James Corden e Emily Blunt), o seu desejo de iniciar uma família e a sua interacção com a bruxa (Meryl Streep) que os amaldiçoou.


Os ingredientes estão lá e tudo funciona melhor do que se poderia esperar. Com um tom sarcástico e bem mais realista que os contos de fadas, Caminhos da Floresta não receia expor ao ridículo príncipes encantados, nem trocar o rumo das histórias que todos conhecem. E essa imprevisibilidade - principalmente para quem não conhece, de todo, o texto que dá origem ao filme - é um dos pontos mais fortes da longa-metragem. Os desejos de cada um são o fio condutor e levam-nos a saltar entre contos, até que, por fim, todos se cruzam, com todas as consequências que tal acarreta. Porque é preciso muito cuidado com o que se deseja.

O trabalho da direcção de fotografia - do oscarizado Dion Beebe - adensa o mistério da floresta onde se perdem e se cruzam as personagens e, aliado à caracterização - Meryl Streep está uma bruxa muito convincente -, é um dos aspectos mais fortes da componente técnica. No elenco, é mesmo Streep quem se destaca: entre um coração gelado pela vingança e uma ternura escondida - afinal, ela até quer ajudar o casal a quebrar a maldição que ela lhes lançou -, esta bruxa também quer realizar os seus desejos. Emily Blunt revela-se neste filme uma boa actriz de musicais, com uma faceta cómica especialmente agradável, e proporcionando dos melhores momentos de Caminhos da Floresta. É a sua personagem e o seu marido que, na busca da "vaca tão branca como o leite", da "capa tão vermelha como o sangue", do "cabelo tão amarelo como o milho" e do "sapatinho tão puro como o ouro", são o elo de ligação entre histórias e são os principais responsáveis pelas inacreditáveis mudanças nos enredos que tão bem conhecemos.


Caminhos da Floresta surge como um  musical bem estruturado, com temas que ficarão no ouvido e momentos hilariantes. Apenas a duração poderá estragar a divertida experiência que o filme proporciona, com reviravoltas que se sucedem e fazem com que a plateia sinta que o musical se arrasta.

É no meio da floresta que descobrimos o outro lado das personagens quase perfeitas que conhecemos desde sempre. E se a vida não é um conto de fadas, afinal, parece que as histórias da nossa infância também não.