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domingo, 17 de novembro de 2019

Sugestão da Semana #403

Das estreias da passada Quinta-feira, a Sugestão da Semana destaca Le Mans '66: O Duelo, com Matt Damon e Christian Bale.

LE MANS '66: O DUELO


Ficha Técnica:
Título Original: Ford v Ferrari
Realizador: James Mangold
Elenco: Matt Damon, Christian Bale, Jon Bernthal, Tracy Letts, Caitriona Balfe, Noah Jupe, Scott Rapp, Josh Lucas
Género: Acção, Biografia, Drama
Classificação: M/12
Duração: 152 minutos

domingo, 24 de fevereiro de 2019

Oscars 2019: Os Actores Principais

Olhemos agora para os nomeados para o Oscar de Melhor Actor. Ethan Hawke é o nomeado ausente - o melhor desempenho masculino do ano passado, totalmente ignorado pela Academia. Entre os cinco candidatos, há dois nomes fortes, mas todos os desempenhos estão a níveis bastante semelhantes. Vou abster-me quanto a Willem Dafoe pois ainda não assisti ao seu filme. Eis os nomeados para Melhor Actor, por ordem de preferência:



Bradley Cooper mostra que sabe cantar... e não só. Cooper é, sem dúvida, a grande Estrela do título do seu filme. Afinal, ali há talento, e muito. Nunca imaginei vê-lo num papel com a entrega e emoção que coloca em Jackson Maine. O actor (agora sim, podemos chamá-lo actor) transmite-nos o desespero e desencanto, o vazio que sente, a mágoa e tristeza. Ele sofre e faz-nos ter piedade da sua personagem, esquecendo, por vezes, que Lady Gaga também está no ecrã. Cria-se uma empatia imensa com Cooper que parece ter esperado muitos anos por uma personagem com esta força e carácter. É arrepiante vê-lo. E por muitas graças que se possam fazer acerca da sua personagem em A Ressaca, nada se compara a este alcoólico doente e sem forças, nem esperança.



Já estamos habituados às inúmeras transformações de Christian Bale de personagem para personagem, mas nunca estamos verdadeiramente preparados para a próxima. Em Vice, surge mais uma vez camaleónico e assustadoramente semelhante a Cheney em expressões, gestos e até na voz e forma de falar. Um fabuloso desempenho.



Rami Malek é quem conduz Bohemian Rhapsody e o faz valer a pena. Uma interpretação quase idêntica ao verdadeiro Freddie, o que vai para além da caracterização ou parecenças físicas. Malek estudou minuciosamente os gestos, os movimentos, a forma de andar de Freddie Mercury... Uma interpretação convincente e cheia de dedicação.



Viggo Mortensen forma uma dupla-maravilha como Mahershala Ali, na pele de um italo-americano gabarola e um tanto grosseiro. Viggo engordou para fazer esta personagem, e a comida italiana parece ter sido a dieta ideal. O actor é tão boçal como sincero, numa pureza conspurcada mas ainda com alguma doçura ou inocência. Dos modos racistas iniciais, Tony vai aprendendo muito com Don - e igualmente ensinando -, e entre as diferenças surgem muitos pontos comuns. Tão diferentes e tão complementares.

Willem Dafoe (At Eternity's Gate)
 

Sem avaliação

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2019

Crítica: Vice (2018)

"And he did it like a ghost."
Kurt


*8/10*

Eis o retrato de um homem que se movimentou nos bastidores da política norte-americana durante décadas. A ascensão aconteceu, a pouco e pouco, sempre com pouca exposição pública, mas muitos contactos em todos os locais que lhe interessavam. Vice é uma espécie de filme biográfico sem papas na língua que Adam McKay realizou sobre o vice-presidente mais influente na Casa Branca. O poder foi uma tentação para Dick Cheney e ele soube usá-lo sem que alguma vez se tornasse uma fraqueza. Ele era o cérebro de George W. Bush, o seu vice, e governava o país sem ter vencido nenhuma eleição.

Vice leva-nos num mergulho frontal e sarcástico - quase mórbido - no mundo impenetrável da política norte-americana, fazendo-nos conhecer o mentor do estado a que o país chegou. A influência de um homem quase invisível teve repercussões assustadoras. É em jeito de paródia (ou farsa) que Adam McKay nos confronta com uma realidade demasiado dolorosa para ser mentira.


Vice explora o percurso de Dick Cheney (Christian Bale), desde a época em que era um simples operário no Texas, até se tornar no homem mais poderoso do planeta, depois de, sob a orientação da sua leal mulher Lynne (Amy Adams), ascender ao cargo de Vice-Presidente dos EUA, redefinindo para sempre o país e o mundo.

Mas antes de conhecermos os feitos de Cheney na Casa Branca, conhecemos o seu passado de abusos e irresponsabilidade. Sempre ao seu lado esteve a sua mulher, Lynne Cheney, sem quem Dick nunca teria percorrido nem metade do caminho. No decorrer de Vice, ali está sempre a esposa dedicada e decidida.

A sátira é certeira nos pontos que aborda e no ritmo - sempre acelerado de McKay -, com a montagem a reforçar isso mesmo. O realizador não tem meias medidas - ou tudo ou nada, e com Christian Bale ao comando claro que só poderia ser "tudo". Depois de A Queda de Wall Street, a parceria entre actor e realizador parece ter vindo para ficar e Vice é a prova de como os dois trabalham bem juntos.


A caracterização faz um trabalho fenomenal ao transformar os actores em autênticos sósias dos visados: Christian Bale, Steve Carell e Sam Rockwell são cópias de Dick Cheney, Donald Rumsfeld e George W. Bush, respectivamente. Adicionalmente, o empenho dos três actores foi ao ponto de se aproximarem ainda mais das suas personagens, adoptando os seus tiques ou tom de voz, por exemplo.

Quem ganha por muitos votos na melhor interpretação é, sem dúvida, Bale, sempre camaleónico, e assustadoramente semelhante a Cheney em expressões, gestos e na voz e forma de falar. Rockwell é cómico ao construir um Bush irresponsável e pouco comprometido com a nação que serve. Já Carell, interpreta um arrogante e déspota Donald Rumsfeld, sarcástico e um autêntico professor do protagonista. A mulher por detrás dos homens, Lynne Cheney ou Amy Adams, é mais uma interpretação de peso, numa boa parceria - já bem conhecida de outros filmes - com Christian Bale.


Vice é uma boa forma de compreender, em jeito de comédia negra, a perversão e corrupção que imperam no centro das decisões dos EUA e do mundo. Um verdadeiro filme de terror.

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2019

Sugestão da Semana #364

Das estreias da passada Quinta-feira, a Sugestão da Semana destaca Vice, de Adam McKay, com Christian Bale, Amy Adams, Steve Carell e Sam Rockwell no elenco.

VICE


Ficha Técnica:
Título Original: Vice
Realizador: Adam McKay
Actores: Christian Bale, Amy Adams, Steve Carell, Sam Rockwell
Género: Biografia, Comédia, Drama
Classificação: M/14
Duração: 132 minutos

segunda-feira, 10 de abril de 2017

Sugestão da Semana #267

Das estreias da passada Quinta-feira, a Sugestão da Semana destaca Para Além das Cinzas, com Christian Bale, um filme que tardou, mas finalmente teve estreia nas salas portuguesas.

PARA ALÉM DAS CINZAS


Ficha Técnica:
Título Original: Out of the Furnace
Realizador: Scott Cooper
Actores: Christian Bale, Casey Affleck, Zoe SaldanaSam ShepardWillem DafoeForest Whitaker
Género: Crime, Drama, Thriller
Classificação: M/16
Duração: 116 minutos

sexta-feira, 4 de março de 2016

Crítica: Cavaleiro de Copas / Knight of Cups (2015)

"Begin"
Rick
 
*6.5/10*

Não é mesmo nada fácil lidar com o mais recente filme de Terrence Malick, Cavaleiro de Copas. Se, para muitos, A Essência do Amor já não reflectia o talento do cineasta, o novo filme segue a mesma linha, mas exalta a rebeldia do realizador ao máximo. É um projecto atordoante e fragmentado - mostra-nos fragmentos de vida(s). Filosófico, convida à introspecção e à abstracção.

Não há significados certos ou errados. Com Malick isso cada vez é menos possível. Encontramos a Natureza em abundância, a família e a espiritualidade, temas que são característicos do autor. O romance, o passado, as possibilidades de futuro... mas, afinal, onde começa a ilusão e termina a realidade?

Cavaleiro de Copas começa com uma história. Era uma vez um jovem príncipe cujo pai, o rei do Este, o enviou para o Egipto a fim de encontrar uma pérola. Mas quando o príncipe chegou, o povo serviu-lhe uma taça e, ao bebê-la, esqueceu-se que era filho do rei, esqueceu-se da pérola e caiu num sono profundo. O pai de Rick, o nosso protagonista, costumava ler-lhe esta história quando era pequeno. Rick (Christian Bale) é agora um argumentista que vive em Santa Monica. Anseia por algo diferente, sem saber muito bem o quê ou como encontrá-lo. A morte do seu irmão, Billy, paira sobre ele, o seu pai, Joseph (Brian Dennehy), que se sente culpado, e o seu outro irmão, Barry (Wes Bentley). Entre a vida familiar e profissional, Rick procura distracção na companhia de seis mulheres muito diferentes, mas elas e todos os que se cruzam no seu caminho parecem saber mais sobre si do que ele próprio.


O argumento é tão desafiante como o filme no seu todo. Através da câmara de Malick seguimos o protagonista por várias cartas do tarot - ele mesmo já é uma delas - que dão nome aos entretítulos que surgem ao longo da longa-metragem. Intencional ou não, certo é que Rick vai a uma cartomante pouco depois do início de Cavaleiro de Copas, o que coloca a dúvida se todas as situações que nos são apresentadas serão reais ou puras possibilidades de futuro.

Rick encontra-se rodeado de relações fugazes, um casamento desfeito, uma mulher casada, festas loucas, discussões, clubes de strip tease, desertos, praias... Uma amalgama de sentimentos, sensações e pessoas, todas tão diferentes mas todas intimamente ligadas a ele. Será Rick a personificação da história que o pai lhe contava?


Como habitual, as personagens são também os narradores do filme e Malick faz-nos deambular  ao lado do protagonista com os olhos da sua câmara irrequieta e flutuante. E, em muitos momentos, também Rick paira como um espectro no meio da acção. observa, explora, quase como se mais ninguém o visse, apenas nós. Será a imaginação a trabalhar? Pelo menos a de Malick parece não parar.

Abundam os edifícios altos, janelas, corredores, terraços e elevadores, quase como sonhos repetidos. Por outro lado, o realizador não dispensa as paisagens fabulosas que nos colocam no meio da Natureza e os planos deslumbrantes que o director de fotografia Emmanuel Lubezki tão bem sabe captar.

No elenco, Christian Bale é quem nos abre a porta para a sua vida, talvez a personificação do Cavaleiro de Copas do título. Das mulheres que se cruzam no seu caminho e podem, ou não, fazer parte do seu presente, realço a importância de Cate Blanchett - sempre extraordinária nos seus desempenhos, por mais curtos que sejam -, Imogen Poots e Natalie Portman. Ainda de destacar é a forte presença de Wes Bentley como o desequilibrado irmão, Barry.


Cavaleiro de Copas é Terrence Malick a arriscar cada vez mais, a experimentar sempre sem receios. Espiritual, o filme pode ser o resultado da leitura de cartas de uma taróloga, a vida atribulada de um argumentista em Los Angeles ou o que cada um de nós quiser. Malick aposta, cada vez mais, nos sentidos e na introspecção, mas não é fácil alguém se deixar levar numa aventura tão arriscada sem fazer julgamentos.

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2016

Oscars 2016: Os Actores Secundários

Os Oscars são já no dia 28 e, como de costume, faço uma pequena análise aos nomeados nas categorias mais esperadas. Começo com o Oscar de Melhor Actor Secundário. Não é uma categoria fácil. A competição é renhida e a qualidade dos actores é enorme. É complicado ordená-los por ordem de preferência, mas aqui fica.

Devem-lhe um Oscar. Mais ainda pelo seu Rocky, agora reformado do ringue, frágil e emocional. Stallone mostra um lado muito humano, a prova de como até os ícones envelhecem e são reais. Emociona-se e emociona-nos, este Rocky Balboa magoado pela vida, que parece descobrir em Adonis a força e vitalidade que os anos lhe roubaram. 

Ele é mesmo bom a fazer de vilão. Tom Hardy consegue encarnar na perfeição Fitzgerald, o homem ausente de sentimentos, com uma maldade imensa a pairar sobre si, sem arrependimentos. Mais um grande desempenho de um actor que ainda continua a ser subvalorizado - justamente deram-lhe a nomeação.

Quase podia passar despercebido, não fosse o magnetismo que emana, que só os bons actores conseguem atingir. Mark Rylance é o espião russo, Rudolf Abel. Um desempenho comedido, de um homem de ar frágil, com uma presença muito forte, acusado de espionagem mas capaz de comover o público.

Num filme de grandes desempenhos, Mark Ruffalo tem possivelmente o desempenho mais forte. Até a postura e forma do actor se movimentar estão diferentes, na pele do jornalista luso-descendente, Mike Rezendes, emocional, corajoso, persistente, sem papas na língua e verdadeiramente incomodado com o caso que investiga.

Christian Bale é um camaleão. Desta vez, vestiu a pele de Michael Burry, o primeiro cérebro a prever a queda do mercado imobiliário. Um homem rebelde, solitário que, praticamente, vive no escritório. O actor incorpora de forma hilariante este homem que se veste e comporta como um adolescente, de baquetas nas mãos e com a cabeça cheia de números.

terça-feira, 23 de fevereiro de 2016

Crítica: A Queda de Wall Street / The Big Short (2015)

"Truth is like poetry. And most people fucking hate poetry."
Overheard at a Washington, D.C. bar

*7.5/10*

Não percebe nada da crise financeira? A Queda de Wall Street explica, trocando os termos complexos por "miúdos". No meio da tragédia de muitos, há sempre os que ficam a ganhar e Adam McKay conta-nos tudo com um humor sarcástico ao estilo de "eles bem vos avisaram".

O elenco conta com nomes sonantes e a longa-metragem traz consigo muitos "convidados" surpresa que se interpretam a si mesmos. Os filmes sobre a bolsa não têm de ser massudos e A Queda de Wall Street é a prova: gargalhadas não vão faltar e não vamos querer perder nem um minuto.

A história é simples: quando quatro homens vêem o que os grandes bancos, comunicação social e governo recusaram ver - o colapso global da economia - têm uma ideia. Os seus investimentos avultados levam-nos aos meandros do sistema bancário moderno, onde têm de questionar tudo e todos.

Nos últimos anos, não precisamos de pensar muito para nos lembrarmos de longas-metragens que envolvam temáticas sobre a bolsa, os bancos e a crise. Margin Call - O Dia Antes do Fim (2011) e O Lobo de Wall Street (2013) são dois títulos flagrantes. Dois bons filmes, cada um ao seu estilo, um mais sério, outro hilariante, não são contudo totalmente claros para um público leigo na matéria.


McKay é tão simples como arrojado em A Queda de Wall Street. Usa a câmara como se de um documentário se tratasse, aproximando a plateia das personagens, das suas expectativas e desilusões. A montagem é dinâmica e não deixa ninguém sentir-se aborrecido. Os actores, por vezes, olham-nos nos olhos e falam para a câmara, integrando-nos como se não houvesse qualquer ecrã a separar-nos. Por outro lado, somos conduzidos por um narrador - Ryan Gosling - que nos conta tudo com muito sarcasmo, numa provocação saudável. Somos uma espécie de espectador-participante. 

O elenco faz um bom trabalho, com destaque para Christian Bale e Steve Carell. Bale é Michael Burry o primeiro cérebro a prever a queda do mercado imobiliário. Um homem rebelde, solitário que, praticamente vive no escritório. O actor incorpora de forma hilariante este homem que se veste e comporta como um adolescente, de baquetas nas mãos e com a cabeça cheia de números. Já Carell é Mark Baum, inseguro e quase insuportável, é ele ainda assim quem parece ter a consciência mais pesada com o que acaba de descobrir. Ainda de destacar é a personagem de Ryan Gosling, Jared Vennett, sarcástico e sem escrúpulos, vai proporcionar boas gargalhadas. Quase despercebido passa Brad Pitt na pele de Ben Rickert, o homem que não quer lucrar com a crise, apenas dá uma mãozinha a quem lhe pede ajuda.


A Queda de Wall Street mune-se de um argumento bem construído e resulta numa critica mordaz ao ciclo vicioso do crédito. Com muito humor, Adam McKay dá uma aula sobre a crise à plateia.

sábado, 1 de março de 2014

Oscars 2014: Os Actores Principais

Depois das actrizes e actores secundários, passemos agora aos principais. Aqui ficam, por ordem de preferência, os cinco nomeados para o Oscar de Melhor Actor, com uma breve análise ao seu desempenho.

1. Matthew McConaughey em O Clube de Dallas (Dallas Buyers Club)
Da transformação física ao consolidar de um grande talento, se, como se prevê, Matthew McConaughey vencer na sua categoria, o Oscar não poderia ficar melhor entregue. 20 kg mais magro, o actor deixou de lado o charme que marcou parte da sua carreira, para incorporar, de corpo e alma, Ron Woodroof um homem bruto, homofóbico e de maus modos, que descobre ser seropositivo. Da surpresa e incredulidade, à vontade de lutar e de contrariar o diagnóstico de uma morte demasiado precoce, McConaughey conduz brilhantemente o percurso do protagonista - agora solitário, que encontra o mais próximo de um amigo no transexual interpretado por Leto - que desafia a lei, em nome da sobrevivência de muitos. Ao mesmo tempo, é o protagonista quem sofre mais mudanças, quer em termos de relações de amizade, formas de ver o mundo e de encarar o futuro. McConaughey é brilhante.

2. Bruce Dern em Nebraska
Apesar do meu favoritismo ir para McConaughey, Bruce Dern segue-o de muito perto. O seu Woody é frágil, ingénuo, teimoso, mas cheio de esperança. No meio da debilidade que aparenta, surge uma força de vontade marcante, entre vícios e um passado doloroso. Woody - e Dern - "é" Nebraska e é muito por sua causa que nos deixamos conduzir nesta jornada em busca de um sonho.

3. Leonardo DiCaprio em O Lobo de Wall Street (The Wolf of Wall Street)
Nunca mais lhe dão o Oscar e ainda não será desta, mas ele há-de chegar. A cada novo papel, Leonardo DiCaprio proíbe-nos de negar o seu talento e versatilidade. Em O Lobo de Wall Street ele introduz-nos à vida boémia e corrupta dos corretores da bolsa e veste a pele de uma das maiores fraudes dos anos 80. DiCaprio faz-nos chorar de tanto rir, presta-se às mais hilariantes situações e tem o companheiro de farra perfeito: Jonah Hill.

4. Chiwetel Ejiofor em 12 Anos Escravo (12 Years a Slave)
Chiwetel Ejiofor tem uma prestação à altura da personagem principal de 12 Anos Escravo: sofrida e corajosa. No entanto, esperava-se um maior fôlego e entrega. No mesmo filme, Lupita Nyong'o faz-nos sentir muito mais.

5. Christian Bale em Golpada Americana (American Hustle)
Bale já tem um Oscar e, por enquanto, não merece mais nenhum. O actor camaleónico (já estamos habituados às abismais transformações físicas de que é capaz) surge irreconhecível na pele de um vigarista gordo, careca e pouco atraente - quem adivinharia que é o Batman? -, mas que as mulheres disputam. Christian Bale tem uma prestação competente e hilariante, mas já fez melhor.

domingo, 26 de janeiro de 2014

Sugestão da Semana #100

Dos dois filmes estreados na passada Quinta-feira, a Sugestão da Semana recai sobre Golpada Americana, nomeado para dez Oscars da Academia. Podes ler aqui a crítica do Hoje Vi(vi) um Filme.


Ficha Técnica:
Título Original: American Hustle
Realizador: David O. Russell
Actores: Christian Bale, Amy Adams, Bradley Cooper, Jennifer Lawrence, Jeremy Renner
Género: Comédia, Crime, Drama
Classificação: M/16
Duração: 138 minutos

quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

Crítica: Golpada Americana / American Hustle (2013)

"Did you ever have to find a way to survive and you knew your choices were bad, but you had to survive?"
Irving Rosenfeld

*7.5/10*

Dinheiro, corrupção, mulheres bonitas e homens astutos são alguns dos ingredientes de Golpada Americana, um dos títulos mais nomeados para os Oscars 2014. Muito superior ao seu antecessor, o filme volta a mostrar que David O. Russell não vem sendo original, mas consegue essencialmente entreter, desta vez com melhor conteúdo e personagens. 

Baseado em acontecimentos reais, Golpada Americana reúne um elenco de luxo - como já vem sendo hábito na filmografia do realizador -, e lembra-nos, de quando em quando, trabalhos de outros cineastas. A longa-metragem debruça-se sobre o vigarista Irving Rosenfeld (Christian Bale), que se alia à sedutora Sydney Prosser (Amy Adams), e se vê  forçado a trabalhar para o agente Richie DiMaso (Bradley Cooper), do FBI, que os coloca no centro do perigoso mundo da máfia. No meio destes esquemas surge também o político Carmine Polito (Jeremy Renner), e, claro, Rosalyn (Jennifer Lawrence), a imprevisível mulher de Irving, que poderá pôr tudo a perder.

Golpada Americana é fundamentalmente um filme de actores. Amy Adams, Christian Bale, Bradley Cooper, Jennifer Lawrence, Jeremy RennerJack Huston são alguns dos nomes de peso que compõem o elenco e são o motor do filme de O. Russell. Aliás, o ponto mais positivo da longa-metragem é a fusão personagem-interpretação, com Amy Adams na pele de Sydney - ou devo dizer, Edith? - a liderar. Adams é fabulosa, sedutora e uma farsante de alta qualidade. Ela seduz e engana os dois homens fortes da longa-metragem, apesar do amor incondicional pelo seu parceiro de falcatruas. Ela ama, sofre, transforma-se. Ao seu lado está Bale, camaleónico, irreconhecível na pele deste vigarista gordo, careca e pouco atraente - quem adivinharia que é o Batman? -, mas que as mulheres disputam.


Do lado dos secundários, Jennifer Lawrence tem pouco protagonismo, mas o tempo em que a vemos no ecrã será, certamente, o mais divertido da longa-metragem. Rosalyn é desequilibrada, com hábitos e atitudes hilariantes, e dela nunca saberemos o que virá. A prestação da actriz não é extraordinária, mas é, certamente, a mais cómica, e em muito contribui para as voltas e reviravoltas da trama. Por seu lado, Cooper está numa personagem à sua imagem, não muito longe do que já fez antes. O agente do FBI é inteligente mas demonstra alguma ingenuidade, e tem explosões de fúria inesperadas. Jeremy Renner tem um desempenho curioso na pele do político corrupto mas dedicado à família, Carmine Polito - uma caricatura divertida e muito pouco realista, mas que proporciona bons momentos.

O argumento não carrega originalidade, e é, acima de tudo, entretenimento puro. Embrenham-se histórias de máfia e corrupção, sob um texto divertido, com algumas surpresas, e onde são facilmente reconhecidos alguns detalhes que nos lembram obras de Scorsese ou mesmo Coppola

Tecnicamente, o destaque vai especialmente para a direcção artística que faz um trabalho muito interessante, fazendo a audiência sentir-se realmente na New Jersey dos anos 70, aliando-se ao guarda-roupa e à banda sonora que nos embala e situa na época certa.

David O. Russell está longe de ser perfeito e Golpada Americana não é o melhor filme do ano. Contudo, poucas comédias sobre mafiosos - actualmente - nos divertem tanto e de uma forma tão leve como esta.

sexta-feira, 27 de julho de 2012

A Estrear: O Cavaleiro das Trevas Renasce

Um dos mais esperados filmes deste ano está a chegar. É já na próxima Quinta-feira que O Cavaleiro das Trevas Renasce estará nos cinemas portugueses. Depois do terrível incidente em Denver, muito se especulava acerca da repercussão que o filme poderia sentir. O certo é que, tristezas à parte, o capítulo final da trilogia de Christopher Nolan é tão bom ou melhor do que o último O Cavaleiro das Trevas, de 2008, e é de visualização mais do que obrigatória.


A expectativa era alta, mas o realizador não deixou que a desilusão fosse uma possibilidade para o espectador. Há sequências brilhantes, cenas de arrepiar e um desfecho imprevisível, até ao último minuto. "Brilhante" e "Fabuloso" são duas características de O Cavaleiro das Trevas Renasce. O grande elenco contribui também para a excelente concretização deste filme onde destaco as prestações de Tom Hardy, Anne Hathaway, Christian Bale e Joseph Gordon-Levitt.

Nos próximos dias, a minha crítica ao filme está no Espalha-Factos e por aqui também.