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terça-feira, 13 de março de 2018

Flashbacks #5

Sabem aqueles filmes que parece que quando nascemos já os tínhamos visto? Música no Coração é um deles. Provavelmente, porque a RTP o repete todos os anos desde que há memória. O Flashbacks de hoje quer recordar esses tesourinhos que nasceram connosco ou assim parece.

Independentemente da história do filme, foi com ele que comecei a nutrir o meu grande amor por Julie Andrews e, claro, pelo meu querido Christopher Plummer. Cedo também comecei a cantarolar as mais do que conhecidas músicas, seja The Sound of Music, Do-Re-Mi ou My Favorite Things.

Filme De Que Me Lembro Desde Sempre


Música no Coração (The Sound of Music), de Robert Wise, 1965


De certeza que muitos partilham esta memória comigo. Que outros filmes vos dão esta sensação?

quinta-feira, 1 de março de 2018

Oscars 2018: Os Actores Secundários

Percorro agora os nomeados para o Oscar de Melhor Actor Secundário. É uma categoria com dois desempenhos muito bons, e uma ausência muito notória: Armie Hammer merecia um lugar pelo seu papel em Chama-me Pelo Teu Nome. Eis os cinco nomeados, por ordem de preferência.

1. Christopher Plummer, Todo o Dinheiro do Mundo (All the Money in the World)


Chegamos ao fim de Todo o Dinheiro do Mundo apaixonados pela interpretação de Christopher Plummer. É ele, na realidade e ironicamente (dada a troca tardia de Spacey por Plummer), a estrela do filme. O veterano é perfeito a interpretar esta personagem tão ambígua, um homem inteligente, arrogante, inacessível e avarento, que nutre grande amor pelo neto raptado. É neste paradoxo de características que reside o encanto da personagem que consegue ser desprezível mas igualmente calorosa.

2. Sam Rockwell, Três Cartazes à Beira da Estrada (Three Billboards outside Ebbing, Missouri)


Sam Rockwell é um camaleão como Dixon, o homem intragável, intratável, violento e com um ódio desmedido que toma conta dos seus actos. É uma criança grande, que veste farda e usa armas, enquanto não larga os headphones ou as revistas de banda desenhada. A sua personagem sofre uma grande transformação ao longo do filme e há valores que vamos descobrindo neste homem imaturo que nos vão surpreender.

3. Willem Dafoe, The Florida Project


Willem Dafoe veste a pele do apaziguador gerente do motel. Ele é o responsável por manter a ordem e por que tudo funcione e, ao mesmo tempo, é um pai para grande parte dos hóspedes - com os seus próprios dramas familiares a pairar muito superficialmente. Uma interpretação tranquila mas que gera uma intensa empatia com a plateia.

4. Woody Harrelson, Três Cartazes à Beira da Estrada (Three Billboards outside Ebbing, Missouri)


Woody Harrelson é o desafiado chefe da polícia, um dos bons, mas impotente, desencantado, é um homem em claro sofrimento. Uma interpretação curta e cheia de simplicidade a que não falta muito carisma.

5. Richard Jenkins, A Forma da Água (The Shape of Water)


Richard Jenkins é o eterno amigo da protagonista de A Forma da Água. Um desempenho cheio de sensibilidade, de um homem que, por força da época, esconde publicamente a sua orientação sexual. Ao mesmo tempo, transmite simpatia e proporciona momentos tão divertidos como comoventes.

quarta-feira, 21 de fevereiro de 2018

Crítica: Todo o Dinheiro do Mundo / All The Money in The World (2017)

"If you can count your money you're not a billionaire."
J. Paul Getty

*6.5/10*

Uma história real sobre dinheiro, poder e família é adaptada ao cinema pela mão de Ridley Scott e o resultado é Todo o Dinheiro do Mundo. A longa-metragem ficou mais conhecida pelas polémicas em torno da troca de Kevin Spacey por Christopher Plummer a poucas semanas da estreia, mas há mais por detrás do escândalo.

Todo o Dinheiro do Mundo é um thriller com um argumento forte - que peca por ser tão longo - e é exactamente a grande interpretação de Plummer que faz a diferença.


John Paul Getty III, um adolescente de 16 anos e neto do homem mais rico do mundo, é raptado. Ao perceber que os raptores exigem uma quantia exorbitante de dinheiro, a sua mãe, Gail, rapidamente recorre ao sogro em busca de ajuda. No entanto, o avô não parece querer ceder às exigências dos raptores assim tão facilmente.

Ridley Scott não tem conquistado a crítica nos últimos anos, muitas vezes injustamente. Todo o Dinheiro do Mundo está longe de ser um filme inesquecível, mas sabe cativar atenções e desperta a curiosidade da plateia para a história de J. Paul Getty e da sua fortuna. Os fãs do realizador conseguirão encontrar muitas das suas marcas autorais por entre o vento, a chuva e as sombras.


O argumento é um dos pontos positivos do filme, que constrói bem o suspense em volta da decisão do patriarca da família Getty. Seguimos atentos, mas a ritmo lento, as negociações em torno do rapto do neto de um dos homens mais ricos do planeta, nos anos 70, e chegamos ao fim apaixonados pela interpretação de Christopher Plummer. É ele, na realidade e ironicamente, a estrela do filme. O veterano é perfeito a interpretar esta personagem tão ambígua, um homem inteligente, arrogante, inacessível e avarento, que nutre grande amor pelo neto raptado. É neste paradoxo de características que reside o encanto da personagem que consegue ser desprezível mas igualmente calorosa.

Com uma boa interpretação encontramos também Michelle Williams como Gail, a mãe que sofre e é capaz de tudo para conseguir o resgate do filme. Ela que, aparentemente, é das personagens menos ligadas ao dinheiro ou poder.


A banda sonora é o outro grande trunfo de Todo o Dinheiro do Mundo, com os temas envolventes e poderosos compostos por Daniel Pemberton a surgir em uníssono com a acção.

Pode ser apenas "mais um filme" de Ridley Scott, mas é um daqueles que conta uma boa história e tem um Christopher Plummer de tirar o fôlego. Nada mau.

domingo, 11 de fevereiro de 2018

Sugestão da Semana #311

Das estreias da passada Quinta-feira, a Sugestão da Semana destaca Todo o Dinheiro do Mundo, de Ridley Scott. A crítica não tem sido meiga com o filme, que em cima da data de estreia substituiu Kevin Spacey por Christopher Plummer, mas nada como ver para crer. Plummer está nomeado para o Oscar de Melhor Actor Secundário.

TODO O DINHEIRO DO MUNDO


Ficha Técnica:
Título Original: All the Money in the World
Realizador: Ridley Scott
Actores: Michelle Williams, Christopher Plummer, Mark WahlbergCharlie Plummer
Género: Biografia, Crime, Drama
Classificação: M/14
Duração: 132 minutos

quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

Parabéns, Christopher Plummer!

Um dos actores que mais admiro, Christopher Plummer, completa hoje 83 anos de idade. Com mais de 50 de carreira, Plummer ofereceu-nos as mais diversas interpretações, ficando para sempre associado à sua personagem em Música no CoraçãoCapitão Von Trapp.
Após muitos décadas de trabalho, o seu talento foi este ano reconhecido, finalmente, com um Óscar, na categoria de Melhor Actor Secundário pelo filme Assim é o Amor, onde veste a pele de Hal Fields, um homem que, após a morte da sua mulher, revela a sua homossexualidade e, pouco tempo depois, descobre que sofre de uma doença terminal.

Aqui ficam algumas das suas melhores e mais recentes interpretações:

Assim é o Amor (2010)

A Última Estação (2009)

O Informador (1999)

Pouco antes da cerimónia dos Óscares deste ano, escrevi um artigo sobre a vida e carreira de Plummer para o Espalha-Factos, que pode ser lido aqui.

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Oscars 2012: O Balanço

E foi mais uma longa noite de Oscars, desta vez ainda menos empolgante. Surpresas não houve, Billy Crystal não encantou, e nem o Cirque du Soleil conseguiu fazer esquecer a falta das interpretações dos nomeados para Melhor Canção Original.

Meryl Streep e Jean Dujardin, os vencedores nas categorias de Melhor Actriz e Melhor Actor
A comitiva de O Artista, com o tão famoso Uggie.
Christopher Plummer com a tão merecida estatueta
Octavia Spencer que protagonizou um momento emocionante ao receber o Oscar
Asghar Farhadi, realizador de Uma Separação, com o Oscar de Melhor Filme Estrangeiro

O que mais me agradou: Christopher Plummer a vencer finalmente um Oscar aos 82 anos de idade e mais de 50 de carreira. Woody Allen a ser reconhecido com o prémio de Melhor Argumento Original por Meia-noite em Paris. A Invenção de Hugo a ganhar cinco Oscars.

O que menos me agradou: A cerimónia em si que parece perder, cada vez mais, a vitalidade. A total previsibilidade dos vencedores deste ano, que fizeram com que se perdesse, ainda mais, o interesse. Martin Scorsese ter perdido para Michel Hazanavicius no prémio para Melhor Realizador.