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terça-feira, 8 de janeiro de 2019

Globos de Ouro 2019: Red Carpet

Passou-se mais uma edição dos Globos de Ouro e eis que surge a primeira análise à red carpet de 2019, aqui no blog. Como sempre, escolho alguns dos vestidos que mais gostei de ver desfilar na passadeira vermelha (apenas gosto pessoal, sem grandes conhecimentos de moda), porque todos gostamos de escolher os nossos favoritos. Vou apenas destacar modelos femininos, mas aproveito para ressalvar que Mahershala Ali foi um dos homens mais bem vestidos da noite, com a escolha arrojada de Timothée Chalamet a segui-lo de perto.

JAMIE LEE CURTIS surgiu cheia de elegância e presença num vestido branco Alexander Wang que realça a sua figura esbelta, por onde parece que os anos não passam.
Foto: Kevork Djansezian/NBC/NBCU Photo Bank

KRISTEN BELL vestiu um daqueles vestidos que nunca passam de moda e são normalmente uma boa escolha. Um modelo rosa claro Zuhair Murad, com decote em V. Simples, discreto e eficaz.
Foto: Kevork Djansezian/NBC/NBCU Photo Bank

PATRICIA CLARKSON conquistou o Globo de Ouro para Melhor Actriz Secundária pela série Sharp Objects, mas também triunfou na passadeira vermelha. Desfilou com um vestido Georges Chakra Couture em tons coral, entre os laranjas e rosas, que a favoreceu e fê-la destacar-se.
Foto: Kevork Djansezian/NBC/NBCU Photo Bank

JULIA ROBERTS arriscou no visual, mas sem perder a elegância, com este modelo bege Stella McCartney, com uma cauda, a acompanhar as calças pretas. Um modelo que apela à sua eterna jovialidade.
Foto: Kevork Djansezian/NBC/NBCU Photo Bank

Rendas não são para todas, mas EMILY BLUNT apostou neste vestido Alexander McQueen, prateado rendado, e brilhou na red carpet. A nova Mary Poppins não venceu nenhuma estatueta mas na passadeira foi vencedora, entre elegância e rebeldia.
Foto: Jordan Strauss/Invision/AP

EMMA STONE surgiu simples e discreta, em tons coral, num bonito vestido Louis Vuitton, muito ao estilo que nos tem habituado nestas cerimónias. Apostou pelo seguro e não se saiu nada mal, já que os detalhes prateados dão vida e movimento à simplicidade do modelo.
Foto: Steve Granitz/WireImage

A nomeada CLAIRE FOY esteve encantadora. Um discreto vestido amarelo, com detalhes em prata, da Miu Miu, ficou a condizer com o fabuloso penteado clássico, os brincos e a maquilhagem. Um dos visuais mais bonitos da noite.
Foto: VALERIE MACON/AFP/Getty Images

DAKOTA FANNING desfilou com um dos meus modelos favoritos da noite, um vestido branco-prata da Armani Prive, a contrastar com um batom vermelho que lhe deu imensa presença. 
Foto: Todd Williamson/NBC/NBCU Photo Bank

SAOIRSE RONAN não deixa de constar como uma das mais bem vestidas, uma vez mais. A actriz está fabulosa neste modelo Gucci de decote em V. Aparentemente tão simples, o visual marca pelos pormenores do vestido.
Foto: Rob Latour/REX/Shutterstock

ALISON BRIE foi uma espécie de princesa sexy da noite. Amo este modelo tão clássico como arrojado Vera Wang, com uma saia em tule muito romântica e o top prateado a quebrar as regras.
Foto: Todd Williamson/NBC/NBCU Photo Bank

segunda-feira, 3 de dezembro de 2018

Crítica: O Primeiro Homem na Lua / First Man (2018)

"That's one small step for man, one giant leap for mankind."
Neil Armstrong


*7/10*

O Primeiro Homem na Lua é, essencialmente, um filme de texturas, para além de uma lição de História com foco na vida familiar e dificuldades laborais dos astronautas. O filme poderia ter esperado mais uns meses e ser verdadeiro marco ao comemorar os 60 anos da chegada de Apolo 11 à Lua, mas teve pressa e não conquistou o buzz que merecia. Depois de La La LandDamien Chazelle continua impaciente, mas igualmente talentoso.

Em plena sintonia com Os Eleitos (1983), de Philip Kaufman, O Primeiro Homem na Lua também foca em especial este lado mais intimo dos pilotos e suas ambições. As más condições de trabalho e os perigos que corriam são muito bem ilustrados nos dois títulos, que sugiro para uma double bill.


O filme de Chazelle retrata a história da missão da NASA de colocar o homem na lua, focando-se em Neil Armstrong (Ryan Gosling), entre os anos de 1961 a 1969. Um relato baseado no livro de James R. Hansen, que explora o sacrifício de Armstrong e de uma nação, numa das missões mais perigosas da história da humanidade.

Empenhado e emotivo, apesar de contido, Ryan Gosling faz jus à personagem que interpreta, um Neil Amstrong dedicado ao trabalho, magoado pela vida, cujo percurso é muito apoiado e sustentado pela mulher - Claire Foy impecável no papel de Janet Armstrong -, que comanda a família na sua ausência.


Contudo, a alma de O Primeiro Homem na Lua vive da sensibilidade que se ganha com a utilização da película. 16 mm nos planos mais claustrofóbicos, dentro das naves espaciais - uma autêntica viagem no tempo -, onde alcançamos grande proximidade com as personagens; 35 mm quando as personagens têm os pés bem assentes na Terra, convivem ou estão com as famílias, fazendo-nos tirar o máximo partido das imagens; 65 mm quando o Homem chega à Lua, para dela desfrutarmos na sua plenitude - planos a condizer com a imensidade do espaço. Eis que as texturas dão vida ao filme, despertam os sentidos.

Damien Chazelle não traz grandes novidades com O Primeiro Homem na Lua mas mostra ao mundo como a película vive, cada vez mais, para proporcionar experiências que se pensavam já perdidas em cinema. Está viva e recomenda-se - até já chegou à Lua.

terça-feira, 23 de outubro de 2018

Sugestão da Semana #347

Das estreias da passada Quinta-feira, a Sugestão da Semana destaca O Primeiro Homem na Lua, de Damien Chazelle, protagonizado por Ryan Gosling.

O PRIMEIRO HOMEM NA LUA


Ficha Técnica:
Título Original: First Man
Realizador: Damien Chazelle
Actores:  Ryan Gosling, Claire Foy, Jason Clarke, Kyle Chandler
Género: Biografia, Drama, História
Classificação: M/12
Duração: 141 minutos


terça-feira, 18 de setembro de 2018

MOTELx'18: Unsane (2018)

"I'm not f***ing crazy!" 
Sawyer Valentini

*7/10*

No MOTELx'18, Unsane, o mais recente filme de Steven Soderbergh veio perturbar a plateia e superar preconceitos. Inteiramente filmado com um iPhone 7 Plus, o cineasta arriscou num thriller de terror protagonizado por Claire Foy.

Sawyer Valentini deixa a sua cidade natal para escapar a um passado conturbado. Quando é involuntariamente colocada numa instituição psiquiátrica, a jovem vê-se obrigada a lidar com o seu maior medo. Mas será tudo real ou uma ilusão criada por ela? Ninguém está disposto a ajudá-la e Sawyer terá de fazer de tudo para sobreviver.

O argumento constrói-se, ritmado, e numa avalanche de sensações desconfortáveis e de impotência. A privação da liberdade com que a protagonista se depara contagia a plateia, que partilha a aflição com Sawyer. O pânico instala-se. A certo momento, esta sensação diminui, e entramos numa espiral de emoções fortes, até ao último segundo. Entre o terror e suspense, cria-se igualmente uma forte crítica ao sistema.


Steven Soderbergh cria um ambiente claustrofóbico aterrorizante, captando todos os detalhes, em todos os recantos, onde só mesmo um iPhone caberia, concretizando planos fortes e originais. O realizador transforma em Cinema uma longa-metragem filmada com um smartphone, e surpreende cépticos e até mesmo fãs do digital com o que consegue criar.

Por seu lado, Claire Foy incorpora a paranóia e o desespero da protagonista tão bem quanto possível e envolve ainda mais o espectador, que continuará a ser surpreendido por Soderbergh ao longo de Unsane. No final, só poderemos dizer que o desafio a que o realizador se propôs foi ultrapassado com distinção. O Cinema não tem limites.