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sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

Desilusões do ano #2012

Depois das surpresas, as desilusões do ano. Refiro-me a filmes para os quais as expectativas se elevaram demasiado para o produto final. As minhas quatro maiores desilusões estão bem longe de serem maus filmes, estando aliás nos favoritos do ano de muita gente e alerto desde já para tal. A grande maioria das minhas escolhas tenderá, portanto, a ser controversa, e, em caso de dúvida, aconselho, claro, a visualização desses títulos para que se tirem as devidas conclusões.


Segue então a listagem das minhas seis desilusões de 2012:

6. Aristides de Sousa Mendes - O Cônsul de Bordéus

Não esperava que daqui saísse um grande filme, longe disso, mas também não esperava um trabalho tão fraco, quer argumentativamente, quer tecnicamente, quer mesmo ao nível do desempenho dos actores. Uma figura tão notável e, ao mesmo tempo, tão pouco conhecida da história portuguesa não merecia tal tratamento. Interpretações sem fulgor e um argumento que se perde em histórias paralelas fazem com que as atenções se dispersem e pouco ou nada seja verdadeiramente assimilado ou homenageado. Valeu a intenção de trazer os feitos de Sousa Mendes para o cinema.



5. Cavalo de Guerra
Aqui as expectativas eram mais elevadas apenas por se tratar de Spielberg, mas o realizador trouxe-nos um filme demasiado inocente e inverosímil. A Cavalo de Guerra falta credibilidade e uma verdadeira ligação emocional, que fica perdida assim que o cavalo se separa do primeiro dono. Seguimos o cavalo mas nenhuma das personagens com que ele se cruza nos marca ou acrescenta algo à acção. Merece algum mérito no que toca a aspectos técnicos, como as fantásticas fotografia e banda sonora.



4. Cloud Atlas
Cloud Atlas prometia algo de verdadeiramente original, mas no fundo, não conseguiu ser mais do que um emaranhado de histórias pouco criativas, de onde pouco se extrai. O filme ambicionou ser muito mais do que o que conseguiria alcançar. Dos seis casos que nos são expostos, destacam-se pela positiva dois ou três; visualmente, há bons momentos, mas como um todo, os irmãos Wachowski e Tykwer não conseguem impressionar e, muito menos, demarcar-se do que já foi feito.



3. A Vida de Pi
Ingénuo mas visualmente muito apelativo, A Vida de Pi parecia ser um daqueles filmes capazes de tocar qualquer um. Contudo, as minhas ilusões desfizeram-se cedo. Uma história de sobrevivência, em que um rapaz e um tigre são obrigados a adaptar-se e a conviver um com o outro, que promete comover mas fica-se pelas promessas. Senti que me queriam forçar a acreditar em algo extremamente artificial.



2. Holy Motors
Holy Motors é um filme de extremos até mesmo para o espectador que tanto o pode amar como odiar. Para mim, Leos Carax ambicionou ser genial mas não finalizou o processo para o concretizar. A longa-metragem é um emaranhado de ideias que poderiam ter muito para dar, cheias de boas intenções, mas que apenas são lançadas à espera que alguém lhes dê um rumo, ou então perdem-se por aí numa espécie de nonsense. Da muito possível abordagem sobre o próprio cinema a um romance muito pessoal, tudo se fica por hipótese, não existindo uma lógica que una tantas ideias, tantas personagens.



1. Moonrise Kingdom
Há toda uma espécie de culto em redor de Moonrise Kingdom, é certo. Todavia, o mais recente filme de Wes Anderson esteve bem longe de me impressionar. Começando pela história simples, inocente e muito pouco original, às interpretações surpreendentemente fracas, em Moonrise Kingdom não há nada que cative verdadeiramente, à excepção da direcção artística.

sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

Crítica: Cloud Atlas (2012)

"I believe there is a another world waiting for us, Sixsmith. A better world. And I'll be waiting for you there. "

Robert Frobisher
*6.5/10*
Os realizadores da trilogia Matrix, Andy e Lana Wachowski, aliaram-se a Tom Tykwer e prometiam vir revolucionar o cinema deste ano. Cloud Atlas, que liga personagens do passado, presente e futuro, revelou-se, afinal, um filme pouco mais do que razoável, com um elenco de luxo, sim, mas sem nada que o torne especial ou o faça destacar-se.
Um emaranhado de histórias pouco criativas, de onde pouco se extrai, Cloud Atlas ambicionou ser muito mais do que o que conseguiria alcançar. Dos seis casos que nos são expostos, destacam-se pela positiva dois ou três; visualmente, há bons momentos, mas como um todo, os irmãos Wachowski e Tykwer não conseguem impressionar e, muito menos, demarcar-se do que já foi feito.

Tendo por base o livro de David Mitchell, em Cloud Atlas as personagens conhecem-se e voltam a reunir-se de uma vida para a próxima. Nascem e renascem. Acções e escolhas individuais têm consequências e impacto entre si quer no passado, presente ou futuro. Uma alma é moldada, de assassino a herói, e um simples acto de bondade tem repercussões ao longo de séculos, tornando-se na inspiração de uma revolução.

As boas intenções dos realizadores parecem estar espelhadas na sinopse. Elas existem, mas faltou maior dedicação para atingir o patamar a que se propuseram. As próprias personagens surgem quase como épicas, mas no desenrolar do filme percebemos que não têm muito conteúdo.

Cada actor divide-se por uma multiplicidade de personagens, que vivem em tempos distantes. Todos eles têm alguma relação com os restantes, as acções de uns têm repercussões na vida e no mundo dos outros. Certo é que a continuidade de história para história está extremamente bem conseguida e o trabalho de montagem merece elogios. No que toca ao argumento, Cloud Atlas peca pelo vazio da mensagem que pretende transmitir. Das seis histórias, apenas metade se destaca por algum motivo, ou acrescentam algo ao todo.
É a história do compositor interpretado por Ben Whishaw que conquista a atenção e demonstra maior originalidade e qualidade. É ela a chave do filme, através da Cloud Atlas Sextet, que funciona como uma metáfora de toda a longa-metragem com as suas seis narrativas. É nestas cenas que o espectador consegue sentir-se envolvido no que vê, criando laços com o seu protagonista, que pode ser visto como o verdadeiro criador de Cloud Atlas. De destacar, também é a narrativa futurista, onde o amor e os direitos humanos estão em jogo. Por último, protagonizado por Jim Broadbent, o caso do editor livreiro que se vê internado num lar de idosos proporciona talvez dos momentos mais divertidos da longa-metragem.

Cloud Atlas ganha muito na excelente caracterização das personagens, tornando os actores por vezes irreconhecíveis. A nível visual, a direcção de fotografia faz um bom trabalho, a par da realização, e os efeitos especiais estão bem conseguidos.

O elenco é outro ponto de interesse do filme. Tom Hanks lidera as interpretações, na pele de uma grande diversidade de personagens, desde um pastor protector da família, a um escritor endiabrado, ou um médico ganancioso, por exemplo. Ben Whishaw prova mais uma vez o seu talento, com uma discreta mas importante participação, na pele de Robert Frobisher, personagem com pequenos pormenores que a tornam cativante e essencial. O veterano Jim Broadbent oferece-nos agradáveis interpretações em todas as personagens que encarna, em especial duas delas: o compositor Vyvyan Ayrs e o editor Timothy Cavendish. Outros nomes a realçar no elenco são Jim Sturgess, Hugo Weaving, Halle Berry ou Doona Bae.

Cloud Atlas assemelha-se a um sonho, confuso, com muitas personagens e histórias cruzadas, mas está longe de ser um filme inesquecível. Andy e Lana Wachowski e Tom Tykwer queriam chegar às nuvens mas pouco fizeram por levantar os pés do chão. 

domingo, 2 de dezembro de 2012

Sugestão da Semana #40

Em mais uma Sugestão da Semana, e dos filmes estreados na passada Quinta-feira, apesar de recomendar a visualização de Mata-os Suavemente, protagonizado por Brad Pitt, o meu destaque vai para um filme que tem reunido muitas críticas positivas, e que certamente vou ver esta semana ao cinema.

CLOUD ATLAS

Ficha Técnica:
Título Original: Cloud Atlas
Realizadores: Tom Tykwer, Andy Wachowski, Lana Wachowski
Actores: Tom Hanks, Halle Berry, Jim Broadbent, Hugo WeavingJim SturgessBen Whishaw
Género: Drama, Mistério, Ficção Científica
Classificação: M/12
Duração: 172 minutos

quarta-feira, 28 de novembro de 2012

Estreias da Semana #40

Esta Quinta-feira são seis os novos filmes a chegar às salas de cinema nacionais. Destaque desde já para Cloud Atlas e Mata-os Suavemente.

A Minha Canção de Amor (2010)
My Own Love Song
Renée Zellweger é Jane, uma ex-cantora que ficou paralítica depois de um acidente, que recebe notícias de seu filho, Devon. O rapaz entra em contacto com a mãe pois quer convidá-la para a sua comunhão. Apesar do medo de Jane em encontrar-se com o filho depois de tantos anos e confrontar-se com seu passado, um amigo consegue convencê-la a fazer a jornada através dos Estados Unidos. Durante a viagem e graças às pessoas que encontrara, Jane irá compor a sua mais bela canção de amor.

A Origem dos Guardiões (2012)
Rise of the Guardians
A animação chega esta semana com A Origem dos Guardiões. Uma aventura épica que conta a história de um grupo de heróis, cada um com habilidades extraordinárias. Quando um terrível espírito conhecido como Pitch, tenta deitar as garras ao nosso mundo, os imortais guardiões têm de unir forças pela primeira vez para proteger os desejos, as crenças e a imaginação das crianças de todo o planeta.

Cloud Atlas (2012)
Baseado no livro de David Mitchell, nesta história as personagens conhecem-se e voltam a reunir-se de uma vida para a próxima. Nascem e renascem. Acções e escolhas individuais têm consequências e impacto entre si quer no passado, presente ou futuro distante. Uma alma é moldada de assassino a herói, e um simples acto de bondade tem repercussões ao longo de séculos, tornando-se na inspiração de uma revolução.

Mais Um Dia Feliz (2011)
Another Happy Day
Lynn Hellman é uma mãe imprudente que insiste em arrastar os seus filhos perturbados e o irmão mais novo destes de volta a Annapolis, onde terão de enfrentar as já habituais insinuações e ataques dos restantes elementos da família. Lynn, por sua vez, terá de suportar a sua impenetrável mãe, as implacáveis irmãs, com inclinação para a bebida, e o seu ex-marido e a sua explosiva segunda mulher, à medida que estas personagens se cruzam e discutem, abrindo feridas antigas.

Mata-os Suavemente (2012)
Killing Them Softly
Brad Pitt é Jackie Cogan é o assassino contratado para apanhar os homens que assaltaram um jogo de póquer protegido pela máfia, causando o colapso da economia criminal local, restaurando assim a ordem perdida.

Neds - Jovens Delinquentes (2010)
Neds
Lutando contra as baixas expectativas de todos à sua volta, John McGill transforma-se de vítima a vingador, de estudante aplicado a jovem delinquente, de "menino do coro" a viciado em cola. Quando tenta inverter esta situação, a sua nova realidade e o seu passado recente tornam-no impossível, e a sua violenta autodeterminação é quase inevitável.