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segunda-feira, 4 de janeiro de 2016

Estreias da Semana #201

As últimas estreias de 2015 em Portugal chegaram aos cinemas no último dia do ano. No blog vêm ligeiramente atrasadas, mas sempre a tempo. Eis os cinco filmes que estrearam.

Falta apenas uma semana para o 45º aniversário de casamento de Kate Mercer e o planeamento da festa está a correr bem. Mas, entretanto, chega uma carta para o seu marido. O cadáver do seu primeiro amor foi descoberto, congelado e conservado nos glaciares dos Alpes suíços...

A história de amor verídica do artista dinamarquês Einar Wegener (Eddie Redmayne) e da sua esposa, a pintora Gerda Gottlieb (Alicia Vikander), numa viagem pioneira para se tornar uma mulher, nos anos 20 do século XX. Wegener viajou para a Alemanha em 1930 para se submeter a uma cirurgia em fase experimental.

Adonis Johnson (Michael B. Jordan) nunca conheceu o seu famoso pai, o campeão mundial de pesos pesados Apollo Creed, que morreu antes de ele nascer. Ainda assim, é inegável que o boxe lhe corre no sangue e Adonis dirige-se para Filadélfia, o local do lendário combate entre Apollo Creed e um novato resistente chamado Rocky Balboa. Ali, Adonis localiza Rocky (Sylvester Stallone) e pede-lhe que seja seu treinador.

Diário de Uma Criada de Quarto (2015)
Journal d'une Femme de Chambre
Nesta adaptação do romance homónimo de Octave Mirbeau, Célestine (Léa Seydoux) é uma jovem criada de quarto cortejada pela sua beleza que acaba de chegar à província, vinda de Paris, para trabalhar com a família Lanlaire. Vai evitando os avanços do patrão, tendo igualmente de lidar com a Senhora Lanlaire, que  governa a casa com um punho de ferro. É então que conhece Joseph (Vincent Lindon), um misterioso jardineiro, por quem fica fascinada.

Premonições (2015)
Solace
O agente do FBI Joe Merriwether (Jeffrey Dean Morgan) e a sua jovem colega Katherine Cowles (Abbie Cornish) decidem pedir ajuda ao Dr. John Clancy (Anthony Hopkins) na investigação de uma série de bizarros homicídios. As excepcionais capacidades intuitivas de Clancy, que surgem sob a forma de intensas e perturbadoras visões, colocam-no no rasto de um suspeito (Colin Farrell).

quinta-feira, 24 de dezembro de 2015

Crítica: Creed: O Legado de Rocky (2015)

"One step at a time. One punch at a time. One round at a time."
Rocky Balboa
*7/10*

Rocky regressou ao grande ecrã, mas desta vez o protagonismo passa para um jovem talento do boxe. Podia pensar-se que os filmes protagonizados por Sylvester Stallone já tinham a fórmula totalmente esgotada, mas desenganem-se. Creed: O Legado de Rocky não deixa o ídolo morrer e dá-lhe um papel tanto ou mais importante que o do costume: agora é treinador e conselheiro.

Adonis Johnson (Michael B. Jordan) nunca conheceu o seu famoso pai, o campeão mundial de pesos pesados Apollo Creed, que morreu antes de ele nascer. Ainda assim, é inegável que o boxe lhe corre no sangue e Adonis dirige-se para Filadélfia, o local do lendário combate entre Apollo Creed e um novato resistente chamado Rocky Balboa. Ali, Adonis localiza Rocky (Sylvester Stallone) e pede-lhe que seja seu treinador.


Aos 29 anos, Ryan Coogler está a saber construir o seu caminho enquanto realizador e, na sua segunda longa-metragem, alia-se novamente a Michael B. Jordan (Fruitvale Station: A Última Paragem) e tem Stallone como mentor. Atrás da câmara, Coogler cresceu exponencialmente. Envolve-nos em planos-sequência fabulosos e atordoa-nos, como se, dentro do ringue, fôssemos muito mais participantes do que seria suposto, quais boxeurs.

O argumento de Creed: O Legado de Rocky é simples, mas muito mais arriscado no que respeita ao futuro das personagens do que poderíamos esperar. Personalidades bem moldadas e uma história com a sua previsibilidade mas que contrabalança com um sentimento de nostalgia latente até ao final.


Nas interpretações, Stallone mostra um lado muito humano, a prova de como até os ícones envelhecem e são reais. Emociona-se e emociona-nos, este Rocky Balboa magoado pela vida, que parece descobrir em Adonis a força e vitalidade que os anos lhe roubaram. Por seu lado, Michael B. Jordan, apesar de não sair muito do registo de Fruitvale Station, tem um desempenho esforçado e sentido. Dá tudo o que tem ao incorporar a luta de Adonis, quer em cima do ringue, quer fora dele, na relação com a mãe adoptiva, com a namorada e com a notoriedade do pai. Quer assumir a sua identidade sem depender do sucesso do progenitor e batalha ao longo de mais de duas horas de filme por esse objectivo.

Creed: O Legado de Rocky fala-nos de sonhos, de lutar para os concretizar, sem nunca desistir. Dá-nos motivos para seguir em frente perante todas as adversidades e recorda-nos os velhos tempos de Rocky Balboa - ele ainda está aí para as curvas.