Mostrar mensagens com a etiqueta Doclisboa'15. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Doclisboa'15. Mostrar todas as mensagens

terça-feira, 3 de novembro de 2015

Doclisboa'15: Frank Zappa, Phase II The Big Note (2002)

*7/10*

Frank Zappa marcou o mundo da música pelo talento e pela diferença que trouxe consigo. A secção Heart Beat do Doclisboa'15 exibiu Frank Zappa, Phase II The Big Note, de Frank Scheffer, recordando o músico e a sua obra.


O realizador holandês assume-se como fã do músico: “Tinha 13 anos, quando ouvi a música de Zappa pela primeira vez e esse disco intitulava-se We’re only in it for the Money. O que senti foi como que uma explosão que me abriu a cabeça para um mundo de sons completamente novos. Essa experiência foi muito bem-vinda, visto eu gostar apaixonadamente de música.”

Ora, aliando aqui as duas artes - música e cinema - numa só, Frank Zappa, Phase II The Big Note mantém-se fiel ao estilo de Scheffer, com o ritmo suficiente para cativar a plateia, recorrendo a testemunhos de familiares e amigos próximos de Zappa, imagens de arquivo do protagonista, concertos, programas de televisão... enfim, um sem número de registos que nos contam a história deste fenómeno da música.

Eis uma boa forma de conhecer melhor ou relembrar um dos grandes prodígios do século XX, um documentário para fãs ou meros curiosos.

domingo, 1 de novembro de 2015

Doclisboa'15: Raimundo (2015)

*7/10*

Mais uma docuficção no Doclisboa'15. A Competição Portuguesa recebeu o divertido Raimundo, de Paulo Abreu. Viajamos até São Miguel, nos Açores, com uma equipa de estudantes de cinema e acompanhamos o trabalho do polémico e misterioso realizador micaelense Raimundo Bicudo.


Há quem acredite em extraterrestres. Paulo Abreu aproveita a deixa e pega em alguns dos mitos já ligados ao arquipélago dos Açores, apoiando-se nos relatos de tripulações desaparecidas, na ideia de universos paralelos e da presença de OVNIS, que vivem - pelo menos - no imaginário de muitos - de Raimundo Bicudo, por exemplo.

Deambulamos entre a realidade e a ficção - a segunda parece predominar sobre a primeira -, desfrutamos de bonitos planos de São Miguel e de um trabalho sonoro cheio de jogos - que adensam o ambiente misterioso e irónico. A dúvida, essa, fica no ar...

Doclisboa'15: Acorda, Leviatã (2015)

*7.5/10*

Carlos Conceição surgiu na Competição Portuguesa do Doclisboa'15 com Acorda, Leviatã, uma docuficção original que atinge, em parte, o nível de filme de ficção científica.


O realizador parte de um poema de T. S. Eliot, The Hollow Men, onde o autor repete três vezes a frase “É assim que acaba o mundo”, acrescentando, de seguida: “Não com um estrondo, mas com um gemido”. Em Acorda, Leviatã, do espaço, um terráqueo a recuperar de um coração partido regressa à Terra quando se apercebe de que toda a água do planeta desapareceu.

No filme viajamos da Terra ao espaço e regressamos com o jovem terráqueo, interpretado por João Arrais, acompanhados por uma banda sonora envolvente. Na chegada, resta-nos deserto, vento e areia. A Terra, sem água, é como alguém cujos sentimentos desapareceram, tal como o coração partido da sinopse. O planeta parece partilhar da sua angústia.

Rodado em Angola, Acorda, Leviatã proporciona-nos planos que realçam a grandiosidade das paisagens e do Mundo que nos rodeia. Aberto a diversas interpretações, o filme de Carlos Conceição foi uma boa surpresa neste Doclisboa.

Doclisboa'15: Os vencedores

O Doclisboa'15 chega ao fim já este Domingo, e os vencedores já foram anunciados. Eis os títulos premiados:


COMPETIÇÃO INTERNACIONAL

Grande Prémio Cidade de Lisboa para o Melhor Filme da Competição Internacional
IL SOLENGO, de Alessio Rigo de Righi, Matteo Zoppis
*O filme será exibido no dia 1 de Novembro às 21h30 na Culturgest

Prémio SPA do Júri da Competição Internacional
BABOR CASANOVA, de Karim Sayad
*O filme será exibido no dia 1 de Novembro às 21h30 na Culturgest

– Menção Honrosa do Júri da Competição Internacional
A GLÓRIA DE FAZER CINEMA EM PORTUGAL, de Manuel Mozos

Prémio RTP para Melhor Documentário de Investigação
AND WHEN I DIE I WON’T STAY DEAD, de Billy Woodberry
*O filme será exibido no dia 1 de Novembro às 22h00 no Cinema São Jorge

Prémio FCSH para Melhor Primeira Obra transversal às Competições e Riscos
DEAD SLOW AHEAD, de Mauro Herce
*O filme será exibido no dia 1 de Novembro às 16h45 no Cinema City Campo Pequeno

– Menção Honrosa para Melhor Primeira Obra
88:88, de Isiah Medina

Prémio Íngreme do Júri Universidades
DEAD SLOW AHEAD, de Mauro Herce
*O filme será exibido no dia 1 de Novembro às 16h45 no Cinema City Campo Pequeno

COMPETIÇÃO PORTUGUESA

Prémio Liscont para Melhor Filme da Competição Portuguesa
RIO CORGO, de Maya Kosa, Sérgio da Costa
*O filme será exibido no dia 1 de Novembro às 16h00 na Culturgest

Prémio Íngreme do Júri da Competição Portuguesa
TALVEZ DESERTO TALVEZ UNIVERSO, de Karen Akerman, Miguel Seabra Vasconcelos

– Menção Honrosa do Júri da Competição Portuguesa
SETIL, de Tiago Siopa

Prémio Escola António Arroio para melhor Filme da Competição Portuguesa
TALVEZ DESERTO TALVEZ UNIVERSO, de Karen Akerman, Miguel Seabra Vasconcelos

Prémio do Público – Prémio Jornal Público para melhor Filme Português transversal a Competição, Riscos e Heart Beat
PHIL MENDRIX, de Paulo Abreu
*O filme será exibido no dia 1 de Novembro às 18h45 no Cinema São Jorge

sábado, 31 de outubro de 2015

Doclisboa'15: Athina i tris episkepsis stin Akropoli / Athens or Three Visits to Acropolis (1983)

*7.5/10*

Pela mão do grande nome do cinema grego Theo Angelopoulos, na secção Foco Grécia, encontra-se Athina i tris episkepsis stin Akropoli (Athens or Three Visits to Acropolis). Com o cineasta, percorremos Atenas, em toda a sua beleza.


Uma visão pessoal da capital grega, onde Angelopoulos nasceu e cresceu, através de um olhar muito próximo, que será muito mais do que uma visita guiada.  O realizador oferece-nos planos fabulosos, e deambula entre a realidade e o sonho, com "anjos" que nos acompanham nesta jornada pela História ateniense.

E, neste documentário, a História milenar de Atenas, funde-se com as memórias do autor. Através da câmara de Angelopoulos, percorremos locais que guardam momentos fundamentais para a construção da identidade grega e, outros, que contribuíram para a construção da personalidade do realizador enquanto pessoa.

Athina i tris episkepsis stin Akropoli, mais do que um filme-postal, incorpora em si a alma do seu autor.

sexta-feira, 30 de outubro de 2015

Doclisboa'15: Epistrofi stin odo Aiolou / Return to Aeolus Street (2013)

*8.5/10*

Descobrimos na secção Foco Grécia do Doclisboa um documentário melodioso e repleto de História. Epistrofi stin odo Aiolou (Return to Aeolus Street), da jovem realizadora Maria Kourkouta é uma daquelas boas surpresas que deixam vontade de descobrir mais e mais sobre o cinema grego.


Aqui é evocada a alma grega através de fragmentos de filmes populares, dos anos 1950 e 1960, da Grécia. Kourkouta sobrepõe o seu material bem seleccionado, para compor um poema sobre a consciência colectiva.

Um olhar sobre o passado e sobre a força e alegria do povo grego, onde as imagens sobrepõem-se e dançam, inigualavelmente, ao som da banda sonora de Manos Hatzidakis, em que se encaixam na perfeição, e ao ritmo da narração de poemas de autores gregos que as acompanham. Uma experiência hipnotizante.

quinta-feira, 29 de outubro de 2015

Doclisboa'15: A Glória de Fazer Cinema em Portugal (2015)

*8/10*

Na Competição Internacional do Doclisboa'15, encontramos o português A Glória de Fazer Cinema em Portugal, de Manuel Mozos, uma docuficção encantadora e cheia de imaginação.


O filme parte de uma carta, enviada por José Régio a Alberto Serpa a 18 de Setembro de 1929, manifestando vontade de criar uma produtora e começar a fazer filmes. Durante quase 90 anos, nada mais se soube: nunca se encontrou nenhuma resposta e Régio nunca mais mencionou o assunto. A descoberta de algumas bobinas antigas no tesouro de um coleccionador parece dar um fim à história.

Dividido em cinco capítulos - Abertura, A Carta, Monsieur Caillaud, O Encontro e Epílogo -, A Glória de Fazer Cinema em Portugal cria uma história, feita de coincidências inimagináveis, que, a serem verdade, seriam uma descoberta histórica no cinema português. O público sabe que parte das personagens são fictícias, mas Manuel Mozos constrói esta curta-metragem, feita essencialmente de imagens de arquivo - algumas reais, outras igualmente criadas para o efeito -, que nos conduzem a um sonho que podia ter acontecido e em que quase conseguimos acreditar.

No final, fica na plateia a dúvida do que é verdade e do que é ficção, e, certamente, uma curiosidade crescente de querer saber mais sobre os primórdios do cinema em Portugal. Um excelente trabalho do realizador português que, ao criar esta intrincada teia de relações e acasos, constrói aquela que poderia ter sido A Glória de Fazer Cinema em Portugal.

Doclisboa'15: Die innere Sicherheit / The State I Am In (2000)

*6.5/10*

Na Retrospectiva I don't throw bombs I make films - Terrorismo, Representação, o Doclisboa'15 traz-nos uma interessante selecção de filmes. Entre eles encontra-se Die innere Sicherheit (The State I Am In), do realizador alemão Christian Petzold.


A longa-metragem de ficção centra-se num casal de alemães, com um passado de terroristas de esquerda, escondido no Algarve com a filha, que vive com normalidade um quotidiano de segredo. No entanto, uma série de acontecimentos provoca o regresso à Alemanha e o confronto com as acções passadas. A adolescente debate-se com o crescimento. A Alemanha de hoje resulta desta caixa de Pandora que é o seu passado.

A História alemã tem sido tema fulcral na filmografia de Petzold e, também neste seu trabalho de 2000, o cineasta ficciona a realidade do seu país, desta vez focando-se no terrorismo e na tentativa que esta família de ex-terroristas faz para conquistar o direito a uma vida normal.

Perseguições, desconfiança, medo, rodeiam as vidas dos três fugitivos, Clara, Hans e a filha Jeanne, que conhecemos no Algarve, onde haviam encontrado refúgio, pelo menos provisório. Mas, para lá da forte temática política, a adolescência e o crescimento ganham especial ênfase no decorrer de Die innere Sicherheit na personagem de Jeanne, com a rebeldia crescente, as paixões que despertam e a vontade de ser uma jovem como as da sua idade - um excelente desempenho de Julia Hummer.

Filmado em 35 mm, e com o grão da película visível na imagem, entramos ainda mais facilmente na época dos acontecimentos. O argumento, escrito por Harun Farocki e Petzold, desafia-nos a conhecer esta difícil realidade e prende desde o início a atenção da plateia. Contudo, o filme peca na duração, demasiado longa, com pouco desenvolvimento no enredo que o justifique.

quarta-feira, 28 de outubro de 2015

Doclisboa'15: No Home Move (2015)

*8/10*

No Home Movie é o derradeiro filme de Chantal Akerman e o Doclisboa, que tem sempre acompanhado o trabalho da realizadora (foi a homenageada de 2012), trouxe-o ao seu público nesta edição.


Chantal deixou-nos no início do mês e, mesmo que este trabalho não seja uma despedida, ou não deva ser encarado com esse peso de ser "o último", é inevitável que a experiência de assistir a No Home Movie seja difícil e cheia de significação. 

A cineasta dizia que este filme seria "acima de tudo sobre a minha mãe, a minha mãe que já não se encontra entre nós. Sobre essa mulher que chegou à Bélgica em 1938, em fuga da Polónia, dos pogroms e da violência. Essa mulher que é sempre apenas vista dentro do seu apartamento. Um apartamento em Bruxelas. Um filme acerca de um mundo em movimento que a minha mãe não vê.” Todavia, torna-se difícil de separar as duas ausências: a da mãe de Chantal, Natalia Akerman, o foco do documentário, mas igualmente a actual ausência da cineasta. Não é possível afastar esse acontecimento do pensamento.

Mais do que um filme sobre a figura materna, o dia-a-dia da mãe da realizadora, a relação das duas, as suas conversas, pessoalmente ou via skype, a sua história de vida, triste e dura, vítima da Segunda Guerra Mundial e, consequentemente, do nazismo, No Home Movie é um filme sobre a vida, a memória, o tempo que passa e não volta, mas perdura no pensamento de quem cá fica - ou, neste caso, na obra, o seu legado.


Há uma aura dupla que paira sobre este documentário, quase numa espécie de antagonismo. Duas mulheres que nos deixaram recentemente - mãe e filha -, um filme que magoa, que mostra, sem falinhas mansas, que a vida é assim, dura, fria, impiedosa, mas, ao mesmo tempo, que nos encanta pela forma como é construído, como guarda em si o calor das relações familiares, a história de uma família, a história universal, mais ainda, a realidade, tal e qual.

A plateia não sabe como reagir a No Home Movie - se o ama, por ser tão bom, ou o odeia, por confrontá-la com a dura realidade, sem dó -, e tal notou-se durante e no final da sessão, com as emoções à flor da pele, entre lágrimas, apatia, quase depressão. Se um filme é capaz de produzir estes efeitos no público, então está-se perante uma obra ímpar. Não é fácil, é cruel, mas tinha de ser assim.

No Home Movie repete no dia 1 de Novembro, às 18h00, no Cinema Ideal.

segunda-feira, 26 de outubro de 2015

Doclisboa'15: Listen to me Marlon (2015)

*9/10*


Provavelmente, um dos melhores filmes do Doclisboa'15: Listen to me Marlon, de Stevan Riley, é um documentário íntimo, apaixonante e muito emotivo. O realizador conseguiu trazer o actor de novo à tela e pô-lo a contar-nos a sua vida, desabafar sobre o que o fez sofrer, confessar-nos as suas paixões, pensamentos, os seus sonhos, as suas causas. 

É como se, onze anos depois de o perdermos, Marlon Brando regressasse à Terra e renascesse, percorrendo novamente toda a sua vida em pouco mais de hora e meia, sem tabus, sem ressentimentos e, no fim, a Estrela regressa para de onde veio. Nesse entretanto, fez-nos sonhar, reacendeu paixões, curou rancores, deixou ainda mais saudades.

Listen to me Marlon provoca um misto de sentimentos. Com acesso exclusivo às cassetes de áudio, até agora desconhecidas, com centenas de horas de gravações feitas por Brando ao longo da sua vida, Stevan Riley revela-nos os pensamentos do actor. A sua vida é-nos contada apenas da perspectiva e pela voz do próprio.


E assim Stevan Riley faz uma obra-prima ou um milagre. Ressuscita o ícone. Convence-o a contar-nos tudo. O trabalho de montagem é fabuloso, a escolha das imagens de arquivo, das fotografias, dos excertos dos seus filmes, a sua fusão com as palavras de Marlon, gravadas ao longo dos anos, são o resultado de um trabalho exaustivo e exemplar de Riley. Inesperadamente, entramos na intimidade do polémico actor, mas sem promiscuidade ou qualquer voyerismo. Em Listen to me Marlon, o público é parte dele, ri-se, chora e sofre com ele.

Entre a infância difícil, as paixões de juventude e a ascensão de uma estrela, não faltam os momentos mais difíceis, o declínio da carreira e o novo rumo que depois tomou e, sempre, o seu charme e talento. Perto do fim, o sofrimento e a dor, uma faceta mais desconhecida da vida de um dos melhores actores que o mundo alguma vez viu.

Listen to me Marlon é poesia, é cinema. É arte, é memória.

Doclisboa'15: Sonic Acts (1999) + In the Ocean (2001)

Esta Sábado, dia 24 de Outubro, a secção Heart Beat levou ao Cinema São Jorge música para vários gostos. A sala 3 recebeu dois filmes de Frank Scheffer, Sonic Acts e In the Ocean, o primeiro sobre música electrónica e o segundo acerca de compositores europeus e americanos.

Sonic Acts, de Frank Scheffer - 6.5/10


Para amantes do género ou meros curiosos, Sonic Acts percorre a história da música electrónica, através de testemunhos dos grandes nomes da vanguarda deste estilo musical. O indispensável Karlheinz Stockhausen, Pierre Henry, John Cage, Michel Waisvisz, Merzbow, Squarepusher e DJ Spooky são alguns dos artistas que nos fazem conhecer o que os inspira e o seu modo de trabalhar, ao mesmo tempo que acompanhamos o evoluir do género electrónico.

Um documentário curioso e com ritmo, para descobrir.

In the Ocean, de Frank Schefferb- 5.5/10


O realizador mergulha neste In the Ocean, na música clássica e seus autores. Com a cooperação de músicos que nunca antes apareceram no mesmo filme, entre eles Steve Reich, Brian Eno, Louis Andriessen, Philip Glass Bang on a Can, o documentário pretende explicar o quadro complexo da música contemporânea dos últimos 30 anos e explora a relação entre compositores americanos e europeus e a forma como se vêem e influenciam uns aos outros.

Não foi um trabalho fácil e está longe de ter tido um resultado de grande sucesso. In the Ocean aproxima-se mais de um público já bastante conhecedor do género e dos músicos e torna-se pouco instrutivo para meros curiosos leigos na matéria. O assunto torna-se difícil de acompanhar e os oradores multiplicam-se. Ainda assim, o ritmo do filme está construído de forma interessante, com a montagem a jogar originalmente com a fusão de imagem e música.


Esta sessão repete no próximo dia 29 de Outubro, igualmente na sala 3 do São Jorge.

sábado, 17 de outubro de 2015

Doclisboa'15 está a chegar

Está a chegar a 13.ª edição do Doclisboa - Festival Internacional de Cinema. Este ano, o evento cinematográfico que privilegia o género documental terá início a 22 de Outubro e prolonga-se até 1 de Novembro. Bella e Perduta, de Pietro Marcello, será o filme de abertura e El Botón de Nácar, de Patricio Guzmán, será o filme de encerramento.


Uma das grandes novidades deste ano prende-se com a estrutura do festival, com o fim da separação das secções de curtas e longas metragens e a fusão das Investigações na Competição Internacional. No total, esta edição vai exibir 236 filmes de 40 países, com 43 estreias mundiais, 10 estreias internacionais e três estreias europeias. De Portugal encontram-se 46 filmes, 10 deles em competição.

Na Competição Internacional, destaque para o português A Glória de Fazer Cinema em Portugal, de Manuel Mozos. Outros títulos desta competição são, por exemplo, Il Solengo, de Alessio Rigo de Righi e Matteo Zoppis, Balikbayan #1, de Kidlat Tahimik, ou O Futebol, de Sérgio Oksman. Já na Competição Portuguesa, estão filmes como Acorda, Leviatã, de Carlos Conceição, Raimundo, de Paulo Abreu, ou Talvez Deserto Talvez Universo, de Miguel Seabra Lopes e Karen Akerman.

A Retrospectiva "I don’t throw bombs, I make films” – Terrorismo, Representação traz filmes realizados entre 1967 e 2014. Serão 28 filmes de nove países, apresentando o terrorismo nos seus aspectos globais, mas também o seu carácter local e de época, abrangendo grupos de acção armada de extrema esquerda e de extrema direita.

Haverá uma Retrospectiva Želimir Žilnik, com cerca de 50 filmes do realizador sérvio. Não faltará uma masterclass de Žilnik, aberta ao público, na Faculdade de Belas Artes da Universidade de Lisboa, no dia 21 de Outubro, antes do início oficial do festival.

Sempre a par da actualidade, o Doclisboa apresenta este ano a secção Foco Grécia onde se encontram títulos como Athens or Three Visits to Acropolis, de Theo Angelopoulos, Return to Aeolus Street, de Maria Kourkouta, Trois jours en Grèce, de Jean-Daniel Pollet, entre outros.

Heart Beat, como sempre, alia o cinema à música e oferece uma grande variedade de filmes sobre o tema. Daft Punk Unchained, de Hervé Martin-Delpierre, é um dos grandes destaques da secção, bem como Frank Zappa, Phase II The Big Note, de Frank Scheffer, Phil Mendrix, de Paulo Abreu, entre muitos outros títulos.

Fora de Competição, grande destaque para o último filme da realizadora recentemente falecida Chantal Akerman, No Home Movie. Há também muito para descobrir na secção Riscos, Cinema de Urgência, DocAlliance e os novos talentos na Verdes Anos,

A direcção do Doclisboa'15 é constituída por Cíntia Gil, Davide Oberto e Tiago Afonso. Este ano, o festival divide-se pela Culturgest, Cinema City Campo Pequeno, Cinema São Jorge, Cinemateca Portuguesa, Cinema Ideal e Museu da Electricidade.