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terça-feira, 9 de janeiro de 2018

Globos de Ouro 2018: Red Carpet

Depois dos prémios e discursos, olhamos, como de costume, para a red carpet dos Globos de Ouro 2018. Numa noite em que o preto dominou como forma de protesto, o Hoje Vi(vi) um Filme destacou os seus 10 looks favoritos.

 A protagonista da polémica série 13 Reasons Why, Katherine Langford, estreou-se nos Globos de Ouro com um bonito vestido preto Prada, cintado com brilhantes.
Foto: Getty Images

Susan Kelechi Watson vestiu um macacão de lantejoulas preto Monsoori que lhe deu um brilho especial nesta noite de prémios. O cabelo foi mais um ponto a favor da actriz de This Is Us.
Foto: Getty Images 

Sempre elegante, Penélope Cruz foi mais uma das que soube tirar partido do vestido preto rendado e com uma cauda Ralph & Russo, muito glamoroso.
Foto: David Fisher/REX/Shutterstock

Simples e natural, Viola Davis deslumbrou no vestido preto Brandon Maxwell, com um colar a dar vivacidade ao look e, claro, o belíssimo cabelo, que lhe dá uma imensa jovialidade.
Foto: Getty Images

Alexis Bledel surgiu discreta mas muito elegante neste conjunto Oscar de la Renta de top preto e branco e calça preta. O lenço à cintura é um detalhe inesperado mas que funciona.
Foto: Getty Images

Vencedora de um Globo de Ouro pelo seu papel na série The Handmaid's Tale, Elisabeth Moss apresentou-se na passadeira vermelha com um vestido preto simples Christian Dior, que se adapta especialmente bem à sua silhueta e estilo jovial e divertido. A gola faz toda a diferença.
Foto: Getty Images

 A Mulher-Maravilha Gal Gadot surgiu num vestido preto Tom Ford, com um blazer curto que lhe deu um estilo mais formal, mas não menos elegante. O cabelo apanhado foi mais um factor a seu favor.
Foto: Getty Images

Como já nos tem habituado, Margot Robbie surgiu elegantíssima num vestido Gucci de decote em V. No preto, destaca-se o estampado de flores prateado.
Foto: Getty Images

Angelina Jolie regressa à passadeira vermelha esplendorosa. O vestido preto Versace, com uma capa transparente que termina de forma bastante original, destaca a sua figura e torna-a ainda mais majestosa.
Foto: Getty Images

A minha favorita da noite foi Dakota Johnson neste vestido preto da Gucci, cuja cauda, com detalhes em prateado, lhe dá todo o encanto. Uma bela surpresa que fez a actriz destacar-se entre tantos vestidos da mesma cor.
Foto: Getty Images

terça-feira, 26 de dezembro de 2017

Crítica: O Quadrado / The Square (2017)

"The Square is a sanctuary of trust and caring. Within it we all share equal rights and obligations."

*9/10*

As relações humanas são hiperbolizadas até ao limite - haverá limite? - em O Quadrado, de Ruben Östlund, que lhe valeu a Palma de Ouro em Cannes. Provocador e corajoso, o realizador cria um ambiente carregado de humor inteligente e constrangimentos sociais que, cada vez mais, se vivem no dia-a-dia. Caminhamos para este cúmulo.


Christian é o respeitado curador de um museu de arte contemporânea; homem divorciado e bom pai dos seus dois filhos, conduz um carro eléctrico e apoia boas causas. A sua próxima exposição, O Quadrado, é uma instalação que pretende evocar o altruísmo em quem a vê, recordando-nos o nosso papel enquanto seres humanos responsáveis pelos nossos congéneres. Mas às vezes é difícil viver à altura dos nossos ideais: a resposta incauta de Christian ao roubo do seu telefone vai conduzi-lo a situações das quais ele se envergonha. Entretanto, os Relações Públicas do museu criam uma campanha inesperada para O Quadrado. A reacção é inflamada e lança Christian, bem como o próprio museu, numa crise existencial.

O Quadrado da perfeição das relações humanas contrasta com as atitudes de todos os que o rodeiam. A arte quer, sem sucesso, ensinar o ser humano a voltar a respeitar o seu semelhante, mas nem a campanha publicitária estrondosa é capaz de ter sucesso nesse campo. Tudo é escândalo, tudo é ameaça, ninguém sabe conversar ou relacionar-se. Mas, cada vez mais, as pessoas gostam de ser assim: pensar pouco e indignar-se muito.


E a arte parece desistir e aumentar o ridículo das relações humanas. Seja pela sua forma, pouco compreendida pelos leigos, seja pela interacção que estabelece com o seu público, que não lhe sabe corresponder. Conversas interrompidas - ou espiadas - por esculturas que mexem, um artista com tiques de primatas num jantar de gala, um encontro romântico com um macaco como colega de casa... Da apatia ou incapacidade de reagir, rapidamente se passa para os extremos, a violência, os instintos a comandar o Homem racional.

O Quadrado ataca preconceitos, coloca o inesperado perante os nossos olhos e espera que reajamos melhor que as personagens. Nós deixamo-nos levar nesta paródia social e rimos dos nossos semelhantes, seja de Christian ou da jornalista Anne.


Ruben Östlund constrói um argumento brilhante e transpõe-no para o grande ecrã com uma ironia genial. O protagonista Claes Bang revela-se à altura com medos e incertezas a sobreporem-se ao politicamente correcto, Elisabeth Moss tem um pequeno papel muito divertido e Terry Notary protagoniza um dos momentos mais fortes do filme, onde o silêncio impera. O Quadrado retrata a sociedade actual e faz-nos pensar no rumo que esta está a tomar. Rir e aprender, nada mau.

quarta-feira, 20 de setembro de 2017

Sugestão da Semana #290

Das estreias da passada Quinta-feira, a Sugestão da Semana recomenda Arranha-céus, de Ben Wheatley. Podes ler a crítica do Hoje Vi(vi) um Filme aqui.

ARRANHA-CÉUS


Ficha Técnica:
Título Original: High-Rise
Realizador: Ben Wheatley
Actores: Tom Hiddleston, Sienna Miller, Jeremy Irons, Luke Evans, Elisabeth Moss, Reece Shearsmith, Peter Ferdinando, Daniel Renton Skinner, James Purefoy
Género: Drama
Classificação: M/18
Duração: 119 minutos

terça-feira, 19 de setembro de 2017

Crítica: Arranha-céus / High-Rise(2015)

"You know, you look much better without your clothes on. You're lucky. Not many people do." 
Charlotte
*9/10*

Um arranha-céus como metáfora da estratificação social é a proposta de Ben Wheatley em Arranha-céus. Consegue criar um universo à parte, tão perto da cidade onde quase todos trabalham. Aquilo que se pretendia como a edificação perfeita depressa se transforma numa descontrolada rebelião dos mais pobres contra os mais ricos, da imoralidade contra os valores instalados.

Em 1975, o Dr. Robert Laing (Tom Hiddleston) muda-se para um novo apartamento a 3 km Oeste de Londres em busca de isolamento e anonimato, mas vai-se apercebendo que os outros residentes do edifício não têm nenhuma intenção de o deixarem em paz. Resignado às complicadas dinâmicas sociais que se desdobram em seu redor, Laing aceita o seu fado e começa a conviver com os seus vizinhos. À medida que luta para estabelecer a sua posição social, as boas maneiras e a sanidade de Laing começam a desintegrar-se a par com o edifício. A luz está sempre a falhar, os elevadores deixam de funcionar, mas a festa continua. 


Um retrato irónico e actual de uma sociedade de loucuras e excessos, onde as aparências iludem e onde todos querem o mesmo. Num arranha-céus com super-mercado, spa, ginásio, piscina e tantas outras comodidades luxuosas e exuberantes - como um jardim no último piso -, são as pessoas quem começa o descarrilamento em série.

Ali não há tempo para dormir, à noite o álcool, as drogas e o sexo tomam conta da festa, de dia, o normativo impera, e cada um procura o seu carro no enorme parque de estacionamento rumo ao emprego. Ao final do dia, o ciclo repete-se, numa rotina incomum. Naquele prédio não há lei nem regras - tão perto e tão longe da civilização.


O argumento é genial e tem por base o romance homónimo de J.G. Ballard. Imoral e decadente, Arranha-céus consegue ser tão actual que assusta. Aquele isolamento estratificado, já de si com falhas por corrigir, é o rastilho para que o ser humano regresse ao que de mais primitivo tem em si. O instinto comanda todo e qualquer um dos habitantes do edifício, independentemente da classe social, porque, afinal, somos todos iguais.

Ben Wheatley cria um conjunto de sensações atordoantes, que se misturam com o emaranhado de corpos que se tocam nos corredores do arranha-céus. As cores, lânguidas ou vibrantes, transmitem ainda mais a loucura que ali se vive. Ao mesmo tempo, planos cativantes, o uso da câmara lenta em ocasiões-chave, um caleidoscópio pelo meio e eis que a obra nasce.

Tom Hiddleston oferece-nos um Dr. Laing à altura do filme, que deambula entre o homem equilibrado, atormentado pelo passado, e o instinto de sobrevivência a sobrepor-se à boa-educação. Jeremy Irons é tão somente ele mesmo, elegante e carismático, com o perfil de líder que lhe é indissociável. Elisabeth Moss é uma das mais puras personagens deste arranha-céus de horrores, Sienna Miller é a mulher sensual e insatisfeita que guarda um segredo que a torna vulnerável, e Luke Evans é o mais boçal e de discurso incendiário, mas, ao mesmo tempo, o mais lúcido daquele prédio.


Extremamente visual e com uma narrativa brilhante, Arranha-céus tardou mas chegou aos cinemas para proporcionar uma experiência perigosa mas extasiante.