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domingo, 24 de fevereiro de 2019

Oscars 2019: As Actrizes Secundárias

Analiso agora as nomeadas para Melhor Actriz Secundária. Estão todas muito equilibradas por aqui, tanto que é difícil escolher a favorita. Não posso contudo avaliar a potencial vencedora deste ano, Regina King, pois ainda não vi o seu filme. Eis as nomeadas por ordem de preferência.



Rachel Weisz é Lady Sarah, a melhor amiga da rainha que assume as decisões do reino a favor das suas simpatias políticas e que mais possam convir ao marido; uma mulher fria e calculista, que acaba por ser também ela manipulada. A actriz supera-se numa interpretação repleta de maturidade e seriedade, de elegância e talento.



Amy Adams está quase empatada com Weisz nas minhas preferências. Ela é a mulher por detrás dos homens, Lynne Cheney. Adams também se supera com uma interpretação de peso, que lhe exigiu bastante trabalho de bastidores, num estudo minucioso, tendo adoptado a voz de Cheney até nos intervalos de gravação. A actriz tem aqui mais uma boa parceria - já bem conhecida de outros filmes - com Christian Bale.



Emma Stone é a criada Abigail, ambiciosa e sem escrúpulos, que vagueia entre o ar mais angelical e inocente ao mais perverso e maquiavélico. Stone é enérgica e ataca com a rebeldia que lhe é característica. Mais uma vez, revela-se uma excelente actriz de comédia e apenas fica a faltar-lhe um pouco mais de maldade - que a personagem pede muito.



Marina de Tavira dá nas vistas em Roma pelo seu desempenho de mulher traída e magoada que tenta, a todo o custo, menorizar a dor dos filhos. Ainda assim, é uma prestação simples que coloca em dúvida a justiça desta nomeação.

Regina King (If Beale Street Could Talk)
 
  Sem avaliação

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2019

Crítica: A Favorita / The Favourite (2018)

"Sometimes a lady likes to have some fun."
Lady Sarah


*8.5/10*

Eis o trio de actrizes mais triunfal do ano: Olivia Colman, Rachel Weisz e Emma Stone. Yorgos Lanthimos está de regresso com A Favorita, um filme que sai um pouco dos cânones a que nos tem acostumado. Uma longa-metragem de época especialmente bem filmada, com protagonistas assombrosas, que vagueia entre a comédia negra e o drama com a destreza que só mesmo o realizador grego consegue captar.

Repleto de influências de outros filmes e cineastas (o filmSPOT tem um bom artigo sobre isto mesmo), a verdade é que A Favorita consegue destacar-se pela identidade própria que traz em si.


No início  do  século  XVIII,  a Inglaterra  está  em  guerra com a França.  No  entanto, as corridas  de  patos continuam a prosperar e comem-se ananases ostensivamente no reino. Uma frágil rainha Anne (Olivia Colman) ocupa o trono e a sua amiga mais próxima, Lady Sarah (Rachel Weisz), governa o país por ela, ao mesmo tempo que cuida da saúde precária de Anne e gere o seu temperamento imprevisível. Quando a nova criada Abigail (Emma Stone) chega, o seu charme conquista Sarah. Abigail vê uma oportunidade de voltar às suas raízes aristocráticas. Como a guerra acaba por consumir o  tempo de SarahAbigail  entra em  cena subtilmente para assumir o  papel  de dama de companhia da rainha e não deixará que nenhuma mulher, homem, política ou coelho se coloque no seu caminho.

Menos inusual, mas com a mesma perspicácia e ousadia, Yorgos Lanthimos comanda a câmara com pulso e brusquidão, abanando os sentidos e emoções da plateia, que balança entre a beleza estética e a história, onde o poder domina todas as personagens e a humilhação espreita em cada canto do palácio. Desde a lente olho de peixe à grande angular, são várias as técnicas de distorção do "olhar" que vemos ao longo de A Favorita, e Lanthimos insere-nos na estranheza de uma época distante e nas extravagâncias da corte de uma rainha doente e deprimida. Enquanto a rainha definha, a corte perde tempo com trivialidades ou passatempos delirantes (quase tanto quanto a filmografia de Lanthimos).


A fabulosa fotografia, que tira partido da exigência que a película necessita, é um dos motores de A Favorita, com muitas cenas onde são apenas velas que iluminam o cenário. Um trabalho de mestre do director de fotografia Robbie Ryan.

São as mulheres que dominam as decisões do reino, e apenas a personagem de Nicholas HoultRobert Harley, se destaca no que toca a influências masculinas. A palavra final é da rainha, que não gosta de pensar em demasia (já Fernando Pessoa falava na dor de pensar), e tanto Sarah como Abigail lutam por serem o cérebro da realeza, a favorita de Anne.

Olivia Colman é enorme no papel de rainha, transfigurando-se conforme a debilidade da personagem. Uma mulher atormentada pelas dores física e psicológica, ingénua, desnorteada e apaixonada, em especial pelos seus 17 coelhos de estimação. Anne parece, por vezes, uma criança mimada ou um bebé indefeso. A actriz engordou cerca de 16 kg para vestir a pele da rainha Anne e é grande parte da alma do filme.


Ao seu lado, as duas servas rivais - Rachel Weisz, Lady Sarah, a melhor amiga da rainha que assume as decisões do reino a favor das suas simpatias políticas e que mais possam convir ao marido; uma mulher fria e calculista, que acaba por ser também manipulada; e Emma Stone, a criada Abigail, ambiciosa e sem escrúpulos, que vagueia entre o ar mais angelical e inocente ao mais perverso e maquiavélico. As duas actrizes superam-se, Weisz com maturidade e seriedade, num desempenho cheio de elegância e talento, Stone com a rebeldia que lhe é característica. Mais uma vez, revela-se uma excelente actriz de comédia e apenas fica a faltar-lhe um pouco mais de maldade - que a personagem pede muito.


Com A Favorita, Yorgos Lanthimos saiu da sua zona de conforto, onde deixa a plateia desconfortável com os seus retratos-limite da sordidez humana (Canino, A Lagosta, O Sacrifício de um Cervo Sagrado...), para se aventurar num filme menos complexo mas repleto das suas marcas autorais e influências. E temos de confessar, nem num filme de época ele nos dá sossego. E ainda bem.

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2019

Sugestão da Semana #363

Das estreias da passada Quinta-feira, a Sugestão da Semana destaca A Favorita, de Yorgos Lanthimos. Olivia Colman, Emma Stone e Rachel Weisz formam o trio protagonista.

A FAVORITA


Ficha Técnica:
Título Original: The Favourite
Realizador: Yorgos Lanthimos
Actores: Olivia Colman, Emma Stone, Rachel Weisz, Nicholas Hoult
Género: Biografia, Comédia, Drama
Classificação: M/16
Duração: 119 minutos

terça-feira, 8 de janeiro de 2019

Globos de Ouro 2019: Red Carpet

Passou-se mais uma edição dos Globos de Ouro e eis que surge a primeira análise à red carpet de 2019, aqui no blog. Como sempre, escolho alguns dos vestidos que mais gostei de ver desfilar na passadeira vermelha (apenas gosto pessoal, sem grandes conhecimentos de moda), porque todos gostamos de escolher os nossos favoritos. Vou apenas destacar modelos femininos, mas aproveito para ressalvar que Mahershala Ali foi um dos homens mais bem vestidos da noite, com a escolha arrojada de Timothée Chalamet a segui-lo de perto.

JAMIE LEE CURTIS surgiu cheia de elegância e presença num vestido branco Alexander Wang que realça a sua figura esbelta, por onde parece que os anos não passam.
Foto: Kevork Djansezian/NBC/NBCU Photo Bank

KRISTEN BELL vestiu um daqueles vestidos que nunca passam de moda e são normalmente uma boa escolha. Um modelo rosa claro Zuhair Murad, com decote em V. Simples, discreto e eficaz.
Foto: Kevork Djansezian/NBC/NBCU Photo Bank

PATRICIA CLARKSON conquistou o Globo de Ouro para Melhor Actriz Secundária pela série Sharp Objects, mas também triunfou na passadeira vermelha. Desfilou com um vestido Georges Chakra Couture em tons coral, entre os laranjas e rosas, que a favoreceu e fê-la destacar-se.
Foto: Kevork Djansezian/NBC/NBCU Photo Bank

JULIA ROBERTS arriscou no visual, mas sem perder a elegância, com este modelo bege Stella McCartney, com uma cauda, a acompanhar as calças pretas. Um modelo que apela à sua eterna jovialidade.
Foto: Kevork Djansezian/NBC/NBCU Photo Bank

Rendas não são para todas, mas EMILY BLUNT apostou neste vestido Alexander McQueen, prateado rendado, e brilhou na red carpet. A nova Mary Poppins não venceu nenhuma estatueta mas na passadeira foi vencedora, entre elegância e rebeldia.
Foto: Jordan Strauss/Invision/AP

EMMA STONE surgiu simples e discreta, em tons coral, num bonito vestido Louis Vuitton, muito ao estilo que nos tem habituado nestas cerimónias. Apostou pelo seguro e não se saiu nada mal, já que os detalhes prateados dão vida e movimento à simplicidade do modelo.
Foto: Steve Granitz/WireImage

A nomeada CLAIRE FOY esteve encantadora. Um discreto vestido amarelo, com detalhes em prata, da Miu Miu, ficou a condizer com o fabuloso penteado clássico, os brincos e a maquilhagem. Um dos visuais mais bonitos da noite.
Foto: VALERIE MACON/AFP/Getty Images

DAKOTA FANNING desfilou com um dos meus modelos favoritos da noite, um vestido branco-prata da Armani Prive, a contrastar com um batom vermelho que lhe deu imensa presença. 
Foto: Todd Williamson/NBC/NBCU Photo Bank

SAOIRSE RONAN não deixa de constar como uma das mais bem vestidas, uma vez mais. A actriz está fabulosa neste modelo Gucci de decote em V. Aparentemente tão simples, o visual marca pelos pormenores do vestido.
Foto: Rob Latour/REX/Shutterstock

ALISON BRIE foi uma espécie de princesa sexy da noite. Amo este modelo tão clássico como arrojado Vera Wang, com uma saia em tule muito romântica e o top prateado a quebrar as regras.
Foto: Todd Williamson/NBC/NBCU Photo Bank

segunda-feira, 5 de março de 2018

Oscars 2018: Red Carpet

O preto desapareceu quase por completo da passadeira vermelha, mas não houve muitos modelos especialmente estonteantes nesta 90ª. cerimónia dos Oscars. Ainda assim, apresento-vos as minhas nove favoritas da red carpet.

JENNIFER GARNER
Jennifer Garner poucas vezes desilude na red carpet e este ano não foi excepção. A actriz surgiu muito elegante num vestido azul do Atelier Versace, com detalhes que potenciam a sua figura.
Foto: David Fisher/REX/Shutterstock

TARAJI P. HENSON
Taraji P. Henson escolheu o preto mas num modelo muito arrojado Vera Wang, cheio de transparências. A actriz surgiu poderosa e sensual com esta escolha arriscada mas que lhe assenta na perfeição, a condizer com a sua energia e alegria. 
Foto: Jordan Strauss/Invision/AP

JANE FONDA
80 anos e uma forma física invejável. Jane Fonda continua linda e elegantíssima, capaz de fazer inveja a muita gente com este vestido branco Balmain. Fabulosa.
Foto: Frazer Harrison/Getty Images

SAMARA WEAVING
Discreta mas muito elegante, a transpirar jovialidade e feminilidade, Samara Weaving desfilou com um vestido rosa coral da Schiaparelli Couture, com detalhes prateados que potenciaram a figura da actriz. Excelente aposta, a condizer com o penteado e maquilhagem.
Foto: Steve Granitz / WireImage

ALLISON JANNEY
Allison Janney foi uma das vencedoras da noite, conquistando o Oscar para Melhor Actriz Secundária por Eu, Tonya e surgiu deslumbrante na red carpet. Escolheu um modelo vermelho, de mangas longas da Reem Acra que lhe deu muita elegância e potenciou o seu carisma. Uma excelente escolha para subir ao palco.
Foto: Kevin Mazur/WireImage

SANDRA BULLOCK
Sandra Bullock surgiu jovial e elegante, num vestido preto e prata da Louis Vuitton. O cabelo solto resulta bem com o modelo que destaca os ombros da actriz. Resplandecente.
Foto: David Fisher/REX/Shutterstock

ALLISON WILLIAMS
A actriz de Foge surgiu num bonito vestido Armani Privé. Clássico e a lembrar as princesas, Allison Williams deu nas vistas pela elegância e com um penteado a condizer. Uma escolha arriscada mas certeira.
Foto: Frazer Harrison/Getty Images

GAL GADOT
A Mulher-Maravilha, Gal Gadot, não passa despercebida nas cerimónia onde marca presença. Nos Oscars escolheu um bonito vestido de alças prateado da Givenchy, simples mas muito marcante. A maquilhagem e o cabelo acompanharam o glamour do vestido, num conjunto especialmente bem conseguido.
Foto: Kevin Mazur/WireImage

EMMA STONE
A minha favorita da noite vestiu calças. E que bonita que estava Emma Stone neste conjunto Louis Vuitton, preto e bordô. Prática mas ainda assim muito elegante, com um penteado que lhe dá muita personalidade.
Foto: Jordan Strauss/Invision/AP

sábado, 25 de fevereiro de 2017

Oscars 2017: As Actrizes Principais

Este ano, qualquer uma das cinco nomeadas para Melhor Actriz mereceria o Oscar. As quatro primeiras da minha lista seguem-se umas às outras de muito perto e é mesmo muito difícil escolher uma favorita. A quinta nomeada já teve a sua conta de Oscars e nomeações, por muito talentosa que continue a ser. Não que não volte a vencer, mas não por este papel. Fora da lista ficaram nomes como Rebecca Hall por Christine, Amy Adams por Animais Noturnos ou O Primeiro Encontro ou mesmo Taraji P. Henson por Elementos Secretos. Se houvesse mais de cinco nomeadas, elas teriam de lá estar. Aqui fica a minha listagem, por ordem de preferência.

Isabelle Huppert é extraordinária. Se conseguir roubar o Oscar à Emma Stone (aquela que todos têm como mais provável vencedora), vencerá com todo o mérito. Em Ela, Huppert mostra como é uma das melhores actrizes da sua geração e está preparada para todos os papéis, sem pudor, cheia de entrega. Fria, inteligente, matreira, egoísta, perturbada, ela conquista-nos a nós e a todos os que a rodeiam. Ninguém lhe resiste, ninguém lhe faz frente.

Natalie Portman é perfeita como Jacqueline Kennedy e apresenta-nos o outro lado da ex-primeira dama americana, muito mais do que estilo e elegância. A actriz transforma-se de tal forma que, ao olharmos para a sua interpretação, apenas vemos Jackie. A sua forma de andar, a voz e entoação, o sorriso, tudo nos leva à retratada. Um papel exigente e duro, onde a actriz passa para a tela o desespero, insegurança e, ao mesmo tempo, a coragem e perspicácia suficientes para organizar as cerimónias fúnebres do marido num momento de profundo choque. Portman apresenta-nos essa mulher de garra e cheia de personalidade, que foi muito além da mulher que vestia o seu fato cor-de-rosa manchado de sangue, no dia fatídico, que todos recordam.

A muito expressiva Emma Stone confirma aqui, por completo, o seu talento para a comédia, mostrando ainda como também sabe emocionar nos momentos dramáticos. Ao lado do seu sempre cúmplice par romântico, canta, dança e representa como só ela sabe. Que lhe dêem mais papéis como este.

4. Ruth Negga por Loving
Poucos tinham dado por ela, até que Loving a fez brilhar. Ruth Negga emana uma doçura capaz de conquistar qualquer um. A sua personagem, Mildred, é uma sofredora nata, cheia de amor pelo marido e filhos, a quem se dedica totalmente. Amargurada por estar condenada a viver longe da sua terra e família, ela não desiste e, entre as lágrimas que caem dos seus enormes e expressivos olhos, vão surgindo tímidos sorrisos de esperança.

5. Meryl Streep por Florence, Uma Diva Fora de Tom (Florence Foster Jenkins)
Meryl Streep dispensa apresentações, mesmo quando veste a pele da pior cantora de ópera de sempre. Por muito caricatural que Florence possa ser, Streep adapta-se e reinventa-se a cada personagem e tanto nos oferece a maior gargalhada como, no momento seguinte, nos consegue comover. Ela é a melhor actriz da actualidade, mas não tem sempre de ganhar Oscars, Há que dar a oportunidade a outras, de vez em quando.

domingo, 5 de fevereiro de 2017

Crítica: La La Land - Melodia de Amor (2016)

"I guess I'll see you in the movies."
Sebastian

*8/10*

Damien Chazelle é bom - e frenético - no que faz, mas depois do surpreendente Whiplash, a ideia que se traduziu em La La Land merecia mais tempo para amadurecer. No entanto, é fácil deixarmo-nos levar pelas danças, música, nostalgia e, principalmente, pelo casal protagonista: Ryan Gosling e Emma Stone.

O filme começa como tudo começa em Los Angeles: na auto-estrada. Este é o lugar onde o pianista de jazz Sebastian (Ryan Gosling) encontra a aspirante a actriz Mia (Emma Stone), pela primeira vez. Sebastian tenta fazer com que as pessoas gostem de jazz tradicional no século XXI. Mia gostava de conseguir chegar ao fim de uma audição. Mas nenhum dos dois espera que o seu fatídico encontro os leve onde nunca poderiam chegar sozinhos.


Este musical dos tempos modernos, saudoso dos clássicos, chega cheio de memórias e um trabalho técnico soberbo. Já o argumento é um tanto banal, surpreendendo-nos com alguns momentos inesperados, mas perdendo-se, por vezes, em diálogos de repetição sem fim. Seria bom seguir a máxima que diz que "um olhar vale mais que mil palavras", mas tal só se aplicou mesmo no final do filme. Ainda assim, deixamo-nos levar pela música e pelo romance, pela melancolia e pelos sonhos a realizar, pelas cores vibrantes que nos transportam para outros tempos - que nunca existiram, afinal - onde o tradicional e o mais moderno se unem numa fusão divertida e arriscada. Guarda-roupa e direcção artística fazem um trabalho excelente no que toca a transportarem-nos para essa modernidade clássica.


Os sonhos comandam a narrativa e os protagonistas, que mereciam mais, brilham no meio do argumento imaturo. Há décadas que não se via um casal com tanta química como Gosling e Stone, que fazem par no cinema pela terceira vez (antes vimo-los juntos em Amor, Estúpido e Louco e Gangster Squad). Excelentes actores, desdobram-se também em cantores e bailarinos e saem-se bem nos três papéis, reforçando o talento que já sabíamos que tinham. A muito expressiva Emma Stone confirma aqui, por completo, o seu talento para a comédia, mostrando ainda como também sabe emocionar nos momentos dramáticos. Ryan Gosling mostra a sua versatilidade, provando como se sabe reinventar e surpreender.


A par da dupla de protagonistas, realização, montagem e direcção de fotografia fazem um trabalho exímio. Chazelle prossegue com o seu modo enérgico de filmar, onde a câmara dança com personagens e figurantes, perseguindo o jazz que o acompanha desde sempre, quer em Whiplash - Nos Limites, (e na curta-metragem homónima), quer na sua primeira longa-metragem, em 2009, Guy and Madeline on a Park Bench. Em La La Land um pouco menos de presença da câmara podia vir em seu benefício já que aqui, os sonhos e a nostalgia deveriam ter um pouco mais de destaque e mereciam ser apreciados com alguma calma. 

O trabalho de fotografia, de Linus Sandgren, compensa, todavia, todos os planos alvoraçados. As cores, o trabalho de luz e sombra iluminam de tal modo La La Land que nos hipnotizam por longos momentos, seja quando Sebastian e Mia dançam juntos em busca do carro dela ou observam as estrelas, ou quando o pianista toca, inspirado, deixando de lado as canções de Natal, ou mesmo quando Mia canta, emocionada, numa audição. A banda sonora de Justin Hurwitz torna ainda mais especial este musical (que nada seria sem o compositor), com temas alegres e difíceis de esquecer.


Comovente, romântico e sonhador são qualidades do mais recente filme do empenhado Damien Chazelle. Só mesmo o argumento apressado quebra ligeiramente a magia do musical moderno que homenageia os veteranos. O La La Land inesquecível chegaria daqui a uns anos, na sua plenitude. 

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017

Sugestão da Semana #257

Das estreias da passada Quinta-feira, a Sugestão da Semana destaca o tão falado La La Land: Melodia de Amor, de Damien Chazelle, o musical protagonizado por Emma Stone e Ryan Gosling.

LA LA LAND: MELODIA DE AMOR


Ficha Técnica:
Título Original: La La Land
Realizador: Damien Chazelle
Actores: Ryan Gosling, Emma Stone, Rosemarie DeWitt
Género: Comédia, Drama, Musical
Classificação: M/12
Duração: 128 minutos

segunda-feira, 9 de janeiro de 2017

Globos de Ouro 2017: Os Vencedores

A 74.ª edição dos Globos de Ouro acontece na madrugada de Domingo, em Los Angeles. Por aqui, estaremos a actualizar em tempo real os vencedores das categorias de cinema.


Melhor Filme - Drama
O Herói de Hacksaw Ridge
Hell or High Water - Custe o Que Custar
Lion - A Longa Viagem para Casa
Manchester by the Sea
Moonlight

Melhor Actriz - Drama
Amy AdamsO Primeiro Encontro (Arrival)
Jessica ChastainMiss Sloane
Isabelle Huppert, Ela (Elle)
Ruth NeggaLoving
Natalie PortmanJackie

Melhor Actor - Drama
Casey AffleckManchester by the Sea
Joel EdgertonLoving
Andrew GarfieldO Herói de Hacksaw Ridge
Viggo Mortensen, Capitão Fantástico (Captain Fantastic)
Denzel WashingtonVedações (Fences)

Melhor Filme - Comédia ou Musical
Mulheres do Século XX (20th Century Women)
Deadpool
La La Land: Melodia de Amor
Florence, Uma Diva Fora de Tom (Florence Foster Jenkins)
Sing Street

Melhor Actriz - Comédia ou Musical
Annette BeningMulheres do Século XX (20th Century Women)
Lily CollinsRules Don't Apply
Hailee SteinfeldEdge of Seventeen
Emma StoneLa La Land: Melodia de Amor
Meryl StreepFlorence, Uma Diva Fora de Tom (Florence Foster Jenkins)

Melhor Actor - Comédia ou Musical
Colin FarrellA Lagosta (The Lobster)
Ryan GoslingLa La Land: Melodia de Amor
Hugh GrantFlorence, Uma Diva Fora de Tom (Florence Foster Jenkins)
Jonah HillOs Traficantes (War Dogs)
Ryan ReynoldsDeadpool

Melhor Filme de Animação
Kubo e as Duas Cordas (Kubo and the Two Strings)
Vaiana (Moana)
My Life as a Zucchini (Ma vie de Courgette)
Cantar! (Sing!)
Zootrópolis (Zootopia)

Melhor Filme Estrangeiro
Divines
Ela (Elle)
Neruda
O Vendedor (The Salesman)
Toni Erdmann

Melhor Actriz Secundária
Viola Davis, Vedações (Fences)
Naomie HarrisMoonlight
Nicole KidmanLion - A Longa Viagem para Casa
Octavia SpencerElementos Secretos (Hidden Figures)
Michelle WilliamsManchester by the Sea

Melhor Actor Secundário
Mahershala AliMoonlight
Jeff BridgesHell or High Water - Custe o Que Custar
Simon HelbergFlorence, Uma Diva Fora de Tom (Florence Foster Jenkins)
Dev PatelLion - A Longa Viagem para Casa
Aaron Taylor JohnsonAnimais Noturnos (Nocturnal Animals)

Melhor Realizador
Damien ChazelleLa La Land: Melodia de Amor
Tom FordAnimais Noturnos (Nocturnal Animals)
Mel Gibson, O Herói de Hacksaw Ridge
Barry JenkinsMoonlight
Kenneth LonerganManchester by the Sea

Melhor Argumento
Damien ChazelleLa La Land: Melodia de Amor
Tom FordAnimais Noturnos (Nocturnal Animals)
Barry JenkinsMoonlight
Kenneth LonerganManchester by the Sea
Taylor SheridanHell or High Water - Custe o Que Custar

Melhor Banda Sonora Original
MoonlightNicholas Brittell
La La Land: Melodia de AmorJustin Hurwitz
O Primeiro Encontro(Arrival), Jóhann Jóhannsson
Lion - A Longa Viagem para CasaDustin O'Halloran e Hauschka
Elementos Secretos (Hidden Figures)Benjamin Wallfisch, Pharrell Williams e Hans Zimmer

Melhor Canção Original
Can't Stop the FeelingTrolls
City of StarsLa La Land: Melodia de Amor
FaithCantar! (Sing!)
GoldGold
How Far I'll GoVaiana (Moana)

Prémio Cecil B. DeMille
Meryl Streep

Artigo actualizado pela última vez às 4h05.

sábado, 5 de novembro de 2016

Novo trailer de La La Land

O musical La La Land tem um novo trailer. O filme é realizado por Damien Chazelle (Whiplash), e protagonizado por Emma Stone e Ryan Gosling. Já se fala em nomeações para os Oscars.


La La Land tem estreia prevista em Portugal para Janeiro de 2017.

sábado, 21 de fevereiro de 2015

Oscars 2015: As Actrizes Secundárias

Depois das actrizes e actores principais, passemos a uma breve análise a uma das categorias mais fracas desta edição dos Oscars: Melhor Actriz Secundária. Um desempenho interessante, dois medianos e outros dois muito fracos. Eis as nomeadas:

1. Patricia Arquette por Boyhood: Momentos de Uma Vida (Boyhood)


Aqui está o desempenho mais merecedor da estatueta dourada. Patricia Arquette é esta sofrida mãe que acompanhamos ao longo de 12 anos, cuja interpretação é a que mais se destaca em Boyhood. Sem medo nem vergonha de abraçar um projecto que mostra o seu envelhecimento, as mudanças físicas - e psicológicas - e a sua total entrega à personagem, a mãe sempre presente, que escolhe mal os maridos, Arquette oferece-nos uma das melhores prestações femininas do ano (não foram assim tantas, é verdade). É com ela que vamos lamentar a passagem do tempo - tão rápida - e compartilhar a revolta e explosão de sentimentos desta mãe, perto do final.

2. Meryl Streep por Caminhos da Floresta (Into the Woods)



Sabemos que ela faria esta personagem na perfeição mesmo com uma perna às costas, mas certo é que o seu talento é notável em todas as personagens e a Academia rende-se a Meryl Streep quase todos os anos. Em Caminhos da Floresta, a veterana é uma bruxa, responsável por grande parte das peripécias do filme. Entre um coração gelado pela vingança e uma ternura escondida - afinal, até quer ajudar o casal protagonista a quebrar a maldição que ela lhes lançou -, esta bruxa também quer realizar os seus desejos.

3. Keira Knightley por O Jogo da Imitação (The Imitation Game)



Numa interpretação simples e muito ao seu jeito elegante, mas sensabor, temos Keira Knightley. Ela é Joan Clarke, provavelmente a mais interessante personagem de O Jogo da Imitação: a mulher entre os homens, tão inteligente ou mais que eles, a mulher emancipada e decidida. Não que a actriz lhe dê toda a vivacidade que ela pede, mas será ao percurso de Joan no filme que daremos maior atenção.

4. Emma Stone por Birdman ou (A Inesperada Virtude da Ignorância) (Birdman)



Eu adoro a Emma Stone mas esta nomeação não se justifica. Uma única boa cena em Birdman não consegue desculpar a ausência de nomes como Jessica Chastain (ou mesmo Oprah Winfrey, que em pouco mais de cinco minutos no ecrã em Selma, merecia mais a nomeação que Emma). Stone é a desequilibrada filha do protagonista de Birdman e pouco mais há a dizer...

5. Laura Dern por Livre (Wild)



E depois de questionar a nomeação de Emma Stone, que dizer de Laura Dern? Os sorrisos e simpatia  de uma mãe lutadora e dedicada aos filhos em curtíssimos flashbacks não chegam para me convencer.

segunda-feira, 8 de setembro de 2014

Sugestão da Semana #132

Das estreias da passada Quinta-feira, a Sugestão da Semana não pode deixar de destacar Magia ao Luar. Tudo porque é Woody Allen e, melhor ou pior, é sempre obrigatório.

MAGIA AO LUAR

Ficha Técnica:
Título Original: Magic in the Moonlight
Realizador: Woody Allen
Actores:  Colin Firth, Emma Stone, Marcia Gay HardenJacki WeaverHamish Linklater
Género: Comédia, Romance
Classificação: M/12
Duração: 97 minutos

sexta-feira, 18 de abril de 2014

Crítica: O Fantástico Homem-Aranha 2: O Poder de Electro / The Amazing Spider-Man 2 (2014)

*6/10*

Marc Webb convenceu o público e a crítica em 2012, ao dar uma nova vida ao Homem-Aranha, que surgiu com uma nova cara e uma personalidade mais corajosa e divertida. Mas se o primeiro novo filme de spider-man surgiu como uma lufada de ar fresco entre os blockbusters de super-heróis, já O Fantástico Homem-Aranha 2: O Poder de Electro ficou aquém das expectativas.

Neste filme, o Homem-Aranha (Andrew Garfield) continua a proteger os seus concidadãos. Mas quando surge Electro (Jamie Foxx), Peter tem de enfrentar um adversário bem mais poderoso que ele. Ao mesmo tempo, com o regresso do seu velho amigo Harry Osborn (Dane DeHaan), o jovem super-herói apercebe-se que há um elo comum a todos os seus inimigos: a OsCorp.

O argumento de O Fantástico Homem-Aranha 2: O Poder de Electro traz-nos vilões a mais, humor a mais e emoções a menos, não deixando contudo de estar na média da qualidade dos filmes da Marvel. No entanto, mais de 2h20 de duração (é o mais longo filme do Homem-Aranha até agora) é demais para um filme de super-heróis, onde os vilões parecem multiplicar-se para desgaste do espectador que tarda em ver o fim à história.

O Fantástico Homem-Aranha 2: O Poder de Electro mantém o tom descontraído do seu predecessor, e acrescenta-lhe algum sarcasmo, com uma espécie de auto-paródia ao próprio Homem-Aranha (até o toque de telemóvel de Peter Parker é divertidamente familiar). Contudo, a certo ponto, esse humor começa a ser em demasia e já muito previsível e pouco natural.

Marc Webb perdeu o encanto que colocou no primeiro filme, mas não deverá desiludir os fãs de spider-man, que certamente sentirão o balanço da longa-metragem e a inesgotável fonte de vilões de forma mais familiar do que o público comum e menos ligado à História deste personagem da Marvel.

quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

Oscars 2013: Nomeados

Seth MacFarlane e Emma Stone anunciaram há poucas horas os nomeados para a 85ª cerimónia dos Oscars.
Melhor Filme
Amor
Argo
Bestas do Sul Selvagem
Django Libertado
Os Miseráveis
A Vida de Pi
Lincoln
Guia para um Final Feliz
00:30 Hora Negra

Melhor Actor
Bradley Cooper por Guia para um Final Feliz
Daniel Day-Lewis por Lincoln
Hugh Jackman por Os Miseráveis
Joaquin Phoenix por The Master - O Mentor
Denzel Washington por Decisão de Risco

Melhor Actriz
Jessica Chastain por 00:30 Hora Negra
Jennifer Lawrence por Guia para um Final Feliz
Emmanuelle Riva por Amor
Quvenzhané Wallis por Bestas do Sul Selvagem
Naomi Watts por O Impossível

Melhor Actor Secundário
Alan Arkin por Argo
Robert De Niro por Guia para um Final Feliz
Philip Seymour Hoffman por The Master - O Mentor
Tommy Lee Jones por Lincoln
Christoph Waltz por Django Libertado

Melhor Actriz Secundária
Amy Adams por The Master - O Mentor
Sally Field por Lincoln
Anne Hathaway por Os Miseráveis
Helen Hunt por Seis Sessões
Jacki Weaver por Guia para um Final Feliz

Melhor Realizador
Michael Haneke por Amor
Ang Lee por A Vida de Pi
David O. Russell por Guia para um Final Feliz
Steven Spielberg por Lincoln
Benh Zeitlin por Bestas do Sul Selvagem

Melhor Argumento Original
Amor: Michael Haneke
Django Libertado: Quentin Tarantino
Decisão de Risco: John Gatins
Moonrise Kingdom: Wes Anderson, Roman Coppola
00:30 Hora Negra: Mark Boal

Melhor Argumento Adaptado
Argo: Chris Terrio
Bestas do Sul Selvagem: Lucy Alibar, Benh Zeitlin
A Vida de Pi: David Magee
Lincoln: Tony Kushner
Guia para um Final Feliz: David O. Russell

Melhor Filme Animado
Brave - Indomável
Frankenweenie
ParaNorman
Os Piratas!
Força Ralph

Melhor Filme Estrangeiro
Amor (Áustria)
Rebelle (Canadá)
No (Chile)
Um Caso Real (Dinamarca)
Kon-Tiki (Noruega)

Melhor Fotografia
Anna Karenina: Seamus McGarvey
Django Libertado: Robert Richardson
A Vida de Pi: Claudio Miranda
Lincoln: Janusz Kaminski
007 - Skyfall: Roger Deakins

Melhor Montagem
Argo: William Goldenberg
A Vida de Pi: Tim Squyres
Lincoln: Michael Kahn
Guia para um Final Feliz: Jay Cassidy, Crispin Struthers
00:30 Hora Negra: William Goldenberg, Dylan Tichenor

Melhor Direcção Artística
Anna Karenina: Sarah Greenwood, Katie Spencer
O Hobbit: Uma Viagem Inesperada: Dan Hennah, Ra Vincent, Simon Bright
Os Miseráveis: Eve Stewart, Anna Lynch-Robinson
A Vida de Pi: David Gropman, Anna Pinnock
Lincoln: Rick Carter, Jim Erickson

Melhor Guarda-Roupa
Anna Karenina: Jacqueline Durran
Os Miseráveis: Paco Delgado
Lincoln: Joanna Johnston
Espelho Meu, Espelho Meu! Há Alguém Mais Gira do Que Eu?: Eiko Ishioka
A Branca de Neve e o Caçador: Colleen Atwood

Melhor Maquilhagem
Hitchcock
O Hobbit: Uma Viagem Inesperada
Os Miseráveis

Melhor Banda Sonora Original
Anna Karenina: Dario Marianelli
Argo: Alexandre Desplat
A Vida de Pi: Mychael Danna
Lincoln: John Williams
007 - Skyfall: Thomas Newman

Melhor Canção Original
Before My Time, de J. Ralph, no filme Chasing Ice
Suddenly, de Alain Boublil, Claude-Michel Schönberg, Herbert Kretzmer, no filme Os Miseráveis
Pi's Lullaby, de Mychael Danna, Bombay Jayshree, no filme A Vida de Pi
Skyfall, de Adele, Paul Epworth, no filme 007 - Skyfall
Everybody Needs a Best Friend de Walter Murphy, Seth MacFarlane, no filme Ted

Melhor Efeitos Sonoros
Argo
Os Miseráveis
A Vida de Pi
Lincoln
007 - Skyfall

Melhor Montagem de Som
Argo
Django Libertado
A Vida de Pi 
007 - Skyfall 
00:30 Hora Negra

Melhor Efeitos Visuais
Os Vingadores
O Hobbit: Uma Viagem Inesperada
A Vida de Pi
Prometheus
A Branca de Neve e o Caçador

Melhor Documentário
5 Broken Cameras
The Gatekeepers
How to Survive a Plague
The Invisible War
Searching for Sugar Man

Melhor Curta Documental
Inocente
Kings Point
Mondays at Racine
Open Heart
Redemption

Melhor Curta de Animação
Adam and Dog: Minkyu Lee
Fresh Guacamole: PES
Head Over Heels: Timothy Reckart, Fodhla Cronin O'Reilly
O Rapaz do Papel: John Kahrs
Simpsons - Um Longo Dia na Creche: David Silverman

Melhor Curta
Asad: Bryan Buckley, Mino Jarjoura
Buzkashi Boys: Sam French, Ariel Nasr
Curfew: Shawn Christensen
Dood van een Schaduw: Tom Van Avermaet, Ellen De Waele
Henry: Yan England