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quarta-feira, 21 de setembro de 2016

Doclisboa'16: David Lynch e Muhammad Ali na secção Heart Beat

A secção dedicada à música do Doclisboa, Heart Beat, já tem programa fechado e vai percorrer temáticas tão diversificadas como cinema, fotografia, dança, teatro, escultura, arquitectura, pornografia e boxe.


Na sua 14.ª edição, o Doclisboa apresenta filmes sobre o fotógrafo Mapplethorpe, o pugilista Muhammad Ali, a coreógrafa Trisha Brown, a dramaturga Angélica Liddell, os cineastas Sidney Lumet e David Lynch, a estrela de filmes porno Rocco Siffredi, o arquitecto Siza Vieira e o ceramista Querubim Lapa.

Mapplethorpe: Look at the Pictures, de Randy Barbato e Fenton Bailey, é o retrato de um artista que transformou a fotografia contemporânea numa arte nobre, com uma visão que criou uma guerra cultural feroz. Já William Klein documenta os momentos mais importantes da carreira de Muhammad Ali em Muhammad Ali, the Greatest.

In the steps of Trisha Brown, de Marie-Hélène Rebois, coloca os espectadores no mundo da dança de Trisha Brown, e Angélica [a tragedy], de Manuel Fernández-Valdés, apresenta a dramaturga Angélica Liddell com o seu teatro autobiográfico, numa relação turbulenta entre criação e vida.

A partir de uma entrevista nunca antes vista, o realizador Sidney Lumet (falecido em 2011) fala-nos da sua vida e obra em By Sidney Lumet, de Nancy Buirski. Ainda na Sétima Arte, em David Lynch: The Art Life, de Jon Nguyes, Neergaard Holm e Rick Barnes, o cineasta leva-nos numa viagem íntima pelo seu período de formação.

Rocco, de Thierry Demaizière e Alban Teurlai, traz-nos um registo do backstage do mundo da pornografia e suas estrelas, com Rocco Sifredi como nome principal. É também ele quem narra o filme.

A sessão especial jornal Público apresenta-nos Having a cigarette with Álvaro Siza, de Iain Dilthey, sobre o arquitecto português, onde o próprio fala sobre a arquitectura e os seus primeiros trabalhos. Ainda no que respeita a artistas portugueses, Como se não existisse nada, de Sibila Lind, fala-nos do ceramista Querubim Lapa e de Susana, a sua principal fonte de inspiração. 

A programação completa do Doclisboa'16 será anunciada no próximo dia 26 de Setembro.

terça-feira, 3 de novembro de 2015

Doclisboa'15: Frank Zappa, Phase II The Big Note (2002)

*7/10*

Frank Zappa marcou o mundo da música pelo talento e pela diferença que trouxe consigo. A secção Heart Beat do Doclisboa'15 exibiu Frank Zappa, Phase II The Big Note, de Frank Scheffer, recordando o músico e a sua obra.


O realizador holandês assume-se como fã do músico: “Tinha 13 anos, quando ouvi a música de Zappa pela primeira vez e esse disco intitulava-se We’re only in it for the Money. O que senti foi como que uma explosão que me abriu a cabeça para um mundo de sons completamente novos. Essa experiência foi muito bem-vinda, visto eu gostar apaixonadamente de música.”

Ora, aliando aqui as duas artes - música e cinema - numa só, Frank Zappa, Phase II The Big Note mantém-se fiel ao estilo de Scheffer, com o ritmo suficiente para cativar a plateia, recorrendo a testemunhos de familiares e amigos próximos de Zappa, imagens de arquivo do protagonista, concertos, programas de televisão... enfim, um sem número de registos que nos contam a história deste fenómeno da música.

Eis uma boa forma de conhecer melhor ou relembrar um dos grandes prodígios do século XX, um documentário para fãs ou meros curiosos.

segunda-feira, 26 de outubro de 2015

Doclisboa'15: Sonic Acts (1999) + In the Ocean (2001)

Esta Sábado, dia 24 de Outubro, a secção Heart Beat levou ao Cinema São Jorge música para vários gostos. A sala 3 recebeu dois filmes de Frank Scheffer, Sonic Acts e In the Ocean, o primeiro sobre música electrónica e o segundo acerca de compositores europeus e americanos.

Sonic Acts, de Frank Scheffer - 6.5/10


Para amantes do género ou meros curiosos, Sonic Acts percorre a história da música electrónica, através de testemunhos dos grandes nomes da vanguarda deste estilo musical. O indispensável Karlheinz Stockhausen, Pierre Henry, John Cage, Michel Waisvisz, Merzbow, Squarepusher e DJ Spooky são alguns dos artistas que nos fazem conhecer o que os inspira e o seu modo de trabalhar, ao mesmo tempo que acompanhamos o evoluir do género electrónico.

Um documentário curioso e com ritmo, para descobrir.

In the Ocean, de Frank Schefferb- 5.5/10


O realizador mergulha neste In the Ocean, na música clássica e seus autores. Com a cooperação de músicos que nunca antes apareceram no mesmo filme, entre eles Steve Reich, Brian Eno, Louis Andriessen, Philip Glass Bang on a Can, o documentário pretende explicar o quadro complexo da música contemporânea dos últimos 30 anos e explora a relação entre compositores americanos e europeus e a forma como se vêem e influenciam uns aos outros.

Não foi um trabalho fácil e está longe de ter tido um resultado de grande sucesso. In the Ocean aproxima-se mais de um público já bastante conhecedor do género e dos músicos e torna-se pouco instrutivo para meros curiosos leigos na matéria. O assunto torna-se difícil de acompanhar e os oradores multiplicam-se. Ainda assim, o ritmo do filme está construído de forma interessante, com a montagem a jogar originalmente com a fusão de imagem e música.


Esta sessão repete no próximo dia 29 de Outubro, igualmente na sala 3 do São Jorge.

sábado, 18 de outubro de 2014

Doclisboa'14: Fado Camané (2014)

*8/10*

Foi com uma homenagem ao fado e a uma das suas mais famosas vozes da actualidade que abriu a secção Heart Beat do Doclisboa'14. Fado Camané é uma bonita jornada, a preto e branco, que segue o processo de criação do disco Sempre de Mim. Bruno de Almeida aliou-se a Camané e acompanhou-o nas gravações em estúdio, com José Mário Branco e Manuela de Freitas, em entrevistas e conversas sobre o fado, as suas influências e percurso. 


Para ser perfeito, o tom tem de ser o certo, a entoação a adequada e o sentimento deve ser verdadeiro, chegar a quem ouve e, até mesmo, fazer arrepiar. Ouvimos as dicas de José Mário Branco e Manuela de Freitas, vemos arte a ser criada no preciso momento em que a câmara está a filmar, ouvimos as conversas intimistas, em tom de conselho, conhecemos melhor o fadista - humilde e tão amigável que depressa nos sentimos parte daquela equipa de trabalho - e o processo de criação.

Fado Camané é um belo retrato do fadista e tem a banda sonora perfeita. Faz-nos sentir cada palavra e torna todos os temas de Sempre de Mim mais próximos do público. Depois da estreia mundial no Doclisboa, o filme chega às salas de cinema no dia 23 de Outubro.

terça-feira, 5 de novembro de 2013

DocLisboa'13: Death Metal Angola (2012)

*8.5/10*

Realizado por Jeremy Xido, Death Metal Angola trouxe o metal e o rock feitos em Angola para a secção Heart Beat do DocLisboa e para o Mundo. O filme segue a organização do primeiro concerto de rock do país - o sonho de Wilker e Sonia -, juntando membros de diferentes tendências da cena hardcore angolana, oriundos de várias províncias. O palco deste festival de música será o cenário bombardeado e minado do outrora imponente Huambo.

Marcada pela guerra, morte e superstições, a cidade de Huambo, em Angola, era uma "cidade fantasma" quando, em 1996, Sonia chegou. Cruzou-se com "pessoas de olhar vazio", "sem rumo" e ali criou Okutiuka, que acolhe crianças brutalizadas pela guerra, que perderam os pais e a família. Sonia "é uma grande mãe" para estes jovens, segundo as palavras dos mesmos, e o seu dia-a-dia junto deles é-nos apresentado. Ao mesmo tempo, ao conhecermos Wilker (namorado de Sonia), descobrimos o seu sonho comum: organizar um festival de rock em Huambo. "Duvido que haja música que permita que a alma fale melhor" do que esta, diz Sonia.

Death Metal Angola traz-nos uma fusão improvável: música rock numa cidade devastada. Sonia conta-nos como Huambo "é uma província culturalmente muito pobre", tudo desapareceu com a guerra. Com este festival, o casal pretende trazer ao país algo diferente, uma cultura quase desconhecida, e como alguém refere, "para um país que não estava habituado a ouvir barulho de música mas a ouvir barulho de tiros, [isso] é muito bom".


Conhecemos muitas bandas do panorama do rock e do metal em Angola: Before Crush, Neblina, Black Soul, Instinto Primário, Dor Fantasma ou Fios Eléctricos são alguns dos nomes que surgem neste documentário. Todos se unem pela mesma causa e todos provam como a guerra e o rock e metal angolanos estão interligados. As bandas referem que a música que fazem é como “um grito de revolta”, uma forma de se libertarem da dor causada pela guerra.

Death Metal Angola intercala de forma muito competente o passado e o presente de Huambo, o trabalho de Sonia com as crianças da cidade e os esforços do casal na organização do festival. À medida que o tempo passa e a data do evento se aproxima, seguimos todos os seus passos, desde a divulgação na rádio em Benguela, às dificuldades financeiras em véspera dos concertos, até aos problemas técnicos do grande dia.

Jeremy Xido consegue fazer com que nos envolvamos intensamente em Death Metal Angola. Insere-nos na realidade marcada pela destruição e pela morte, com os relatos crus e arrepiantes de Sonia, visivelmente emocionada. Ao mesmo tempo, vamos conhecendo as histórias de algumas das crianças de Okutiuka, que também elas encontram no rock uma forma de libertação do seu passado infeliz.

Sonia e Wilker dão tudo de si por esta causa, pelo seu sonho, e fizeram História. Para Wilker, "rock significa poesia, amor, canção, estilo de vida, alegria, felicidade..." – somente elementos positivos que quis partilhar com uma cidade marcada pela tristeza, com um país habituado a outros estilos de música. Death Metal Angola faz o Mundo descobrir a paixão angolana pelo metal e mostra como este estilo de música “pesada” serve de escape e dá força para seguir em frente, mais felizes.

terça-feira, 29 de outubro de 2013

DocLisboa'13: Dizzy Gillespie + The Blues Accordin' to Lightnin' Hopkins

Dizzy Gillespie e The Blues Accordin' to Lightnin' Hopkins, ambos realizados por Les Blank, cineasta falecido este ano, fazem parte da secção Heart Beat do DocLisboa'13.

Dizzy Gillespie - 6.5/10


O jazz acompanha-nos neste documentário sobre Dizzy Gillespie. Les Blank oferece-nos imagens raras do músico, que fala sobre o seu começo e sobre teorias musicais - e toca na sua famosa trompete curva. Dizzy Gillespie apresenta-nos uma personalidade descontraída e divertida do músico, intercalada com imagens ao vivo com o seu quinteto.

The Blues accordin' to Lightnin' Hopkins - 8/10


Extremamente musical, dançante e emocional, The Blues accordin' to Lightnin' Hopkins debruça-se sobre o músico de blues do Texas, Lightnin' Hopkins. Les Blank oferece-nos muita música, e insere-se no quotidiano de uma povoação que sentiu fortemente a segregação racial norte-americana. 

No meio de testemunhos, de uma actuação num churrasco ao ar livre e uma visita à cidade da sua infância, Centerville, o realizador aproxima o público do músico, comovendo-o e encantando-o com os seus bluesThe Blues accordin' to Lightnin' Hopkins traz consigo muita cor, dança e a vivacidade de um povo e de um homem.

domingo, 27 de outubro de 2013

DocLisboa'13: Pussy Riot: A Punk Prayer

*7/10*

Dentro do Heart Beat, a secção musical do DocLisboa, foi na Sexta-feira apresentado o filme Pussy Riot: A Punk Prayer, realizado por Mike Lerner e Maxim Pozdorovkin. O documentário acompanha todo o caso da banda punk russa Pussy Riot, antes e durante o julgamento de três dos seus membros: Nadia, Masha e Katia. O documentário foi antecedido pelo videoclip Free Pussy Riot!


Este é, vincadamente, um filme que apoia a banda russa e suas acções e surge como que para dar a conhecer o caso ao mundo, explicando melhor as convicções destas mulheres, as suas acções, a performance satírica que levou Nadia, Masha e Katia a enfrentar uma pena de prisão, ou as reacções de ortodoxos, políticos russos, músicos e artistas de todo o planeta.

Para além dos testemunhos das próprias arguidas no tribunal, conhecemos ainda as suas famílias, as suas histórias individuais, para melhor podermos justificar os actos - algo inconsequentes - que as levaram à cadeia. Ao mesmo tempo, acompanhamos as manifestações contra e a favor destas jovens, um pouco por todo o mundo.

Cor e música não faltam a Pussy Riot: A Punk Prayer, tal como à banda. Caras tapadas por gorros coloridos, roupa feminina e alegre, apelam à liberdade e ao feminismo. Depois de conhecer pormenores, reacções e sentença, cabe ao espectador formular a sua própria opinião sobre o polémico caso das três jovens russas.

O filme volta a ser exibido no DocLisboa no próximo dia 29 de Outubro, pelas 16h30, no Cinema São Jorge - Sala Manoel de Oliveira.

segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Doclisboa'12: Visões de Madredeus

*8/10*
Visões de Madredeus foi o filme de abertura da secção Heart Beat, que pela primeira vez contou com um filme português, no Doclisboa'12. Neste documentário, Edgar Pêra, que acompanhou a banda de 1987 a 2006, apresenta-nos uma espécie de cine-diários dos Madredeus, da Europa ao Oriente. 

A música, profunda e melancólica, que espelha toda uma alma nacional, aliada a todo um ambiente visual tão característico do realizador, oferecem-nos um filme intimista e arrepiante. E tudo começa no último concerto da tournée em 2006, em Tóquio.

Nas imagens iniciais, que nos mostram a capital japonesa, misturam-se os sons da cidade com a música da banda de forma brilhante. Pêra já nos acostumou a uma espécie de experimentalismo com o som e, mais ainda, com as imagens. E do fim para o início, Visões de Madredeus continua regressando aos primeiros anos da banda, onde vemos uma Teresa Salgueiro muito jovem.


Imagens de concertos e bastidores, onde os Madredeus nos são apresentados sem medos ou floreados, mas sim de uma forma muito íntima. Pêra é um amigo que os acompanha e nós também somos colocados nesse lugar. Assistimos ainda a testemunhos de fãs um pouco por todo o mundo, que são praticamente unânimes na escolha das palavras para caracterizar a música da banda, quer se fale com um japonês, com um italiano ou um francês.

Não fugindo à regra dos filmes de Edgar Pêra, Visões de Madredeus é visualmente assombroso, no melhor sentido da palavra. A distorção da imagem, da cor, e mesmo do som, resulta de forma singular, e a sua fusão com a música é fabulosa. Há uma espécie de movimento sempre presente no documentário, que lhe confere igualmente uma intensidade muito especial. Ao assistir à longa-metragem é quase impossível não sentir arrepios, pelo conjunto do que nos é apresentado e estamos a experienciar.

O realizador nunca tem receio de arriscar e gosta de experimentar. Visões de Madredeus é uma explosão de cor e sentimentos, que atravessam a sala de cinema, vindos directamente dos mais diferenciados pontos do globo. A história de quase 20 anos de uma banda acompanhada num documentário que mexe com os sentidos.

sábado, 27 de outubro de 2012

Doclisboa'12: Tropicália

*7.5/10*
Tropicália traz para a secção Heart Beat ritmos bem brasileiros e foi no Domingo passado recebido com a sala Manoel de Oliveira, do Cinema São Jorge, quase cheia. Este Sábado à noite tem direito a mais uma sessão. Realizado por Marcelo Machado, este é um dos documentários que têm sido mais bem recebidos no Doclisboa'12.

Tropicália traz um olhar contemporâneo sobre o importante movimento cultural que explodiu no Brasil no final dos anos 1960 apelidado de Tropicalismo. Junta material de arquivo precioso, recuperado propositadamente para esta produção, e testemunhos dos protagonistas do movimento, de onde se destacam os nomes de Caetano Veloso e Gilberto Gil.

Tudo começa em bom português de Portugal. É em Lisboa, no programa de televisão Zip Zip, com Raul Solnado e Carlos Cruz ao comando, que Caetano e Gil actuam, a 4 de Agosto de 1969, e falam sobre o Tropicalismo. É este o ponto de partida para se recuar alguns anos até à origem do movimento, no Brasil, e conhecer a sucessão de acontecimentos que tiveram lugar até 1969. 

Numa época politicamente conturbada no Brasil, o colectivo da Tropicália vem romper e agitar os ânimos, culminando mesmo na prisão dos seus grandes impulsionadores Caetano e Gil, que se vêem obrigados, posteriormente, a sair do país. E são os tempos anteriores e no exílio em Londres que nos são aqui apresentados, todo o crescimento do movimento tropicalista, que se acelera com o início dos festivais de música popular na televisão, e o sucesso que se verifica, mesmo após os músicos saírem do país.


A relação entre músicos e televisão é bastante explorada, onde Roberto Carlos nos surge como exemplo. E é aí que começam os tão importantes festivais. É importante que os cantores sejam vistos e conhecidos, e aí está esta relação de dependência que se estabelece entre as duas partes. A conjuntura política da época é outro ponto forte do documentário, que nos mostra como a mensagem "sejam livres", que o movimento passava, era subversiva para a época, verificando-se uma espécie de dicotomia "Tropicalismo/Ditadura". Caetano e Gil incentivavam a pensar, mas para a ditadura da época, pensar era crime.

Em Tropicália, e a par dos dois grandes protagonistas, surgem-nos também nomes como Maria Bethânia ou Nara Leão, que não se incluíam no movimento mas estavam-lhe intimamente ligadas, ou Os Mutantes, um dos maiores sucessos da época, Rita LeeTom Zé, Gal Costa, e tantos outros nomes que nos testemunham uma época.


Visualmente o documentário, maioritariamente composto por imagens de arquivo, a preto e branco, recebe o colorido que o próprio movimento já traz consigo, através de manchas de várias cores que surgem sobre a imagem, conferindo-lhes a vivacidade e arrojo que caracterizaram o Tropicalismo.

Tropicália é uma viagem a um país, a uma época e a um movimento, mais do que musical, cultural e artístico. Caetano Veloso e Gilberto Gil são os protagonistas que nos guiam, numa jornada de cor e nostalgia, ao tropicalismo.