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sábado, 7 de março de 2020

Albert Serra apresenta Liberté a 7 de Março na Cinemateca

Albert Serra apresenta o seu mais recente filme Liberté, hoje, dia 7 de Março, pelas 21h30, na Cinemateca Portuguesa, em Lisboa. Esta será uma projecção especial antes da estreia comercial do filme nas salas portuguesas.


A sessão, organizada em colaboração com a Rosa Filmes (co-produtora do filme) e com a Nitrato Filmes (distribuidora nacional de Liberté), marca o regresso de Albert Serra à Cinemateca, onde em 2017 foi realizador convidado por altura da estreia portuguesa do seu filme anterior A Morte de Louis XIV, também exibido em antestreia na Cinemateca numa sessão que contou ainda com a presença do actor Jean-Pierre Léaud.

Liberté foi filmado em Portugal e conquistou o Prémio Especial do Júri da secção Un Certain Regard, na edição 2019 do Festival de Cannes. No filme, o realizador cria um novo olhar sobre a aristocracia europeia, nas vésperas da revolução francesa, assente na história de um grupo de libertinos em viagem que se dedica, durante uma noite, a um cerimonial de "jeu de massacre", pleno de elementos "sadeanos"

Desta vez, Albert Serra escolheu o "viscontiano" Helmut Berger para interpretar o protagonista Duque de Walcher.

quinta-feira, 28 de abril de 2016

IndieLisboa'16: Helmut Berger, Actor (2015)

*8/10*

Helmut Berger, Actor faz parte da secção Director's Cut do IndieLisboa, e mostra-nos um outro lado daquele que já foi considerado "o homem mais bonito do universo" pela revista Vogue. O realizador Andreas Horvath partiu à aventura e apresenta-nos um Berger decadente, entre a depressão e a loucura.

O documentário mostra-nos o seu estado actual: "entre a tempestuosa demência de um Klaus Kinski e o narcisismo megalómano de uma Norma Desmond". Por seu lado, Andreas Horvath tem de saber lidar com as alterações bruscas de humor do actor, bem como com os seus pedidos mais bizarros.

Acompanhamos o realizador, que passa alguns dias com Berger, na sua casa, em hotéis, etc. Percebemos o estado do actor não apenas pelas suas palavras, conflituosas, desinteressadas, mimadas, mas igualmente pelo estado da sua casa, envolta em desarrumação e sujidade. E é nesse espaço que conhecemos Viola, que ali trabalha e tenta colocar alguma limpeza e organização naquele apartamento, ao mesmo tempo que conta à câmara algumas inconfidências do seu patrão.


Um filme arrojado e provocador, que deixou a plateia (quase cheia) da cinemateca entre as gargalhadas e a estupefacção. E, ironicamente, chegamos ao final com uma dúvida a assolar-nos: tudo o que vimos é a realidade ou será Helmut Berger, Actor em uma das suas personagens?