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segunda-feira, 27 de agosto de 2018

Ads & Cinema #23

Ela já foi Joy num filme com o mesmo nome e agora dá a cara por um perfume homónimo. Jennifer Lawrence é a cara do novo perfume da Dior, Joy, num anúncio fresco, luminoso, jovem e independente. Este é um acontecimento especial pois a marca não lançava uma nova fragrância feminina desde 1999, com J'Adore.


O vídeo promocional foi realizado por Francis Lawrence, que já trabalhou com Jennifer Lawrence em alguns dos filmes da saga The Hunger Games.

segunda-feira, 26 de fevereiro de 2018

#MeToo... but not this way

Sou mulher e, como a maioria (senão a totalidade) do sexo feminino, tenho várias razões para me juntar ao movimento #MeToo. Ainda assim, não pretendo defendê-lo nas proporções que tem tomado, onde se julgam pessoas em praça pública e a presunção de inocência a que todos têm direito é totalmente esquecida.


Todos se lembram onde o movimento começou: Harvey Weinstein. Após muitas décadas de opressão, as mulheres colocaram o medo de lado e denunciaram abusos por parte do produtor cinematográfico. Os nomes mais sonantes envolvidos são os de Rose McGowan, Ashley Judd, Jessica Barth, Angelina Jolie, Gwyneth Paltrow, Cara Delevingne ou Lea Seydoux.

Depois do tiro de partida, muitas mais acusações surgiram: Brett Ratner, Bill Cosby, John Lasseter, Dustin Hoffman, James Toback, Kevin Spacey... Com Spacey o caso tomou proporções especialmente marcantes. O actor foi afastado de House of Cards e substituído, a poucas semanas da estreia, por Christopher Plummer em Todo o Dinheiro do Mundo. E começa aqui a questão: onde fica a linha que separa o pessoal do profissional? Kevin Spacey é um dos melhores actores da sua geração e não são acusações de assédio que podem apagar esse facto. Alfred Hitchcock assediava a maior parte das suas actrizes e continua a ser o mestre do suspense...


No evoluir das polémicas e com o surgimento do #MeToo e do #TimesUp, Dylan Farrow lembrou-se que seria excelente altura para voltar a acusar Woody Allen de abuso sexual. O cineasta foi investigado na época das acusações nos anos 90 e nada ficou provado, sendo o mais provável que tudo não passasse de uma invenção de Dylan, na época com sete anos, potenciada pela pressão de Mia Farrow. De tempos a tempos, esta história volta à ribalta, com Dylan, agora com 32 anos, a acreditar verdadeiramente no que diz. Todavia, de repente, a cobardia tomou conta de Hollywood e mesmo quem já foi investigado e tido como inocente passa a ser julgado e condenado, sem provas, pelos seus pares e opinião pública - que, como sempre, tem dois pesos e duas medidas. E já nem falemos do caso Polanski e dos seus apoiantes (Mia Farrow, por exemplo...) e oponentes, num contexto completamente diferente de Woody Allen.

Woody Allen é mesmo o caso mais dramático, com actores com quem trabalhou a distanciarem-se do cineasta: Rebecca Hall, Timothée Chalamet, Colin Firth, Mira Sorvino (ganhou um Oscar à conta dele), Greta Gerwig, Natalie Portman (que tem tido outras saídas infelizes), Rachel BrosnahanDavid KrumholtzEllen Page. Todos trabalharam com ele depois das acusações e das investigações, todos se lembraram agora que era excelente ideia virar-lhe costas e insinuar a sua culpa, mais de 20 anos depois dos investigadores o terem ilibado. Para juntar a tudo isto, o próximo filme de Woody Allen, A Rainy Day in New York, pode estar em risco de ter estreia comercial. Está tudo louco!


Não quero deixar de ver os meus cineastas favoritos nos cinemas por acusações que já foram investigadas há mais de duas décadas e onde não existiu crime. Um grupo de feministas queria que retirassem uma estátua de Allen de Oviedo. Santa ignorância! Tragam-ma aqui para casa, já que não a querem. Tantos direitos pelos quais lutamos e agora este medo desmedido faz-nos negá-los aos nossos semelhantes? Chega a ser tudo ridículo. Ver Woody Allen, o realizador que tantos elogios à mulher tem feito nos seus filmes, que constrói personagens femininas fortes e inesquecíveis, ser mal tratado desta forma por Hollywood e não só, é revoltante!

Voltando ao assédio propriamente dito. É sabido que é o Poder que coloca o agressor em vantagem em relação à vítima, e certo é também que a maioria dos primeiros são homens e das segundas mulheres. É verdade também que esta "revolução" tem feito muito pelas mulheres que perderam o medo e finalmente se sentem seguras para denunciar os seus agressores. Mas o aproveitamento mediático que se está a fazer da situação não pode continuar. Seja pelas demonstrações de apoio que nada acrescentam (todos vestidos de preto, para quê?), seja pela multiplicidade de acusações que se sucederam em tom de aproveitamento, sem provas ou com casos muito mal explicados, e a consequente ruína da carreira dos acusados. Olhemos para James Franco e para o momento em que surgiram as acusações contra si: logo depois de vencer o Globo de Ouro de Melhor Actor de Comédia. Tudo o que se seguiu foi o afastamento do actor na corrida aos prémios com a sua melhor interpretação de sempre. De repente, já ninguém lhe reconhece talento nem ao seu filme Um Desastre de Artista. É justo? Para mim, não é.


Feminismo não é acusar qualquer homem que respire ou qualquer mulher que goste de se vestir como quer. Mais recentemente, Jennifer Lawrence foi criticada pelo vestido que usou em fotos com os actores de Agente Vermelha (Red Sparrow) por ser bastante revelador e estar muito frio. A batalha que tem levado a cabo no que respeita a igualdade salarial em Hollywood não parece ter servido de muito aos puritanos (ou invejosos?) que preferem criticar as escolhas e gosto de uma mulher adulta e independente. Já não se pode ser mulher.

Também já ninguém pode abrir a boca se tiver uma opinião ligeiramente diferente da maioria, a liberdade de expressão é só para alguns, no que toca a estes temas. Matt Damon e Quentin Tarantino são os casos mais flagrantes de quem não mediu as palavras e foi mal interpretado e, ainda que os ânimos estejam menos agitados, Tarantino já parecia começar a ter problemas com o próximo filme. Eu quero continuar a ver o mestre Tarantino no cinema!

Na Europa, Catherine Deneuve e Brigitte Bardot vieram manifestar o seu ponto de vista (bastante menos radical e mais da velha guarda) e foram imediatamente abalroadas por movimentos feministas. Michael Haneke ainda deve ser dos poucos cuja opinião não é tão contestada. Falou, e bem, sobre o que se passa actualmente e só lhe posso dar razão. Critica o "total rancor sem qualquer reflexão e uma raiva cega, não baseada em factos, mas que destrói as vidas de pessoas cujos crimes não foram provados". É isto que tenho vindo a defender em conversas acesas com amigos ou conhecidos, desde Outubro passado.

Estou farta de lutos hipócritas, de manifestações pouco solidárias, de julgamentos em praça pública, de quererem eliminar da História do Cinema e da Televisão nomes que tanto têm feito pelas suas artes. Sou feminista, concordo que o assédio tem de ser punido e que a igualdade entre sexos deveria ser um direito adquirido.

Não podemos deixar que banalizem um assunto tão sério. E é isso que está a acontecer. Há que lutar por justiça, para as vítimas e para os que estão a ser acusados injustamente. Há que clamar por bom senso e não deixar que a História do Cinema (ou Televisão, ou Teatro) seja destruída em actos de raiva e cobardia.

sexta-feira, 22 de setembro de 2017

Crítica: mãe! / mother! (2017)

"I wanna make a Paradise." 
Mother

*4/10*

Darren Aronofsky atingiu o limite do pretensiosismo. mãe! é o novo projecto do realizador que parece trazer um certo terror psicológico, ao estilo de Cisne Negro, de regresso à sua obra, mas aparências iludem. O realizador apresenta um filme circular para o qual parece ter apenas uma interpretação: a sua, não permitindo à plateia fazer outras leituras.

Embalado por Noé - ou não -, Aronofsky mostra-se um pouco obcecado pela Bíblia nas suas intenções com este mãe! e apresenta ao público uma espécie de filme de terror que se vai desfazendo em cinzas. O lugar da mulher - que ainda por cima dá título ao filme - é relegado para um plano pouco simpático.

mãe! conta a história de um casal (Jennifer Lawrence e Javier Bardem) cuja relação é colocada à prova quando a visita de hóspedes estranhos vem afectar a sua convivência tranquila.


Depois do mais comercial Noé, mãe! é acima de tudo, um filme de autor. Estão lá muitas marcas do cinema de Aronofsky, que, contudo, parece ter perdido a inspiração que pôs em prática até Cisne Negro. Neste filme, a câmara continua a seguir as personagens de costas, os distúrbios psicológicos continuam a tomar conta delas, mas pouco mais se extrai. Ou melhor, os acontecimentos são tantos e em tal enxurrada que se torna difícil acompanhar. Muitas ideias, muita informação, muitas interpretações, momentos macabros, um autêntico caos e, no final, pouco mais fica do que o choque pela perda de tempo e um ligeiro tédio.

Do escritor com um bloqueio criativo, à mulher devota que tudo faz para agradar ao marido, passando pela enorme casa isolada que, de repente, recebe a visita de estranhos, ou mesmo a questão da maternidade, tudo são ideias interessantes - mas já muito exploradas no cinema - lançadas pelo realizador. A referência mais clara é a Roman Polanski e ao seu A Semente do Diabo (Rosemary's Baby), por exemplo. Mas nem perto nem longe dessa obra mãe! consegue chegar.


Javier Bardem está à vontade na pele do protagonista masculino com quem é difícil simpatizar. Jennifer Lawrence é digna de pena por lhe terem dado uma personagem que, para lá da coragem em explorar a casa e seus mistérios, não tem muito mais que se lhe diga, para além de agradar ao marido, chorar e gritar. A relação que parece criar com a casa que está a recuperar é um ponto de partida interessante, mas depressa perde o encanto. A actriz tem uma interpretação fraca, mas a personagem é a principal culpada por isso.

Darren Aronofsky acha-se dono da razão, por ser o autor de mãe!, mas nenhum realizador deve tomar o espectador por parvo e impingir-lhe a sua leitura da obra - como tem feito ao explicar quem é quem e o que isto ou aquilo significa. Não vão na sua conversa, porque aqui há muito para interpretar, apesar de pouco para retirar. O filme é dele, mas as leituras são nossas, é essa a magia do cinema. Este será, certamente, um filme para amar ou odiar.

quarta-feira, 13 de abril de 2016

Dia Internacional do Beijo: Os melhores beijos de 2015

Como é costume no Hoje Vi(vi) um Filme, celebramos o Dia Internacional do Beijo com os mais inesquecíveis beijos do passado ano cinematográfico. De 2015, aqui estão sete beijos que ficaram na memória do público e que pudemos ver entre Janeiro e Dezembro (nos cinemas portugueses). Os beijos estão ordenados pela data de estreia portuguesa.

Caminhos da Floresta (Into the Woods) - Emily Blunt e Chris Pine



A Teoria de Tudo (The Theory of Everything) -  Felicity Jones e Eddie Redmayne



007 - Spectre (Spectre) - Monica Bellucci e Daniel Craig



007 - Spectre (Spectre) - Léa Seydoux e Daniel Craig



The Hunger Games: A Revolta - Parte 2 (The Hunger Games: Mockingjay - Part 2) - Jennifer Lawrence e Josh Hutcherson




The Hunger Games: A Revolta - Parte 2 (The Hunger Games: Mockingjay - Part 2) -  Jennifer Lawrence e Liam Hemsworth



A Rapariga Dinamarquesa (The Danish Girl) -  Eddie Redmayne e Ben Whishaw

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2016

Oscars 2016: As Actrizes Principais

Na análise dos nomeados nas categorias de interpretação, termino com as actrizes principais. Três actrizes muito jovens competem com duas consagradas. Duas das nomeadas já arrecadaram Oscars em outros anos. Talento não falta, mas a favorita à vitória desta vez é, para mim, a mais fraca das nomeadas. Aqui fica a minha listagem, por ordem de preferência.

1. Jennifer Lawrence por Joy
Se há ano em que Jennifer Lawrence mais merecesse receber o Oscar era este. Ela enche Joy de credibilidade e determinação, de emoções reais, sofrimento, desilusões, desamparo. O drama (e à séria, de preferência) é feito para Lawrence - e vice-versa - ou, afinal, não foi o duríssimo Despojos de Inverno que a catapultou para a fama com a sua primeira nomeação para os Oscars? A actriz prova que está muito acima de estereótipos e Joy é fruto do seu esforço e entrega, das suas lágrimas. A mulher-prodígio que dá tudo pelos outros, nada recebe em troca e pouco faz por si.

2. Charlotte Rampling por 45 Anos
A veterana desta edição é Charlotte Rampling e consegue chegar bem perto do público com Kate. A sua personalidade calma, tranquila, é perturbada por um estranho ciúme de um passado que não é o seu. O sentimento de posse inerente ao casamento vem ao de cima e todas as recordações do marido a deixam devastada, magoada, perdida. Sem exteriorizar, sabemos exactamente o que Kate sente. O seu rosto não nos engana entre os sorrisos de ocasião: ela está em grande sofrimento.

3. Saoirse Ronan por Brooklyn
Aos 21 anos, Saoirse Ronan é a mais jovem da categoria este ano. Uma Eilis realista, simples, cheia de expectativas, objectivos e muitas saudades da mãe e irmã. Novos horizontes fazem crescer igualmente as fronteiras da mente e, em Brooklyn, a transformação na protagonista vê-se através da sua personalidade, mais forte e carismática. A actriz tem uma interpretação à altura de Eilis que, na sua simplicidade e contenção, consegue transpor o ecrã e conquistar a plateia.

4. Cate Blanchett por Carol
Blanchett é sempre fabulosa nos seus papéis. Como Carol é madura, sensual, charmosa, presa a um casamento que acabou há muito e que a faz reprimir sentimentos. Numa interpretação comedida como a sua personagem, a actriz transborda elegância e entrega-se sem pudor às cenas mais íntimas.

5. Brie Larson por Quarto
Com um papel exigente, Brie Larson está competente na sua personagem trágica, Ma. O medo, as tentativas desesperadas de elaborar um plano de fuga eficaz, as histórias fantasiosas com que tenta justificar ao filho as perguntas difíceis oferecem uma forte possibilidade da actriz conquistar o Oscar. A mim, contudo, não convenceu o suficiente.

sábado, 6 de fevereiro de 2016

Crítica: Joy (2015)

"I pick up the gun."
Joy
*5/10*

Uma mulher emancipada não precisa de tantas desgraças na sua vida para mostrar que é forte. David O. Russell preferiu, ainda assim, fazer de Joy, antes de mais, uma "dona de casa desesperada" cheia de ideias desfeitas pela família. Mas Jennifer Lawrence prova que está muito acima de estereótipos e salva - pelo menos uma boa parte - a longa-metragem que lhe poderia dar o segundo Oscar - e, desta vez, totalmente merecido.

Joy conta a história de uma família através de quatro gerações centradas numa jovem que se torna mulher e fundadora de uma dinastia de negócios por mérito próprio - ela é Joy Mangano, a inventora da "esfregona mágica". Aliados tornam-se inimigos e inimigos tornam-se aliados, dentro e fora da família, enquanto a vida íntima de Joy (Jennifer Lawrence) e a sua imaginação a conduzem no meio da tempestade que enfrenta.


Pegando na história de uma mulher real, O. Russell quer dominar o filme, enchendo-o dos seus tiques e manias. Após uma hora muito medíocre, Lawrence rouba-lhe, subtilmente, o protagonismo e consegue cativar, finalmente, a plateia. Enche Joy de credibilidade e determinação, de emoções reais, sofrimento, desilusões, desamparo. O drama (e à séria, de preferência) é feito para Lawrence - e vice-versa - ou, afinal, não foi o duríssimo Despojos de Inverno que a catapultou para a fama com a sua primeira nomeação para os Oscars?

Joy é de Jennifer Lawrence, é do seu esforço e entrega, das suas lágrimas. Corajosa por confiar tanto a sua sorte às mãos de David O. Russell, a actriz soube dar a volta por cima, mesmo merecendo uma personagem muito mais forte e bem construída do que esta Joy a quem ninguém dá apoio ou valor, esta mulher que é mãe, filha, ex-mulher, empregada, amiga, canalizadora, empreendedora.  A mulher-prodígio que dá tudo pelos outros, nada recebe em troca e pouco faz por si. A avó é o seu único - e muito tímido - apoio, a mãe é dependente da cama e das novelas, o pai é um garanhão que vive à custa de viúvas ricas, a meia-irmã invejosa, o ex-marido que vive na cave... que mais lhe faltará?


Para além de Lawrence, também Bradley Cooper salva o filme, numa personagem secundária mas fundamental para a mudança da protagonista e do próprio ritmo da longa-metragem. O actor tem finalmente uma interpretação comedida e muito competente. E é sempre bom rever Robert De Niro, Isabella Rossellini ou Diane Ladd, ainda que não acrescentem nada ao todo.

O realizador, todavia, continua sem assumir um estilo próprio. Começa num frenesim de acontecimentos e personagens que atordoa e deixa o público exausto. Só após a metade do filme, acalma e consegue alguns planos inspirados, que dão algum brilho à protagonista. A montagem é mais um ponto negativo de Joy com passado e presente a embrenharem-se de forma confusa e atribulada e onde não faltam erros de continuidade algo evidentes. De positivo, há que destacar o trabalho da direcção artística, guarda-roupa e caracterização que nos transportam para a época dos acontecimentos, em inícios dos anos 90 - e para o sucesso das televendas.


Se é verdade que David O. Russell tem levado Lawrence aos prémios, também é verdade que tem de tomar consciência de que a jovem que tanto confia em si é muito mais que uma vedeta. A Actriz - dramática ou não - existe nela e tem de ser explorada com personagens fortes e reais. Lawrence serve para muito mais do que embelezar os ecrãs de cinema - Joy vem prová-lo uma vez mais.

quinta-feira, 19 de novembro de 2015

Crítica: The Hunger Games: A Revolta - Parte 2 / The Hunger Games: Mockingjay - Part 2 (2015)

"Tonight, turn your weapons to the Capitol! Turn your weapons to Snow!"
Katniss Everdeen
*6.5/10*

Os jogos acabam este ano. O derradeiro capítulo da saga Hunger Games chega aos cinemas e é, certamente, um dos títulos mais esperados de 2015. Jennifer Lawrence despede-se de Katniss Everdeen, a personagem que a trouxe em pleno para a ribalta (Despojos de Inverno revelou o talento da actriz, mas foi Hunger Games que a tornou vedeta), e o público diz adeus à série de filmes que trouxeram para o grande ecrã a história dos livros de Suzanne Collins.

A Guerra começou em 2014, com a primeira parte do último capítulo da saga. Agora, com The Hunger Games: A Revolta - Parte 2 descobriremos qual das facções sai vencedora. Com a nação de Panem numa guerra em grande escala, e unida a um grupo de amigos, incluindo Gale, Finnick e Peeta, Katniss parte numa missão com a unidade do Distrito 13, arriscando as suas vidas para tentar assassinar o Presidente Snow, que se tornou cada vez mais obcecado em destruí-la. As armadilhas, inimigos e escolhas mortais que esperam por Katniss irão desafiá-la mais do que quaisquer Jogos da Fome.


Francis Lawrence não conseguiu recuperar neste último título o fôlego do segundo filme - para mim, o melhor da saga. A força e emoção que envolviam a plateia, faziam sofrer, regressaram a meio gás, não deixando ainda assim a saga ficar mal.

Agora, é o suspense a grande arma de A Revolta - Parte 2. A primeira parte adensou o entusiasmo e não revelou demais, soube manter o ritmo, mas esteve em jogo mais a estratégia do que a acção. Essa toma conta deste último filme. Ritmado, com muitas explosões e tiroteios, há espaço para trabalhar no suspense, de modo que, o público dará por si  colado à cadeira, ansioso, a temer o que se segue, qual filme de terror. No caminho subterrâneo para o Capitólio esta sensação atinge o seu auge. 

Outro ponto forte será sempre a empatia já criada com as personagens. Jennifer Lawrence continua eficaz como Katniss Everdeen, corajosa e segura em combate mas de coração dividido. Uma mulher de poucos sorrisos como a situação de guerra exige. Josh Hutcherson como Peeta Mellark experimenta uma personalidade diferente, após a tortura a que foi submetido no filme anterior e revela-se competente, aproximando-se da plateia. Por seu lado, Liam Hemsworth enquanto Gale, perde alguma presença, apesar de continuar a ser o fiel e protector companheiro de Katniss. Para além do triângulo protagonista, despedimo-nos aqui de vez de Philip Seymour Hoffman na pele de Plutarch Heavensbee, tornando as cenas onde o actor surge mais emotivas que o esperado. Revemos em boas prestações Julianne Moore (Alma Coin), Donald Sutherland (Snow), Woody Harrelson (Haymitch Abernathy), Elizabeth Banks (Effie Trinket) ou Jena Malone (Johanna Mason), entre outros.


Todavia, o grande calcanhar de Aquiles deste último filme é mesmo a previsibilidade. Não será preciso ter lido o livro - eu não li nenhum dos três - para adivinhar o que acontece em alguns momentos. E o suspense cai por terra quando já adivinhamos quem será a próxima vítima.

No meio da guerra, há tempo para o amor, para as dúvidas, para a família, para a ambição. Efectivamente, este capítulo final de Hunger Games não é o melhor dos quatro filmes, mas contém em si toda a aura que Katniss Everdeen tem trazido consigo desde a primeira longa-metragem, em 2012. A alegoria ao poder desmedido, às acentuadas diferenças entre ricos e pobre, ao entretenimento das massas com o sofrimento real, sem pudor, continuam a ser os trunfos da saga que agora termina.

segunda-feira, 24 de novembro de 2014

Sugestão da Semana #143

Numa semana com algumas estreias sonantes, o destaque vai para a mais sonante de todas (especialmente para os fãs da saga) e com a esperança de um último capítulo, pelo menos, ao nível do segundo filme. A Sugestão da Semana recai em The Hunger Games: A Revolta - Parte 1, que já tem crítica publicada.

THE HUNGER GAMES: A REVOLTA - PARTE 1

Ficha Técnica:
Título Original: The Hunger Games: Mockingjay - Part 1
Realizador: Francis Lawrence
Actores: Jennifer Lawrence, Josh Hutcherson, Liam Hemsworth, Julianne Moore, Philip Seymour Hoffman, Woody Harrelson, Donald Sutherland, Elizabeth Banks, Natalie Dormer
Género: Aventura, Ficção Científica
Classificação: M/12
Duração: 123 minutos

quinta-feira, 20 de novembro de 2014

Crítica: The Hunger Games: A Revolta - Parte 1 / The Hunger Games: Mockingjay - Part 1 (2014)

*6.5/10*

Começou a Guerra. Chegou o terceiro e penúltimo filme da saga The Hunger Games e a fasquia alta deixada pelo segundo capítulo desce agora consideravelmente com The Hunger Games: A Revolta - Parte 1. O ritmo abranda, mas os ânimos continuam exaltados e a revolta começou sob o contra-ataque - como sempre - cruel do Capitólio. Francis Lawrence traz a força de Katniss Everdeen de volta para agrado dos fãs que aguardarão com entusiasmo o capítulo final desta saga.

Encaremos este mais ou menos tranquilo primeiro capítulo de The Hunger Games - A Revolta como a estratégia de preparação para a Guerra aberta propriamente dita - apesar da mesma ter início, sem qualquer dúvida, neste filme. O foco agora é a promoção, o marketing em volta da revolta dos distritos contra o Capitólio. O importante aqui é motivá-los, fazê-los acreditar na possibilidade de vitória através de uma "imagem de marca": o mimo-gaio Katniss Everdeen. Será ela e os que a rodeiam e apoiam os principais alvos a abater pelos vilões da história.

Quando Katniss (Jennifer Lawrence) destrói os jogos, ela é levada para o Distrito 13, depois do Distrito 12 ser destruído. Ali, conhece a Presidente Coin (Julianne Moore), que a convence a ser o símbolo da rebelião, enquanto tenta salvar Peeta (Josh Hutcherson) do Capitólio.


Francis Lawrence surpreendeu pela positiva no segundo filme da saga: as emoções ficaram ao rubro, o público sofreu com as personagens. Agora, perto do fim, os ânimos abrandam para preparar toda uma estratégia de como convencer e motivar as massas, onde a televisão volta a ter um papel importante, sendo o único meio de contactar todos os Distritos e uni-los - aqui, a presença da equipa de filmagens, liderada pela realizadora Cressida (aplausos para a decidida e corajosa Natalie Dormer, numa personagem algo diferente do habitual e com visual a condizer), que acompanha Katniss até nos cenários de guerra, é de extrema importância. O tom opressivo reina, como sempre, com ataques grotescos e impiedosos a marcar este início da Guerra, e com a ideia de tortura por parte do Capitólio sempre a pairar e a semear o medo e o terror.

Lê a crítica completa no Espalha-Factos: "The Hunger Games: A Revolta – Parte 1: A Esperança no Mimo-Gaio"

terça-feira, 4 de março de 2014

Oscars 2014: Red Carpet

Depois de conhecidos os grande vencedores da noite mais longa do Cinema, e como de costume, aqui vos deixo os meus favoritos da red carpet dos Oscars - sempre com a ressalva de que não percebo de moda. 

JENNIFER GARNER deslumbrou uma vez mais na passadeira vermelha com um vestido Oscar de la Renta em tons de prata, que sobressaiu a sua figura, em conjunto com uma maquilhagem e cabelo perfeitos e sedutores.
Foto: Jordan Strauss/Invision/AP

Simples e discreta, JENNIFER LAWRENCE não passou contudo despercebida - nem podia - na red carpet. A actriz nomeada para o Oscar de Melhor Actriz Secundária desfilou de vermelho, com um vestido liso Christian Dior, com um leve efeito na zona das ancas, e com um bonito colar Neil Lance
Foto: Jordan Strauss/Invision/AP

JENNA DEWAN-TATUM continua a deslumbrar na passadeira vermelha. A mulher de Channing Tatum desfilou num vestido Reem Acra em tons de nude, polvilhado de brilhantes no cimo.
Foto: Jason Merritt/Getty Images

ANGELINA JOLIE surgiu vestida em tons claros, num bonito vestido Elie Saab, repleto de brilho. A acompanhar estiveram uns brincos de diamantes.
Foto: Jason Merritt/Getty Images

Maravilhosa esteve NAOMI WATTS. A maquilhagem e cabelo, muito jovens, realçaram a sua beleza, e ficaram a condizer na perfeição com o discreto mas elegante vestido branco comprido da Calvin Klein.
Foto: Jason Merritt/Getty Images

AMY ADAMS surgiu discreta e elegante, como sempre. O longo vestido azul escuro cai-cai da Gucci assentou na perfeição à nomeada para Melhor Actriz.
Foto: Jordan Strauss/Invision/AP

ANNA KENDRICK surgiu com um vestido preto, algo controverso. Se por um lado, o corte da saia não é especialmente apelativo, por outro, o top assimétrico seduziu-me. O vestido da actriz é da J. Mendel.
Foto: Jason Merritt/Getty Images

Nomeada para o Oscar de Melhor Actriz, SANDRA BULLOCK foi, sem dúvida, uma das mais bem vestidas da noite. O vestido azul escuro Alexander McQueen, longo e cai-cai, e o cabelo ondulado fizeram-na brilhar.
Foto: Jordan Strauss/Invision/AP

KATE HUDSON esteve arrebatadora na red carpet com o vestido prateado com decote em V da Versace.
Foto: Jordan Strauss/Invision/AP

Um dos grandes nomes da noite foi o de LUPITA NYONG'O que, para além de ter conquistado o Oscar de Melhor Actriz Secundária, arrasou igualmente na passadeira vermelha. O vestido azul claro, decotado, era da Prada, e, em conjunto com a maquilhagem e jóias, deu-lhe um doce toque de princesa.
Foto: Jordan Strauss/Invision/AP

sábado, 1 de março de 2014

Oscars 2014: As Actrizes Secundárias

Depois dos actores, é a vez de falar um pouco sobre as actrizes secundárias, enumerando-as, sempre por ordem de preferência.

1. Lupita Nyong'o em 12 Anos Escravo (12 Years a Slave)
Fenomenal é uma boa palavra para descrever quase tudo o que Lupita Nyong'o é na pele da escrava Patsey. Ela sofre o dobro dos restantes escravos, por ser a preferida e alvo de um amor muito peculiar da parte de Epps (Michael Fassbender) e de uma inveja desmedida da parte da sua esposa. Uma interpretação frágil e corajosa, sentida e cheia de alma, que merece todos os prémios que lhe possam conceder.

2. June Squibb em Nebraska
Divertida e surpreendente é a prestação de June Squibb em Nebraska. A actriz, de 84 anos, encarna Kate Grant, mulher do protagonista Woody (Bruce Dern), sem paciência para os desvarios do marido, mas que, no fundo, o ama e estima. A actriz cresce no decorrer da longa-metragem e protagoniza os momentos mais hilariantes de Nebraska, um deles passado num cemitério - e mais não digo.

3. Jennifer Lawrence em Golpada Americana (American Hustle)
Jennifer Lawrence tem pouco protagonismo, mas o tempo em que a vemos no ecrã será, certamente, o mais divertido de Golpada Americana. A sua personagem, Rosalyn, é desequilibrada, com hábitos e atitudes hilariantes, e dela nunca saberemos o que virá. A prestação da actriz não é extraordinária, mas é, certamente, a mais cómica, e em muito contribui para as voltas e reviravoltas da trama. 

4. Sally Hawkins em Blue Jasmine
Em Blue Jasmine, Sally Hawkins é a irmã que acolhe a personagem de Cate Blanchett, que passa a viver muito longe dos luxos a que estava habituada. Hawkins veste a pele de uma mulher banal, de poucas posses, que parece procurar desesperadamente um homem que a ame loucamente, e que se contenta perfeitamente com a vida de bairro que leva. A actriz tem uma divertida prestação, mas não vai muito além disso.

5. Julia Roberts em Um Quente Agosto (August: Osage County)
Julia Roberts é filha de Meryl Streep em Um Quente Agosto, mas está longe de chegar ao brilhantismo da veterana. Por muito que nos proporcione boas cenas ao lado da protagonista, o seu desempenho é competente mas não passa do aceitável.

domingo, 26 de janeiro de 2014

Sugestão da Semana #100

Dos dois filmes estreados na passada Quinta-feira, a Sugestão da Semana recai sobre Golpada Americana, nomeado para dez Oscars da Academia. Podes ler aqui a crítica do Hoje Vi(vi) um Filme.


Ficha Técnica:
Título Original: American Hustle
Realizador: David O. Russell
Actores: Christian Bale, Amy Adams, Bradley Cooper, Jennifer Lawrence, Jeremy Renner
Género: Comédia, Crime, Drama
Classificação: M/16
Duração: 138 minutos

quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

Crítica: Golpada Americana / American Hustle (2013)

"Did you ever have to find a way to survive and you knew your choices were bad, but you had to survive?"
Irving Rosenfeld

*7.5/10*

Dinheiro, corrupção, mulheres bonitas e homens astutos são alguns dos ingredientes de Golpada Americana, um dos títulos mais nomeados para os Oscars 2014. Muito superior ao seu antecessor, o filme volta a mostrar que David O. Russell não vem sendo original, mas consegue essencialmente entreter, desta vez com melhor conteúdo e personagens. 

Baseado em acontecimentos reais, Golpada Americana reúne um elenco de luxo - como já vem sendo hábito na filmografia do realizador -, e lembra-nos, de quando em quando, trabalhos de outros cineastas. A longa-metragem debruça-se sobre o vigarista Irving Rosenfeld (Christian Bale), que se alia à sedutora Sydney Prosser (Amy Adams), e se vê  forçado a trabalhar para o agente Richie DiMaso (Bradley Cooper), do FBI, que os coloca no centro do perigoso mundo da máfia. No meio destes esquemas surge também o político Carmine Polito (Jeremy Renner), e, claro, Rosalyn (Jennifer Lawrence), a imprevisível mulher de Irving, que poderá pôr tudo a perder.

Golpada Americana é fundamentalmente um filme de actores. Amy Adams, Christian Bale, Bradley Cooper, Jennifer Lawrence, Jeremy RennerJack Huston são alguns dos nomes de peso que compõem o elenco e são o motor do filme de O. Russell. Aliás, o ponto mais positivo da longa-metragem é a fusão personagem-interpretação, com Amy Adams na pele de Sydney - ou devo dizer, Edith? - a liderar. Adams é fabulosa, sedutora e uma farsante de alta qualidade. Ela seduz e engana os dois homens fortes da longa-metragem, apesar do amor incondicional pelo seu parceiro de falcatruas. Ela ama, sofre, transforma-se. Ao seu lado está Bale, camaleónico, irreconhecível na pele deste vigarista gordo, careca e pouco atraente - quem adivinharia que é o Batman? -, mas que as mulheres disputam.


Do lado dos secundários, Jennifer Lawrence tem pouco protagonismo, mas o tempo em que a vemos no ecrã será, certamente, o mais divertido da longa-metragem. Rosalyn é desequilibrada, com hábitos e atitudes hilariantes, e dela nunca saberemos o que virá. A prestação da actriz não é extraordinária, mas é, certamente, a mais cómica, e em muito contribui para as voltas e reviravoltas da trama. Por seu lado, Cooper está numa personagem à sua imagem, não muito longe do que já fez antes. O agente do FBI é inteligente mas demonstra alguma ingenuidade, e tem explosões de fúria inesperadas. Jeremy Renner tem um desempenho curioso na pele do político corrupto mas dedicado à família, Carmine Polito - uma caricatura divertida e muito pouco realista, mas que proporciona bons momentos.

O argumento não carrega originalidade, e é, acima de tudo, entretenimento puro. Embrenham-se histórias de máfia e corrupção, sob um texto divertido, com algumas surpresas, e onde são facilmente reconhecidos alguns detalhes que nos lembram obras de Scorsese ou mesmo Coppola

Tecnicamente, o destaque vai especialmente para a direcção artística que faz um trabalho muito interessante, fazendo a audiência sentir-se realmente na New Jersey dos anos 70, aliando-se ao guarda-roupa e à banda sonora que nos embala e situa na época certa.

David O. Russell está longe de ser perfeito e Golpada Americana não é o melhor filme do ano. Contudo, poucas comédias sobre mafiosos - actualmente - nos divertem tanto e de uma forma tão leve como esta.

sábado, 23 de fevereiro de 2013

Oscars 2013: As Actrizes Principais

O dia 24 aproxima-se a passos largos e na comunidade blogger cinéfila chovem opiniões e previsões sobre nomeados e possíveis vencedores. Depois de vos ter dado a conhecer as minhas apostas, farei agora uma breve análise dos nomeados das principais categorias, ordenando-os por ordem de preferência. Comecemos pelas actrizes principais.

1. Emmanuelle Riva em Amor
Emmanuelle Riva faz em Amor o que poucas conseguiriam. A actriz francesa é a minha favorita de entre as cinco nomeadas pela imensidão do que consegue exprimir quase sem falar. Fisicamente desgastante, o seu papel como Anne transborda o  sofrimento, a doença, o desespero, tudo tão intenso e tão real, que farão qualquer um identificar-se, de uma forma ou de outra, com aquilo que vê no ecrã. Aos 85 anos, Riva está nomeada pela primeira vez, e merece o prémio pela sua interpretação de corpo e alma. Não sendo a favorita desde o início, parece ter ganho muita simpatia nos últimos tempos, se isso chegará para se sagrar vencedora no Domingo, só saberemos durante a cerimónia.

2. Quvenzhané Wallis em Bestas do Sul Selvagem
A mais jovem nomeada de sempre na categoria de Melhor Actriz, Quvenzhané Wallis, de nove anos, dá uma lição de representação a muitas actrizes consagradas. Wallis é selvagem como a sua personagem e deixa-nos impressionados com as expressões certeiras, cheias de emotividade e força. A simpatia por Hushpuppy é imediata e o desempenho da actriz é poderoso.

3. Naomi Watts em O Impossível
Não sendo o desempenho mais notável de Watts, de entre as nomeadas ela é a minha terceira favorita. Como Maria, a sobrevivente do tsunami de 2004, a actriz oferece-nos uma entrega física e psicológica digna de elogios. Nomeada pela segunda vez ao Oscar, Naomi Watts dificilmente o levará para casa este Domingo.

4. Jessica Chastain em 00:30 A Hora Negra
Chastain começou a corrida aos Oscars como a favorita ao prémio, mas hoje essa possibilidade está já praticamente afastada. A actriz que encarna a mulher responsável pela captura de Bin Laden tem um desempenho competente, mas que merece pouco destaque se pensarmos em outros dos seus papéis (por exemplo, Celia Foote em As Serviçais ou Mrs. O'Brien em A Árvore da Vida).

5. Jennifer Lawrence em Guia para um Final Feliz
A grande favorita ao Oscar de Melhor Actriz é a que menos o merece das cinco nomeadas. Lawrence está pela segunda vez nomeada a este prémio, mas, enquanto que por Despojos de Inverno esta era totalmente merecida, em Guia para um Final Feliz a actriz apenas oferece uma interpretação banal e muito pouco esforçada. Domingo saberemos se a injustiça se cumpre e se o Oscar irá mesmo para as mãos de Jennifer Lawrence.

sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

Crítica: Guia para um Final Feliz / Silver Linings Playbook (2012)

"I have a problem? You say more inappropriate things than appropriate things."
Tiffany 
*5/10*
Um Guia para um Final Feliz foi o que o novo filme de David O. Russell pretendeu ser para todos aqueles que o vissem. Mas longe ficaram as intenções, e nem os actores o livraram de ser mais uma comédia romântica pouco original e onde já se adivinha o final antes da metade da longa-metragem.

O realizador de The Fighter – Último Round ficou muito aquém do seu último trabalho, mas a crítica internacional continua, porém, a estar-lhe rendida. Certo é que, Guia para um Final Feliz não consegue passar do mediano, apesar de um início que promete. Os problemas mentais do protagonista sobrepõem-se a qualquer ideia romântica, mas cedo percebemos que a tendência se inverte, infelizmente.

Pat Solatano (interpretado por Bradley Cooper) perdeu tudo – a casa, o trabalho como professor e a mulher – e depois de passar oito meses numa instituição estatal para pessoas com distúrbios mentais, regressa a casa dos pais. Pat está determinado a reconstruir a sua vida e reconciliar-se com a mulher e é também isso que os seus pais desejam – e que partilhe com eles a obsessão familiar com o clube Philadelphia Eagles. Todavia, tudo muda quando Pat conhece Tiffany (Jennifer Lawrence), uma mulher misteriosa e problemática.

Guia para um Final Feliz é tudo menos novidade quando comparado com o que já foi feito. Quando se espera que no centro do enredo estejam os problemas psiquiátricos de Pat, a sua bipolaridade que o leva às atitudes mais inesperadas, a relação entre ele e Tiffany ganha de tal modo protagonismo que o espectador, e parece que também o realizador, se esquecem do que seria o motor deste filme. Não havendo igualmente profundidade no que toca às personagens, apenas o protagonista e o seu pai se apresentam com especial interesse, devido pois às perturbações que ambos manifestam e que muito se denotam nos pormenores. Contudo, a partir do momento em que se coloca de lado a doença de Pat, tudo perde a razão de ser.

Lê a crítica completa no Espalha-Factos: "Um Guia pouco Feliz"

quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

Estreias da Semana #46

Esta Quinta-feira, dia 10 de Janeiro, quatro são as estreias nos cinemas nacionais. Denzel Washington, Jennifer Lawrence, Bradley Cooper, Orlando BloomPenélope Cruz e Adrien Brody são alguns dos nomes protagonistas dos filmes desta semana.

Decisão de Risco (2012)
Flight
Denzel Washington protagoniza este thriller de acção que conta a história de Whip Whitaker, um experiente piloto de aviões, que consegue salvar quase todos os passageiros de uma catástrofe aérea. Após o acidente, Whip é recebido como um herói, no entanto, quanto mais se investiga, mais dúvidas surgem sobre o que realmente falhou e aconteceu no avião.

Guia para um Final Feliz (2012)
Silver Linings Playbook
Pat Solatano, interpretado por Bradley Cooper, perdeu tudo – a casa, o trabalho como professor e a mulher – e depois de passar oito meses numa instituição estatal para pessoas com distúrbios mentais, regressa a casa dos pais. Pat está determinado a reconstruir a sua vida e reconciliar-se com a mulher e é também isso que os seus pais desejam – e que partilhe com eles a obsessão familiar com o clube Philadelphia Eagles. Todavia, tudo muda quando Pat conhece Tiffany (Jennifer Lawrence), uma mulher misteriosa e problemática.

Manolete - Sangue e Paixão (2008)
Manolete
De Espanha e com alguns anos de atraso, chega Manolete - Sangue e PaixãoManuel Rodríguez, mais conhecido por Manolete, é um famoso toureiro. Este homem tímido, rude, de poucas falas e semblante trágico, vive em constante viagem, de Praça de Touros em Praça de Touros durante a temporada de touradas. Lupe Sino é uma mulher bonita com um passado atribulado. Até ao momento em se apaixona por ela, o toureiro teve sempre por único objectivo ser famoso. E apesar de Lupe entrar na sua vida, surge uma sombra entre eles. Manolete está apaixonado pela morte e ela pela vida. Lupe vai mostrar ao matador como amar a vida e, da mesma forma, como começar a temer a morte.


Perto de Mim (2011)
The Good Doctor
Orlando Bloom é Martin Blake, um jovem e ambicioso médico, desejoso de impressionar os seus superiores e colegas - tanto o chefe de serviço Waylands, como o confiante estagiário Dan, ou a enfermeira Theresa. Mas as coisas não correm de feição a Martin que não consegue livrar-se das suas inseguranças. Quando Diane, uma jovem de 18 anos, é internada no hospital com uma infecção renal, Martin torna-se o seu médico e encontra nela o impulso necessário que tanto procura para aumentar a sua auto-estima. Só que tudo se transforma, quando o seu entusiasmo se começa a tornar numa obsessão.