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domingo, 22 de maio de 2016

Sugestão da Semana #221

Das estreias da passada Quinta-feira, o Hoje Vi(vi) um Filme destaca A Lagosta como Sugestão da Semana. O mais recente filme do realizador grego Yorgos Lanthimos conta com Colin Farrell, Rachel WeiszLéa Seydoux, Ben Whishaw e John C. Reilly no elenco. A crítica pode ser lida aqui.

A LAGOSTA


Ficha Técnica:
Título Original: The Lobster
Realizador: Yorgos Lanthimos 
Actores: Colin FarrellRachel WeiszLéa SeydouxBen WhishawJohn C. Reilly, Jessica BardenAriane LabedAngeliki Papoulia
Género: Comédia, Drama, Romance
Classificação: M/16
Duração: 118 minutos

terça-feira, 3 de maio de 2016

Crítica: A Lagosta / The Lobster (2015)

"If you encounter any problems you cannot resolve yourselves, you will be assigned children, that usually works."
Hotel Manager
*9/10*

A imaginação macabra e cruelmente surrealista - e futurista - de Yorgos Lanthimos continua aguçada e provocadora. Não tão dura como Canino, mas igualmente incómoda e frontal, A Lagosta (The Lobster), a última longa-metragem do realizador grego, vem mostrar-nos o quão egoístas e egocêntricos somos, no fundo.

Num futuro distópico não tão distante quanto isso, todos os solteiros, de acordo com as leis da Cidade, são levados para o Hotel, onde se vêem obrigados a encontrar um par romântico em 45 dias. Caso contrário, serão transformados num animal à escolha e libertados na floresta.

Uma história de amores por necessidade, ou vice-versa. Dentro ou fora do Hotel, nada parece simples. Nas suas críticas à humanidade, Lanthimos não teme nenhuma temática e apresenta-nos argumentos geniais. A Lagosta é tão poético como demente, tão sentimental como impiedoso. Nem a mais frágil das personagens é inocente.


Numa primeira metade mais entusiasmante, onde percebemos o desumano modo de funcionamento do Hotel, A Lagosta continua, ligeiramente menos surpreendente, mas Lanthimos não deixa o seu filme perder o fulgor ao entrar na floresta e continua a surpreender pelas novas regras, paradoxais, mas não menos inacreditáveis que as anteriores.

O realizador filma este ambiente repressivo na sua singularidade tão sarcástica como lírica. Um amor de aparências, de cinismo e falsidade. Com planos provocadores e irónicos ou usando a câmara lenta para aumentar a adrenalina das caçadas de solteiros fugitivos, por exemplo, Lanthimos não descura nenhum aspecto.


No elenco, Colin Farrell surpreende como o protagonista David, ele que, se falhar, quer transformar-se na lagosta que dá título ao filme, "porque as lagostas vivem mais de cem anos, têm sangue azul como os aristocratas e são férteis toda a vida. Eu também gosto muito do mar." Frágil, desesperado, tímido, ele é mais uma peça deste jogo em que todos desejam o mesmo: continuar a sua vida como humanos. Rachel Weisz parece-nos a mulher ideal neste filme tão surreal. Doce, decidida e apaixonada, transparece uma fragilidade muito natural. Por seu lado, Léa Seydoux é a impiedosa líder da resistência de solteiros, uma ditadora que faz frente à também ditadura do Hotel. Ainda de destacar são as interpretações de Ben WhishawJohn C. Reilly e das gregas Angeliki Papoulia (Canino), a mulher sem coração, e Ariane Labed (Attenberg), a empregada do Hotel, muito dedicada àquilo em que acredita.

Conquistou o Prémio do Júri em Cannes e chegou para nos deixar sem palavras. Tão inacreditável, mas, ao mesmo tempo, tão plausível. Uma denúncia ao egoísmo e à crueldade dos Homens, num Mundo onde nos fazem acreditar que não se pode viver sem um parceiro, custe o que custar.

quinta-feira, 25 de setembro de 2014

MOTELx'14: Life After Beth (2014)

*6/10*

Life After Beth abriu esta edição do MOTELx, com muito humor negro e divertidos momentos nonsense. Um Apocalipse zombie e uma história de amor para além da morte aguçam as expectativas, o resultado não sendo surpreendente é, acima de tudo, divertido.

Zach está inconsolável com a inesperada morte da namorada, Beth. Mas quando esta regressa miraculosamente à vida, Zach quer aproveitar ao máximo a segunda oportunidade que o destino lhe deu. Contudo, a nova Beth não é bem a pessoa que era anteriormente, e a vida de Zach não vai propriamente melhorar.

Com nomes soantes como John C. Reilly, Paul Reiser, Dan Dehaan ou Anna Kendrick no elenco, Jeff Baena teve elementos fortes para a sua estreia na realização. O argumento, também da sua responsabilidade, traz-nos uma história de zombies cheia de amor, uma comédia negra pura, com um romance improvável a dar o mote. Life After Beth não será um marco no cinema de terror, longe disso, mas trará muitas gargalhadas a uma plateia pouco comprometida. É essencialmente isso que o filme de Baena pede: uma mente aberta que desfrute da tragédia daquelas personagens e se ria com todas as situações hilariantes e sem sentido a que assiste. 


A gradual mudança de Beth, potenciada pela caracterização, é inicialmente discreta mas começa a deixar-nos pouco à vontade, tal como a Zach, à medida que o filme avança. Life After Beth peca principalmente pelo final abrupto e pouco original. Depois de mais de uma hora a introduzir-nos na relação amorosa de Beth e Zach, a história merecia uma conclusão menos "esquecível".