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sábado, 6 de janeiro de 2018

Momentos Para Recordar #43

O primeiro Momentos Para Recordar do ano traz consigo um filme de guerra com uma mulher ao comando da câmara: Kathryn Bigelow e o seu Estado de Guerra. A tensão é permanente e Jeremy Renner tem, muito provavelmente, a sua melhor prestação de sempre.

Estado de Guerra (The Hurt Locker)Kathryn Bigelow (2008)

terça-feira, 2 de janeiro de 2018

Crítica: Detroit (2017)

"You don't talk about this to anyone, ever."
Krauss

*8/10*

Kathryn Bigelow já nos habituou a viagens no espaço ou no tempo, onde nos coloca no meio de um  conflito, normalmente, a guerra, e Detroit não é excepção. A máquina do tempo da realizadora leva-nos, desta vez, a 1967, à cidade que dá título ao filme, entre motins e violentas demonstrações de ódio racial.

Duas noites após o início dos motins de Detroit, o relato de um tiroteio nas proximidades de uma zona controlada pela Guarda Nacional fez com que o Departamento de Polícia de Detroit, a Polícia Estadual do Michigan, a Guarda Nacional do Michigan e um segurança privado invadissem e controlassem um anexo do vizinho Motel Algiers. Desrespeitando as regras em termos de procedimentos, vários polícias interrogaram de forma enérgica e perversa hóspedes do motel, levando a cabo um “jogo de morte”, numa tentativa de intimidar e levar alguém, fosse quem fosse, a confessar.


Clamamos por justiça, quase tanto como as vítimas neste filme, inspirado em factos reais. É arrepiante a violência física e psicológica a que a câmara de Bigelow nos expõe e a cineasta não pretende ser meiga. É fundamental alertar, mas, mais que isso, mostrar, denunciar, com base em todos os relatos ou arquivos da época.

A câmara não pára, tal como é inquietante o ambiente dentro e fora daquele Motel. Trememos e tememos por aqueles jovens encostados à parede. Condenamos e testemunhamos a brutalidade e falta de ética e escrúpulos daqueles polícias, mas somos mais uma testemunha silenciada. A realizadora sabe como exaltar os nossos ânimos sem alaridos, sem exageros, é tudo cru e realista.

No elenco, John Boyega e Will Poulter são os grandes motores da narrativa, num completo paradoxo de valores. Eles são a personificação da dicotomia "bem vs. mal" na acção. Boyega tem provavelmente a melhor interpretação da sua carreira e parece que a personagem do segurança privado Dismukes lhe deu a maturidade que Star Wars não foi capaz de dar. O jovem actor encerra em si um dilema imenso, quer proteger os inocentes mas mostrar que também está ali para fazer cumprir a lei. Sofre, sente-se intimidado, mas também intimida os polícias brancos no Motel. Releva-se uma personagem inesperada e fundamental para Detroit.


Will Poulter é o demoníaco agente Krauss, totalmente racista, violento, ignorante e cobarde. Aproveitando-se do poder que a farda e uma arma lhe dão, age por impulso, por medo, não tem valores nem ética. Poulter consegue construir uma personagem completamente repugnante que faz a plateia desejar que se faça justiça.

Kathryn Bigelow e Mark Boal reforçam o seu talento como dupla corajosa ao trazer, com dignidade, para o grande ecrã acontecimentos passados que nunca poderão ser esquecidos. Depois de Estado de Guerra e 00:30 Hora Negra, Detroit vem confirmar como esta parceria funciona.

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

Crítica: 00:30 A Hora Negra / Zero Dark Thirty (2012)

"I'm going to smoke everyone involved in this op and then I'm going to kill bin Laden. "
Maya
*7/10*

00:30 A Hora Negra é mais uma história feita para os norte-americanos mas que interessa ao resto do planeta. A captura de Bin Laden é, só por si, tema para captar todas as atenções, mais ainda quando se sabe que a longa-metragem é realizada por Kathryn Bigelow e tem Jessica Chastain como protagonista.

A caça a Osama Bin Laden inquietou o mundo e dois Governos americanos durante mais de dez anos. Contudo, foi uma pequena e dedicada equipa de operacionais da CIA que o conseguiu localizar. Todos os pormenores de preparação desta missão estiveram no mais absoluto segredo e, apesar de alguns dos detalhes terem sido, entretanto, tornados públicos, os aspectos mais relevantes da operação foram agora trazidos para o grande ecrã pela dupla criativa vencedora de três Oscars com filme Estado de Guerra - Bigelow e Mark Boal.

A realizadora quis aqui mostrar, sem rodeios, os dez anos de trabalho da CIA até à recente captura do terrorista mais procurado. E começa por apelar aos (res)sentimentos da plateia, com o audio (apenas), de poucos minutos, das últimas palavras de algumas das vítimas do 11 de Setembro de 2001. Arrepiante e, de certa forma, uma preparação para que tudo o que continuaremos a ver esteja “justificado” ou “desculpado”. As cenas de tortura, que tanto deram que falar, estão lá, são fortes, mas possivelmente muito longe da realidade, que será de certo muito mais brutal. Há, todavia, que gabar o facto de não existir medo em assumir os actos.

Polémicas à parte, a história é-nos apresentada da melhor forma, dando a conhecer os factos, perdendo, contudo, o fôlego bastante cedo. Felizmente, a última meia hora vale pelos momentos menos bem conseguidos, com uma sequência de acção que nos prende ao ecrã, sendo impossível desviar as atenções. Graças à realização exemplar de Kathryn Bigelow, sentimo-nos dentro do filme, ao lado dos soldados.


No elenco, o grande destaque vai para Jessica Chastain como a agente da CIA Maya, que, apesar de não ter aqui o seu mais brilhante desempenho, mostra-se à altura do desafio, ganhando a frieza que a sua personagem pede ao longo do filme (e com o passar dos anos). Sangue frio, coragem e muita persistência é o que Maya espelha, revelando o seu lado mais humano na derradeira cena, num misto de dever cumprido e alívio.

Apesar de todas as questões políticas ou morais que lhe estão associadas, 00:30 A Hora Negra é um filme feito para glorificar os feitos dos norte-americanos, desta vez contudo, sem esconder que, muitas vezes, estes não são os mais legítimos.

segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

Sugestão da Semana #47

De entre as estreias da passada Quinta-feira, vai para o novo filme de Kathryn Bigelow sobre a captura de Bin Laden.

00:30 A HORA NEGRA

Ficha Técnica:
Título Original: Zero Dark Thirty
Realizador: Kathryn Bigelow
Actores: Jessica Chastain, Joel Edgerton, Chris PrattKyle Chandler
Género: Drama, Histórico, Acção
Classificação: M/16
Duração: 157 minutos