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sexta-feira, 8 de dezembro de 2017

LEFFEST'17: Q&A com Robert Pattinson

Foi no dia 25 de Novembro que Robert Pattinson esteve no Cinema Medeia Monumental para responder às perguntas dos fãs e apresentar o filme Good Time, de Benny e Josh Safdie, no Lisbon & Sintra Film Festival. Na noite anterior, o actor marcou presença no Centro Cultural Olga Cadaval, em Sintra, onde apresentou o filme Cosmopolis, de David Cronenberg.


Aqui fica um pequeno vídeo que regista o momento.

quarta-feira, 29 de novembro de 2017

Crítica: Roda Gigante / Wonder Wheel (2017)

"When it comes to love we all turn out to be our own worst enemy." 
Ginny


*7/10*

Woody Allen mantém a inspiração mediana, mas continua a oferecer às actrizes papéis de garra e extremamente emocionais. Desta vez, contudo, o visual do filme eleva-o a um estatuto de que já tínhamos saudades.


O realizador entra literalmente num mundo de fantasia ou não estivéssemos num parque de diversões junto à praia. No entanto, a história não é especialmente fantasiosa: as vidas de quatro personagens cruzam-se no meio da agitação do Parque de Diversões de Coney Island, nos anos 50. Ginny (Kate Winslet) é uma emocionalmente volátil ex-actriz que trabalha agora como empregada de mesa numa marisqueira; Humpty (Jim Belushi) é o severo marido de Ginny e operador de carrossel; Mickey (Justin Timberlake) é um bonito nadador-salvador que sonha ser dramaturgo; e Carolina (Juno Temple) é a filha de Humpty, que se esconde de gangsters no apartamento do pai. 

Os temas habituais na obra de Woody Allen regressam: traição, sonhos desfeitos, paixões impossíveis. Há novamente ligações ao teatro e à interpretação, há a máxima de "o amor não escolhe idades", há adultério, resignação e até mafiosos. Há ainda uma jovem personagem que quebra a já instável rotina da personagem principal, um filho pré-adolescente com tendências pirómanas - um dos melhores elementos de humor.


Tão teatral como os seus personagens, Roda Gigante é expansivo - com Kate Winslet a dominar o ecrã, emotiva e radiosa -, com bons momentos de humor e o estilo do realizador a imperar. O texto chega a ser denso, a roçar o repetitivo, e torna-se, por vezes, um ponto fraco na acção, que não avança. Mas o grande trunfo da longa-metragem reside no director de fotografia: o veterano Vittorio Storaro pinta quadros de emoções com as cores brilhantes, luminosas ou néon que iluminam cenários e actores. Mais do que as expressões faciais, a cor faz-nos ler sentimentos nas mentes das personagens. Também a direcção artística é fabulosa ao retratar a década de 50, sendo que a viagem no tempo é inevitável.


Woody Allen, fiel a si, vai, aos poucos, chamando a magia que caracterizou a sua obra ao longo de alguns anos. Ainda longe do seu auge, o cineasta recupera em Roda Gigante algum do brilho que o caracteriza, mas ainda sabe a pouco.

LEFFEST'17: Cocote (2017)

*6/10*


Nelson Carlo de Los Santos Arias trouxe Cocote ao Lisbon & Sintra Film Festival. Um filme onde religião, costumes e honra se misturam com a Natureza, a da Terra e a dos Homens.

Alberto, um jardineiro evangélico, regressa à sua terra natal para o funeral do pai, que foi assassinado por um homem poderoso da região. Para chorar a sua morte, é forçado a participar em ritos religiosos que são contrários às suas crenças e à sua vontade.

O realizador joga com a alternância de formatos de imagem, bem como cenas a preto e branco e a cores, explorando um lado experimental nesta longa-metragem que, em alguns momentos, parece ter um tom documental (as cerimónias fúnebres são o melhor exemplo disso).


Cocote embrenha-nos numa cacofonia de rezas, choros e gritos, de diferentes origens que se juntam entre os corpos sem forças ou auto-controlo. A luz é intensa e a câmara de Santos Arias acompanha as cerimónias, as discussões familiares e o desconforto do protagonista no regresso à comunidade onde nasceu mas que não sente como sua.

Alberto vagueia entre o dever de vingança que lhe é imposto pelas irmãs, o confronto com a realidade injusta e revoltante da Republica Dominicana e a espiritualidade.

Cocote conquistou o Prémio Especial do Júri João Bénard da Costa no Lisbon & Sintra Film Festival.

terça-feira, 28 de novembro de 2017

LEFFEST'17: Os Vencedores

O Lisbon & Sintra Film Festival terminou no passado Domingo e foi o filme russo Tesnota (Closeness) o grande vencedor desta 11.ª edição.


O Prémio de Melhor Filme Jaeger-LeCoultre foi para Tesnota (Closeness), de Kantemir Balagov, e a actriz Olga Dragunova conquistou o Prémio Revelação TAP. Cocote, de Nelson Carlo de los Santos Arias, recebeu o Prémio Especial do Júri João Bénard da Costa. O Prémio do Público foi para a longa-metragem Chama-me Pelo Teu Nome, de Luca Guadagnino.

Eis a lista completa de premiados: 

Prémio Melhor Filme Jaeger-LeCoultre
TESNOTA, de Kantemir Balagov

Prémio Especial do Júri "João Bénard da Costa" 
COCOTE, de Nelson Carlo de Los Santos Arias

Prémio Revelação TAP – Melhor Actriz
Olga Dragunova em TESNOTA

Prémio NOS Melhor Filme - Escolha do Público
CHAMA-ME PELO TEU NOME, de Luca Guadagnino

Prémio para a Melhor Curta-Metragem (escolas)
A MAN, MY SON, de Florent Gouëlou - LA FEMIS, Paris, França

Menções Honrosas: 
LES YEUX FERMÉS, de Léopold Legrand - INSTITUT NATIONAL SUPÉRIEUR DES ARTS DU SPECTACULE, Bruxelas, Bélgica

HEIMAT, de Emi Buchwald - THE POLISH NATIONAL FILM TELEVISION AND THEATER, Lodz, Polónia

quinta-feira, 23 de novembro de 2017

Crítica: O Senhor das Moscas / Lord of the Flies (1963)

"Kill the pig! Slit her throat! Bash her in!"

*9/10*

A inocência é perdida após poucos dias numa ilha deserta e os instintos mais selvagens transformam crianças em monstros. O Senhor das Moscas, de Peter Brook, é uma alegoria à anarquia que se instaura quando as regras desaparecem e a figura de liderança não existe. Um filme arrebatador e sem receios que mostra, através dos mais puros, como o mal pode tomar conta do homem.


Depois do avião em que viajavam se despenhar, um grupo de crianças britânicas vê-se isolado numa ilha deserta. O ambiente selvagem e paradisíaco, onde não existe a autoridade dos adultos, faz com que o grupo de divida e se transforme numa organização tribal violenta.

Peter Brook constrói um filme violento e brutal, num retrato cru de como o Homem dito civilizado depressa se pode transformar numa besta primitiva e sem valores, basta que deixe de haver autoridade legítima. Para este retrato, o realizador adapta ao cinema o livro homónimo de William Golding, que coloca as crianças como protagonistas desta história chocante. E se rapazes tão pequenos entram em tal escalada de violência e actos irracionais, não nos espantemos com as ditaduras que por todo o mundo ainda vingam nos tempos que correm. Querem filme mais intemporal?


O Senhor das Moscas é uma chamada de atenção para os perigos a que todos estão sujeitos. Mais incómodo tudo se torna com protagonistas tão jovens. Do inofensivo (?) bullying típico da idade - mas obviamente condenável -, ao confronto de opiniões que resulta numa votação democrática, para que aquela pequena comunidade possa funcionar com regras, depressa um grupo se insurge e quer mais poder, menos responsabilidades. Acima de tudo, o poder. A libertinagem confundida com liberdade.

Tantas serão as metáforas encontradas no filme de Peter Brook que vale a pena ver e retirar a lição devida desta longa-metragem. Para além da fenomenal história, os jovens actores merecem todo o mérito, com interpretações corajosas e a direcção de fotografia proporciona-nos momentos únicos a preto e branco, usando a luz com mestria, fazendo o fogo ganhar vida e brilho no meio da noite. A banda sonora remete-nos para as tribos e seus rituais, e aumenta a tensão que as imagens já de si transmitem.


O Senhor das Moscas leva-nos numa escalada de loucura à criação de uma sociedade violenta e anárquica liderada por crianças. O medo e a ânsia de poder dominam as motivações, crenças e valores do ser humano.

domingo, 19 de novembro de 2017

Crítica: Ele Vem à Noite / It Comes at Night (2017)

"You can't trust anyone but family." 
Paul
*7.5/10*

Ele Vem à Noite joga com o medo do desconhecido que assombra, mais ou menos evidentemente, cada ser humano. Trey Edward Shults constrói um thriller cheio de tensão e suspense, onde o verdadeiro inimigo vem de fora de casa.

Um casal vive com o filho adolescente num local remoto, numa casa segura e onde estão fortemente armados. Uma ameaça desconhecida aterroriza o mundo e a ténue ordem doméstica que o pai da família estabeleceu com a esposa e o filho é posta em causa com a chegada de uma família desesperada a pedir abrigo. Apesar das boas intenções de ambas as famílias, o pânico e a desconfiança intensificam-se, ao mesmo tempo que os horrores do mundo exterior parecem aproximar-se.


Ele Vem à Noite constrói-se em redor da desconfiança permanente em que vive a família protagonista. Perante um inimigo invisível - será algo sobrenatural, a doença ou os humanos? - o estado de alerta é total e a tranquilidade não faz parte do dicionário. Uma única porta dá acesso ao exterior e quem por ali entra deve ser escrutinado até à exaustão. A mínima mudança na rotina pode arruinar a vida da família, que acredita que o perigo espreita entre as árvores da floresta.

Um dos pontos mais fortes do filme de Trey Edward Shults é a abordagem à psicologia das personagens, que faz o filme aproximar-se do género terror, produzindo, ao mesmo tempo, uma curiosa crítica social ao mundo actual. O homem transforma-se num monstro perante o desconhecido, com o medo a tomar conta de si. A fronteira é ténue entre pesadelos e realidade. Afinal, a desconfiança é uma doença e faz vir ao de cima o que de mais primitivo existe em cada um. Por outro lado, o cão da família é quem demonstra maior coragem, quebrando todos os protocolos criados pelo pai da família.


A par do silêncio incómodo que rodeia esta casa no meio da floresta, o trabalho da direcção de fotografia de Drew Daniels é excelente ao tirar partido da noite e da escuridão, e em muito contribui para aumentar o ambiente de isolamento e receios que enchem os espaços vazios.

No elenco, o grande destaque vai para Joel Edgerton, que tem consolidado o seu talento para as personagens mais diversificadas. Neste caso, é o cauteloso e desconfiado pai de família que tudo faz para manter os seus em segurança.


Ele Vem à Noite pode ser encarado como um retrato psicossocial hiperbolizado (mas não muito) da sociedade ocidentalizada. O medo é o demónio que aterroriza aquela casa e os monstros são cada um dos Homens.

sexta-feira, 17 de novembro de 2017

Lisbon & Sintra Film Festival: Filmes a não perder

O Lisbon & Sintra Film Festival começa hoje e, até dia 26 de Novembro, há muito cinema para ver entre Lisboa e Sintra. O Hoje Vi(vi) um Filme deixa algumas sugestões.

LAST FLAG FLYING, de RICHARD LINKLATER
Com: BRYAN CRANSTON, LAURENCE FISHBURNE, STEVE CARRELL
2017

A PIANISTA, de MICHAEL HANEKE
Com: ISABELLE HUPPERT, ANNIE GIRARDOT, BENOÎT MAGIMEL
2000

JULIAN SCHNABEL: A PRIVATE PORTRAIT, de PAPPI CORSICATO
Com: JULIAN SCHNABEL, AL PACINO, WILLEM DAFOE, BONO, EMMANUELLE SEIGNER, VITO SCHNABEL
2017

ELE VEM À NOITE, de TREY EDWARD SHULTS
Com: CARMEN EJOGO, CHASE JOLIET, CHRISTOPHER ABBOTT, DAVID PENDLETON, GRIFFIN ROBERT FAULKNER, JOEL EDGERTON, KELVIN HARRISON JR., MICK O'ROURKE, MIKEY, RILEY KEOUGH
2017

LARANJA MECÂNICA, de STANLEY KUBRICK
Com: MALCOLM MCDOWELL, PATRICK MAGEE, MICHAEL BATES
1971

PROMESSAS PERIGOSAS, de DAVID CRONENBERG
Com: VIGGO MORTENSON, NAOMI WATTS, VINCENT CASSEL, ARMIN MUELLER-STAHL, SINEAD CUSACK, JERZY SKOLIMOWSKI
2007

A AVENTURA, de MICHELANGELO ANTONIONI
Com: GABRIELE FERZETTI, MONICA VITTI, LEA MASSAR
1960

JEAN DOUCHET, RESTLESS CHILD, de FABIEN HAGEGE, GUILLAUME NAMUR, VINCENT HAASSER
Com: JEAN DOUCHET, ARNAUD DESPLECHIN, NOÉMIE LVOVSKY, BARBET SCHROEDER, XAVIER BEAUVOIS
2017

HOW TO TALK TO GIRLS AT PARTIES, de JOHN CAMERON MITCHELL
Com: ALEX SHARP, ELLE FANNING, NICOLE KIDMAN, RUTH WILSON, MATT LUCAS, STEPHEN CAMPBELL MOORE
2017

DUAS MULHERES, de JOÃO MÁRIO GRILO
Com: BEATRIZ BATARDA, VIRGÍLIO CASTELO, DÉBORA MONTEIRO, MARCELLO URGEGHE, SOFIA GRILO, JOSÉ PINTO, NICOLAU BREYNER, JOÃO PERRY
2009

O PÃO QUE O DIABO AMASSOU, de JOSÉ VIEIRA
Com: ANTÓNIO MANUEL GALHADA, AGOSTINHO RODRIGUES TORRES, ALZIRA RODRIGUES FIGUEIREDO, LAURINDA DE JESUS PORTELA PEIXE, JOSÉ DA CONCEIÇÃO PEIXE, ABÍLIO PEREIRA, JOSÉ ANTÓNIO DE JESUS, PIEDADE JESUS, FERNANDO FIGUEIREDO MARQUES, JOSÉ FERNANDES, JOSÉ DA CONCEIÇÃO FERNANDES, JOSÉ FIGUEIREDO MARQUES, PIEDADE MARQUES DA SILVA
2012

VERÃO DANADO, de PEDRO CABELEIRA
Com: PEDRO MARUJO, ANA VALENTIM, LIA CARVALHO, DANIEL VIANA
2017

RODA GIGANTE, de WOODY ALLEN
Com: KATE WINSLET, JUNO TEMPLE, JUSTIN TIMBERLAKE
2017

GOOD TIME, de BEN SAFDIE, JOSHUA SAFDIE
Com: ROBERT PATTINSON, BENNY SAFDIE, BUDDY DURESS
2017

A HORA MAIS NEGRA, de JOE WRIGHT
Com: GARY OLDMAN, LILY JAMES, BEN MENDELSOHN, KRISTIN SCOTT THOMAS
2017

Mais informações sobre o festival, filmes e horários aqui http://www.leffest.com e em https://www.facebook.com/leffest/.

segunda-feira, 13 de novembro de 2017

Lisbon & Sintra Film Festival'17: Programação

O Lisbon & Sintra Film Festival começa no dia 17 e prolonga-se até 26 de Novembro em Lisboa e Sintra. Serão exibidos mais de 180 filmes e entre os convidados desta edição estão nomes como Isabelle Huppert, David Cronenberg, Robert Pattinson, Abel Ferrara e Willem Dafoe, entre muitos outros, fora os que ainda poderão aparecer.


Na Selecção Oficial - Em Competição, encontram-se 13 longas-metragens: Cocote, de Nelson​ ​Carlo​ ​de​ ​Los​ ​Santos, Geu-Hu ​(The Day After), de​ ​Hong​ ​Sangsoo, How to Talk to Girls at Parties, de ​John​ ​Cameron​ ​Mitchell, La Libertad del Diablo, de Everardo​ ​González, Lerd​ ​(A Man of Integrity)​, de Mohammad​ ​Rasoulof, Les Gardiennes, de Xavier​ ​Beauvois, Lucky, de​​ ​John​ ​Carroll​ ​Lynch, Šerkšnas (Frost), de Sharunas​ ​Bartas, Tesnota (Closeness), de ​Kantemir​ ​Balagov, Verão Danado, de Pedro Cabeleira, e Western, de ​Valeska​ ​Grisebach.

Também na Selecção Oficial mas Fora de Competição estão filmes muito esperados como A Hora mais Negra, de​​ ​Joe​ ​Wright, First Reformed, de Paul​ ​Schrader, I Love You, Daddy, do agora tão polémico ​Louis​ ​C.K., It Comes at Night, de Trey​ ​Edward​ ​Shults, Last Flag Flying, de Richard​ ​Linklater, Mektoub, My Love: Canto Uno, de Abdellatif​ ​Kechiche, ou Roda Gigante, de Woody Allen.


Para além das primeiras novidades anunciadas em Junho passado, sabemos agora que os artistas alvo de homenagens e retrospectivas são Isabelle Huppert, Abel Ferrara, Alain Tanner, Julian Schnabel, João Mário Grilo, José Vieira e Peter Brook.

O realizador pioneiro de uma filmografia dedicada à emigração - em especial aos portugueses que partiram para França nos anos 60 -, José Vieira, terá direito a uma Retrospectiva da sua obra no festival, onde marcará presença. Souvenirs d'un Futur RadieuxOs EmigrantesO Pão que o Diabo AmassouLe Bateau en Carton e A Ilha dos Ausentes são alguns dos títulos exibidos no LEFFEST

Nas sessões especiais, destaque para o Foco Mathieu Amalric, com​ ​a​ ​presença​ ​do​ ​realizador, e para The Exorcist Revisited que conta com a exibição do clássico do terror de William Friedkin, de 1973, O Exorcista, e com o documentário The Devil and the Father Amorth, onde o realizador conhece o Padre Gabriele Amorth, conhecido como "o exorcista do Vaticano", filmando o seu nono exorcismo.

O actor Robert Pattinson marcará presença no LEFFEST'17, no dia 23 de Novembro, para uma conversa com o público e com o escritor Don DeLillo, após a exibição do filme Cosmopolis, no Centro Cultural Olga Cadaval. A 25 de Novembro, o actor vem ao Monumental para uma sessão Q&A após a projecção de Good Time, dos irmãos Safdie.

No Teatro, o público do LEFFEST terá a oportunidade de assistir a Battlefield​,​ de​ ​Peter​ ​Brook​ ​e​ ​Marie-Hélène​ ​Estienne, Ensaio para uma Cartografia, de Mónica​ ​Calle, e Colecção de Amantes, de Raquel André.


Para conhecer o programa completo do Lisbon & Sintra Film Festival e horários é só consultar o site http://www.leffest.com ou o facebook do festival https://www.facebook.com/leffest/.

terça-feira, 27 de junho de 2017

Lisbon & Sintra Film Festival: Primeiras novidades

O 11º Lisbon & Sintra Film Festival anunciou esta Sexta-feira em conferência de imprensa os primeiros destaques da sua edição de 2017.

Isabelle Huppert estará em destaque nesta edição e virá a Lisboa para o LEFFEST'17, que apresentará uma retrospectiva dos filmes que protagonizou. A par da exibição da sua filmografia, o festival traz também ao público a exposição Isabelle Huppert: Woman of Many Faces, com curadoria de Ronald Chammah e Jeanne Fouchet, que inaugurará no MU.SA – Museu das Artes de Sintra, no dia 18 de Novembro, com a presença da actriz e artistas com os quais colaborou. A exposição reúne mais de 100 fotografias, retratos-vídeo e vídeo-instalação da autoria de artistas como Henri Cartier Bresson, Nan Goldin, Robert Frank, Helmut Newton, Cindy Sherman, Hiroshi Sugimoto, Robert Wilson, Antoine d’Agata, Raymond Depardon, Robert Doisneau, Josef Koudelka, Annie Leibovitz e Herb Ritts.


A obra do realizador português João Mário Grilo será também alvo de uma retrospectiva integral, que inclui uma curta-metragem inédita: Não Esquecerás, a partir de um conto de Dulce Maria Cardoso. Por sua vez, o realizador José Vieira, cuja filmografia é dedicada à problemática da emigração, especialmente à ida de portugueses para França nos anos 60, maioritariamente de forma clandestina, será igualmente alvo de retrospectiva. Os filmes a apresentar foram escolhidos pelo realizador.

No que ao Teatro diz respeito, o LEFFEST anunciou que a peça Battlefield, de Peter Brook e Marie-Hélène Estienne, estará em cena no Teatro Nacional D. Maria II, nos dias 24 e 25 de Novembro, às 21h00. Trata-se do mais recente trabalho do encenador, a partir do Mahabharata e da peça de Jean-Claude CarrièrePeter Brook será ainda homenageado com uma retrospectiva dos seus filmes nesta edição do festival, onde marcará presença e dará uma masterclass. O LEFFEST'17 apresentará também Ensaio para uma Cartografia, uma peça de Mónica Calle, no Centro Cultural Olga Cadaval, em Sintra, nos dias 17 e 18 de Novembro. 

Entre as sessões especiais deste Lisbon & Sintra Film Festival estará o filme Images of the East, de Gidon Kremer e Sandro Kancheli, com a participação do escultor sírio Nizar Ali Badr, a que se seguirá um concerto de Gidon Kremer e da violoncelista lituana Giedrė Dirvanauskaitė. A propósito desta sessão haverá ainda um debate em torno da crise dos refugiados.

O festival apresentará também Alain Planès, L’Infini Turbulent, um filme da violinista e cineasta Dominique Lemonnier, conhecida como Solrey, seguido de concerto do pianista Alain Planès. A designer de moda britânica Bella Freud regressa ao LEFFEST para a apresentação de uma colecção onde a relação com o cinema não deixará de estar presente, Bella Freud: More Clothes & Films.

A dança também tem lugar no festival, desta vez com DFS, um espectáculo de Cecília Bengolea e François Chaignaud. Na literatura, o escritor Enrique Vila-Matas dará uma conferência, com a intervenção de Dominique Gonzalez-Foerster, intitulada Radicalmente no Original. O autor espanhol irá lançar durante o festival a edição portuguesa do seu novo livro, Mac y su contratiempo.

Como tem sido hábito, o LEFFEST'17 trará aos seus espectadores encontros e masterclasses com realizadores. Para já, estão confirmados os nomes de Stephen Frears, Raoul Peck e Abderrahmane Sissako. O Simpósio Internacional que acontece também todos os anos neste festival rege-se pelo tema Pode a Arte Ser Ainda Subversiva?, e tem curadoria de Marie-Laure Bernadac e Bernard Marcadé. Decorrerá no Centro Cultural Olga Cadaval nos dias 24 e 25 de Novembro, e contará com a participação de artistas, realizadores, filósofos, músicos e actores internacionais, sendo acompanhado por um ciclo de filmes.

O Lisbon & Sintra Film Festival acontece de 17 a 26 de Novembro e irá dividir a sua programação por diversos locais: Cinema Medeia Monumental, Espaço Nimas, Teatro Nacional D. Maria II, Centro Cultural Olga Cadaval, Palácio Nacional e Jardins de Queluz, Palácio Nacional de Sintra, MU.SA – Museu das Artes de Sintra, Parque e Palácio de Monserrate e FNAC Chiado.