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domingo, 24 de fevereiro de 2019

Oscars 2019: As Actrizes Principais

Mais um ano de bons desempenhos femininos. Da actriz veterana às menos experientes, há papéis para todos os gostos. Não posso avaliar Glenn Close pois ainda não vi o seu filme. Aqui fica a minha listagem das nomeadas, por ordem de preferência.



Olivia Colman é enorme no papel de rainha, transfigurando-se conforme a debilidade da personagem. Uma mulher atormentada pelas dores física e psicológica, ingénua, desnorteada e apaixonada, em especial pelos seus 17 coelhos de estimação. Anne parece, por vezes, uma criança mimada ou um bebé indefeso. A actriz engordou cerca de 16 kg para vestir a pele da rainha Anne e é grande parte da alma do filme.

2. Melissa McCarthy (Can You Ever Forgive Me?)


Facilmente associamos Melissa McCarthy à comédia, mas em Can You Ever Forgive Me? o lado dramático da actriz manifesta-se. O humor está presente, claro, mas Melissa transforma-se, e não apenas fisicamente. A mágoa e desilusão da escritora mal-amada, solitária e desconfiada atormentam a personagem que se refugia na bebida... e na falsificação. Uma interpretação tão intensa como divertida.



Lady Gaga interpreta-se a si mesma em grande parte de Assim Nasce Uma Estrela. A cantora e actriz dá um verdadeiro show como Ally ao cantar grande parte dos tema do filme, mas confesso que gosto mais da sua inicial versão country, mais genuína, onde irradia química com Bradley Cooper. Esses são os seus melhores momentos.



Os dois momentos verdadeiramente exigentes para Yalitza Aparicio são, sem sombra de dúvida, o parto e a cena final, na praia com as crianças de quem cuida. De resto, a actriz faz o que lhe compete, mas não se transcende, pois a personagem não lhe pede mais que isso. Simples, sem grandes opiniões ou ideias, Cleo sofre mas resigna-se - talvez em demasia.

Glenn Close (The Wife)


Sem avaliação.

quarta-feira, 7 de novembro de 2018

Crítica: Assim Nasce uma Estrela / A Star is Born (2018)

"Maybe its time to let the old ways die."
Jackson Maine


*7/10*

Eis o remake dos tempos modernos de um filme que já teve várias leituras ao longo da História do Cinema. Assim Nasce Uma Estrela chegou em 2018 numa versão realizada por Bradley Cooper, na sua estreia atrás das câmaras.

A nova visão do clássico não traz nada de muito novo, mas é um filme agradável, competente, onde as interpretações surpreendem. Muita música e um bom trabalho de som, ao mesmo tempo que os planos acompanham as emoções que se vivem em palco e fora dele.


Jackson Maine (Bradley Cooper) é um músico country consagrado, que descobre – e se apaixona – por Ally (Lady Gaga), empregada de mesa e cantora nas horas vagas. Ally tinha desistido de realizar o sonho de ser cantora até que Jack a ajuda a chegar aos grandes palcos e ao estrelato. Mas enquanto a carreira de Ally descola, o lado pessoal da relação de ambos começa a deteriorar-se, ao mesmo tempo que Jack luta contra os seus próprios fantasmas.

Assim Nasce Uma Estrela constrói-se em crescendo, tal como a relação dos protagonistas e atinge o seu máximo perto da metade, com Ally a brilhar. Depois, tal como Maine, a longa-metragem perde um pouco o fôlego.

A miúda simples torna-se uma estrela - qual Lady Gaga como Lady Gaga -, e o homem famoso sucumbe aos vícios e a mágoas do passado, tornando-se um artista decadente. A história é bem contada e filmada, com o par protagonista a contribuir em muito para isso. Parte do trabalho resulta por eles. 

Os temas são bem interpretados com Lady Gaga a dar um verdadeiro show como Ally - confesso que gosto mais da sua inicial versão country, mais genuína. Bradley Cooper, por seu lado, mostra que sabe cantar... e não só. Cooper é, sem dúvida, a grande Estrela do título.Afinal, ali há talento, e muito.


Nunca imaginei vê-lo num papel com a entrega e emoção que coloca em Jackson Maine. O actor (agora sim, podemos chamá-lo actor) transmite-nos o desespero e desencanto, o vazio que sente, a mágoa e tristeza. Ele sofre e faz-nos ter piedade da sua personagem, esquecendo, por vezes, que Lady Gaga também está no ecrã. Cria-se uma empatia imensa com Cooper que parece ter esperado muitos anos por uma personagem com esta força e carácter. É arrepiante vê-lo. E por muitas graças que se possam fazer acerca da sua personagem em A Ressaca, nada se compara a este alcoólico doente e sem forças, nem esperança.

Assim Nasce Uma Estrela é, ao contrário do que muitos dizem, Bradley Cooper. Surpreendente.

segunda-feira, 15 de outubro de 2018

Sugestão da Semana #346

Das estreias da passada Quinta-feira, a Sugestão da Semana destaca Assim Nasce Uma Estrela, estreia de Bradley Cooper na realização. Este remake de remake tem tudo para ser muito bom ou muito mau. A crítica internacional tem, no entanto, sido bastante simpática com a longa-metragem protagonizada pelo próprio Cooper e Lady Gaga. Nada como ver para crer.

ASSIM NASCE UMA ESTRELA


Ficha Técnica:
Título Original: A Star Is Born
Realizador: Bradley Cooper
Actores: Lady Gaga, Bradley Cooper, Sam Elliott, Alec Baldwin
Género: Drama, Música, Romance
Classificação: M/14
Duração: 136 minutos

segunda-feira, 29 de fevereiro de 2016

Oscars 2016: Red Carpet

E depois de entregues os prémios da grande noite do cinema é tempo de eleger os meus modelos favoritos que desfilaram pela passadeira vermelha dos Oscars. Aqui ficam os meus eleitos e, já sabem, eu não percebo nada de moda.

Jared Leto destacou-se entre os homens pela originalidade. Um cravo vermelho ao pescoço, em vez da gravata, lembrou-nos que o 25 de Abril está perto e conjugou-o muito bem com o seu blazer preto da Gucci.
Foto: Jason Merritt/Getty Images

Flores nasceram no vestido verde claro da nomeada Cate Blanchett. O modelo da Armani com decote em V assenta de forma fabulosa na actriz que transpira elegância e jovialidade.
Foto: Jordan Strauss/Invision/AP


Houve quem dissesse que ela era o Oscar deste ano, dada a opção pelo dourado. Para mim, Margot Robbie fez a aposta certa, mais jovial que as suas opções em anos anteriores e não menos sensual, mas, acima de tudo, elegante. O vestido Tom Ford consegue ser tão simples como vistoso e realça o visual leve e fresco da actriz.
Foto: Jason Merritt/Getty Images

Sofia Vergara não deixa ninguém indiferente onde quer que esteja. Os Oscars não foram excepção. A actriz surgiu com um vestido Marchesa, longo, cai-cai, azul escuro. Conferiu-lhe elegância, sofisticação e potenciou ainda mais a sua beleza latina.
Foto: Jason Merritt/Getty Images

Já provou que é muito mais do que uma popstar excêntrica. Tem uma voz extraordinária, proporcionou, provavelmente, o melhor momento da noite dos Oscars com a sua actuação e mostrou elegância no modelo branco de Brandon Maxwell. Lady Gaga não conquistou o Oscar para Melhor Canção Original mas deslumbrou na red carpet.
Foto: Jason Merritt/Getty Images

Jovial e descontraída, mas com muita classe, a estrela de Star Wars, Daisy Ridley, não passou despercebida no tapete vermelho. Desfilou num vestido prateado da Chanel, aliando a simplicidade à sofisticação.
Foto: Jordan Strauss/Invision/AP

Se há mulher que é raro desiludir na red carpet, ela é Jennifer Garner. A actriz escolheu um vestido preto do Atelier Versace que é tudo menos banal. Fabulosa, Garner está certamente entre as mais bem vestidas da noite.
Foto: Jordan Strauss/Invision/AP

Com o verde esmeralda a realçar a sua pele muito clara e os seus hipnotizantes olhos azuis, Saoirse Ronan não conquistou nenhum Oscar mas todos demos pela sua presença. A talentosa actriz, de 21 anos, desfilou num vestido Calvin Klein, de decote profundo. O cabelo solto fez a combinação perfeita.
Foto: Jordan Strauss/Invision/AP

Num ano onde o preto e branco predominaram (não tanto na minha lista), Charlize Theron não foi de modas e surgiu fabulosa num vestido vermelho Dior. O profundo decote em V e a saia tipo sereia acentuaram a silhueta da actriz que, aos 40 anos, continua a não dar hipótese na passadeira vermelha. É mesmo um "mulherão" de uma elegância invejável.
Foto: Jordan Strauss/Invision/AP