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terça-feira, 26 de junho de 2018

FEST 2018: Os Vencedores

A 14.ª edição do FEST terminou ontem, dia 25 de Junho, após dias intensos de cinema em Espinho. Conhece os filmes vencedores desta edição.


LINCE DE OURO

Melhor Longa-metragem de Ficção
Lemonade, Ioana Uricaru, Roménia, Canadá, Alemanha, Suécia

Menções Honrosas
I'm not a Witch, Rungano Nyoni, Reino Unido, França, Alemanha
Winter Brothers, Hlynur Palmason, Dinamarca, Islândia

Melhor Longa-metragem de Documentário
Sand and Blood, Matthias Krepp, Angelika Spangel, Áustria

Menção Honrosa
Lupo, Pedro Lino, Portugal


LINCE DE PRATA

Melhor Curta-Metragem de Ficção
Excuse Me, I'm Looking for the Ping Pong Room and my Girlfriend, Bernhard Wenger, Áustria

Menção Honrosa
The Treehouse, Juan Sebastián Quebrada, Colômbia

Melhor Curta-metragem de Documentário
Dust, Jabuk Radej, Polónia

Menção Honrosa
Conection, Horizoe Garcia Miranda, Cuba

Melhor Curta-metragem Experimental
Home Exercises, Sarah Friedland, EUA

Melhor Curta-metragem de Animação
Oh Mother!, Paulina Ziolkowska, Polónia

Menções Honrosas
A Cat's Consciousness, Andrea Guizar, México, Polónia


GRANDE PRÉMIO NACIONAL

Melhor Curta-metragem Portuguesa
Água Mole, Laura Gonçalves, Alexandra Ramires, Portugal

Menções Honrosas
Fidalga, Flávio Ferreira, Portugal
Uma Formiga, João Veloso, Portugal


PRÉMIO DO PÚBLICO CINEUROPA

Melhor Longa-Metragem
Lupo, Pedro Lino, Portugal

Melhor Curta-Metragem
Snake, Titas Laucius, Lituânia


NEXXT

Melhor Curta-Metragem
Parallaxe, de Aline Magrez, Bélgica

Menções Honrosas
212, Boaz Frankel, Israel


FESTINHA

Prémio Sub6
Achoo, Lucas Boutrot, Élise Carret, Maoris Creantor, Pierre Hubert, Camille Lacroix, Charlotte Perroux, França

Prémio Sub12
Fruits of Clouds, Katerina Karhánková, República Checa

Prémio Sub16
Mele Murals, Tadashi Nakamura, EUA



segunda-feira, 7 de maio de 2018

IndieLisboa'18: Lupo (2018)

*9/10*


Era uma vez, um homem que marcou a História do Cinema europeu e, de repente, desapareceu... Eis o mote perfeito para levar curiosos a ceder à tentação de resolver o mistério. Lupo é todo o registo de um trabalho de investigação abismal, com descobertas fundamentais para reescrever a História do Cinema nacional e europeu. Pedro Lino e a sua equipa, quais detectives particulares, correm a Europa em busca de todas as pistas possíveis que levem à resolução do caso. 

Apresento-o quase como um filme de detectives, mas, em Lupo, Lino é a personificação de Sherlock Holmes e a investigação é real. O realizador faz tudo como lhe compete e sabe trabalhar o material que recolheu da melhor forma possível. Não dá para ficar indiferente.

O italiano Rino Lupo andou por toda a Europa a trabalhar em cinema. Eram os anos 10 e 20 e Rino teve três pseudónimos e constituiu duas famílias. Mas foi em Portugal que assentou por mais tempo, realizando alguns dos filmes mudos mais importantes do nosso cinema. Bénard da Costa chamava às Mulheres da Beira “a primeira obra maior do cinema português”. Pedro Lino desenvolveu em Lupo uma profunda investigação sobre o realizador (descobrindo um dos mistérios que o rondavam, o ano e local da sua morte), procurando seguir os passos fugidios de um homem “maior que a vida”.


Lupo transmite toda a emoção que foi rodar este filme. Na apresentação do documentário, na Cinemateca Portuguesa, era notória a comoção de Pedro Lino e da produtora Pandora da Cunha Telles.

O tom coloquial primeiro estranha-se e depois adora-se. O narrador fala directamente para Lupo que o ouve, algures entre as ruínas do antigo cinema Odéon, em Lisboa, numa espécie de atmosfera assombrada. E assim se constrói também uma analogia entre o desaparecimento de Lupo e o desaparecimento e abandono dos antigos cinemas portugueses.

Um mapa improvisado leva-nos numa viagem pela Europa, onde seguimos o rasto do cineasta italiano. Por diversas vezes, uma sobreposição de imagens mostra-nos os espaços como são actualmente e como eram quando Lupo lá passou. Ao mesmo tempo, assistimos, encantados, a fragmentos ou fotografias de filmes do cineasta (Mulheres da Beira, Os Lobos, Fátima Milagrosa, O Diabo em Lisboa ou José do Telhado, por exemplo), tudo acompanhado por confidência do cineasta e curiosos momentos com os seus descendentes.


Lupo, de Pedro Lino, foi, muito provavelmente, um dos melhores filmes exibidos nesta edição do IndieLisboa. O filme documenta e faz História.