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terça-feira, 19 de março de 2019

IndieLisboa'19 anuncia filmes de abertura e encerramento

O IndieLisboa revelou quais os filmes de abertura e encerramento da edição deste ano. The Beach Bum: A Vida Numa Boa, de Harmony Korine, faz as honras de abertura do festival lisboeta e Synonymes, de Nadav Lapid, marca o encerramento.


The Beach Bum segue as desventuras de Moondog (Matthew McConaughey), um “chico-esperto” que vive de acordo com as suas próprias regras. No elenco estão também nomes como Snoop Dog, Zac Efron e Isla Fisher. A Sessão de Abertura será no dia 2 de Maio no Cinema São Jorge. Synonymes, vencedor do Urso de Ouro em Berlim, conta a história de um jovem israelita que rejeita o seu país e a sua língua, para viver em Paris.

De Mike Leigh, a secção Silvestre recebe o filme Peterloo, uma reconstituição do massacre com o mesmo nome, resultante do ataque da coroa britânica a uma pacífica manifestação pro-democracia. Destaque ainda para I Was at Home But, de Angela Schanelec, vencedor do Urso de Prata em Berlim, e Three Faces, de Jafar Panahi, que junta três actrizes em diferentes estados da sua carreira para, através delas, questionar algumas das mais enraizadas tradições da sociedade patriarcal iraniana.

A 16.ª edição do IndieLisboa – Festival Internacional de Cinema decorre entre os dias 2 a 12 de Maio no Cinema São Jorge, Culturgest, Cinema Ideal e na Cinemateca Portuguesa.

quarta-feira, 18 de novembro de 2015

LEFFEST'15: Dazed and Confused, de Richard Linklater (1993)

*7.5/10*

O LEFFEST'15 organizou uma retrospectiva, apresentando uma selecção de filmes de realizadores pertencentes à comunidade de Austin, Texas - uma das maiores e mais heterogéneas comunidades criativas dos Estados Unidos -, sendo Richard Linklater um desses nomes.


Se, em 1991, Slacker, a primeira longa-metragem de Linklater, colocou definitivamente Austin no mapa no que toca à produção e realização de cinema contemporâneo independente e de baixo-orçamento, o filme que se seguiu, Dazed and Confused, volta ao local e afirma o percurso e o estilo inicial do realizador.

Em foco está a juventude dos anos 70. Viajamos no tempo até Maio de 1976, e acompanhamos as aventuras, loucuras e peripécias dos adolescentes no último dia de aulas.

Desde os caloiros praxados pelos mais velhos, aos abusos do álcool, das drogas e ao desejo de fazer conquistas, terminamos a noite em festa, numa rotina de despedida do ano lectivo. A narrativa é assim mesmo: simples, linear e totalmente regida pelo tempo que passa e pelos acontecimentos que nos traz.


É um retrato de uma geração numa época muito específica, em Austin. Com o passar do dia, assistimos às situações mais absurdas, inacreditáveis mas especialmente bem construídas, com um humor certeiro. Os estereótipos estão naquelas personagens que tão bem sabem jogar com eles, parodiá-los, mantendo sempre uma curiosa plausibilidade.

Curiosamente, Dazed and Confused foi o filme que trouxe Matthew McConaughey para a ribalta e onde podemos encontrar, muito jovens, Ben Affleck e Milla Jovovich.

segunda-feira, 10 de novembro de 2014

Sugestão da Semana #141

Das estreias da passada Quinta-feira, o destaque da Sugestão da Semana vai para Interstellar, o novo filme de Christopher Nolan.

INTERSTELLAR

Ficha Técnica:
Título Original: Interstellar
Realizador: Christopher Nolan
Actores:  Matthew McConaughey, Anne Hathaway, Jessica ChastainMackenzie FoyMichael Caine
Género: Aventura, Ficção Científica
Classificação: M/12
Duração: 169 minutos

terça-feira, 7 de outubro de 2014

Crítica: True Detective - Primeira Temporada (2014)

*9/10*

True Detective está na ordem do dia. Entre confirmações e especulações, a série da HBO começa a preparar a sua segunda temporada. Aqui, dou-lhe tempo de antena, mas para falar da primeira. Não tenho por hábito usar este espaço para falar de séries. Abro excepção para True Detective, que me conquistou por tanto que tem de cinematográfico. Não serei exaustiva na análise, quero é que todos a vejam. Muito bem se falou aquando do seu surgimento. Esta série da HBO depressa chegou ao coração dos espectadores e conquistou fãs acérrimos. Matthew McConaughey e Woody Harrelson foram as escolhas certeiras para a primeira temporada.

True Detective dá-nos a conhecer a vida de dois detectives, Rust Cohle (Matthew McConaughey) e Martin Hart (Woody Harrelson), ao longo dos 17 anos em que tentam resolver o caso de um assassino em série.

Os acontecimentos passados são-nos relatados, no presente, - a nós e a dois outros detectives - pelos dois protagonistas, longe da aparência e da carreira que tinham há 17 anos. Entrecruzando passado e presente, vamos descobrindo e reabrindo o caso. Iremos reconstruir os passos dos detectives, os crimes, as possibilidades de culpa. Vamos entrar em caminhos perigosos, sempre com Rust e Martin.


O Louisiana serve de palco aos acontecimentos. Somos mergulhados, logo de início, em macabros assassinatos nestas terras perdidas do sudeste dos Estados Unidos da América. Os primeiros episódios oferecem o choque necessário para sabermos que tudo aqui será sujo e brutal. Tudo é cru, mesmo cruel. Todas as personagens têm algo de imoral. Conhecemos, aos poucos, as suas vidas, família, os seus pecados. Percorremos com eles longas e solitárias estradas procurando suspeitos que tardam em chegar e encontrando fantasmas que teimam em não ir embora.

Será, no entanto, no quarto episódio que entramos verdadeiramente na investigação, no mundo pobre, triste, e obscuro desta América de ninguém. É aqui também que nos deparamos com um fabuloso plano-sequência, que valeu a Cary Fukunaga o Emmy para Melhor Realização em série dramática. Mas não é apenas ali que estão as marcas de uma realização de excelência. Fukunaga oferece-nos por diversas vezes fantásticos planos aéreos exteriores dos campos, do rio, das estradas desertas, outras vezes, em espaços fechados sufoca-nos com planos desconcertantes, onde o trabalho de fotografia adensa o suspense e o medo que paira também junto ao espectador.

A par da realização e do carácter negro do argumento, outro dos pontos fortes de True Detective assenta nas personagens. Todas assumem um carácter duvidoso e as aparências vão-se denegrindo, episódio a episódio. Descobrimos-lhes o passado, os segredos, as traições, os traumas, os fantasmas... E aqui reside o realismo da história: os protagonistas vão-nos desiludindo, tal e qual acontece na vida real. E, tal e qual, vamos habituar-nos a conviver com os seus defeitos e a seguir, com paixão, True Detective até ao fim.


Nem Rust nem Martin são exemplos de perfeição. Um é perturbado, dependente de drogas, o outro é mulherengo e alcoólico. Por outro lado, enquanto Rust tem o dom de encontrar pistas, formular hipóteses, obcecado com a investigação, desconfia e segue um rumo aparentemente certeiro, o outro, mais descontraído, é contudo quem o chama à terra e orienta, como bom polícia e bom colega. Assim se forma a equipa certa, entre segredos que os unirão para a vida e desavenças que podem colocar tudo a perder. Ambos se envolvem de corpo e alma na investigação que têm em mãos. As vítimas, na sua maioria mulheres e crianças, vão fazê-los chorar e lutar com uma fúria e vontade cada vez maior de encontrar culpados. Eles não desistem, mesmo quando todas as portas se fecham. E será provavelmente isso que nos fará gostar tanto de Rust e Martin.

True Detective começa em crescendo, sempre com o ambiente desconfortável mas perfeito para captar atenções, e aumentando-as até ao oitavo e último episódio. Nós apenas vamos clamar por mais, e aguardar que a segunda temporada consiga, pelo menos, ser tão boa quanto a primeira.

sábado, 1 de março de 2014

Oscars 2014: Os Actores Principais

Depois das actrizes e actores secundários, passemos agora aos principais. Aqui ficam, por ordem de preferência, os cinco nomeados para o Oscar de Melhor Actor, com uma breve análise ao seu desempenho.

1. Matthew McConaughey em O Clube de Dallas (Dallas Buyers Club)
Da transformação física ao consolidar de um grande talento, se, como se prevê, Matthew McConaughey vencer na sua categoria, o Oscar não poderia ficar melhor entregue. 20 kg mais magro, o actor deixou de lado o charme que marcou parte da sua carreira, para incorporar, de corpo e alma, Ron Woodroof um homem bruto, homofóbico e de maus modos, que descobre ser seropositivo. Da surpresa e incredulidade, à vontade de lutar e de contrariar o diagnóstico de uma morte demasiado precoce, McConaughey conduz brilhantemente o percurso do protagonista - agora solitário, que encontra o mais próximo de um amigo no transexual interpretado por Leto - que desafia a lei, em nome da sobrevivência de muitos. Ao mesmo tempo, é o protagonista quem sofre mais mudanças, quer em termos de relações de amizade, formas de ver o mundo e de encarar o futuro. McConaughey é brilhante.

2. Bruce Dern em Nebraska
Apesar do meu favoritismo ir para McConaughey, Bruce Dern segue-o de muito perto. O seu Woody é frágil, ingénuo, teimoso, mas cheio de esperança. No meio da debilidade que aparenta, surge uma força de vontade marcante, entre vícios e um passado doloroso. Woody - e Dern - "é" Nebraska e é muito por sua causa que nos deixamos conduzir nesta jornada em busca de um sonho.

3. Leonardo DiCaprio em O Lobo de Wall Street (The Wolf of Wall Street)
Nunca mais lhe dão o Oscar e ainda não será desta, mas ele há-de chegar. A cada novo papel, Leonardo DiCaprio proíbe-nos de negar o seu talento e versatilidade. Em O Lobo de Wall Street ele introduz-nos à vida boémia e corrupta dos corretores da bolsa e veste a pele de uma das maiores fraudes dos anos 80. DiCaprio faz-nos chorar de tanto rir, presta-se às mais hilariantes situações e tem o companheiro de farra perfeito: Jonah Hill.

4. Chiwetel Ejiofor em 12 Anos Escravo (12 Years a Slave)
Chiwetel Ejiofor tem uma prestação à altura da personagem principal de 12 Anos Escravo: sofrida e corajosa. No entanto, esperava-se um maior fôlego e entrega. No mesmo filme, Lupita Nyong'o faz-nos sentir muito mais.

5. Christian Bale em Golpada Americana (American Hustle)
Bale já tem um Oscar e, por enquanto, não merece mais nenhum. O actor camaleónico (já estamos habituados às abismais transformações físicas de que é capaz) surge irreconhecível na pele de um vigarista gordo, careca e pouco atraente - quem adivinharia que é o Batman? -, mas que as mulheres disputam. Christian Bale tem uma prestação competente e hilariante, mas já fez melhor.

terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

Crítica: O Lobo de Wall Street / The Wolf of Wall Street (2013)

"Sell me this pen!"
Jordan Belfort
*8/10*
Mais polémico do que alguma vez foi, Martin Scorsese aliou-se a Leonardo DiCaprio num projecto corajoso e provocador que nos leva aos inacreditáveis bastidores dos corretores da bolsa dos anos 80. Com a câmara de Scorsese, o argumento de  Terence Winter (baseado no livro do verdadeiro Jordan Belfort) e as alucinadas interpretações de DiCaprio e Jonah Hill, O Lobo de Wall Street chegou para chocar e surpreender.

Sexo, drogas e dinheiro são a chave da história verídica que aqui nos contam. Uma comédia que desconstrói um submundo cheio de loucura, festa e burlesco, que caminha de braço dado com grandes fraudes financeiras. Vamos rir-nos muito, mas vamos igualmente arrepender-nos de o fazer ao perceber a dimensão do drama e do "caso de polícia" que temos pela frente. Se fosse apenas ficção - sem fundo real -, ficaríamos mais descansados.

O Lobo de Wall Street conta a história verídica do corretor da bolsa nova-iorquino Jordan Belfort (Leonardo DiCaprio). Belfort passa de acções de pouco valor e dos ideais de justiça para as OPV e uma vida de corrupção, no final dos anos 80. O sucesso excessivo e a sua fortuna aos vinte e poucos anos, enquanto fundador da corretora Stratton Oakmont, deram a Belfort o título O Lobo de Wall Street.


O argumento, tal como todas as componentes da longa-metragem, é atrevido, com momentos hilariantes e óptimos diálogos. A linguagem é agressiva, mas divertida, recorre frequentemente ao calão, enquadrando-se perfeitamente no ambiente de excessos que envolve O Lobo de Wall Street.

Belfort, por seu lado, é narrador e protagonista. Ele tem-nos como confidentes, conta-nos toda a sua versão dos acontecimentos, olha-nos nos olhos como se fôssemos mais uma personagem. Sentimo-nos dentro do ecrã e deixamo-nos contaminar pela atmosfera mundana e currupta. 

As cores garridas, a montagem - de Thelma Schoonmaker, habitual colaborada de Scorsese -, os enquadramentos, travellings e planos por vezes frenéticos, a utilização da câmara lenta, tudo contribui para nos contaminar com o ambiente vibrante e alucinante vivido na empresa e nas vidas daqueles corretores. Toda a componente técnica parece partilhar dos vícios dos protagonistas, no melhor sentido possível.


No elenco, destaque óbvio para Leonardo DiCaprio, seguido de perto por Jonah Hill - sem esta dupla o filme não seria o mesmo. Os dois actores proporcionam-nos momentos impressionantes e verdadeiramente inesquecíveis, de levar às lágrimas de rir. Margot Robbie assume-se como uma jovem promessa na pele da sensual esposa de Jordan. Jean Dujardin surge na pele de um banqueiro suíço, muito igual ao que nos tem habituado e com uma prestação competente. Já a pequena participação de Matthew McConaughey surge como fundamental, sendo a sua personagem o mentor de Jordan Belfort, que ajuda na construção da sua personalidade como corretor da bolsa - o diálogo entre os dois no restaurante é imperdível.

Vamos condená-lo, mas vamos também ter vergonha de gostar tanto de O Lobo de Wall Street. Martin Scorsese não tem medo de nenhum projecto e com a sua ousadia conseguiu cinco nomeações para as principais categorias dos Oscars: nem a Academia resiste à história de Jordan Belfort.

terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

Crítica: O Clube de Dallas / Dallas Buyers Club (2013)

 "I swear it, Ray, God sure was dressin' the wrong doll when he blessed you with a set of balls."
Ron Woodroof
*6.5/10*

Matthew McConaughey e Jared Leto comandam O Clube de Dallas, com interpretações que fazem valer toda a longa-metragem de Jean-Marc Vallée. Nem as falhas no argumento ofuscam o brilho dos dois actores naqueles que serão, certamente, papéis de uma vida para cada um.

McConaughey é Ron Woodroof, um cowboy do Texas cuja vida sofre uma reviravolta quando, em 1985, lhe é diagnosticado o vírus da SIDA e apenas um mês de vida. Vivem-se os primeiros momentos desta epidemia e os EUA estão divididos sobre como a combater. Ostracizado por muitos dos seus antigos amigos e sem acesso a medicamentos eficazes comparticipados pelo governo, Ron decide tomar conta do assunto e procurar tratamentos alternativos em qualquer parte do mundo por meios legais ou ilegais. Ignorando as regras estabelecidas, Woodroof une forças com um grupo de renegados e marginalizados - que ele próprio teria evitado no passado - e estabelece um “clube de compradores” de enorme sucesso.


O argumento tem por base factos verídicos e uma história com tudo para arrasar no grande ecrã. A concretização, todavia, não é a mais feliz, com um ritmo cansativo e momentos desinteressantes. Entre a homofobia, o travestismo, o desconhecimento da SIDA em meados dos anos 80, até aos interesses económicos que desprivilegiam os doentes, a narrativa passa por todos estes temas, mas sem abordar especialmente nenhum deles. Sente-se a falta de uma crítica mais feroz, de um ritmo mais empolgante.

Apesar disso, as personagens de e McConaughey e Leto são bem construídas e comportam em si o grande valor de O Clube de Dallas. Duas interpretações fabulosas e extremamente físicas (McConaughey emagreceu 20kg e Jared Leto cerca de 14kg) deixam-nos mais próximos da sua causa, dor e doença. O protagonista surge quase irreconhecível, muito magro, sem o charme que marcou parte da sua carreira, na pele de Ron Woodroof e incorpora, de corpo e alma, o choque de um homem bruto, homofóbico e de maus modos, ao descobrir que é seropositivo. Da surpresa e incredulidade, à vontade de lutar e de contrariar o diagnóstico de uma morte demasiado precoce, McConaughey conduz brilhantemente o percurso do electricista - agora solitário, que encontra o mais próximo de um amigo no transexual interpretado por Leto - que desafia a lei, em nome da sobrevivência de muitos. Ao mesmo tempo, é o protagonista quem sofre mais mudanças, quer em termos de relações de amizade, formas de ver o mundo e de encarar o futuro.


Responsável por muitas dessas mudanças é a personagem de Jared Leto que vem provar novamente como é feito para o cinema. Sem preconceitos, o actor entregou-se a uma personagem polémica, um transexual com SIDA e toxicodependente. Ele é Rayon, o maior aliado de Ron na luta pela vida. Leto oferece-nos uma interpretação delicada, mas fenomenal, numa batalha contra a sociedade, a doença, o vicio e a rejeição da família.

Jennifer Garner vem manchar o talento do elenco ao interpretar Eve, a médica que acompanha os casos de Rayon (de quem é amiga de escola) e de Ron, mas se vê dividida entre a ética médica e os interesses das farmacêuticas. A actriz revela-se um erro de casting, sem pulso, sem emoção, sem nada que faça com que a sintamos como necessária. Hilary Swank seria, certamente, uma escolha mais acertada para o papel.

O pouco fôlego que Jean-Marc Vallée e os argumentistas Craig Borten e Melisa Wallack injectaram em O Clube de Dallas é contrabalançado pela presença de McConaughey Leto, que seguram com alma as suas personagens e apaixonam a plateia. A história de luta pela vida, contra a lei e corrupção, não encanta como devia, mas, felizmente, deixou os dois actores conquistar o mundo e os prémios (os Oscars são a próxima paragem).

segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

Sugestão da Semana #99

Dos filmes estreados na passada Quinta-feira, a Sugestão da Semana recai sobre um dos nomeados para os Oscars. O Clube de Dallas não é um filme ímpar, mas vale, principalmente, pelas magistrais interpretações de Matthew McConaughey e Jared Leto.

O CLUBE DE DALLAS


Ficha Técnica:
Título Original: Dallas Buyers Club
Realizador: Jean-Marc Vallée
Actores: Matthew McConaughey, Jennifer Garner, Jared Leto
Género: Biografia, Drama, História
Classificação: M/16
Duração: 117 minutos

quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

Actores do Ano #2013

Depois das actrizes, passemos aos actores que mais se destacaram no cinema que por cá estreou em 2013. Relativamente a interpretações masculinas, não consigo falar em menos de 11 nomes.


11. Mads Mikkelsen por A Caça (Jagten)
Nos cinemas vimo-lo em Um Caso Real e A Caça, mas foi no segundo que se destacou. Mads Mikkelsen apresentou-nos uma prestação poderosa, na pele de um homem acusado injustamente... por uma criança. A empatia com o espectador é imediata e a sua dor será partilhada. Pelo menos, nós estamos do seu lado.

10. Michael Douglas por Por Detrás do Candelabro (Behind the Candelabra)
Douglas não precisa de provar o excelente actor que é, mas neste filme consegue voltar a surpreender-nos  com uma personagem excêntrica e egoísta no seu amor - por si e pelo seu companheiro.


9. Matt Damon por Por Detrás do Candelabro (Behind the Candelabra)
Matt Damon reinventa-se e mostra-nos aqui mais uma das suas facetas numa personagem inesperada. As mudanças físicas são enormes, os gestos, o modo de agir e de falar, tudo se junta para nos surpreender.

8. Matthew McConaughey por Fuga (Mud)
McConaughey prova a cada nova personagem que merece reconhecimento e, se possível, muitos prémios. Fuga não é excepção, onde veste a pele do protagonista, Mud, um fugitivo apaixonado, que encontra aliados em duas crianças locais.

7. Tom Hanks por Capitão Phillips (Captain Phillips)
Tom Hanks encarna e bem o protagonista Phillips, capitão de um navio atacado por piratas somalis. A tensão que se gera, o medo que se apodera dele e a força de vontade em zelar pela vida dos seus subordinados, acima de tudo, mostra como Hanks não deixa nenhum papel ficar mal.

6. Daniel Brühl por Rush - Duelo de Rivais (Rush)
Das parecenças físicas à atitude demonstrada em Rush, poderíamos acreditar estar perante o verdadeiro Niki Lauda, há alguns anos. Uma interpretação cheia de brilho faz com que Daniel Brühl não seja esquecido nesta temporada de balanços e de prémios.

5. Christoph Waltz por Django Libertado (Django Unchained)
Hilariante, implacável e, claro, fiel aos seus princípios e promessas, ninguém ficou indiferente a Christoph Waltz como o dentista caçador de recompensas Dr. Schultz.

4. Oscar Isaac por A Propósito de Llewyn Davis (Inside Llewyn Davis)
Um dos actores revelação de 2013. Já o tínhamos visto noutros - pequenos - papéis, mas nunca nos tínhamos apercebido do talento que Oscar Isaac comporta em si. Finalmente, uma personagem profunda e à sua altura, que canta e encanta, e traz consigo uma onda de nostalgia como poucas conseguem.

3. Hugh Jackman por Os Miseráveis (Les Misérables)Raptadas (Prisoners)
Foram muitos os filmes com Hugh Jackman no cinema em 2013. Os Miseráveis, Raptadas e Wolverine trouxeram consigo papéis que reforçam o talento do actor. Destacando os dois primeiros, Jackman surge quase irreconhecível em Os Miseráveis, e o seu papel em Raptadas é brilhante, na pele de um pai desesperado e com sede de vingança, que tudo faz para encontrar a sua filha.

2. Joaquin Phoenix por O Mentor (The Master)
Fenomenal está Joaquin Phoenix em O Mentor na pele de um homem desequilibrado e traumatizado, marcado um amor irrecuperável e por um passado doloroso.

1. Daniel Day-Lewis por Lincoln
As semelhanças físicas são evidentes, e Daniel Day-Lewis provou uma vez mais que é capaz de incorporar todos os desafios que lhe propuserem e sempre de forma magistral. Ponderado e teimoso, Lincoln deu-lhe mais um Oscar.

terça-feira, 14 de janeiro de 2014

Sugestão da Semana #98

Das duas estreias da passada Quinta-feira, a escolha não é difícil. A Sugestão da Semana destaca o novo filme de Martin Scorsese, protagonizado por Leonardo DiCaprio. Baseado numa história verídica, O Lobo de Wall Street é atrevido, hilariante e repleto de grandes interpretações.

O LOBO DE WALL STREET


Ficha Técnica:
Título Original: The Wolf of Wall Street
Realizador: Martin Scorsese
Actores:  Leonardo DiCaprio, Jonah Hill, Margot RobbieMatthew McConaugheyKyle ChandlerJon FavreauJean Dujardin
Género: Biografia, Comédia, Crime
Classificação: M/16
Duração: 180 minutos

Globos de Ouro 2014: Red Carpet

Depois de conhecidos os vencedores dos Globos de Ouro 2014, fala-se agora dos modelos com que as estrelas desfilaram na passadeira vermelha.


Mais uma vez, e como é hábito, farei um breve destaque das escolhas que mais me agradaram, vistas na noite de Domingo na red carpet - sempre com a ressalva de que não percebo de moda. 

Foto: Jason Merritt/Getty Images
Uma Thurman surgiu muito elegante num vestido escuro Versace.


Foto: Jason Merritt/Getty Images
Olivia Wilde apresentou-se uma grávida lindíssima no vestido verde da Gucci Premiere.


Foto: Jason Merritt/Getty Images
Jessica Chastain raramente desilude. Desta vez surgiu discreta mas a transbordar elegância num vestido Givenchy


Foto: Jordan Strauss/Invision/AP
Um dos vencedores da noite, Leonardo DiCaprio chegou vestido pela Armani e cheio de glamour.


Foto: Jason Merritt/Getty Images
Quem também levou um Globo de Ouro para casa foi Matthew McConaughey que esteve muito elegante, ao lado da esposa Camila Alves, ambos vestidos pela Dolce & Gabbana.


Foto: Jason Merritt/Getty Images
Discreta, simples e cheia de estilo, esteve Julia Roberts, lindíssima num vestido Dolce & Gabbana.


Foto: Jordan Strauss/Invision/AP
Mais uma grávida nesta lista, Kerry Washington desfilou pela red carpet com um bonito e simples vestido branco Balenciaga.


Foto: Jordan Strauss/Invision/AP
Uma das minhas nomeadas favoritas, Lupita Nyong'o, não levou o Globo de Ouro para casa, mas foi, sem dúvida, uma das mais bem vestidas da noite. O vestido vermelho da Ralph Lauren deixou-a deslumbrante.


Foto: Jordan Strauss/Invision/AP
Não foram muitos os que morreram de amores pelo vestido Prabal Gurung que Sandra Bullock escolheu para esta noite de prémios. Para mim, no entanto, o outfit assentou-lhe que nem uma luva, dando-lhe um ar leve, que, em conjunto com a maquilhagem e o cabelo, resultou num look fresco e sedutor.


Foto: Jason Merritt/Getty Images
O casal Tatum - Channing e Jenna Dewan - transbordou elegância na passadeira vermelha. O actor num fato Gucci e a esposa num justo vestido branco com bordados em preto da Roberto Cavalli.


Foto: Jordan Strauss/Invision/AP
Margot Robbie foi certamente uma das mais sexy e bem-vestidas da noite, num discreto vestido branco-pérola da Gucci. Um dos meus preferidos.


Foto: Jordan Strauss/Invision/AP
Outro dos meus vestidos favoritos da noite foi envergado pela actriz Amber Heard, que desfilou num lindíssimo Versace azul escuro, elegante e sensual, que pedia um cabelo a condizer - o que, na minha opinião, não aconteceu.

sexta-feira, 29 de novembro de 2013

Ads & Cinema #10

O mais recente anúncio do perfume The One, da Dolce & Gabbana, esteve envolvido no mais profundo mistério muitas semanas antes do seu lançamento. À medida que os dias passavam, a marca levantava a ponta do véu, os nomes dos protagonistas - Scarlett Johansson e Matthew McConaughey -, algumas imagens de bastidores, o nome do realizador - Martin Scorsese - e, por fim, foi divulgada a curta-metragem - Street of Dreams - de dois minutos e meio, de onde saiu o spot televisivo.


Elegância a preto e branco não falta, com Nova Iorque como palco, e é sempre um prazer ver três grandes nomes do cinema juntos, mesmo que seja na publicidade.

Aqui fica o spot publicitário e a curta-metragem.


Curta-metragem Street of Dreams

domingo, 27 de outubro de 2013

Sugestão da Semana #87

Das estreias da passada Quinta-feira, a Sugestão da Semana do Hoje Vi(vi) um Filme vai para o novo filme de Jeff Nichols, Fuga, que nos presenteia com uma excelente interpretação de Matthew McConaughey, na pele do fugitivo Mud, um enigmático e solitário homem.

FUGA

Ficha Técnica:
Título Original: Mud
Realizador: Jeff Nichols
Actores: Matthew McConaughey, Tye Sheridan, Jacob LoflandReese Witherspoon
Género: Drama
Classificação: M/12
Duração: 130 minutos

terça-feira, 25 de dezembro de 2012

Actores do Ano #2012

Para começar o balanço de 2012, dedicarei algum espaço deste blogue aos actores e actrizes que mais se destacaram no cinema que por cá estreou este ano. Começando pelos homens, há sete nomes de que é inevitável falar se analisarmos as interpretações deste ano.


7º - Brad Pitt
Começo pelos menos notórios. Brad Pitt teve um bom ano com a nomeação para o Oscar de melhor actor e, em Portugal, pudemos contar com a sua presença em dois filmes: Moneyball - Jogada de Risco e Mata-os Suavemente. Não tendo interpretações inesquecíveis como a que nos ofereceu em Clube de Combate, por exemplo, Pitt não se sai nada mal, quer como treinador de basebol, quer como assassino profissional (embora eu prefira esta última versão).



6º - Nick Nolte
Vimo-lo este ano em Warrior - Combate entre Irmãos onde é pai de dois lutadores. Não tendo tido talvez o destaque merecido, apesar da nomeação ao Oscar de Melhor Actor Secundário por este papel, Nolte encarna com alma este ex-alcoólico magoado e sofrido.



5º - Denis Lavant
Por muito que seja pública a minha antipatia por Holy Motors, é também pública a minha admiração pela prestação de Denis Lavant nesse mesmo filme. O actor francês consegue multiplicar-se como ninguém e vestir a pele das mais variadas e distintas personagens, causando no espectador sentimentos quase paradoxais como admiração e repugnância.



4º - Ezra Miller
O mais jovens dos meus destaques. Mais idade não é sinónimo de mais talento, e o certo é que Ezra Miller prova a cada novo papel o grande actor que já é. Este ano Temos de Falar Sobre Kevin deixou-nos arrepiados com uma personagem complexa e sinistra. O mês passado Ezra Miller voltou aos ecrãs em As Vantagens de Ser Invisível, na pele de um adolescente homossexual e, uma vez mais, mostrou do que é capaz.



3º - Matthew McConaughey
Um dos grandes actores do ano, com duas interpretações surpreendentes, quer em Magic Mike, quer em Morre... e Deixa-me em Paz. Certo é que Matthew McConaughey provou o talento que tem com excelentes desempenhos de personagens um tanto ou quanto caricatas. O procurador distrital de Morre... e Deixa-me em Paz, com as suas peculiaridades, e o stripper Dallas, de Magic Mike são a prova da versatilidade do actor.



2º - Michael Shannon
Shannon anda, ao longo dos anos, a marcar sorrateiramente todos os filmes em que surge, por mais pequena que seja a sua participação. Mas foi este ano que pudemos assistir à sua mais espectacular interpretação, como Curtis em Procurem Abrigo. O seu poderoso desempenho leva-nos a acreditar nos seus delírios e temer o mesmo que o protagonista. Não é qualquer um que consegue transmitir tantas e tão diversas sensações em duas horas de filme.



1º - Michael Fassbender
Fassbender é, para mim, o actor do ano, com duas interpretações de alto nível. Vimo-lo este ano em Vergonha, Prometheus e Uma Traição Fatal - e por muito distintas que sejam as personagens que interpretou - um viciado em sexo, um robô e um agente secreto - certo é que nos deixou impressionados, em qualquer uma delas. Destaco as duas primeiras: o angustiado Brandon, que trava uma luta contra si mesmo, e o robô David, marcado pelos seus tiques e ambição.