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domingo, 24 de fevereiro de 2019

Oscars 2019: As Actrizes Secundárias

Analiso agora as nomeadas para Melhor Actriz Secundária. Estão todas muito equilibradas por aqui, tanto que é difícil escolher a favorita. Não posso contudo avaliar a potencial vencedora deste ano, Regina King, pois ainda não vi o seu filme. Eis as nomeadas por ordem de preferência.



Rachel Weisz é Lady Sarah, a melhor amiga da rainha que assume as decisões do reino a favor das suas simpatias políticas e que mais possam convir ao marido; uma mulher fria e calculista, que acaba por ser também ela manipulada. A actriz supera-se numa interpretação repleta de maturidade e seriedade, de elegância e talento.



Amy Adams está quase empatada com Weisz nas minhas preferências. Ela é a mulher por detrás dos homens, Lynne Cheney. Adams também se supera com uma interpretação de peso, que lhe exigiu bastante trabalho de bastidores, num estudo minucioso, tendo adoptado a voz de Cheney até nos intervalos de gravação. A actriz tem aqui mais uma boa parceria - já bem conhecida de outros filmes - com Christian Bale.



Emma Stone é a criada Abigail, ambiciosa e sem escrúpulos, que vagueia entre o ar mais angelical e inocente ao mais perverso e maquiavélico. Stone é enérgica e ataca com a rebeldia que lhe é característica. Mais uma vez, revela-se uma excelente actriz de comédia e apenas fica a faltar-lhe um pouco mais de maldade - que a personagem pede muito.



Marina de Tavira dá nas vistas em Roma pelo seu desempenho de mulher traída e magoada que tenta, a todo o custo, menorizar a dor dos filhos. Ainda assim, é uma prestação simples que coloca em dúvida a justiça desta nomeação.

Regina King (If Beale Street Could Talk)
 
  Sem avaliação

quinta-feira, 1 de março de 2018

Oscars 2018: As Actrizes Secundárias

Analiso agora as nomeadas para Melhor Actriz Secundária. Foi um ano de desempenhos interessantes e equilibrados, apesar de nenhum se destacar especialmente. As duas primeiras da minha lista são, contudo, as que mais me convenceram. Eis as cinco nomeadas por ordem de preferência.



Allison Janney, a mãe intransigente, que não parece nutrir qualquer amor pela filha. Um dos motivos da desgraça de TonyaJanney é fabulosa nos gestos, palavras e seriedade com que encara o papel. 



Mary J. Blige é fabulosa como Florence, a mãe trabalhadora e angustiada. Ela sofre e engole a sua revolta e mágoa ao lado do marido Hap. Merecia mais reconhecimento.



Laurie Metcalf, a mãe implacável, teimosa e obstinada, cria com a protagonista grandes momentos de emoção - em especial após a segunda metade de Lady Bird.



Lesley Manville é a irmã do protagonista que lhe impõe regras, numa interpretação muito convincente e carismática. Ela é Cyril, uma mulher omnipresente e controladora. Em todas as cenas onde  surge, a actriz é  magnética, cativa para si todos os olhares. 



A personagem de Octavia Spencer tem demasiadas semelhanças com Minny Jackson de As Serviçais, que lhe valeu um Oscar. Uma mulher simpática e simples, que fala pelos cotovelos e que proporciona momentos especialmente divertidos à acção.

sábado, 1 de março de 2014

Oscars 2014: As Actrizes Secundárias

Depois dos actores, é a vez de falar um pouco sobre as actrizes secundárias, enumerando-as, sempre por ordem de preferência.

1. Lupita Nyong'o em 12 Anos Escravo (12 Years a Slave)
Fenomenal é uma boa palavra para descrever quase tudo o que Lupita Nyong'o é na pele da escrava Patsey. Ela sofre o dobro dos restantes escravos, por ser a preferida e alvo de um amor muito peculiar da parte de Epps (Michael Fassbender) e de uma inveja desmedida da parte da sua esposa. Uma interpretação frágil e corajosa, sentida e cheia de alma, que merece todos os prémios que lhe possam conceder.

2. June Squibb em Nebraska
Divertida e surpreendente é a prestação de June Squibb em Nebraska. A actriz, de 84 anos, encarna Kate Grant, mulher do protagonista Woody (Bruce Dern), sem paciência para os desvarios do marido, mas que, no fundo, o ama e estima. A actriz cresce no decorrer da longa-metragem e protagoniza os momentos mais hilariantes de Nebraska, um deles passado num cemitério - e mais não digo.

3. Jennifer Lawrence em Golpada Americana (American Hustle)
Jennifer Lawrence tem pouco protagonismo, mas o tempo em que a vemos no ecrã será, certamente, o mais divertido de Golpada Americana. A sua personagem, Rosalyn, é desequilibrada, com hábitos e atitudes hilariantes, e dela nunca saberemos o que virá. A prestação da actriz não é extraordinária, mas é, certamente, a mais cómica, e em muito contribui para as voltas e reviravoltas da trama. 

4. Sally Hawkins em Blue Jasmine
Em Blue Jasmine, Sally Hawkins é a irmã que acolhe a personagem de Cate Blanchett, que passa a viver muito longe dos luxos a que estava habituada. Hawkins veste a pele de uma mulher banal, de poucas posses, que parece procurar desesperadamente um homem que a ame loucamente, e que se contenta perfeitamente com a vida de bairro que leva. A actriz tem uma divertida prestação, mas não vai muito além disso.

5. Julia Roberts em Um Quente Agosto (August: Osage County)
Julia Roberts é filha de Meryl Streep em Um Quente Agosto, mas está longe de chegar ao brilhantismo da veterana. Por muito que nos proporcione boas cenas ao lado da protagonista, o seu desempenho é competente mas não passa do aceitável.