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sábado, 7 de setembro de 2019

Crítica: Can You Ever Forgive me? - Memórias de Uma Falsificadora Literária (2018)

"In many ways, this has been the best time of my life. It's the only time recently I can remember being proud of the work I was doing."
Lee Israel


*7.5/10*

Saber rir de si próprio é uma grande virtude, e Can You Ever Forgive Me? faz isso com talento, numa alegria triste e melancólica, mas que abre sorrisos e enternece.

A realizadora Marielle Heller adaptou ao cinema o livro de memórias da verdadeira Lee Israel, e a sua inacreditável história é-nos contada com uma simplicidade quase viciante. Paradoxalmente, condenamos as acções da protagonista mas queremos que ela possa singrar e sentir-se valorizada.

Após o falhanço comercial da sua biografia de Estée Lauder, a autora Lee Israel debate-se com um bloqueio criativo, alcoolismo e graves problemas financeiros – ao ponto de vender a um livreiro uma carta pessoal que lhe fora enviada pela diva Katharine Hepburn. Fechado o negócio, Lee decide começar a forjar cartas de escritores, dramaturgos e actores já desaparecidos, ornamentando os escritos com pormenores íntimos destinados a subir o preço desses testemunhos.

Can You Ever Forgive Me? lembra-nos, em alguns momentos, as histórias e personagens em decadência de Woody Allen, com especial incidência em escritores, argumentistas e outros artistas. Aqui, Lee Israel poderia protagonizar um filme de Allen - a escritora desesperada que redescobre o encanto pelo seu trabalho e um novo talento, ao falsificar documentos antigos.


Apesar de Israel ser uma mulher solitária e pouco sociável, a plateia não lhe irá resistir. O responsável por isso é o gato da protagonista que tem um simbolismo especial, já que é o ser que mais emoções desperta em Israel. Ele é o elo que mais nos liga a esta mulher tão desencantada, que passou de biógrafa a falsificadora. Ao mesmo tempo, ninguém fica indiferente ao renascimento da sua criatividade quando já não escreve em nome próprio. A vida de Israel parece ganhar um novo sentido.

Normalmente, associamos Melissa McCarthy à comédia, mas em Can You Ever Forgive Me? o lado dramático da actriz manifesta-se. O humor está presente, claro, mas Melissa transforma-se, e não apenas fisicamente. A mágoa e desilusão da escritora mal-amada, solitária e desconfiada atormentam a personagem que se refugia na bebida... e na falsificação. Uma interpretação tão intensa como divertida, mas acima de tudo, muito realista.


Ao seu lado, um esplendoroso Richard E. Grant como Jack Hock. O actor tem uma interpretação elegante e sentida na pele de um traficante alcoólico homossexual, cujo caminho se cruza com o da protagonista de Can You Ever Forgive Me?. Entre a fragilidade da doença e o companheirismo com Melissa McCarthy, Grant absorve tudo o que o rodeia quando entra em cena.

E assim um filme tão discreto conquista a audiência. Personagens fortes e um argumento bem escrito são os responsáveis pela simpatia que Can You Ever Forgive Me? faz despertar.

terça-feira, 26 de fevereiro de 2019

Oscars 2019: Red Carpet

Conhecidos os vencedores da 91.ª edição dos Oscars, olho agora com mais atenção para os modelos que desfilaram na passadeira vermelha. O rosa dominou muitos dos looks (com grande pena minha) e não foi fácil escolher os meus favoritos. Poucos me conquistaram. Eis, como de costume, uma breve análise aos mais bem vestidos da red carpet dos Oscars (para mim, que não pesco nada de moda).

TINA FEY poderia dar uma boa apresentadora dos Oscars (com Amy Poehler e Maya Rudolph, porque não?). Mas falando do visual, a actriz estava elegantíssima num vestido azul Vera Wang, muito simples, mas igualmente muito eficaz. Uma opção segura que, combinada com o penteado e jóias (Niwaka Jewelry) certas, fez Fey brilhar.
Foto: Frazer Harrison/Getty Images

O amarelo poderia ser arriscado, mas este modelo Versace foi uma aposta ganha para CONSTANCE WU (estrela de Crazy Rich Asians). Um tom suave, malmequer, dá à actriz um ar quase angelical.
Foto: Jeff Kravitz/FilmMagic

Nomeada para o Oscar de Melhor Actriz, MELISSA MCCARTHY fez uma aposta segura mas elegante, num fato preto e branco Brandon Maxwell, cuja capa deu uma sofisticação extra. Maquilhagem, penteado e as jóias favoreceram ainda mais a actriz.
Foto: Jeff Kravitz/FilmMagic

NICHOLAS HOULT foi, provavelmente, o homem mais elegante da noite. O fato preto Dior destacou-se devido à faixa cruzada a sair da zona do peito. Um toque cheio de classe.
Foto: Jordan Strauss/Invision/AP

Vencedora do Oscar para Melhor Actriz Secundária, REGINA KING surgiu na passadeira vermelha com um bonito vestido branco com cauda, Oscar de la Renta. Jóias (Chopard Jewelry) e cabelo fizeram jus ao modelo, que não passou despercebido.
Foto: Jordan Strauss/Invision/AP

OLIVIA COLMAN marcou uma das surpresas da noite ao conquistar o Oscar para Melhor Actriz pelo seu desempenho como Rainha Anne, em A Favorita. Na passadeira vermelha, desfilou com um bonito vestido de seda verde-esmeralda escuro da Prada, com um laço cinza nas costas, com alguns detalhes em prata, que se transformava numa capa. Com tanto de clássico como de moderno.
Foto: Steve Granitz/WireImage

Nomeada para o Oscar de Melhor Actriz Secundária, a mexicana MARINA DE TAVIRA deslumbrou na red carpet com um vestido vermelho, a condizer. O modelo J. Mendel combinou na perfeição com as jóias Lorraine Schwartz.
Foto: Frazer Harrison/Getty Images

Uma das minhas favoritas da noite foi DANAI GURIRA com um visual digno de uma rainha de Wakanda. Deslumbrante, a actriz de Black Panther surgiu num poderoso vestido dourado com detalhes em preto, Brock Collection. As jóias Fred Leighton e a bandolete a realçar o penteado, completaram o visual de encantar.
Foto: Frazer Harrison/Getty Images

Igualmente deslumbrante esteve a nomeada para Melhor Actriz Secundária, AMY ADAMS, num vestido Versace, muito justo, em tons de prata. O penteado e as jóias Cartier deram ainda mais elegância ao visual.
Foto: Frazer Harrison/Getty Images

domingo, 24 de fevereiro de 2019

Oscars 2019: As Actrizes Principais

Mais um ano de bons desempenhos femininos. Da actriz veterana às menos experientes, há papéis para todos os gostos. Não posso avaliar Glenn Close pois ainda não vi o seu filme. Aqui fica a minha listagem das nomeadas, por ordem de preferência.



Olivia Colman é enorme no papel de rainha, transfigurando-se conforme a debilidade da personagem. Uma mulher atormentada pelas dores física e psicológica, ingénua, desnorteada e apaixonada, em especial pelos seus 17 coelhos de estimação. Anne parece, por vezes, uma criança mimada ou um bebé indefeso. A actriz engordou cerca de 16 kg para vestir a pele da rainha Anne e é grande parte da alma do filme.

2. Melissa McCarthy (Can You Ever Forgive Me?)


Facilmente associamos Melissa McCarthy à comédia, mas em Can You Ever Forgive Me? o lado dramático da actriz manifesta-se. O humor está presente, claro, mas Melissa transforma-se, e não apenas fisicamente. A mágoa e desilusão da escritora mal-amada, solitária e desconfiada atormentam a personagem que se refugia na bebida... e na falsificação. Uma interpretação tão intensa como divertida.



Lady Gaga interpreta-se a si mesma em grande parte de Assim Nasce Uma Estrela. A cantora e actriz dá um verdadeiro show como Ally ao cantar grande parte dos tema do filme, mas confesso que gosto mais da sua inicial versão country, mais genuína, onde irradia química com Bradley Cooper. Esses são os seus melhores momentos.



Os dois momentos verdadeiramente exigentes para Yalitza Aparicio são, sem sombra de dúvida, o parto e a cena final, na praia com as crianças de quem cuida. De resto, a actriz faz o que lhe compete, mas não se transcende, pois a personagem não lhe pede mais que isso. Simples, sem grandes opiniões ou ideias, Cleo sofre mas resigna-se - talvez em demasia.

Glenn Close (The Wife)


Sem avaliação.