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sexta-feira, 11 de dezembro de 2015

Estreias da Semana #198

Seis filmes chegaram esta Quinta-feira às salas de cinema nacionais. A Juventude, Hotel Transylvania 2 e No Coração do Mar são algumas das estreias.

A Juventude (2015)
Youth
Fred (Michael Caine) e Mick (Harvey Keitel) são dois velhos amigos com quase 80 anos que se encontram a desfrutar de um período de férias num hotel encantador, no sopé dos Alpes. Fred é um maestro e compositor aposentado, sem intenção de voltar à carreira musical que abandonou há muito tempo, enquanto Mick é um realizador, que ainda trabalha, empenhado em terminar o guião do seu mais recente filme. Ambos sabem que os seus dias estão contados e decidem enfrentar o seu futuro juntos. No entanto, mais ninguém para além deles parece preocupado com o passar do tempo.

Amor Polar (2015)
Infinitely Polar Bear
Em 1978, enquanto a maioria dos pais passa os dias a trabalhar, Stuart Cam (Mark Ruffalo) é mais provável ser encontrado a procurar cogumelos, cozinhar refeições elaboradas, ou a trabalhar num dos seus múltiplos projectos inconcluídos. Os bens da família é o que os mantêm financeiramente à tona, enquanto Cam se esforça por viver preso à sua condição de doente maníaco depressivo. Quando Cam tem uma crise que o manda para um hospital psiquiátrico, a sua mulher Maggie (Zoe Saldana) e as suas duas filhas, Amelia e Faith, são forçadas a deixar a sua casa no campo e a mudar-se para um pequeno apartamento em Cambridge, onde Maggie tenta, sem sorte, encontrar um trabalho decente. Falida, sob pressão e sobrecarregada, Maggie candidata-se a um MBA da Universidade de Columbia, onde é aceite. Encarando isso como a sua oportunidade de construir uma vida melhor para as suas filhas, Maggie pede a Cam que se torne o encarregado de educação das filhas enquanto completa o seu curso universitário. Afinal de contas, o médico tinha prescrito a Cam uma vida calma e rotineira e as raparigas sentem falta do seu pai. Cam aceita, na esperança de reconstruir a sua família. No entanto, as duas meninas espirituosas não estão interessadas em lhe facilitar a vida.

Anacleto: Agente Secreto (2015)
Anacleto dedicou os seus melhores anos a servir a GP, uma agência secreta que ficou gravemente afectada com a crise económica. Como se não bastasse lidar com os cortes de orçamento para as missões, o seu eterno rival, o malvado Vázquez, escapa da prisão onde foi colocado pelo próprio Anacleto, ameaçando vingar-se... A Anacleto não resta outro remédio do que se por em acção para proteger o seu filho Adolfo, um trintão pateta que acredita que o seu pai ganha a vida a produzir enchidos, até ser encontrado pelo inimigo. Chega então esta missão, muito mais difícil do que aquelas a que está habituado, pois está treinado para sobreviver a todo o tipo de situações, mas a relação entre pai e filho não é de todo a sua melhor área!

Hotel Transylvania 2 (2015)
Tudo parece estar a mudar para melhor no Hotel TransylvaniaDrac finalmente desistiu da sua rígida politica de ‘só para monstros’ e o hotel está agora aberto a hóspedes humanos. Mas, na privacidade do seu caixão, Drac está preocupado com Dennis, o seu adorável neto, meio humano, meio vampiro que não mostra quaisquer sinais de ser de facto um verdadeiro vampiro.

Baseado no livro de Nathaniel Philbrick sobre a verdadeira e dramática viagem do navio baleeiro Essex, No Coração do Mar leva-nos a 1820. O navio é atacado por uma baleia gigante. Com a tripulação a ser levada ao limite e forçada a fazer o impensável para sobreviver, enfrentando tempestades, fome, pânico e o desespero, os homens vão colocar em causa a suas crenças mais profundas, desde o valor real das suas vidas à moralidade do seu ofício. Nesta histórica viagem, o capitão (Benjamin Walker) procura uma saída no mar imenso e o imediato Owen Chase (Chris Hemsworth) uma maneira de destruir a gigantesca baleia.

Os Coopers São o Máximo (2015)
Love the Coopers
Charlotte Cooper (Diane Keaton) tem um simples desejo natalício: que a sua família guarde na memória uma noite perfeita de Natal. Mas quando quatro gerações do clã Cooper se reúne debaixo do mesmo tecto nada é assim tão perfeito. Conforto e alegria não vão ser tarefas fáceis. Os fantasmas dos Natais Passados, Presente e Futuro vão reavivar nas memórias de cada membro da família Cooper momentos únicos e hilariantes…

quinta-feira, 10 de dezembro de 2015

Crítica: No Coração do Mar / In the Heart of the Sea (2015)

"The tragedy of the Essex is the story of men. And a Demon."
Thomas Nickerson
*5/10*

Essencialmente visual, assim é o mais recente filme de Ron Howard, No Coração do Mar. A longa-metragem tem apenas a função de contar uma história verídica e serve-se do facto desta ter inspirado Herman Melville para escrever Moby Dick como factor catalisador de atenções. O marketing a funcionar.

O problema é que pouco mais funciona tão bem. Howard apoia o seu filme essencialmente nos efeitos visuais e em todo esse espectáculo que distrai ligeiramente do argumento, tão mal suportado. Uma história verídica nem sempre é sucesso garantido, precisa ser bem narrada, bem explorada. As baleias não podem fazer todo o trabalho. Realizador e argumentista deveriam ter feito melhor.

Baseado no livro de Nathaniel Philbrick sobre a verdadeira e dramática viagem do navio baleeiro Essex, No Coração do Mar leva-nos a 1820. O navio é atacado por uma baleia gigante. Com a tripulação a ser levada ao limite e forçada a fazer o impensável para sobreviver, enfrentando tempestades, fome, pânico e o desespero, os homens vão colocar em causa a suas crenças mais profundas, desde o valor real das suas vidas à moralidade do seu ofício. Nesta histórica viagem, o capitão (Benjamin Walker) procura uma saída no mar imenso e o imediato Owen Chase (Chris Hemsworth) uma maneira de destruir a gigantesca baleia.


O questionar de valores, o desespero que coloca os instintos mais primitivos à frente do socialmente aceite, e mesmo o dilema moral - afinal, será mesmo a baleia a má da fita? - não são explorados na sua plenitude e o clímax nunca é atingido. As personagens têm pouca personalidade, à excepção de Owen Chase e do jovem Thomas Nickerson (Tom Holland novamente a dar nas vistas depois de O Impossível) - eles são realmente os únicos que nos farão continuar a ter interesse em No Coração do Mar. O mais velho é o modelo de homem que o mais novo quer seguir, na coragem, determinação e na forma como nunca desiste. Cillian Murphy como Matthew Joy, companheiro e amigo de Chase, também merece destaque.

O filme alterna entre dois tempos: a acção em alto mar, nesta luta contra as baleias, é-nos apresentada ao mesmo tempo que Melville (Ben Whishaw) vai descobrindo os detalhes desta história, contada pelo único sobrevivente ainda vivo, Tom Nickerson (Brendan Gleeson). A montagem alterna entre estes dois momentos espacio-temporais e o ritmo é bem conseguido, contrabalançando a luta da tripulação contra a força da Natureza, em 1820, e a nostalgia, a dor de recordar, as emoções, enquanto Nickerson relata os acontecimentos.


Mas, afinal, o protagonismo de No Coração do Mar vai todo para os efeitos visuais, muito bem concretizados, é verdade, mas que roubam o brilho e o interesse às personagens e história - aqui é que deveriam estar as atenções. O 3D (Imax ou não) atordoa e desfocaliza ainda mais a atenção da plateia, quase anestesiada pela componente visual, onde ondas e baleias gigantes, querem transpor o ecrã da sala de cinema e deixar lá os marinheiros pouco empáticos.

Moby Dick merecia mais e o público também.