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terça-feira, 26 de fevereiro de 2019

Oscars 2019: Red Carpet

Conhecidos os vencedores da 91.ª edição dos Oscars, olho agora com mais atenção para os modelos que desfilaram na passadeira vermelha. O rosa dominou muitos dos looks (com grande pena minha) e não foi fácil escolher os meus favoritos. Poucos me conquistaram. Eis, como de costume, uma breve análise aos mais bem vestidos da red carpet dos Oscars (para mim, que não pesco nada de moda).

TINA FEY poderia dar uma boa apresentadora dos Oscars (com Amy Poehler e Maya Rudolph, porque não?). Mas falando do visual, a actriz estava elegantíssima num vestido azul Vera Wang, muito simples, mas igualmente muito eficaz. Uma opção segura que, combinada com o penteado e jóias (Niwaka Jewelry) certas, fez Fey brilhar.
Foto: Frazer Harrison/Getty Images

O amarelo poderia ser arriscado, mas este modelo Versace foi uma aposta ganha para CONSTANCE WU (estrela de Crazy Rich Asians). Um tom suave, malmequer, dá à actriz um ar quase angelical.
Foto: Jeff Kravitz/FilmMagic

Nomeada para o Oscar de Melhor Actriz, MELISSA MCCARTHY fez uma aposta segura mas elegante, num fato preto e branco Brandon Maxwell, cuja capa deu uma sofisticação extra. Maquilhagem, penteado e as jóias favoreceram ainda mais a actriz.
Foto: Jeff Kravitz/FilmMagic

NICHOLAS HOULT foi, provavelmente, o homem mais elegante da noite. O fato preto Dior destacou-se devido à faixa cruzada a sair da zona do peito. Um toque cheio de classe.
Foto: Jordan Strauss/Invision/AP

Vencedora do Oscar para Melhor Actriz Secundária, REGINA KING surgiu na passadeira vermelha com um bonito vestido branco com cauda, Oscar de la Renta. Jóias (Chopard Jewelry) e cabelo fizeram jus ao modelo, que não passou despercebido.
Foto: Jordan Strauss/Invision/AP

OLIVIA COLMAN marcou uma das surpresas da noite ao conquistar o Oscar para Melhor Actriz pelo seu desempenho como Rainha Anne, em A Favorita. Na passadeira vermelha, desfilou com um bonito vestido de seda verde-esmeralda escuro da Prada, com um laço cinza nas costas, com alguns detalhes em prata, que se transformava numa capa. Com tanto de clássico como de moderno.
Foto: Steve Granitz/WireImage

Nomeada para o Oscar de Melhor Actriz Secundária, a mexicana MARINA DE TAVIRA deslumbrou na red carpet com um vestido vermelho, a condizer. O modelo J. Mendel combinou na perfeição com as jóias Lorraine Schwartz.
Foto: Frazer Harrison/Getty Images

Uma das minhas favoritas da noite foi DANAI GURIRA com um visual digno de uma rainha de Wakanda. Deslumbrante, a actriz de Black Panther surgiu num poderoso vestido dourado com detalhes em preto, Brock Collection. As jóias Fred Leighton e a bandolete a realçar o penteado, completaram o visual de encantar.
Foto: Frazer Harrison/Getty Images

Igualmente deslumbrante esteve a nomeada para Melhor Actriz Secundária, AMY ADAMS, num vestido Versace, muito justo, em tons de prata. O penteado e as jóias Cartier deram ainda mais elegância ao visual.
Foto: Frazer Harrison/Getty Images

domingo, 24 de fevereiro de 2019

Oscars 2019: As Actrizes Principais

Mais um ano de bons desempenhos femininos. Da actriz veterana às menos experientes, há papéis para todos os gostos. Não posso avaliar Glenn Close pois ainda não vi o seu filme. Aqui fica a minha listagem das nomeadas, por ordem de preferência.



Olivia Colman é enorme no papel de rainha, transfigurando-se conforme a debilidade da personagem. Uma mulher atormentada pelas dores física e psicológica, ingénua, desnorteada e apaixonada, em especial pelos seus 17 coelhos de estimação. Anne parece, por vezes, uma criança mimada ou um bebé indefeso. A actriz engordou cerca de 16 kg para vestir a pele da rainha Anne e é grande parte da alma do filme.

2. Melissa McCarthy (Can You Ever Forgive Me?)


Facilmente associamos Melissa McCarthy à comédia, mas em Can You Ever Forgive Me? o lado dramático da actriz manifesta-se. O humor está presente, claro, mas Melissa transforma-se, e não apenas fisicamente. A mágoa e desilusão da escritora mal-amada, solitária e desconfiada atormentam a personagem que se refugia na bebida... e na falsificação. Uma interpretação tão intensa como divertida.



Lady Gaga interpreta-se a si mesma em grande parte de Assim Nasce Uma Estrela. A cantora e actriz dá um verdadeiro show como Ally ao cantar grande parte dos tema do filme, mas confesso que gosto mais da sua inicial versão country, mais genuína, onde irradia química com Bradley Cooper. Esses são os seus melhores momentos.



Os dois momentos verdadeiramente exigentes para Yalitza Aparicio são, sem sombra de dúvida, o parto e a cena final, na praia com as crianças de quem cuida. De resto, a actriz faz o que lhe compete, mas não se transcende, pois a personagem não lhe pede mais que isso. Simples, sem grandes opiniões ou ideias, Cleo sofre mas resigna-se - talvez em demasia.

Glenn Close (The Wife)


Sem avaliação.

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2019

Crítica: A Favorita / The Favourite (2018)

"Sometimes a lady likes to have some fun."
Lady Sarah


*8.5/10*

Eis o trio de actrizes mais triunfal do ano: Olivia Colman, Rachel Weisz e Emma Stone. Yorgos Lanthimos está de regresso com A Favorita, um filme que sai um pouco dos cânones a que nos tem acostumado. Uma longa-metragem de época especialmente bem filmada, com protagonistas assombrosas, que vagueia entre a comédia negra e o drama com a destreza que só mesmo o realizador grego consegue captar.

Repleto de influências de outros filmes e cineastas (o filmSPOT tem um bom artigo sobre isto mesmo), a verdade é que A Favorita consegue destacar-se pela identidade própria que traz em si.


No início  do  século  XVIII,  a Inglaterra  está  em  guerra com a França.  No  entanto, as corridas  de  patos continuam a prosperar e comem-se ananases ostensivamente no reino. Uma frágil rainha Anne (Olivia Colman) ocupa o trono e a sua amiga mais próxima, Lady Sarah (Rachel Weisz), governa o país por ela, ao mesmo tempo que cuida da saúde precária de Anne e gere o seu temperamento imprevisível. Quando a nova criada Abigail (Emma Stone) chega, o seu charme conquista Sarah. Abigail vê uma oportunidade de voltar às suas raízes aristocráticas. Como a guerra acaba por consumir o  tempo de SarahAbigail  entra em  cena subtilmente para assumir o  papel  de dama de companhia da rainha e não deixará que nenhuma mulher, homem, política ou coelho se coloque no seu caminho.

Menos inusual, mas com a mesma perspicácia e ousadia, Yorgos Lanthimos comanda a câmara com pulso e brusquidão, abanando os sentidos e emoções da plateia, que balança entre a beleza estética e a história, onde o poder domina todas as personagens e a humilhação espreita em cada canto do palácio. Desde a lente olho de peixe à grande angular, são várias as técnicas de distorção do "olhar" que vemos ao longo de A Favorita, e Lanthimos insere-nos na estranheza de uma época distante e nas extravagâncias da corte de uma rainha doente e deprimida. Enquanto a rainha definha, a corte perde tempo com trivialidades ou passatempos delirantes (quase tanto quanto a filmografia de Lanthimos).


A fabulosa fotografia, que tira partido da exigência que a película necessita, é um dos motores de A Favorita, com muitas cenas onde são apenas velas que iluminam o cenário. Um trabalho de mestre do director de fotografia Robbie Ryan.

São as mulheres que dominam as decisões do reino, e apenas a personagem de Nicholas HoultRobert Harley, se destaca no que toca a influências masculinas. A palavra final é da rainha, que não gosta de pensar em demasia (já Fernando Pessoa falava na dor de pensar), e tanto Sarah como Abigail lutam por serem o cérebro da realeza, a favorita de Anne.

Olivia Colman é enorme no papel de rainha, transfigurando-se conforme a debilidade da personagem. Uma mulher atormentada pelas dores física e psicológica, ingénua, desnorteada e apaixonada, em especial pelos seus 17 coelhos de estimação. Anne parece, por vezes, uma criança mimada ou um bebé indefeso. A actriz engordou cerca de 16 kg para vestir a pele da rainha Anne e é grande parte da alma do filme.


Ao seu lado, as duas servas rivais - Rachel Weisz, Lady Sarah, a melhor amiga da rainha que assume as decisões do reino a favor das suas simpatias políticas e que mais possam convir ao marido; uma mulher fria e calculista, que acaba por ser também manipulada; e Emma Stone, a criada Abigail, ambiciosa e sem escrúpulos, que vagueia entre o ar mais angelical e inocente ao mais perverso e maquiavélico. As duas actrizes superam-se, Weisz com maturidade e seriedade, num desempenho cheio de elegância e talento, Stone com a rebeldia que lhe é característica. Mais uma vez, revela-se uma excelente actriz de comédia e apenas fica a faltar-lhe um pouco mais de maldade - que a personagem pede muito.


Com A Favorita, Yorgos Lanthimos saiu da sua zona de conforto, onde deixa a plateia desconfortável com os seus retratos-limite da sordidez humana (Canino, A Lagosta, O Sacrifício de um Cervo Sagrado...), para se aventurar num filme menos complexo mas repleto das suas marcas autorais e influências. E temos de confessar, nem num filme de época ele nos dá sossego. E ainda bem.

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2019

Sugestão da Semana #363

Das estreias da passada Quinta-feira, a Sugestão da Semana destaca A Favorita, de Yorgos Lanthimos. Olivia Colman, Emma Stone e Rachel Weisz formam o trio protagonista.

A FAVORITA


Ficha Técnica:
Título Original: The Favourite
Realizador: Yorgos Lanthimos
Actores: Olivia Colman, Emma Stone, Rachel Weisz, Nicholas Hoult
Género: Biografia, Comédia, Drama
Classificação: M/16
Duração: 119 minutos