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segunda-feira, 5 de novembro de 2018

Momentos Para Recordar - Dia Mundial do Cinema #56

Hoje é o Dia Mundial do Cinema e não o devemos esquecer. O Momentos Para Recordar destaca uma das grandes obras-primas da Sétima Arte, O Mundo a seus Pés (Citizen Kane), de Orson Welles.

A propósito, nada como relembrar que foi este ano lançado o derradeiro filme do cineasta, The Other Side of the Wind (O Outro Lado do Vento), que Welles deixou inacabado, há cerca de 40 anos. Depois da sua estreia no Festival de Veneza, o filme foi lançado no dia 2 de Novembro na Netflix, que financiou o processo de finalização da longa-metragem.

Quem diria que estaríamos, em 2018, a assistir à estreia de um filme de Orson Welles?


O Mundo a Seus Pés (Citizen Kane), Orson Welles (1941)

sexta-feira, 31 de agosto de 2018

Momentos Para Recordar #55

Ando numa de filmes que deram livros ou vice-versa. Eis um exemplo do primeiro. O Terceiro Homem foi escrito por Graham Greene directamente para o grande ecrã mas também resultou em livro. A realizar esteve Carol Reed, e dali se criou uma obra-prima de mistério, pelo menos para mim.

Um trabalho de fotografia soberbo vem ajudar ao todo, onde também a montagem faz a diferença. Mas a luz e a sombra são tudo para esta longa-metragem de 1949. E, claro, Orson Welles, que não precisa de apresentações.

Recordemos uma das melhores cenas de O Terceiro Homem.


O Terceiro Homem (The Third Man), Carol Reed (1949)

quarta-feira, 25 de março de 2015

Momentos para Recordar #36

O Momentos para Recordar está de volta e traz consigo Orson Welles, Charlton Heston e Janet Leigh. O destaque aqui vai para o fabuloso plano-sequência inicial deste A Sede do Mal, mas o filme não deixa de ser um aviso para Leigh ter cuidado com os motéis onde entra... ou não viesse Psico dois anos depois...

A Sede do Mal (Touch of Evil), Orson Welles (1958)

segunda-feira, 21 de abril de 2014

8 ½ Festa do Cinema Italiano'14: Too Much Johnson (1938)

*8/10*

O 8 ½ Festa do Cinema Italiano já deixou Lisboa e rumou a Coimbra, mas há ainda que destacar um dos grandes momentos da passagem do festival pela capital: a exibição de Too Much Johnson, o filme perdido de Orson Welles.

O filme mudo, rodado em 1938 para servir como prólogo da peça teatral homónima exibida no Mercury Theatre de Nova Iorque pelo próprio autor, foi recentemente descoberto e posteriormente restaurado. Inacabado por problemas financeiros, Too Much Johnson foi encontrado por acaso em 2008 nuns armazéns em Pordenone, Itália. Pensava-se que o filme teria desaparecido no incêndio de 1970 no apartamento de Welles. Esta descoberta foi de enorme valor no que respeita à recuperação, salvaguarda e difusão do património cinematográfico.

O Cinemazero e a Cinemateca do Friuli - responsáveis pela descoberta e pelo restauro (juntamente com a George Eastman House e a National Film Preservation Foundation), respectivamente - foram premiados pela National Society of Film Critics.


O 8 ½ Festa do Cinema Italiano deu a oportunidade aos espectadores portugueses de assistir a este clássico inacabado (e incompleto) na Cinemateca Portuguesa, no dia 16 de Abril, e no Cinema São Jorge, no dia 17, onde o filme foi - e muito bem - acompanhado ao piano por Filipe Raposo.

Too Much Johnson, de William Gillette, é uma comédia teatral de 1894 que conta a história de um playboy nova-iorquino, que para fugir ao violento marido da sua amante, rouba a identidade do proprietário de uma plantação em Cuba, que entretanto espera a chegada da sua “esposa por correspondência”. É a partir desta sinopse que poderemos construir ligações entre os fragmentos que vemos no filme de Welles. Três anos antes da estreia de O Mundo a Seus Pés (Citizen Kane), Orson Welles aventurou-se nesta produção que, infelizmente, não ficou completa.


Too Much Johnson, por si só, funciona mais como uma curiosidade da História do Cinema, do que como um projecto uno e finito. Faz parte da construção de uma grande carreira, notamos influências clássicas mas verificamos também a imaginação e a singularidade da realização que, anos mais tarde, tomou forma plena em O Mundo a Seus Pés. Este registo work in progress apresenta-nos uma história de amores e desamores, de divertidas perseguições em telhados, quase labirínticas, de lutas de espadas e um guarda-chuva que não deixaram a plateia indiferente. Apesar de não existir um fio condutor que ligue as cenas soltas que vamos vendo, isso aqui não importa, pois sabemos de antemão que somos uns privilegiados em poder assistir a um marco histórico, que se julgava perdido.

A sessão musicada - onde o Hoje Vi(vi) um Filme marcou presença - resultou perfeitamente com as imagens projectadas e é de elogiar o rigoroso e esforçado trabalho que o pianista e compositor Filipe Raposo concretizou.


Too Much Johnson ainda poderá ser visto no 8 ½ Festa do Cinema Italiano, na Casa das Artes, no Porto, no dia 26 de Abril, pelas 16h00.

segunda-feira, 24 de março de 2014

8 ½ Festa do Cinema Italiano'14: Programa e novidades

39 filmes e cinco antestreias marcam o regresso do 8 ½ Festa do Cinema Italiano. O evento - que tem início em Lisboa já a 10 de Abril - vai abrir a sua 7.ª edição com o filme Viva la Libertà, de Roberto Andò, e irá encerrar com Il Capitale Umano, de Paolo Virzì, ambos em antestreia nacional.


Grande destaque para a exibição do célebre filme perdido de Orson Welles, Too Much Johnson, realizado em 1938, cuja estreia mundial teve lugar em Outubro passado, em Pordenone. A sua passagem por Lisboa resulta de uma parceria entre o 8 ½, o Festival Le Giornate del Cinema Muto e a Cinemateca Portuguesa. Outra novidade é a programação dirigida aos mais novos, em parceria com o Giffoni Film Festival, o mais importante festival de cinema infantil da Europa.

Dentro dos filmes em antestreia, encontramos ainda Salvo, de Antonio Piazza e Fabio GrassadoniaZoran, il mio Nipote Scemo, de Matteo Oleotto, e The Special Need, de Carlo Zoratti.

De regresso à Cinemateca Portuguesa - Museu do Cinema está a secção Amarcord com uma homenagem inédita a Mario Bava, por ocasião do centenário do seu nascimento. O filho, Lamberto Bava, realizador e argumentista, é um dos nomes com presença confirmada no 8 ½ em Lisboa, bem como o realizador Daniele Gaglianone (La Mia Classe), o músico Vinicio Capossela (argumentista e protagonista de Indebito), o produtor e cineasta Gianluca Arcopinto e o vice-director da Cineteca del Friuli di Gemona, Lorenzo Codelli.

A Secção Competitiva conta, este ano, com sete filmes. Para os avaliar estará um júri composto por Rita Blanco, Camané e Maria João Seixas. Tal como na última edição, o público do festival também vai votar no seu eleito, através do prémio do público, que este ano têm pela primeira vez o patrocínio da TVCine & Séries tornando-se no Prémio Canais TVCINE.

Nesta edição, o 8 ½ Festa do Cinema Italiano destaca ainda outros aspectos da cultura italiana, ampliando as suas secções dedicadas à gastronomia, através da criação da Rota dos Sabores – Porções de Itália, um roteiro que engloba os melhores restaurantes italianos, gelatarias e garrafeiras, em Lisboa, onde o público poderá usufruir de momentos de degustação, com direito a descontos.


A Festa do Cinema Italiano traz consigo diversas actividades paralelas - Dopo le 8 ½ - onde se incluem festas, aulas de Italiano gratuitas, o Cine-Jantar, este ano com a exibição de O Último Tango em Paris, de Bernardo Bertolucci, e o lançamento do primeiro romance póstumo do escritor italiano Antonio Tabucchi, Para Isabel.

Em parceria com a Fnac, estará à venda um pack de quatro dvds de filmes que se destacaram nas últimas edições do 8 ½: Shun-Li e o Poeta, Piazza Fontana - Uma Conspiração Italiana, Scialla! e Benfica-Torino 4-3 (este último conta com crítica no Hoje Vi(vi) um Filme, aqui).