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segunda-feira, 9 de julho de 2018

22º Queer Lisboa: Primeiras Novidades

A 22.ª edição do Queer Lisboa acontece entre os dias 14 e 22 de Setembro e já se conhecem as primeiras novidades. Diamantino, de Gabriel Abrantes e Daniel Schmidt, e Bixa Travesty, Claudia Priscilla e Kiko Goifman, serão os filmes de abertura e encerramento do festival.


Um dos grandes destaques deste ano é um programa multidisciplinar em redor da temática do VIH/sida, com o título O vírus-cinema: cinema queer e VIH/sida, que reúne um ciclo de cinema, uma exposição e o lançamento de um livro de ensaios. O ciclo pretende dar a conhecer os realizadores do vídeo-activismo do VIH/sida, colocando estas obras de emergência em diálogo com algumas das longas-metragens mais emblemáticas sobre este tema. Destaque para La Pudeur ou l’impudeur (1992), de Hervé Guibert, Buddies (1985), de Arthur J. Bressan, Jr., primeira ficção sobre o VIH/sida, que será apresentada em versão restaurada, Kids (1995), de Larry Clark, ou Bright Eyes (1986), de Stuart Marshall, um dos primeiros documentários sobre a sida.

No dia 15 de Setembro é lançado o livro O vírus-cinema: cinema queer e VIH/sida, com coordenação de António Fernando Cascais e João Ferreira, que reúne um conjunto de ensaios quase, todos inéditos, onde diferentes personalidades convidadas – médicos, activistas, programadores, críticos de cinema.

O Queer Lisboa lançou ainda o convite ao artista plástico Thomas Mendonça para que ele desafiasse um conjunto de outros jovens artistas a conceberem uma peça à volta da temática do VIH/sida e dos filmes programados, procurando uma perspectiva de como a epidemia é interpretada por uma nova geração. A exposição O vírus é inaugurada também a 15 de Setembro, na Galeria FOCO, onde poderão ser vistas as obras de Christophe dos SantosCláudia SofiaDiego MachargoFernanda FeherJoão Gabriel, João ViegasMauro VenturaMarta PomboRui Palma e Thomas Mendonça.

O festival antecipa a 51.ª edição da ModaLisboa e apresenta três documentários que revelam a importância da cultura queer na moda e de como a moda tem contribuído para o esbatimento de noções heteronormativas de género. We Margiela (2017), sobre o nascimento da casa de moda dirigida por Martin Margiela, responsável por uma verdadeira revolução nesta indústria, é um dos filmes programados, e que dará lugar a um debate com a presença de Eduarda Abbondanza, directora da ModaLisboa Rui Palma, fotógrafo de moda. O documentário Kevyn Aucoin - Beauty & the Beast in Me (2017), de Lori Kaye, um retrato do maquilhador Kevyn Aucoin, e a estreia nacional do documentário George Michael: Freedom - Director’s Cut (2018), de George Michael e David Austin, são os restantes destaques.

Fora de competição, na secção Panorama, o Queer Lisboa 22 vai apresentar Disobedience (2017), de Sebastián Lelio e protagonizada por Rachel WeiszRachel McAdams e Alessandro Nivola, L’Amour Debout, Michaël Dacheux.

O 22.º Queer Lisboa – Festival Internacional de Cinema Queer irá decorrer no Cinema São Jorge e na Cinemateca Portuguesa.

 Mais informações sobre o festival em http://queerlisboa.pt.

sábado, 27 de setembro de 2014

Queer Lisboa 18: Vencedores

Foram esta noite anunciados os vencedores do Queer Lisboa 18Something Must Break, de Ester Martin Bergsmark, venceu a Competição de Longas-metragens e nas Curtas os premiados foram Mondial 2010 e Frei Luís de Sousa (Internacional e Nacional, respectivamente). Por seu lado, o público escolheu Rosie, nas longas, e Cigano, nas curtas-metragens.


Conhece aqui a lista completa de vencedores.

Competição de Longas-Metragens
Melhor Longa-Metragem: Something Must Break (Suécia, 2014) de Ester Martin Bergsmark

Menção Honrosa: Atlántida (Argentina, França, 2014) de Inés María Barrionuevo

Melhor Interpretação: Saga Becker, em Something Must Break, Kostas Nikouli, em Xenia, e Angelique Litzenburger em Party Girl.

Prémio do Público: Rosie (Alemanha, Suíça, 2013), de Marcel Gisler

Competição de Documentários
Melhor Documentário: Julia (Alemanha, Lituania, 2013), de J. Jackie Baier

Prémio do Público: São Paulo em Hi-Fi (Brasil, 2013), de Lufe Steffen

Competição de Curtas-Metragens
Melhor Curta-Metragem: Mondial 2010 (Líbano, 2014), de Roy Dib

Melhor Curta-Metragem Portuguesa: Frei Luís de Sousa (Portugal, 2014), de SillySeason

Prémio do Público: Cigano (Portugal, 2013), de David Bonneville

Competição In My Shorts
Melhor Curta-Metragem: Bonne Espérance (Suíça, 2013), de Kaspar Schiltknecht

Menção Honrosa: Gabrielle (Bélgica, 2013), de Margo Fruitier e Paul Cartron


O Queer Lisboa 19 já tem data marcada. Acontecerá de 18 a 26 de Setembro de 2015.

sexta-feira, 12 de setembro de 2014

Queer Lisboa apresenta livro "Cinema e Cultura Queer"

No seu 18º aniversário, o Queer Lisboa lança uma publicação comemorativa: Cinema e Cultura Queer. O lançamento do livro está marcado para dia 13 de Setembro, no Jardim das Esculturas do Museu Nacional de Arte Contemporânea – Museu do Chiado, em Lisboa, e 3 de Outubro, na Galeria Wrong Weather, no Porto.


A publicação, organizada por António Fernando Cascais e João Ferreira, reúne uma diversos ensaios escritos por colaboradores do festival, bem como de autores convidados. Único no seu género em Portugal, Cinema e Cultura Queer lança um olhar crítico ao Cinema Queer mundial, a partir dos filmes programados no festival nestes últimos 18 anos, estabelecendo um paralelismo com uma história do Cinema Queer em Portugal, do qual apresenta uma análise dos seus principais filmes e realizadores. 

O livro apresenta-se numa edição bilingue, portuguesa e inglesa, e segundo os seus organizadores, “esta publicação vem colmatar um vazio na bibliografia nacional sobre o tema, não havendo nenhuma outra publicação com idêntico propósito e amplitude, e constituirá uma referência para estudos futuros, não apenas no âmbito do Cinema Queer, mas também no estudo global do Cinema Português.”

Cinema e Cultura Queer conta com a contribuição dos colaboradores do festival Ana David, António Fernando Cascais, João Ferreira, João Romãozinho, Nuno Galopim, Pedro Marum e Ricke Merighi, e dos autores convidados Brian Robinson, Filipe Afonso, João Laia, João Lopes e Óscar Alves.

O Cinema Queer nacional é analisado em artigos como Cinema queer e queerização do cinema em Portugal, de António Fernando Cascais, ou Políticas do Desejo no Cinema Português, de João Ferreira. Acerca do Cinema Queer internacional encontram-se textos como Os sexos invisíveis, de João Lopes, ou A Génese de um Festival de Cinema Queer, de João Ferreira. Encontram-se ainda case studies sobre a obra de realizadores, como em Derek Jarman, de Brian Robinson, Bruce LaBruce e a intifada gay, de João Ferreira ou Metamorfoses de O Fantasma de João Pedro Rodrigues, de António Fernando Cascais. Um dos capítulos é dedicado à recuperação da memória do Cinema Gay Português dos anos 70, nas figuras de Óscar Alves e João Paulo Ferreira. Outros dois são dedicados à filmografia que constituiu a programação do Queer Lisboa. Fazendo a ponte com a presente edição do festival, Cinema e Cultura Queer fecha com um capítulo dedicado ao cinema de John Waters.

O livro estará à venda nas livrarias ao preço de 15€.

Para mais informações sobre o Queer Lisboa 18 podes consultar aqui.

quinta-feira, 4 de setembro de 2014

Queer Lisboa 18 apresenta programação e novidades

O 18º Queer Lisboa - Festival Internacional de Cinema Queer, realiza-se de 19 a 27 de Setembro no Cinema São Jorge e apresentou a sua programação completa esta Quarta-feira em conferência de imprensa. Esta edição ficará marcada por uma retrospectiva da primeira fase da obra de John Waters; um programa que junta pela primeira vez a filmografia completa do britânico Ron Peck; por um inédito de Derek Jarman exibido pela primeira vez fora do Reino Unido e que serve de pretexto a um olhar à sua obra e à forma como moldou a iconografia queer dos anos 80 e 90; por um programa dedicado ao Cinema Queer africano e por uma selecção dos filmes queer mais relevantes de 2013 e 2014.


A fazer as honras de abertura do festival estará Hoje Eu Quero Voltar Sozinho (Brasil), de Daniel Ribeiro,  e a encerrar, Flores Raras (Brasil), de Bruno Barreto. O Queer Lisboa 18 conta este ano com um total recorde de 135 filmes de 38 países diferentes. Esta edição fica também marcada pela chegada do festival ao Porto, este ano com a Retrospectiva de Waters, e a partir de 2015, com aquela que será a primeira edição do Queer Porto

2014 fica igualmente marcado pelo lançamento do livro Cinema e Cultura Queer, onde se traça um panorama do cinema queer internacional, através do que foi a programação do Queer Lisboa desde 1997, e onde se reúne um conjunto de ensaios que faz aquela que é a primeira abordagem exaustiva da história do cinema queer em Portugal.

Da última edição do Festival de Cannes, o Queer Lisboa 18 assegura a estreia nacional de alguns títulos como Party Girl (França), de Marie Amachoukeli, Claire Burger e Samuel Theis, galardoado com o Ensemble Prize e o Caméra d’or, que nos conta a história de uma empregada de bar de 60 anos, Angélique, que refaz a sua vida de forma surpreendente, num registo que joga com os limites entre ficção e documentário. Também estreado na secção Un Certain Regard em Cannes, Xenia (Grécia), de Panos H. Koutras, debruça-se sobre dois irmãos, imigrantes ilegais na Grécia actual, onde procuram um pai há muito perdido. Estes dois títulos competem para a melhor longa-metragem, a par de filmes como Something Must Break (Suécia), de Ester Martin Bergsmark – vencedor do Hivos Tiger Award este ano em Roterdão -, Los Tontos y Los Estupidos (Espanha), de Roberto Castón – que estreia este mês em San Sebastián –, ou Stand, (França) de Jonathan Taieb, que propõe um corajoso olhar à homofobia na Rússia. Bergsmark, Castón e Taieb estarão presentes em Lisboa para apresentarem os seus filmes.


Na Competição de Documentário, Julia (Alemanha, Lituânia), de J. Jackie Baier, Castanha (Brasil), de Davi Pretto, e Hello Stranger (Suíça), de Thomas Ammann são alguns dos títulos revelados que contarão também com a presença dos realizadores. Para a Competição de Curtas-Metragens, destacam-se Frei Luís de Sousa (Portugal), dos Silly Season e Kinéma, assim como Pride (Bulgária), de Pavel G. Vesnakov, Mondial 2010 (Líbano), de Roy Dib, e But You Are a Dog (Suécia), de Malin Erixon.

Nesta edição do Queer Lisboa, o júri é constituído pelo realizador Manuel Mozos, o programador do British Film Institute, Michael Blyth e a directora do Mix Copenhagen, Lene Thomsen Andino (na competição de longas-metragens); a programadora Ana Isabel Strindberg, o performer Miguel Bonneville e o ensaísta Martin P. Botha (na competição de documentários); o realizador André Godinho, a produtora Joana Ferreira e o jornalista britânico Ben Walters (na competição das curtas-metragens); Fernando Vendrell, Joana de Verona e o director do Curtas Vila do Conde, Nuno Rodrigues (na competição de filmes de escola europeus).

A secção Queer Art conta com 26 filmes. Destaque para a Retrospectiva de Ron Peck com os seis títulos da sua obra, dando-se a conhecer assim o cinema do realizador de Nighthawks (1978), um dos títulos pioneiros do cinema gay. Peck estará em Lisboa para apresentar esta sessão. O documentário Nan Goldin – I Remember Your Face (Alemanha), de Sabine Lidl, marcará também presença no Queer Art, assim como Before the Last Curtain Falls (Alemanha), de Thomas Wallner, documentário que acompanha o espectáculo Gardenia, do coreógrafo Alain Platel. Na ficção, destacam-se Stella Cadente (Espanha), de Luís Miñarro, um olhar ao breve reinado de Amadeo de Saboia na Espanha da segunda metade do século XIX.

O Queer Art cruza-se este ano com a secção Queer Pop, numa homenagem a Derek Jarman. No Queer Art é apresentado Will You Dance With Me? (Reino Unido), filme inédito de Jarman, que resulta de um conjunto de filmagens que o realizador fez em finais de 1970 num clube gay londrino e que deveriam fazer parte do filme Empire State (1987), de Ron Peck, também exibido este ano. No Queer Pop, oportunidade para ver os filmes de tournée e os telediscos que Jarman fez para os Pet Shop Boys, Marianne FaithfullThe Smiths, entre outros.

A biografia do realizador pornográfico gay mais icónico dos anos 70, falecido no passado mês de Junho, Peter de Rome: The Grandfather of Gay Porn, de Ethan Reid, marca outro dos grandes títulos do Queer Lisboa 18, juntamente com Mondo Homo: A Study of French Gay Porn in the 70s, de Hervé Joseph Lebrun, incluídos na secção Hard Nights.

Na Cinemateca Portuguesa, o programa Queer Focus on Africa sugere um olhar à forma como o cinema queer se tem vindo a desenvolver no continente africano, destacando títulos como Touki Bouki (Senegal), de Djibril Diop Mambéty ou Appunti per un’Orestiade Africana (Itália, Marrocos), de Pier Paolo Pasolini, e propondo uma série de debates, instalações e performances com artistas africanos convidados. De 20 a 27 de Setembro, a Cinemateca Portuguesa será igualmente palco de exposições da egípcia Amanda Kerdahi, e do franco-argelino Kader Attia.


O Queer Lisboa 18 tem este ano como mote uma expressão inspirada na Retrospectiva de John Waters, a ter lugar na Cinemateca Portuguesa entre 20 e 26 de Setembro e na Casa das Artes do Porto, nos dia 3 e 4 de Outubro. 18 Years of Filth será o slogan provocatório espalhado pelas cidades de Lisboa e do Porto, numa homenagem a um dos nomes maiores que contribuiu para definir o Cinema Queer. Entre outros, haverá a oportunidade de ver o clássico de Waters, Polyester (1981), com os famosos cartões Odorama, tendo desta forma a experiência completa proposta por este irreverente realizador.

Para mais informações sobre o Queer Lisboa 18 é só consultar aqui.

sábado, 28 de setembro de 2013

Queer Lisboa 17: Vencedores

Terminou hoje mais um Queer Lisboa. Na Sessão de Encerramento do festival, que ocorreu esta noite na Sala Manoel de Oliveira do Cinema São Jorge, foram anunciados os prémios da Competição para a Melhor Longa-Metragem, Melhor Documentário, Melhor Curta-Metragem Internacional, Melhor Curta-Metragem Portuguesa e da nova secção estreada este ano que distingue o Melhor Filme de Escola, bem como as escolhas do público nas três competições.


Aqui fica a lista completa dos vencedores:

Competição para a Melhor Longa-Metragem
Melhor Longa-Metragem: A Fold in My Blanket (Geórgia, 2013) de Zaza Rusadze
Menção Honrosa: Joven y Alocada (Chile, 2011) de Marialy Rivas
Melhor Actor: Edward Hogg em The Comedian (Reino Unido, 2012) de Tom Shkolnik
Melhor Actriz: Alicia Rodríguez em Joven y Alocada (Chile, 2011), de Marialy Rivas
Prémio do Público: Facing Mirrors (Irão, 2011), de Negar Azarbayjani

Competição para o Melhor Documentário
Melhor Documentário: Quebranto (México, 2012), de Roberto Fiesco
Prémio do Público: Born Naked (Espanha, 2013), de Andrea Esteban

Competição para a Melhor Curta-Metragem
Melhor Curta-Metragem: Benjamin’s Flowers (Suécia, 2012), de Malix Erixon
Melhor Curta-Metragem Portuguesa: Pedro (Portugal, 2013), de Dário Pacheco e José Gonçalves
Prémio do Público: MeTube: Augusts Sings Carmen ‘Habanera’ (Áustria, 2013), de Daniel Moshel

Competição de Filmes de Escola
Melhor Curta-Metragem: Depois dos Nossos Ídolos (Portugal, 2013), de Ricardo Penedo
Menção Honrosa: Atomes (Bélgica, 2012), de Arnaud Dufeys

O Queer Lisboa encerra assim mais uma edição, após a exibição de 93 filmes de 26 países, com um acréscimo de espectadores (ultrapassado a barreira dos 8 000) nas suas sessões de cinema que decorreram durante nove dias no Cinema São Jorge.

quarta-feira, 4 de setembro de 2013

Queer Lisboa 17: Programação completa, convidados e júri

Depois das primeiras novidades anunciadas em Julho, o Queer Lisboa 17 revelou hoje, em Conferência de Imprensa, a programação completa, convidados oficiais, júri internacional, patrocinadores, bem como as actividades paralelas deste ano. 


O Queer Lisboa 17 arranca a 20 de Setembro, às 21h00, com a Noite de Abertura na Sala Manoel de Oliveira no Cinema São Jorge. A abrir o festival está o documentário Continental, de Malcolm Ingram, que conta uma importante história da cultura queer: a da sauna Continental, de Nova Iorque. Depois da sessão, o destino é o Teatro do Bairro, onde terá lugar a Festa de Abertura do Queer Lisboa 17, que vai contar com uma actuação ao vivo do rapper gay norte-americano Cazwell.

Out in the Dark, de Michael Mayer, encerra o Queer Lisboa 17, no dia 28 de Setembro, às 21h00. A longa-metragem debruça-se sobre o amor entre dois homens – um israelita e um palestiniano –, e mostra o preconceito que se vive dos dois lados da fronteira.


Dentro da Competição, destaque para a estreia nacional do documentário Interior. Leather Bar, realizado por James Franco e Travis Mathews - este marcará presença em Lisboa para apresentar o filme. Interior. Leather Bar procura imaginar o que teriam sido os 40 minutos censurados da versão final de Cruising (1980), de William Friedkin, imagens entretanto perdidas. Trata-se de toda a sequência passada num bar gay S/M, que incluiria cenas de sexo explícito. A estreia do filme no circuito comercial de cinema será feita pela distribuidora Lanterna de Pedra. In The Name Of…, de Malgoska Szumowska, vencedor do Teddy Award da passada edição da Berlinale, fará também parte da Competição do Queer Lisboa 17.

Na secção Panorama, destaca-se a estreia do documentário E Agora? Lembra-me, de Joaquim Pinto, que venceu o mês passado o Prémio Especial do Júri do Festival de Locarno, e a exibição de O Corpo de Afonso, de João Pedro Rodrigues. Em Competição, estão duas longas-metragens portuguesas: Noches de Espera, de Tiago Leão, e o documentário O Carnaval é um Palco, a Ilha uma Festa, de Rui Mourão.

Este ano, a secção Queer Focus é dedicada à relação das comunidades sexuais com a cidade, onde será exibido Boy Eating the Bird’s Food (filme grego submetido ao Oscar para Melhor Filme Estrangeiro), de Ektoras Lygizos. O Queer Art contará com os programas Queer Sci-Fi Art e outro dedicado ao realizador francês Antony Hickling. Por sua vez, as Noites Hard apresentam uma retrospectiva da obra do norte-americano Avery Willard.

Andrei Rus (jornalista e programador de cinema, de Bucareste), Cinta Pelejà (Directora do DocLisboa) e Gustavo Vinagre (realizador, de São Paulo) compõem o júri da Competição para Melhor Longa-Metragem. O júri da Competição para Melhor Documentário é composto por Bard Ydén (Director do Festival Skeive Filmer, de Oslo), Cláudia Varejão (realizadora) e Michael Stütz (Director do Festival Xposed, de Berlim). Na Competição para Melhor Curta-Metragem a decisão será tomada pelos jurados André Teodósio (encenador), António da Silva (realizador, de Londres) e Daniel McIntyre (realizador, de Toronto). Carlos Conceição (realizador), Cosimo Santoro (distribuidor, de Itália) e Maria João Mayer (produtora) compõem o júri da nova Competição In My Shorts.

Com um total de 93 filmes, provenientes de 26 países, nesta 17ª edição, os EUA são, novamente, o país mais representado no Queer Lisboa 17, com um total de 26 filmes. Já Portugal é o segundo com mais títulos na programação - 15. Ao todo, os programadores do festival consideraram mais de 700 filmes, um valor recorde para o Queer Lisboa. Este ano, o denominador comum numa parte expressiva dos filmes programados é o da reflexão sobre a difícil situação política e social da Europa e as suas consequências directas para as comunidades e indivíduos queer.

O Queer Lisboa 17 conta com um orçamento previsto de 100 mil euros, encontrando-se neste momento a usufruir do segundo ano dos protocolos de três anos assinados com a Câmara Municipal de Lisboa, no valor de 40 mil euros, e com o ICA – Instituto do Cinema e do Audiovisual, no valor de 30 mil euros.

A conferência de imprensa contou com a presença de João Ferreira, Director Artístico do festival, Ana David, da Direcção do Festival, e os programadores Nuno Galopim, João Romãozinho e Pedro Marum.

segunda-feira, 22 de julho de 2013

Queer Lisboa 17: Primeiras Novidades

O festival Queer Lisboa anunciou hoje, em Conferência de Imprensa, as primeiras novidades da sua 17ª edição, que terá lugar de 20 a 28 de Setembro no Cinema São Jorge, em Lisboa. O Queer Lisboa 17 - Festival Internacional de Cinema Queer conta este ano com 93 filmes, entre longas e curtas-metragens.

E Agora? Lembra-me, de Joaquim Pinto, terá a sua estreia nacional no dia 22 de Setembro, como parte da secção Panorama. A estreia mundial do filme acontecerá no Festival de Locarno, onde fará parte do Concurso Internacional. O documentário acompanha um ano de ensaios clínicos para o tratamento do vírus da Hepatite C, que alterna entre o presente e memórias, fazendo reflectir sobre questões como as doenças e a globalização.

A programação da secção Queer Focus - que este ano se foca nos cruzamentos entre as geografias humanas e a sua relação com a cidade - foi divulgada na íntegra.  Nesta secção destaca-se Boy Eating the Bird’s Food, uma filme grego que retrata o percurso de um jovem que perde tudo, na Atenas de hoje. Os outros filmes da secção são The 727 Days without Karamo, de Anja Salomonowitz, Gut Renovation, de Su Friedrich, Mondomanila, de Khavn, e Wildness, de Wu Tsang. A Queer Focus contará ainda com um debate que pretende abordar questões relacionadas com a realidade portuguesa.

Na secção Queer Art, foram dados a conhecer três filmes: Gore Vidal: The United States of Amnesia, de Nicholas Wrathall, um documentário sobre o político, ensaísta e escritor norte-americano Gore Vidal, que capta as últimas entrevistas antes da sua morte, em 2012; Wonder Women! The Untold Story of American Superheroines, de Kristy Guevara-Flanagan, um olhar sobre as figuras femininas enquanto heroínas na história dos comics norte-americanos; e Bette Bourne: It Goes With the Shoes, de Jeremy Jeffs e Mark Ravenhill.

O trabalho de David Bowie estará em destaque este ano no Queer Pop, ele que, ao longo da sua carreira desafiou conceitos de sexualidade e género, continuando a influenciar gerações. Esta sessão do Queer Pop revisita telediscos como John, I'm Only Dancing, ou o mais recente The Next Day.

Foram ainda conhecidas as 12 curtas-metragens em competição na secção In My Shorts, competição de filmes de escolas europeias. A ESTC – Escola Superior de Teatro e Cinema é convidada nacional desta primeira edição do In My Shorts. O filme vencedor assinará um acordo com a distribuidora italiana The Open Reel.

No dia 21 de Setembro, às 23h00, no Ministerium Club, terá lugar o Queer-mente. O acontecimento reunirá artistas a quem foi lançado o desafio de apresentar uma criação sobre o conceito de "transgressão" sugerido pela temática queer. A 26 e 27 de Setembro, a ZDB será palco da At Home with Little Joe, uma parceria entre a revista de cinema inglesa, Little Joe, os artistas plásticos João Pedro Vale e Nuno Alexandre Ferreira e o Queer Lisboa. Das 19h00 às 2h00 da manhã, uma instalação acolherá projecções, sob o tema da domesticidade.

Para apresentar estes primeiros destaques da programação e actividades paralelas do Queer Lisboa 17, estiveram presentes na Conferência de Imprensa o director artístico João Ferreira, a directora Ana David e o programador Nuno Galopim.

No dia 4 de Setembro serão anunciadas mais novidades numa segunda Conferência de Imprensa: a programação completa, actividades, júri internacional e convidados.