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domingo, 29 de setembro de 2019

Globos de Ouro SIC 2019: Vencedores de Cinema

Os Globos de Ouro SIC 2019 foram anunciados na noite de Domingo, 29 de Setembro. Isabel Ruth, Carloto Cotta e o filme Raiva, conquistaram os prémios da categoria de cinema.


Fica a lista completa de nomeados de cinema:

Melhor Filme
Cabaret Maxime
Parque Mayer
Ramiro

Melhor Actriz
Ana Padrão (Cabaret Maxime)
Inês Castel-Branco (Snu)
Victoria Guerra (Aparição)

Melhor Actor
António Mortágua (Ramiro)
Francisco Froes (Parque Mayer)

sexta-feira, 19 de julho de 2019

CineAvante'19: Que filmes ver na Festa do Avante?

Políticas à parte, o que nós queremos por aqui é Cinema, onde quer que se esteja. Ora, a Festa do Avante não é só música e política, também tem cinema para todos os presentes. Nesta edição, que acontece entre 6 e 8 de Setembro, são vários os filmes recentes que podem ser vistos ou revistos no CineAvante.


No primeiro dia do evento, 6 de Setembro, o público poderá assistir a Past Perfect, de Jorge Jácome, exibido às 21h00, e Parque Mayer, de António-Pedro Vasconcelos, pelas 21h30.

Para comemorar o 45.º aniversário do 25 de Abril, o filme As Armas e o Povo, do Colectivo de Trabalhadores da Actividade Cinematográfica, é exibido às 13h00, no dia 7 de Setembro e, às 14h30 passa Le Drôle de Mai: Crónica dos anos da lama, de José Vieira. No mesmo dia, Bostofrio, de Paulo Carneiro, é exibido às 15h30; O silêncio dos outros, de Almudena Carracedo e Robert Bahar, passa às 17h00; Terra Franca, de Leonor Teles, às 19h00; e ainda Chuva é cantoria na aldeia dos mortos, de João Salaviza e Renée Nader Messora, às 20h30.

No dia 8 de Setembro, o público poderá assistir a 15 memórias do fogo, de Rodrigo Oliveira e Tiago Cerveira, pelas 13h00; segue-se Lá longe, de David Mira, às 14h30; pelas 15h30 é exibido Gaza, de Carlos Bover Martínez e Julio Pérez del Campo; e a fechar o ciclo estará Raiva, de Sérgio Tréfaut, pelas 17h00.

segunda-feira, 25 de março de 2019

Prémios Sophia 2019: Vencedores

A cerimónia de entrega dos Prémios Sophia 2019 aconteceu este Domingo à noite, no Casino Estoril. Raiva, de Sérgio Tréfaut, foi um dos grandes vencedores desta edição.


Fica a conhecer a lista completa de vencedores dos prémios do cinema português.


Melhor Filme
Cabaret Maxime, BA FILMES
Parque Mayer, MGN Filmes
Raiva, Faux
Soldado Milhões, Ukbar Filmes

Melhor Documentário em Longa-Metragem
Correspondências, de Rita Azevedo Gomes
Doutores Palhaços, de Hélder Faria e Bernardo Lopes
Luz Obscura, de Susana Sousa Dias
O Labirinto da Saudade, de Miguel Gonçalves Mendes

Prémio Sophia Estudante
Bruma, de Sofia Cachim, Daniela Santos, Gabriel Peixoto e Mónica Correia – Escola das Artes - Univ Católica Portuguesa
No Fim do Mar, de João Monteiro - ESAP - Escola Superior Artística do Porto
O Chapéu, de Alexandra Allen - Instituto Politécnico do Cávado e do Ave
Terra Ardida, de Francisco Romão - ETIC

Melhor Série/Telefilme
3 Mulheres, de Fernando Vendrell – David e Golias
Circo Paraíso, de Tiago Alvarez Marques – Vende-se Filmes
Sara, de Marco Martins – Ministério dos Filmes
Soldado Milhões, de Jorge Paixão da Costa e Gonçalo Galvão Teles – Ukbar Filmes

Melhor Direcção de Fotografia
Acácio de Almeida – Raiva
José António Loureiro – Soldado Milhões
Paulo Castilho – Pedro e Inês
Rui Poças – ZAMA

Melhor Canção Original
Arabic Soul - Letra e música Tomás Gomes – Colo
Cudin - Composição por Miguel Moreira aka Tibars e Vasco Viana – Djon África
Duelo Ao Sol - Composição por Xutos e Pontapés – Linhas de Sangue
Liberdade e Alegria - Letra: António-Pedro Vasconcelos, música: José M. Afonso – Parque Mayer

Melhor Argumento Adaptado
António Ferreira e Glória M. Ferreira, adaptado do livro A Trança de Inês de Rosa Lobato de Faria – Pedro e Inês
Carlos Saboga, adaptado de Livro Negro De Padre Dinis de Camilo Castelo Branco – O Caderno Negro
João Milagre e Fátima Ribeiro, adaptado a partir da obra de Virgílio Ferreira – Aparição
Sérgio Tréfaut, Fátima Ribeiro, adaptado da obra Seara de Vento de Manuel da Fonseca – Raiva

Melhor Argumento Original
Bruno de Almeida e John Frey – Cabaret Maxime
Jorge Paixão da Costa e Mário Botequilha – Soldado Milhões
Leonor Pinhão – Ruth
Tiago R. Santos – Parque Mayer

Melhor Banda Sonora Original
José M. Afonso – Parque Mayer
Luís Pedro Madeira – Pedro e Inês
Manuel João Vieira – Cabaret Maxime
The Legendary Tigerman – Ruth

Melhor Montagem
António Ferreira – Pedro e Inês
Bruno De Almeida e Pedro Ribeiro – Cabaret Maxime
João Braz – Soldado Milhões
Pedro Ribeiro – Parque Mayer

Melhor Maquilhagem e Cabelos
Abigail Machado e Mário Leal – Parque Mayer
Emmanuelle Fèvre – Raiva
Maria José Silvestre – Ruth
Nuno Esteves “Blue” – Cabaret Maxime

Melhor Guarda Roupa
Joana Cardoso – Soldado Milhões
Lucha D'Orey – Ruth
Maria Gonzaga – Parque Mayer
Sílvia Grabowski – Pedro e Inês

Melhor Realizador
António Ferreira – Pedro e Inês
António-Pedro Vasconcelos – Parque Mayer
Bruno de Almeida – Cabaret Maxime
Sérgio Tréfaut – Raiva

Melhor Som
Olivier Blanc, Bruno Tarrière – Raiva
Pedro Melo, Branko Neskov, Ivan Neskov e Elsa Ferreira – Soldado Milhões
Pedro Melo & Miguel Martins – Cabaret Maxime
Vasco Pedroso, Branko Neskov, Elsa Ferreira – Parque Mayer

Melhor Direcção Artística
Clara Vinhais – Parque Mayer
Isabel Branco – O Caderno Negro
Joana Cardoso – Soldado Milhões
João Torres – Cabaret Maxime

Melhores Efeitos Especiais/Caracterização
Filipe Pereira e Manuel Jorge – Soldado Milhões
Júlio Alves – Pedro e Inês
Olga José – Carga
Rita De Castro E Nuno Esteves "Blue" – Linhas de Sangue

Melhor Actriz Principal
Ana Padrão – Cabaret Maxime
Daniela Melchior – Parque Mayer
Isabel Ruth – Raiva
Joana de Verona – Pedro e Inês

Melhor Actor Principal
Adriano Carvalho – Vazante
Diogo Amaral – Pedro e Inês
Francisco Froes – Parque Mayer
Hugo Bentes – Raiva

Melhor Actriz Secundária
Alexandra Lencastre – Parque Mayer
Ana Bustorff – Ruth
Beatriz Batarda – Colo
Carla Maciel - Parque Mayer

Melhor Actor Secundário
Adriano Luz – Raiva
Cristóvão Campos – Pedro e Inês
Dmitry Bogomolov – Carga
Miguel Guilherme – Parque Mayer

Melhor Documentário em Curta-Metragem
Kids Sapiens Sapiens, de António Aleixo
Pele de Luz, de André Guiomar
Russa, de João Salaviza e Ricardo Alves Jr.
Sombra Luminosa, de Mariana Caló e Francisco Queimadela

Melhor Curta-Metragem de Ficção
Aquaparque, de Ana Moreira
Como Fernando Pessoa Salvou Portugal, de Eugène Green
Sleepwalk, de Filipe Melo
Terra Amarela, de Dinis M. Costa

Curta-Metragem de Animação
Agouro, de David Doutel e Vasco Sá
Entre Sombras, de Mónica Santos e Alice Guimarães
Porque É Este O Meu Ofício, de Paulo Monteiro
Razão Entre Dois Volumes, de Catarina Sobral

Prémio Carreira
Lia Gama
Pedro Éfe

terça-feira, 6 de novembro de 2018

Sugestão da Semana #349

Das estreias da passada Quarta-feira, a Sugestão da Semana destaca o filme português Raiva, de Sérgio Tréfaut. O filme recorda os tempos da ditadura de Salazar por terras alentejanas e tem crítica no Hoje Vi(vi) um Filme.


Ficha Técnica:
Título Original: Raiva
Realizador: Sérgio Tréfaut
Actores: Hugo Bentes, Isabel Ruth, Leonor Silveira, Adriano Luz, Rita Cabaço, Luís Miguel Cintra, Catarina Wallenstein, Rogério Samora, Herman José, José Pinto, Diogo Dória, Lia Gama, João Pedro Bénard, Xico Xapas
Género: Drama
Classificação: M/14
Duração: 84 minutos

domingo, 4 de novembro de 2018

Crítica: Raiva (2018)

*7/10*

É preciso continuar a lembrar o povo do que foi viver em ditadura. Mais ainda, em tempos como os que correm. Sérgio Tréfaut faz a sua parte ao filmar Raiva, baseado na obra Seara do Vento, de Manuel da Fonseca.


Raiva passa-se no Alentejo, em 1950. Nos campos desertos do Sul de Portugal, fustigados pelo vento e pela fome, a violência explode de repente: vários assassinatos a sangue frio têm lugar numa só noite. Porquê? Qual a origem dos crimes? A história relata os acontecimentos que levaram um camponês pobre a assassinar dois homens a sangue frio e afrontar sozinho a guarda e o exército numa luta desigual.

Mais habituado ao género documental, aqui é a ficção que prevalece, mas não muito distante da História real que aconteceu naqueles campos alentejanos em plena ditadura (quer na realidade, nos anos 30, quer no livro, nos anos 50). Tal como o protagonista diz, a certo momento: "nas terras mortas não há pão, os pobres nascem pobres, os ricos nascem ricos, os pobres morrem pobres, os ricos morrem ricos". Eis um bom resumo de Raiva, onde o abuso de poder dos ricos sobressai. O cante alentejano (não esqueçamos que Tréfaut realizou Alentejo, Alentejo em 2014) acompanha as personagens na sua dor.


A preto e branco como os tempos pedem, entre o passado, a pobreza e a fome, Raiva prima pela direcção de fotografia de Acácio de Almeida e pela crueza da realidade que retrata e que ninguém quer que se repita. 

A simplicidade da história que conta, e deambula pelo neo-realismo, não é maior do que tudo o que simboliza. Um enredo intenso, de que conhecemos primeiro o fim, e depois todos os acontecimentos que levaram àquele desfecho. Esta opção faz com que Raiva perca cedo o fôlego inicial, sem deixar de ser profundo.


No elenco, muitos nomes experientes, de onde destaco a sempre fabulosa Isabel Ruth num papel à sua imagem, uma mulher destemida e forte, e um protagonista não-actor. Hugo Bentes é natural de Serpa e faz parte de grupos de cante alentejano, tendo sido um dos visados no documentário de Sérgio Tréfaut, onde também deu a cara ao cartaz do filme. No caso de Raiva, Bentes revela-se a escolha perfeita, com a alma de um homem da terra e uma grande presença. Das lides do teatro, surge a talentosa Rita Cabaço com um papel pequeno mas relevante, de uma jovem corajosa e emancipada, muito à frente no seu tempo, contra e o abuso de poder constante.

Eis um bom western à portuguesa.

Estreias da Semana #349

Sete filmes estrearam na passada Quarta-feira nos cinemas português. Bohemian RhapsodyFahrenheit 11/9O Quebra-Nozes e os Quatro Reinos são alguns dos filmes em destaque.

Bohemian Rhapsody (2018)
Bohemian Rhapsody é uma celebração da banda Queen, da sua música e do seu vocalista Freddie Mercury, que desafiou estereótipos e quebrou convenções para se tornar um dos artistas mais amados em todo o mundo. O filme conta a história por detrás da ascensão dos Queen através das suas canções e som revolucionário. Relata também a implosão da banda graças ao estilo de vida corrosivo de Mercury, e da reunião triunfante antes do Live Aid, onde Mercury, lutando contra uma doença mortal, guia a banda numa das maiores actuações da história do rock.

Em Guerra (2018)
En Guerre
Apesar dos duros sacrifícios financeiros por parte dos trabalhadores e dos elevados lucros do ano anterior, a administração da Perrin Industries decide fechar uma das suas fábricas. Liderados por Laurent Amédéo, o seu porta-voz, os 1100 trabalhadores decidem lutar contra esta decisão brutal, dispostos a tudo para salvar os seus empregos.

Fahrenheit 11/9, de Michael Moore, é uma visão cómica e provocadora dos tempos que vivemos. Explora as duas questões cruciais da era Trump: Como diabo viemos aqui parar? E como diabo saímos nós daqui?

O Interminável (2018)
The Endless
Os irmãos Justin e Aaron recebem uma mensagem misteriosa que os leva a visitar o culto do qual escaparam em crianças. Quando começam a ocorrer eventos e fenómenos perturbadores, os irmãos são forçados a perguntar-se se as crenças do culto sobre o sobrenatural poderão afinal não ser totalmente inventadas, e se, agora que regressaram, conseguirão voltar a escapar.

O Quebra-Nozes e os Quatro Reinos (2018)
The Nutcracker and the Four Realms
Tudo o que Clara (Mackenzie Foy) quer é uma chave - uma chave única que irá desbloquear uma caixa que tem um presente inestimável. Um fio de ouro, oferecido na festa anual pelo padrinho, Drosselmeyer (Morgan Freeman), leva-a à tão cobiçada chave, que rapidamente a faz desaparecer para um mundo paralelo e misterioso. É lá que Clara encontra um soldado chamado Phillip (Jayden Fowora-Knight), um grupo de ratos e os regentes que governam os três Reinos: a Terra dos Flocos de Neve, a Terra das Flores e a Terra dos Doces. Clara e Phillip devem enfrentar o sinistro Quarto Reino, lar da tirana Mãe Ginger (Helen Mirren), para recuperarem a chave de Clara e trazerem de volta a harmonia.

Raiva (2018)
Alentejo, 1950. Nos campos desertos do sul de Portugal, fustigados pelo vento e pela fome, a violência explode, subitamente. Vários assassinatos a sangue frio têm lugar numa só noite. Porquê? Qual a origem dos crimes? Adaptação de Seara de Vento, de Manuel da Fonseca, um clássico da literatura portuguesa do século XX.

Wildling - A Criatura (2018)
Wildling
Anna (Bel Powley) vive isolada do mundo desde que nasceu, com um homem a quem sempre chamou papá (Brad Dourif) e que tem feito todos os possíveis para lhe esconder a verdade sobre as suas origens. No entanto, quando Anna é exposta ao mundo real sob a protecção de uma polícia resoluta chamada Ellen (Liv Tyler), torna-se óbvio que a jovem está longe de ser uma adolescente normal. Incapaz de se ajustar à vida mundana, Anna é atraída pela liberdade selvagem da floresta, enquanto tenta resistir aos estranhos instintos e à crescente sede de sangue que desperta dentro de si.

segunda-feira, 6 de agosto de 2018

Periferias: Festival Internacional de Cinema de Marvão e Valência de Alcântara de 10 a 20 de Agosto

A 6.ª edição do Periferias: Festival Internacional de Cinema de Marvão e Valência de Alcântara realiza-se de 10 a 20 de Agosto. 

Raiva, de Sérgio Tréfaut, abre o festival que, este ano, homenageia Garcia de Orta, médico e naturalista nascido na região, no século XVI. O Castelo de Marvão é o palco escolhido para a abertura deste evento transfronteiriço, cuja aposta passa por apresentar cinema de autor, em itinerância através de um conjunto de aldeias históricas e lugares emblemáticos da raia luso-espanhola.


Os filmes serão apresentados, maioritariamente, em sessões nocturnas ao ar livre. Sérgio Tréfaut, Catarina Mourão, Hugo Magro e os espanhóis Joaquín Rodrigo, Rubin Stein, Josep Lluís Penadès, Rodrigo Canet e Eva Urbano são presenças confirmadas no festival.

Antes do arranque oficial do Festival, acontecem duas sessões especiais em Cedillo, a 8 e 9 de Agosto, com a exibição dos documentários Guadalquivir, de Joaquín Gutierrez Acha, e Luna Grande, Un tango por Garcia Lorca, de Juan José Ponce.

Nos dias 10 e 11 de Agosto, respectivamente, no Parque de Esculturas de Marvão (Quinta do Barrieiro) e Castelo de Vide, evoca-se a figura do médico e naturalista Garcia de Orta. O programa para estes dois dias inclui propostas de cinema e música, que estabelecem uma ligação com a época e os lugares onde o médico viveu e desenvolveu a sua pesquisa.

Além de um documentário biográfico sobre o autor, serão exibidos os filmes El Bosco - El Jardin de los Sueños, José Luíz Lopez-Linares, sobre a obra do pintor holandês Jerónimo Bosch, e A Dama de Chandor, de Catarina Mourão, filmado em Goa. Destaque também para o concerto Distant Sound Connection, projecto dos músicos Hekuly, Sali & Arkadius. Há espaço ainda para uma maratona de curtas ibéricas, um ciclo de cinema ambiental, uma "macedónia de filminhos" para crianças e sessões junto dos lares da terceira idade. O Periferias apresenta ainda exposições, palestras e espectáculos musicais, privilegiando as temáticas dos direitos humanos, ambiente e cultura.

Aos palcos habituais do festival - Marvão, Valência de Alcântara, Galegos, Fontañera, Portagem, Beirã e Santo António das Areias - somam-se este ano as localidades de Cedillo e Malpartida de Cáceres, em Espanha, e Castelo de Vide e Porto da Espada, em Portugal.

Todas as informações sobre o Periferias e programa completo podem encontrar-se em http://periferiasfestival.com/ e https://www.facebook.com/periferiasfestival/.