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sexta-feira, 24 de agosto de 2018

Animais Cinéfilos #6

Cuidado, não façam isto em casa. Roar foi considerado "o filme mais perigoso alguma vez feito". Leões não são propriamente animais de estimação, no entanto, Noel Marshall, juntamente com os dois filhos, John e Jerry, a esposa Tippi Hedren (protagonista de Os Pássaros) e a sua filha Melanie Griffith, viveram em comunidade com estes felinos, e (quase) tudo ficou registado no filme Roar (ou Homens e Feras, em português).


O Animais Cinéfilos destaca-o, um filme louco e inacreditável, uma descoberta emocionante. Em Roar, Marshall é Hank, defensor de vida selvagem, que vive em harmonia com cerca de 100 animais selvagens, incluindo chitas, elefantes, leões e tigres numa reserva nas planícies africanas. Quando a sua esposa e filhos chegam para uma visita, uma batalha mortífera pelo domínio entre os leões inicia-se e ameaça as suas vidas.

O filme esteve fora de circulação desde a sua estreia, em 1981, e foi resgatado há poucos anos pela Drafthouse Films que o relançou em sala. Aqui fica a minha crítica.

domingo, 13 de setembro de 2015

MOTELx'15: Roar, de Noel Marshall (1981)

*8/10*

Absolutamente louca, assim é esta experiência inacreditável de Noel MarshallRoar, desaparecido desde a sua estreia, em 1981, e redescoberto recentemente pela Drafthouse Films que o relançou em sala. O MOTELx foi a casa ideal para a sua exibição em Portugal, numa oportunidade única de ver este que é considerado "o filme mais perigoso alguma vez feito".


Em Roar, Marshall é Hank, defensor de vida selvagem, vive em harmonia com cerca de 100 animais selvagens, incluindo chitas, elefantes, leões e tigres numa reserva nas planícies africanas. Quando a sua esposa e filhos chegam para uma visita, uma batalha mortífera pelo domínio entre os leões inicia-se e ameaça as suas próprias vidas. Ao realizador e protagonista, junta-se a sua família na vida real - a sua mulher, Tippi Hedren (Os Pássaros), os seus filhos John e Jerry, e a filha dela, Melanie Griffith.

Presente na sessão desta Sexta-feira no MOTELx esteve o filho do realizador, John Marshall, preparadíssimo para responder a todas as curiosidades do público. O mesmo público que, durante a sessão, temeu pelos actores, tremeu com os "abraços" dos leões, riu-se do tão irreal que tudo parece e abriu a boca de espanto quando se recordou de que tudo era real. Roar é um divertido exercício cinematográfico, cuja perigosidade poderia ter tido um resultado menos bom. Foram muitos os ferimentos durante as filmagens, quer nos figurantes como nos próprios protagonistas - e facilmente encontramos momentos em que se percebe que o felino não está a ser tão meigo como se esperaria.


Certo é que esta única aventura de Noel Marshall na realização já merecia ter voltado aos ecrãs há muito tempo. Um filme único, violento, extremamente perigoso e "delirante", mas, ao mesmo tempo, estranhamente amoroso, na relação ternurenta que acontece entre feras e humanos, num forte apelo do realizador à defesa dos animais selvagens.