Mostrar mensagens com a etiqueta Robert Pattinson. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Robert Pattinson. Mostrar todas as mensagens

segunda-feira, 17 de junho de 2019

Sugestão da Semana #381

Das estreias da passada Quinta-feira, a Sugestão da Semana destaca o filme de ficção científica da realizadora Claire Denis, High Life, protagonizado por Robert Pattinson. Podes ler a crítica do Hoje Vi(vi) um Filme, aqui.

HIGH LIFE


Ficha Técnica:
Título Original: High Life
Realizadora: Claire Denis
Actores: Robert Pattinson, Juliette Binoche, André BenjaminMia GothAgata BuzekLars Eidinger, Claire TranGloria Obianyo
Género: Drama, Ficção Científica, Mistério
Classificação: M/16
Duração: 113 minutos

domingo, 18 de novembro de 2018

LEFFEST'18: High Life (2018)

"Do I look like my mother?"
Willow


*8/10*

Um futuro distópico traz-nos um pai e uma filha a viajar no espaço sem perspectiva de regresso à terra. O buraco negro que parece ser o seu destino assemelha-se ao que a vida daquele homem se tornou desde que embarcou naquela nave. High Life é a proposta violenta e aterradora de Claire Denis dentro da ficção científica, com Robert Pattinson, adulto e paternal, ao comando.

High Life carrega uma visceralidade totalmente distinta da que podemos facilmente associar a outros filmes de ficção científica. Abundam corpos e fluídos, mas igualmente amor e cuidado. A perversidade anda a par com a pureza, entre passado e presente.


Nos confins do espaço, muito além do nosso sistema solar, Monte (Robert Pattinson) vive isolado com a filha pequena, Willow, a bordo de uma nave espacial. Monte, um solitário que usa uma severa auto-disciplina como protecção contra o desejo – o seu e o de outros – tornou-se pai contra sua vontade. O seu esperma foi usado para inseminar Boyse (Mia Goth), uma jovem que deu à luz Willow. Ambos eram membros de uma tripulação de prisioneiros espaciais, condenados à pena de morte. Usados como cobaias pela perversa Dra. Dibs (Juliette Binoche), são enviados numa missão ao buraco negro mais próximo da Terra.

A sociedade parece ter encontrado uma nova forma de se livrar dos delinquentes e criminosos e essa não passa pela reinserção, pelo menos no planeta Terra. Curiosa analogia com os tempos extremistas que correm no globo. Em High Life, os condenados estão livres no espaço, mas totalmente aprisionados dentro de uma nave, à mercê de uma experiência perversa.

Um filme incómodo, repleto de abusos e com uma forma muito inusual de encarar a sexualidade e a reprodução - eis que estas surgem extremamente intrusivas e desesperançadas. Reduzem-se a pouco mais que processos químicos? É difícil definir o lugar do desejo e do prazer naquela nave tão doentia. Curiosamente, ali os alienígenas são seres humanos.


Rumo ao desconhecido, as emoções parecem sugadas para o vácuo, a personalidade de cada um vai-se perdendo, aos poucos, tal como a vontade de viver. Mas no meio da despersonalização dos indivíduos daquela nave, há um jardim que os liga à Terra e às emoções reais, às saudades de casa e de si próprios. E é este visual marcado da nave que também nos faz divagar entre a familiaridade das relações e sensações terrestres, à nave, tão descaracterizada. A direcção de fotografia sabe jogar com esta dualidade, criando ambientes totalmente distintos.

Juliette Binoche é Dibs, a doentia médica responsável pela experiência naquela nave. A actriz é fenomenal ao tornar a sua desequilibrada personagem totalmente repugnante para o espectador, encarnando uma mulher totalmente louca. O visual de cabelo escuro muito longo, bem como os seus movimentos, e as suas atitudes, passadas e presentes, revelam, ao longo de High Life o porquê dos restantes tripulantes a apelidarem de bruxa.


Já o protagonista, Robert Pattinson é o contido Monte, tão paternal e cuidador como resignado à sua sorte. A sua auto-disciplina ajuda-o a lidar com o passado que o persegue e o presente que se revela um desafio inesperado. O actor continua a mostrar-se capaz de enfrentar todo o tipo de papéis.

E, a navegar universo dentro, Claire Denis foi capaz de criar uma assustadora história que ultrapassa o habitual na ficção científica. Que surpresa perturbadora - mas verdadeiramente eficaz.

sexta-feira, 8 de dezembro de 2017

LEFFEST'17: Q&A com Robert Pattinson

Foi no dia 25 de Novembro que Robert Pattinson esteve no Cinema Medeia Monumental para responder às perguntas dos fãs e apresentar o filme Good Time, de Benny e Josh Safdie, no Lisbon & Sintra Film Festival. Na noite anterior, o actor marcou presença no Centro Cultural Olga Cadaval, em Sintra, onde apresentou o filme Cosmopolis, de David Cronenberg.


Aqui fica um pequeno vídeo que regista o momento.

quarta-feira, 6 de dezembro de 2017

Crítica: Good Time (2017)

"I think something very important is happening and it's deeply connected to my purpose." 
Connie

*9/10*

Benny e Josh Safdie continuam a consolidar-se como nova dupla de talentosos irmãos realizadores. Good Time trouxe-lhes maior notoriedade, mais ainda com Robert Pattinson como protagonista, num desempenho impressionante.

É curiosamente também a história de dois irmãos de Queens que Good Time acompanha. Tudo começa com um assalto falhado a um banco que coloca Nick (Benny Safdie), o irmão mais novo de Constantine "Connie" Nikas (Robert Pattinson), na prisão. Agora, Connie embarca numa retorcida odisseia através do submundo da cidade de Nova Iorque numa tentativa cada vez mais desesperada e perigosa de tirar o irmão da cadeia. Falta dizer que Nick tem um problema mental que Connie insiste em não admitir.


Good Time tem desde o primeiro instante um sabor agridoce que nos diverte, mas também nos comove. No final, saímos derreados com uma história tão carregada de emoções e realismo.

Connie faz tudo pelo irmão, mas é inconsciente e inconstante, com ausência de valores. Para si, tudo é válido para alcançar um vida melhor para o irmão, contra a lei, contra o socialmente aceite. Curioso é que ele parece realmente não perceber o quão errado está e que, na realidade, nada do que faz é benéfico para Nick. É ingénuo, "pobre de espírito", e usa os outros, sem querer efectivamente prejudicar ninguém. Ele é criminoso com um propósito de fazer o bem, ou assim o acha.


Assistimos a situações tão caricatas e inacreditáveis que vamos rir com a desgraça alheia. mas Good Time está longe de ser uma comédia. É um filme que magoa e nos aproxima das personagens. Nós que somos ainda mais impotentes que os dois irmãos. Dois homens que provavelmente nasceram na família errada, no local errado - neste caso, em Queens -, sem as possibilidades que teriam, provavelmente, noutro contexto social. Eis aqui a forte crítica socio-política de Good Time.

Robert Pattinson tem uma interpretação poderosa, camaleónica. É tão ingénuo como manipulador, infringe a lei e faz-nos acreditar - tal como ele próprio - que tudo é por um bem maior: o seu irmão. É curiosa a simpatia que nutrimos por um delinquente. Benny Safdie é outro grande talento do filme, na pele do frágil irmão.


Num ambiente nocturno, a fotografia de Sean Price Williams tira partido das cores e luzes, potenciando o ambiente instável e soturno que rodeia o protagonista, numa noite de excessos e situações caricatas.

Com Good Time, os irmãos Safdie criaram uma longa-metragem intensa e certeira. Através do humor, toca temáticas desconfortáveis, abala a plateia e fá-la reflectir. Um filme extremamente poderoso.

segunda-feira, 13 de novembro de 2017

Lisbon & Sintra Film Festival'17: Programação

O Lisbon & Sintra Film Festival começa no dia 17 e prolonga-se até 26 de Novembro em Lisboa e Sintra. Serão exibidos mais de 180 filmes e entre os convidados desta edição estão nomes como Isabelle Huppert, David Cronenberg, Robert Pattinson, Abel Ferrara e Willem Dafoe, entre muitos outros, fora os que ainda poderão aparecer.


Na Selecção Oficial - Em Competição, encontram-se 13 longas-metragens: Cocote, de Nelson​ ​Carlo​ ​de​ ​Los​ ​Santos, Geu-Hu ​(The Day After), de​ ​Hong​ ​Sangsoo, How to Talk to Girls at Parties, de ​John​ ​Cameron​ ​Mitchell, La Libertad del Diablo, de Everardo​ ​González, Lerd​ ​(A Man of Integrity)​, de Mohammad​ ​Rasoulof, Les Gardiennes, de Xavier​ ​Beauvois, Lucky, de​​ ​John​ ​Carroll​ ​Lynch, Šerkšnas (Frost), de Sharunas​ ​Bartas, Tesnota (Closeness), de ​Kantemir​ ​Balagov, Verão Danado, de Pedro Cabeleira, e Western, de ​Valeska​ ​Grisebach.

Também na Selecção Oficial mas Fora de Competição estão filmes muito esperados como A Hora mais Negra, de​​ ​Joe​ ​Wright, First Reformed, de Paul​ ​Schrader, I Love You, Daddy, do agora tão polémico ​Louis​ ​C.K., It Comes at Night, de Trey​ ​Edward​ ​Shults, Last Flag Flying, de Richard​ ​Linklater, Mektoub, My Love: Canto Uno, de Abdellatif​ ​Kechiche, ou Roda Gigante, de Woody Allen.


Para além das primeiras novidades anunciadas em Junho passado, sabemos agora que os artistas alvo de homenagens e retrospectivas são Isabelle Huppert, Abel Ferrara, Alain Tanner, Julian Schnabel, João Mário Grilo, José Vieira e Peter Brook.

O realizador pioneiro de uma filmografia dedicada à emigração - em especial aos portugueses que partiram para França nos anos 60 -, José Vieira, terá direito a uma Retrospectiva da sua obra no festival, onde marcará presença. Souvenirs d'un Futur RadieuxOs EmigrantesO Pão que o Diabo AmassouLe Bateau en Carton e A Ilha dos Ausentes são alguns dos títulos exibidos no LEFFEST

Nas sessões especiais, destaque para o Foco Mathieu Amalric, com​ ​a​ ​presença​ ​do​ ​realizador, e para The Exorcist Revisited que conta com a exibição do clássico do terror de William Friedkin, de 1973, O Exorcista, e com o documentário The Devil and the Father Amorth, onde o realizador conhece o Padre Gabriele Amorth, conhecido como "o exorcista do Vaticano", filmando o seu nono exorcismo.

O actor Robert Pattinson marcará presença no LEFFEST'17, no dia 23 de Novembro, para uma conversa com o público e com o escritor Don DeLillo, após a exibição do filme Cosmopolis, no Centro Cultural Olga Cadaval. A 25 de Novembro, o actor vem ao Monumental para uma sessão Q&A após a projecção de Good Time, dos irmãos Safdie.

No Teatro, o público do LEFFEST terá a oportunidade de assistir a Battlefield​,​ de​ ​Peter​ ​Brook​ ​e​ ​Marie-Hélène​ ​Estienne, Ensaio para uma Cartografia, de Mónica​ ​Calle, e Colecção de Amantes, de Raquel André.


Para conhecer o programa completo do Lisbon & Sintra Film Festival e horários é só consultar o site http://www.leffest.com ou o facebook do festival https://www.facebook.com/leffest/.

terça-feira, 3 de outubro de 2017

Sugestão da Semana #292

Das estreias da passada Quinta-feira, a Sugestão da Semana destaca Good Time, de Ben e Joshua Safdie. Robert Pattinson é o protagonista.

GOOD TIME


Ficha Técnica:
Título Original: Good Time
Realizadores: Ben e Joshua Safdie
Actores: Robert Pattinson, Jennifer Jason Leigh, Barkhad Abdi, Ben Safdie, Marcos A. Gonzalez, Cliff Moylan, Rose Gregorio, Shaun Rey, Taliah Webster
Género: Crime, Drama, Thriller
Classificação: M/16
Duração: 101 minutos

quinta-feira, 1 de dezembro de 2016

Crítica: A Infância de Um Líder / The Childhood of a Leader (2015)

"I don't believe in praying anymore!"
Prescott

*7.5/10*

Estreante na realização, Brady Corbet recuou ao pós-primeira guerra e construiu um universo gelado de sentimentos, no meio das negociações do Tratado de Versalhes. Uma criança é o centro das atenções - das nossas, não tanto das dos pais -, e a sua educação é o que mais está em jogo.

A Infância de Um Líder baseia-se no conto homónimo de 1939, de Jean-Paul Sartre. Trata subtilmente a ascensão do fascismo no século XX, ao relatar a história de um rapaz americano a viver em França, em 1919. O pai trabalha para o governo dos EUA na criação do Tratado de Versalhes. O que o rapaz observa ajuda a moldar as suas crenças enquanto testemunhamos o nascimento de um terrível ego.


Ele observa, descobre, explora. É atrevido, quer expressar-se, mas é reprimido pela sociedade que o rodeia. Pouco desejado pela mãe e incompreendido pelo pai, é a ama quem lhe dá o carinho maternal de que tanto precisa e é ela quem ele admira e respeita. O pequeno vive envolto por segredos e mentiras, num país que não é o seu e a revolta acontece.

Subimos escadas, seguindo as personagens, quase sempre olhando para cima, para o futuro de liderança que o título nos anuncia. É para o alto que o olhar da câmara aponta, qual horóscopo.

Mesmo que o argumento não seja o ponto mais forte de A Infância de Um Líder, a sua aura pesada e obscura fazem valer a pena a visualização. Os tons escuros e frios distribuem melancolia e reflectem ainda a sombra da primeira guerra. A arrepiante banda sonora condiz com as cores e emoções que ali se vivem. O jovem protagonista desperta a curiosidade da plateia com um comportamento fora do comum, mudanças de humor e uma expressão carregada e intransigente.


O fascismo paira como um fantasma em redor da personalidade desta personagem que poucas emoções expressa. A interpretação do jovem estreante Tom Sweet é aterradora e é nele que se centram os elementos de terror psicológico desta longa-metragem. De destacar ainda são as interpretações sóbrias de Liam CunninghamBérénice Bejo Robert Pattinson.

Brady Corbet estreou-se com um filme sóbrio onde é o ambiente o grande responsável pelas sensações causadas no espectador. A Infância de Um Líder poderia ser a génese da investida das ditaduras europeias do século XX.

segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

Sugestão da Semana #146

Das estreias da passada Quinta-feira, a Sugestão da Semana destaca o mais recente filme de David Cronenberg, Mapas para as Estrelas, que convida a mergulhar num lado obscuro da fama com os fantasmas de cada um. A crítica do Hoje Vi(vi) um Filme pode ser lida aqui.

MAPAS PARA AS ESTRELAS


Ficha Técnica:
Título Original: Maps to the Stars
Realizador: David Cronenberg
Actores: Julianne Moore, Mia Wasikowska, Robert PattinsonJohn CusackEvan BirdOlivia WilliamsSarah Gadon
Género: Drama
Classificação: M/16
Duração: 111 minutos

quarta-feira, 12 de novembro de 2014

LEFFEST'14: Maps to the Stars (2014)

*7/10*

Os fantasmas de cada um surgem no lado mais obscuro da fama e David Cronenberg faz questão de mostrá-los no seu Maps to the Stars. No elenco deste pesadelo cinematográfico temos Julianne Moore, Mia Wasikowska, Robert Pattinson John Cusack.


O passado aqui define, efectivamente, o presente. Na Los Angeles actual, Maps to the Stars apresenta-nos uma jornada negra e satírica em volta de uma família de Hollywood, de uma actriz de meia idade e de um motorista que quer ser actor, entre encontros e desencontros, desequilíbrios e passados atormentadores.

Não simpatizaremos com ninguém, não tomaremos partido, mas ficaremos chocados com os bastidores da fama - aqui marcados pelo incesto. A introdução e ligação entre cada personagem é feita de forma brilhante e sarcástica, onde é o incesto que une os protagonistas desta longa-metragem. É muito o que têm em comum Havana SegrandAgatha Benjie e será neles que as principais atenções vão recair, também muito graças ao excelente desempenho dos seus actores. Julianne Moore tem aqui mais uma das suas grandes performances, na pele de uma mulher capaz de tudo por um papel e totalmente desequilibrada, com uma transformação física que não tem medo de mostrar o cansaço e as marcas da idade. Mia Wasikowska é a sinistra Agatha, numa das sua melhores interpretações, extremamente bizarra e parca de sentimentos. Uma boa revelação é Evan Bird como Benjie, o jovem actor que alcançou o sucesso cedo demais e se deixou deslumbrar pelas drogas e vida fácil, mas que vive atormentado por um passado que teima em não o deixar.


Sexo, drogas, obsessão, loucura, família, alucinações e morte são os ingredientes fulcrais deste Maps to the Stars, que apesar da superficialidade com que nos apresenta a história de cada personagem - queríamos saber mais sobre Havana, sem dúvida -, consegue perturbar e deixar-nos a pensar sobre o outro lado deste sonho que tantos ambicionam. E nesta Hollywood irónica e mordaz, encontramos facilmente marcas de Cronenberg, um pouco por toda a parte.

Depois de passar pelo LEFFEST'14, o filme chegará aos cinemas portugueses ainda este ano.

sábado, 21 de setembro de 2013

Ads & Cinema #6

Robert Pattinson é a nova cara da Dior Homme. O cartaz da fragrância masculina da Christian Dior está já espalhado pelo país e o anúncio publicitário também já é conhecido.


Pattinson parece já estar longe da personagem que o catapultou para a fama, e transborda elegância ao lado da modelo Camille Rowe. Ao som da contagiante Whole Lotta Love, dos Led Zeppelin, o vídeo promocional da campanha, a preto e branco, realizado por Romain Gavras (filho de Costa-Gavras), transborda paixão, sensualidade e algum romantismo.

Vê aqui o vídeo promocional:

E, já agora, aqui fica a versão Director's Cut:

domingo, 18 de novembro de 2012

Sugestão da Semana #38

Provavelmente esta será a Sugestão da Semana mais polémica do Hoje Vi(vi) um Filme, mas o certo é que é preciso ver primeiro para depois poder falar mal (ou bem). A longa-metragem que encerra a saga Twilight chegou esta semana aos cinemas e veio para surpreender. Depois de quatro filmes onde a qualidade foi, quase sempre, muito baixa, o derradeiro quis dar alguma dignidade ao sucesso de bilheteiras protagonizado por Robert Pattinson e Kristen Stewart.

Esqueçamos a fama que persegue Twilight. Há que dar uma hipótese ao último.


Ficha Técnica:
Título Original: The Twilight Saga: Breaking Dawn – Part 2
Realizadores: Bill Condon
Actores: Kristen Stewart, Robert Pattinson, Taylor Lautner, Michael Sheen, Dakota Fanning, Peter Facinelli, Elizabeth Reaser, Mackenzie Foy, Ashley Greene, Jackson Rathbone, Kellan Lutz, Nikki Reed
Género: Aventura, Drama, Fantasia
Classificação: M/12
Duração: 115 minutos

quinta-feira, 31 de maio de 2012

Crítica: Cosmopolis (2012)

"Show me something I don't know"
Eric Packer

O desejo de liberdade, nas suas formas mais selváticas, vagueia por Manhattan, no novo filme de David Cronenberg. Ao protagonista Robert Pattinson é dada a oportunidade de se afastar da personagem que o tornou famoso, na saga Twilight, entrando num projecto muito diferente de qualquer um em que já tenha estado envolvido. Já o realizador, parece ter voltado às origens com este Cosmopolis.

Com produção portuguesa, de Paulo Branco, o filme trouxe Cronenberg, Pattinson e Don Dellilo, o autor do livro que lhe deu origem, a Lisboa, que marcaram presença nas duas antestreias da passada terça-feira. Cosmopolis tem dividido a crítica um pouco por todo o mundo, mas é certo que ninguém lhe fica indiferente.

Depois de Um Método Perigoso, filme que se afastou um pouco da originalidade característica do realizador, Cosmopolis é, claramente, um regresso ao passado e aos filmes que marcaram a carreira de Cronenberg, como Videodrome (Experiência de Alucinante). Aqui, não há medo de mostrar nada, nem obsessões, nem violência, nem sexo. Ainda assim, o mestre parece estar ainda algo “tímido” em Cosmopolis.