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sábado, 16 de dezembro de 2017

Estreias da Semana #303

Esta Quinta-feira, chegaram aos cinemas portugueses seis novos filmes. Star Wars: Os Últimos Jedi e Roda Gigante são duas das estreias.

A Liberdade do Diabo (2017)
La libertad del diablo
Documentário que aborda a forma como o fenómeno de violência associada ao narcotráfico influencia a sociedade mexicana. O filme intercala testemunhos de vítimas e criminosos com episódios da vida quotidiana, dando rostos à criminalidade no México, para lá dos números e das notícias divulgadas pela imprensa.

A Magia dos Póneis (2017)
My Little Pony: The Movie
Uma nova força sinistra ameaça Ponyville. Twilight Sparkle, Applejack, Rainbow Dash, Pinkie Pie, Fluttershy e Rarity iniciam uma viagem para lá de Equestria a fim de usarem a magia da amizade e proteger o seu lar.

Entre Rivais (2017)
Just Getting Started
Um antigo agente do FBI (Tommy Lee Jones) e um advogado da máfia deslocado ao abrigo do programa de protecção a testemunhas (Morgan Freeman) são forçados a deixar de lado as suas rivalidades mesquinhas do campo de golfe para se defenderem de um assassino a soldo do crime organizado. Ao mesmo tempo, a comunidade feminina de Villa Capri prepara a defesa contra outra ameaça que surge sob a forma de uma lindíssima nova hóspede (Rene Russo).

O Homem Que Inventou o Natal (2017)
The Man Who Invented Christmas
Após uma série de livros falhados, o célebre autor Charles Dickens decide escrever e publicar uma história de natal...

As vidas de quatro personagens cruzam-se no meio da agitação do Parque de Diversões de Coney Island, nos anos 50. Ginny (Kate Winslet) é uma emocionalmente volátil ex-actriz que trabalha agora como empregada de mesa numa marisqueira; Humpty (Jim Belushi) é o severo marido de Ginny e operador de carrossel; Mickey (Justin Timberlake) é um bonito nadador-salvador que sonha ser dramaturgo; e Carolina (Juno Temple) é a filha de Humpty, que se esconde de gangsters no apartamento do pai. 

O filme de Rian Johnson continua a história de Star Wars: O Despertar da Força, de J.J. Abrams, e segue a luta da Resistência contra o Líder Supremo Snoke e sua Primeira Ordem, que tentam controlar a galáxia. Rey (Daisy Ridley) encontra-se com Luke Skywalker (Mark Hamill) e está determinada em convencê-lo a voltar para a Guerra contra o lado negro da Força.

quarta-feira, 29 de novembro de 2017

Crítica: Roda Gigante / Wonder Wheel (2017)

"When it comes to love we all turn out to be our own worst enemy." 
Ginny


*7/10*

Woody Allen mantém a inspiração mediana, mas continua a oferecer às actrizes papéis de garra e extremamente emocionais. Desta vez, contudo, o visual do filme eleva-o a um estatuto de que já tínhamos saudades.


O realizador entra literalmente num mundo de fantasia ou não estivéssemos num parque de diversões junto à praia. No entanto, a história não é especialmente fantasiosa: as vidas de quatro personagens cruzam-se no meio da agitação do Parque de Diversões de Coney Island, nos anos 50. Ginny (Kate Winslet) é uma emocionalmente volátil ex-actriz que trabalha agora como empregada de mesa numa marisqueira; Humpty (Jim Belushi) é o severo marido de Ginny e operador de carrossel; Mickey (Justin Timberlake) é um bonito nadador-salvador que sonha ser dramaturgo; e Carolina (Juno Temple) é a filha de Humpty, que se esconde de gangsters no apartamento do pai. 

Os temas habituais na obra de Woody Allen regressam: traição, sonhos desfeitos, paixões impossíveis. Há novamente ligações ao teatro e à interpretação, há a máxima de "o amor não escolhe idades", há adultério, resignação e até mafiosos. Há ainda uma jovem personagem que quebra a já instável rotina da personagem principal, um filho pré-adolescente com tendências pirómanas - um dos melhores elementos de humor.


Tão teatral como os seus personagens, Roda Gigante é expansivo - com Kate Winslet a dominar o ecrã, emotiva e radiosa -, com bons momentos de humor e o estilo do realizador a imperar. O texto chega a ser denso, a roçar o repetitivo, e torna-se, por vezes, um ponto fraco na acção, que não avança. Mas o grande trunfo da longa-metragem reside no director de fotografia: o veterano Vittorio Storaro pinta quadros de emoções com as cores brilhantes, luminosas ou néon que iluminam cenários e actores. Mais do que as expressões faciais, a cor faz-nos ler sentimentos nas mentes das personagens. Também a direcção artística é fabulosa ao retratar a década de 50, sendo que a viagem no tempo é inevitável.


Woody Allen, fiel a si, vai, aos poucos, chamando a magia que caracterizou a sua obra ao longo de alguns anos. Ainda longe do seu auge, o cineasta recupera em Roda Gigante algum do brilho que o caracteriza, mas ainda sabe a pouco.