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segunda-feira, 3 de dezembro de 2018

Crítica: O Primeiro Homem na Lua / First Man (2018)

"That's one small step for man, one giant leap for mankind."
Neil Armstrong


*7/10*

O Primeiro Homem na Lua é, essencialmente, um filme de texturas, para além de uma lição de História com foco na vida familiar e dificuldades laborais dos astronautas. O filme poderia ter esperado mais uns meses e ser verdadeiro marco ao comemorar os 60 anos da chegada de Apolo 11 à Lua, mas teve pressa e não conquistou o buzz que merecia. Depois de La La LandDamien Chazelle continua impaciente, mas igualmente talentoso.

Em plena sintonia com Os Eleitos (1983), de Philip Kaufman, O Primeiro Homem na Lua também foca em especial este lado mais intimo dos pilotos e suas ambições. As más condições de trabalho e os perigos que corriam são muito bem ilustrados nos dois títulos, que sugiro para uma double bill.


O filme de Chazelle retrata a história da missão da NASA de colocar o homem na lua, focando-se em Neil Armstrong (Ryan Gosling), entre os anos de 1961 a 1969. Um relato baseado no livro de James R. Hansen, que explora o sacrifício de Armstrong e de uma nação, numa das missões mais perigosas da história da humanidade.

Empenhado e emotivo, apesar de contido, Ryan Gosling faz jus à personagem que interpreta, um Neil Amstrong dedicado ao trabalho, magoado pela vida, cujo percurso é muito apoiado e sustentado pela mulher - Claire Foy impecável no papel de Janet Armstrong -, que comanda a família na sua ausência.


Contudo, a alma de O Primeiro Homem na Lua vive da sensibilidade que se ganha com a utilização da película. 16 mm nos planos mais claustrofóbicos, dentro das naves espaciais - uma autêntica viagem no tempo -, onde alcançamos grande proximidade com as personagens; 35 mm quando as personagens têm os pés bem assentes na Terra, convivem ou estão com as famílias, fazendo-nos tirar o máximo partido das imagens; 65 mm quando o Homem chega à Lua, para dela desfrutarmos na sua plenitude - planos a condizer com a imensidade do espaço. Eis que as texturas dão vida ao filme, despertam os sentidos.

Damien Chazelle não traz grandes novidades com O Primeiro Homem na Lua mas mostra ao mundo como a película vive, cada vez mais, para proporcionar experiências que se pensavam já perdidas em cinema. Está viva e recomenda-se - até já chegou à Lua.

terça-feira, 23 de outubro de 2018

Sugestão da Semana #347

Das estreias da passada Quinta-feira, a Sugestão da Semana destaca O Primeiro Homem na Lua, de Damien Chazelle, protagonizado por Ryan Gosling.

O PRIMEIRO HOMEM NA LUA


Ficha Técnica:
Título Original: First Man
Realizador: Damien Chazelle
Actores:  Ryan Gosling, Claire Foy, Jason Clarke, Kyle Chandler
Género: Biografia, Drama, História
Classificação: M/12
Duração: 141 minutos


sexta-feira, 17 de novembro de 2017

Crítica: Blade Runner 2049 (2017)

"Sometimes to love someone, you got to be a stranger." 
Rick Deckard
*7/10*

Blade Runner 2049, a tão aguardada sequela do filme de 1982, chegou este ano. De Ridley Scott, a sequela sobre os replicantes passou para as mãos de Denis Villeneuve e ele tratou-a com dignidade, talento e ambição qb.

A grande força do novo Blade Runner reside no visual fabuloso, muito fiel ao original, e repleto das marcas de autor a que Villeneuve nos tem habituado nos seus filmes. O argumento, por sua vez, começa no bom caminho, e aumenta as expectativas ao longo da primeira metade da longa-metragem, mas perde-se num sem fim de enredos entrelaçados até aos créditos finais.


30 anos após os eventos do primeiro filme, K (Ryan Gosling), um novo blade runner, oficial da LAPD, desvenda um segredo há muito enterrado que pode potencialmente mergulhar no caos o que resta da sociedade.A descoberta de K leva-o numa missão para localizar Rick Deckard (Harrison Ford), um antigo blade runner da LAPD, desaparecido há 30 anos.

Evitando spoilers a todo o custo, certo é que Denis Villeneuve se mostrou à altura do desafio de realizar este Blade Runner dos tempos modernos. O argumento, sendo o principal ponto fraco do filme, não deixa de ter um ponto de partida forte e um desenrolar da história onde o poder assenta nas memórias - serão elas que fazem de nós o que somos? Ao mesmo tempo, a revolta inerente ou a eterna insatisfação, que está longe de se restringir aos humanos, tomam conta das personagens daquele mundo distópico. Ainda a seu favor, estão pequenos pormenores de ficção científica muito realistas que moldam a história dos 30  anos que passaram entre a narrativa dos dois filmes.


A direcção de fotografia é magistral e não lhe devemos tirar mérito. Sem o fabuloso trabalho de Roger Deakins, Blade Runner 2049 não chegaria nem a metade do que é. É fácil deixarmo-nos perder nas cidades engolidas por ecrãs publicitários e pela névoa omnipresente ou pelos desertos intermináveis neste planeta devastado. Os edifícios futuristas, os veículos, tudo isso está tão fiel ao filme de 1982 que podemos ficar arrepiados.

Nas personagens, Harrison Ford regressa como Deckard sem muito mais a acrescentar, sendo ele próprio o segredo que une os dois filmes. O novo protagonista, o blade runner K, interpretado por Ryan Gosling, mostra-se isento de emoções e faz o que se espera dele. O replicante que parece, aos poucos, ir conquistando vontade própria, autonomia e sentimentos, vê crescer uma esperança - em si e na plateia - que tem muito de humano. Nos vilões, Jared Leto é totalmente ofuscado por Sylvia Hoeks, a vilã assistente, que nos faz esquecer a (mínima) presença do actor.


Não é possível destronar Blade Runner - tão único e vanguardista no seu tempo -, mas Denis Villeneuve, fiel ao visual original, consegue despertar no público grandes sentimentos de nostalgia e melancolia. O resultado, não sendo obrigatório, é positivo e satisfatório, em jeito de homenagem ao filme de Ridley Scott.

terça-feira, 10 de outubro de 2017

Sugestão da Semana #293

Das estreias da passada Quinta-feira, a Sugestão da Semana não consegue escolher apenas um filme, e por isso hoje há um duplo destaque. Al Berto, de Vicente Alves do Ó, (cuja crítica pode ser lida aqui) e Blade Runner 2049 (que terá crítica no blog muito em breve), de Denis Villeneuve, são os dois filmes que merecem ser vistos no cinema esta semana.



Ficha Técnica:
Título Original: Al Berto
Realizador: Vicente Alves do Ó
Actores: Ricardo Teixeira, José Pimentão, Ana Vilela da Costa, Raquel Rocha Vieira, Gabriela Barros, João Villas-Boas, Rita Loureiro, Manuela Couto
Género: Drama
Classificação: M/16
Duração: 109 minutos


BLADE RUNNER 2049


Ficha Técnica:
Título Original: Blade Runner 2049
Realizador: Denis Villeneuve
Actores: Ryan Gosling, Harrison FordRobin Wright, Dave Bautista, Ana de Armas, Sylvia Hoeks, Jared Leto
Género: Ficção Científica
Classificação: M/14
Duração: 164 minutos

quarta-feira, 5 de abril de 2017

Podia Ser Eu #8

A música e o amor são as grandes forças e fraquezas de Sebastian, de La La Land. Ele é um lutador, um sonhador, romântico, humilde e sincero. Mesmo que não partilhemos todas as características, há qualquer coisa nele com que me identifico bastante.


Sebastian, La La Land

terça-feira, 28 de fevereiro de 2017

Oscars 2017: Red carpet

Depois de um final de noite atribulado na entrega dos Oscars 2017, olhemos com mais calma para a passadeira vermelha. Eis aqueles que foram, para mim, os mais bem vestidos da cerimónia, onde predominaram vermelho, preto e branco (e muito dourado).


TARAJI P. HENSON arrasou na red carpet. O vestido Alberta Ferretti potenciou a sensualidade da actriz, e as jóias - destaco a gargantilha lindíssima - deram-lhe uma elegância e charme a que foi impossível ficar indiferente.
Foto: Jordan Strauss/Invision/AP

Nomeada para o Oscar de Melhor Actriz, ISABELLE HUPPERT é a elegância em pessoa. Fabulosa, a protagonista de Ela surgiu um vestido branco "reluzente" Armani Privé, que lhe assentou muito bem e lhe favoreceu a figura, a contrastar com o batom e unhas escuras.
Foto: Kevin Mazur/Getty Images

Vencedora do Oscar de Melhor Actriz em 2016, BRIE LARSON surgiu sóbria mas muito sexy num vestido preto Oscar de la Renta que, apesar da cor escura, tinha uma presença imensa graças ao seu design volumoso e ondulante.
Foto: Jordan Strauss/Invision/AP

Também de preto, KIRSTEN DUNST desfilou num vestido Dior, com bolsos, que deixava ver os sapatos, e balançava entre o elegante e o jovial. Uma boa aposta da actriz.
Foto: Jordan Strauss/Invision/AP


O vencedor do Oscar de Melhor Actor Secundário, MAHERSHALA ALI, foi um dos homens mais elegantes da noite, um fato preto Ermenegildo Zegna.
Foto: Jordan Strauss/Invision/AP
Com um penteado leve e jovial, VIOLA DAVIS soube também escolher o modelo para o dia em que venceu o seu primeiro Oscar. A actriz surgiu lindíssima num vestido vermelho Armani Privé que destacou imenso a sua figura. A clutch e jóias douradas deram-lhe ainda mais elegância.
Foto: Frazer Harrison/Getty Images

JANELLE MONAE nunca passa despercebida. Com este vestido da Elie Saab, preto e prateado, onde reinam as transparência, foi novamente impossível não tirar os olhos da cantora e actriz. Apesar de não ser especial fã da saia, acho que a parte de cima, a gargantilha e cabelo fazem valer todo o visual, que a transforma numa qualquer rainha exótica.
Foto: David Fisher/REX/Shutterstock

Mais um dos homens mais bem vestidos dos Oscars 2017: RYAN GOSLING. Elegante e sempre cavalheiro, o protagonista de La La Land, nomeado para Melhor Actor, chamou as atenções no seu fato Gucci.
Foto: Frazer Harrison/Getty Images

Simples, mas muito bonito. O vestido Louis Vuitton, preto e branco, decotado e comprido, que MICHELLE WILLIAMS levou à cerimónia dos Oscars - onde esteva nomeada para Melhor Actriz Secundária - assentava-lhe especialmente bem. A maquilhagem suave e o cabelo curto, como já nos tem habituado, tornaram-na uma das minhas favoritas da noite.
Foto: Jordan Strauss/Invision/AP

A minha favorita da noite foi mesmo RUTH NEGGA. Nomeada para o Oscar de Melhor Actriz, a protagonista de Loving surgiu num vestido vermelho Valentino, comprido, de manga comprida e gola subida, com alguns detalhes de renda. A maquilhagem (que destacou os seus enormes olhos e boca) e o cabelo, a condizer, transformaram-na na mais bonita desta cerimónia.
Foto: Jordan Strauss/Invision/AP

domingo, 26 de fevereiro de 2017

Oscars 2017: Os Actores Principais

Para finalizar, avalio agora os nomeados para o Oscar de Melhor Actor. Numa categoria onde o vencedor não é evidente, encontramos quatro desempenhos fabulosos (onde é quase impossível escolher o melhor) e uma prestação muito inferior às restantes. O melhor é que temos interpretações para todos os gostos. Eis os nomeados, por ordem de preferência:

Casey Affleck é o motor da narrativa e seguimo-lo de Boston a Machester-by-the-sea, entre o presente e passado, num conflito interior constante. Um homem triste, deprimido, com uma aura cheia de mágoa e culpa. O actor transparece todas estes sentimentos e emoções sem esforço e faz-nos nutrir facilmente uma simpatia tímida pela sua personagem reservada. Uma interpretação muito sentida e competente do actor que, cada vez mais, vai mostrando quem é o Affleck talentoso.

2. Viggo Mortensen por Capitão Fantástico (Captain Fantastic)
Viggo Mortensen é o outsider da categoria de Melhor Actor, pelo seu papel num filme sem mais nenhuma nomeação (mas que merecia, sem dúvida, estar na corrida para Melhor Argumento Original). O actor encarna uma personagem surpreendente, o homem que cria os filhos no meio da natureza, com exigência, rigor mas muito amor - à sua maneira. Poderá passar por lunático, vagueia entre a inconsciência e a vontade de que os filhos sejam os melhores e estejam o melhor preparados possível para o mundo. Firme e seguro ao início, a tristeza, o desalento e as dúvidas vão tomando conta da sua personagem ao longo de Capitão Fantástico. Uma verdadeira surpresa.

Ao lado de Emma Stone, Ryan Gosling canta, dança e representa. Em La La Land, o actor mostra a sua versatilidade, provando como se sabe reinventar e surpreender. Vai na sua segunda nomeação (que podia ser terceira, caso o tivessem nomeado pelo fabuloso papel em Blue Valentine), e ainda não é desta que leva o Oscar.

Denzel Washington encarna com a naturalidade da prática (representou no teatro esta mesma personagem, mais de 100 vezes) um homem de sonhos perdidos, que refugia no álcool os seus desgostos, em constante conflito com os filhos, ambicioso e egoísta. Quer fazer tudo pela família, mas são mais as oportunidades de triunfo que lhes rouba. Sendo quase omnipresente, não deixa de ser uma personagem incapaz de conquistar a plateia, tanta é a amargura que carrega em si. 

A ser nomeado, Andrew Garfield devia sê-lo por Silêncio, onde tem um desempenho especialmente bom a interpretar um padre jesuíta português no Japão, que sofre, perde-se e encontra-se, contra crenças e injustiças. Já em O Herói de Hacksaw Ridge, Garfield é dramático, frágil e inocente como a personagem pede, e cedo conquista a simpatia da plateia. No entanto, o fôlego que o filme precisa só chega quando passamos a ver Desmond tentar salvar os seus colegas feridos no campo de batalha. O actor é o anjo protector daquela batalha, incansável, mas de tão angelical, torna-se pouco convincente.

domingo, 5 de fevereiro de 2017

Crítica: La La Land - Melodia de Amor (2016)

"I guess I'll see you in the movies."
Sebastian

*8/10*

Damien Chazelle é bom - e frenético - no que faz, mas depois do surpreendente Whiplash, a ideia que se traduziu em La La Land merecia mais tempo para amadurecer. No entanto, é fácil deixarmo-nos levar pelas danças, música, nostalgia e, principalmente, pelo casal protagonista: Ryan Gosling e Emma Stone.

O filme começa como tudo começa em Los Angeles: na auto-estrada. Este é o lugar onde o pianista de jazz Sebastian (Ryan Gosling) encontra a aspirante a actriz Mia (Emma Stone), pela primeira vez. Sebastian tenta fazer com que as pessoas gostem de jazz tradicional no século XXI. Mia gostava de conseguir chegar ao fim de uma audição. Mas nenhum dos dois espera que o seu fatídico encontro os leve onde nunca poderiam chegar sozinhos.


Este musical dos tempos modernos, saudoso dos clássicos, chega cheio de memórias e um trabalho técnico soberbo. Já o argumento é um tanto banal, surpreendendo-nos com alguns momentos inesperados, mas perdendo-se, por vezes, em diálogos de repetição sem fim. Seria bom seguir a máxima que diz que "um olhar vale mais que mil palavras", mas tal só se aplicou mesmo no final do filme. Ainda assim, deixamo-nos levar pela música e pelo romance, pela melancolia e pelos sonhos a realizar, pelas cores vibrantes que nos transportam para outros tempos - que nunca existiram, afinal - onde o tradicional e o mais moderno se unem numa fusão divertida e arriscada. Guarda-roupa e direcção artística fazem um trabalho excelente no que toca a transportarem-nos para essa modernidade clássica.


Os sonhos comandam a narrativa e os protagonistas, que mereciam mais, brilham no meio do argumento imaturo. Há décadas que não se via um casal com tanta química como Gosling e Stone, que fazem par no cinema pela terceira vez (antes vimo-los juntos em Amor, Estúpido e Louco e Gangster Squad). Excelentes actores, desdobram-se também em cantores e bailarinos e saem-se bem nos três papéis, reforçando o talento que já sabíamos que tinham. A muito expressiva Emma Stone confirma aqui, por completo, o seu talento para a comédia, mostrando ainda como também sabe emocionar nos momentos dramáticos. Ryan Gosling mostra a sua versatilidade, provando como se sabe reinventar e surpreender.


A par da dupla de protagonistas, realização, montagem e direcção de fotografia fazem um trabalho exímio. Chazelle prossegue com o seu modo enérgico de filmar, onde a câmara dança com personagens e figurantes, perseguindo o jazz que o acompanha desde sempre, quer em Whiplash - Nos Limites, (e na curta-metragem homónima), quer na sua primeira longa-metragem, em 2009, Guy and Madeline on a Park Bench. Em La La Land um pouco menos de presença da câmara podia vir em seu benefício já que aqui, os sonhos e a nostalgia deveriam ter um pouco mais de destaque e mereciam ser apreciados com alguma calma. 

O trabalho de fotografia, de Linus Sandgren, compensa, todavia, todos os planos alvoraçados. As cores, o trabalho de luz e sombra iluminam de tal modo La La Land que nos hipnotizam por longos momentos, seja quando Sebastian e Mia dançam juntos em busca do carro dela ou observam as estrelas, ou quando o pianista toca, inspirado, deixando de lado as canções de Natal, ou mesmo quando Mia canta, emocionada, numa audição. A banda sonora de Justin Hurwitz torna ainda mais especial este musical (que nada seria sem o compositor), com temas alegres e difíceis de esquecer.


Comovente, romântico e sonhador são qualidades do mais recente filme do empenhado Damien Chazelle. Só mesmo o argumento apressado quebra ligeiramente a magia do musical moderno que homenageia os veteranos. O La La Land inesquecível chegaria daqui a uns anos, na sua plenitude. 

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017

Sugestão da Semana #257

Das estreias da passada Quinta-feira, a Sugestão da Semana destaca o tão falado La La Land: Melodia de Amor, de Damien Chazelle, o musical protagonizado por Emma Stone e Ryan Gosling.

LA LA LAND: MELODIA DE AMOR


Ficha Técnica:
Título Original: La La Land
Realizador: Damien Chazelle
Actores: Ryan Gosling, Emma Stone, Rosemarie DeWitt
Género: Comédia, Drama, Musical
Classificação: M/12
Duração: 128 minutos

segunda-feira, 9 de janeiro de 2017

Globos de Ouro 2017: Os Vencedores

A 74.ª edição dos Globos de Ouro acontece na madrugada de Domingo, em Los Angeles. Por aqui, estaremos a actualizar em tempo real os vencedores das categorias de cinema.


Melhor Filme - Drama
O Herói de Hacksaw Ridge
Hell or High Water - Custe o Que Custar
Lion - A Longa Viagem para Casa
Manchester by the Sea
Moonlight

Melhor Actriz - Drama
Amy AdamsO Primeiro Encontro (Arrival)
Jessica ChastainMiss Sloane
Isabelle Huppert, Ela (Elle)
Ruth NeggaLoving
Natalie PortmanJackie

Melhor Actor - Drama
Casey AffleckManchester by the Sea
Joel EdgertonLoving
Andrew GarfieldO Herói de Hacksaw Ridge
Viggo Mortensen, Capitão Fantástico (Captain Fantastic)
Denzel WashingtonVedações (Fences)

Melhor Filme - Comédia ou Musical
Mulheres do Século XX (20th Century Women)
Deadpool
La La Land: Melodia de Amor
Florence, Uma Diva Fora de Tom (Florence Foster Jenkins)
Sing Street

Melhor Actriz - Comédia ou Musical
Annette BeningMulheres do Século XX (20th Century Women)
Lily CollinsRules Don't Apply
Hailee SteinfeldEdge of Seventeen
Emma StoneLa La Land: Melodia de Amor
Meryl StreepFlorence, Uma Diva Fora de Tom (Florence Foster Jenkins)

Melhor Actor - Comédia ou Musical
Colin FarrellA Lagosta (The Lobster)
Ryan GoslingLa La Land: Melodia de Amor
Hugh GrantFlorence, Uma Diva Fora de Tom (Florence Foster Jenkins)
Jonah HillOs Traficantes (War Dogs)
Ryan ReynoldsDeadpool

Melhor Filme de Animação
Kubo e as Duas Cordas (Kubo and the Two Strings)
Vaiana (Moana)
My Life as a Zucchini (Ma vie de Courgette)
Cantar! (Sing!)
Zootrópolis (Zootopia)

Melhor Filme Estrangeiro
Divines
Ela (Elle)
Neruda
O Vendedor (The Salesman)
Toni Erdmann

Melhor Actriz Secundária
Viola Davis, Vedações (Fences)
Naomie HarrisMoonlight
Nicole KidmanLion - A Longa Viagem para Casa
Octavia SpencerElementos Secretos (Hidden Figures)
Michelle WilliamsManchester by the Sea

Melhor Actor Secundário
Mahershala AliMoonlight
Jeff BridgesHell or High Water - Custe o Que Custar
Simon HelbergFlorence, Uma Diva Fora de Tom (Florence Foster Jenkins)
Dev PatelLion - A Longa Viagem para Casa
Aaron Taylor JohnsonAnimais Noturnos (Nocturnal Animals)

Melhor Realizador
Damien ChazelleLa La Land: Melodia de Amor
Tom FordAnimais Noturnos (Nocturnal Animals)
Mel Gibson, O Herói de Hacksaw Ridge
Barry JenkinsMoonlight
Kenneth LonerganManchester by the Sea

Melhor Argumento
Damien ChazelleLa La Land: Melodia de Amor
Tom FordAnimais Noturnos (Nocturnal Animals)
Barry JenkinsMoonlight
Kenneth LonerganManchester by the Sea
Taylor SheridanHell or High Water - Custe o Que Custar

Melhor Banda Sonora Original
MoonlightNicholas Brittell
La La Land: Melodia de AmorJustin Hurwitz
O Primeiro Encontro(Arrival), Jóhann Jóhannsson
Lion - A Longa Viagem para CasaDustin O'Halloran e Hauschka
Elementos Secretos (Hidden Figures)Benjamin Wallfisch, Pharrell Williams e Hans Zimmer

Melhor Canção Original
Can't Stop the FeelingTrolls
City of StarsLa La Land: Melodia de Amor
FaithCantar! (Sing!)
GoldGold
How Far I'll GoVaiana (Moana)

Prémio Cecil B. DeMille
Meryl Streep

Artigo actualizado pela última vez às 4h05.

segunda-feira, 19 de dezembro de 2016

Primeiro trailer de Blade Runner 2049

Blade Runner 2049, a sequela de Blade Runner (1982), já tem trailer. Nestas primeiras imagens vemos os dois grandes nomes do elenco, Harrison Ford, que regressa como Rick Deckard, e Ryan Gosling. O filme é realizado por Denis Villeneuve e tem Ridley Scott como produtor executivo.

Blade Runner 2049 tem estreia prevista para 5 de Outubro de 2017, em Portugal.

sábado, 5 de novembro de 2016

Novo trailer de La La Land

O musical La La Land tem um novo trailer. O filme é realizado por Damien Chazelle (Whiplash), e protagonizado por Emma Stone e Ryan Gosling. Já se fala em nomeações para os Oscars.


La La Land tem estreia prevista em Portugal para Janeiro de 2017.

segunda-feira, 30 de maio de 2016

Sugestão da Semana #222

Das estreias da passada semana, a Sugestão da Semana destaca a comédia Bons Rapazes, com Russell Crowe e Ryan Gosling.

BONS RAPAZES


Ficha Técnica:
Título Original: The Nice Guys
Realizador: Shane Black
Actores: Russell Crowe, Ryan Gosling, Angourie Rice, Matt Bomer
Género: Acção, Comédia, Crime
Classificação: M/14
Duração: 116 minutos

terça-feira, 23 de fevereiro de 2016

Crítica: A Queda de Wall Street / The Big Short (2015)

"Truth is like poetry. And most people fucking hate poetry."
Overheard at a Washington, D.C. bar

*7.5/10*

Não percebe nada da crise financeira? A Queda de Wall Street explica, trocando os termos complexos por "miúdos". No meio da tragédia de muitos, há sempre os que ficam a ganhar e Adam McKay conta-nos tudo com um humor sarcástico ao estilo de "eles bem vos avisaram".

O elenco conta com nomes sonantes e a longa-metragem traz consigo muitos "convidados" surpresa que se interpretam a si mesmos. Os filmes sobre a bolsa não têm de ser massudos e A Queda de Wall Street é a prova: gargalhadas não vão faltar e não vamos querer perder nem um minuto.

A história é simples: quando quatro homens vêem o que os grandes bancos, comunicação social e governo recusaram ver - o colapso global da economia - têm uma ideia. Os seus investimentos avultados levam-nos aos meandros do sistema bancário moderno, onde têm de questionar tudo e todos.

Nos últimos anos, não precisamos de pensar muito para nos lembrarmos de longas-metragens que envolvam temáticas sobre a bolsa, os bancos e a crise. Margin Call - O Dia Antes do Fim (2011) e O Lobo de Wall Street (2013) são dois títulos flagrantes. Dois bons filmes, cada um ao seu estilo, um mais sério, outro hilariante, não são contudo totalmente claros para um público leigo na matéria.


McKay é tão simples como arrojado em A Queda de Wall Street. Usa a câmara como se de um documentário se tratasse, aproximando a plateia das personagens, das suas expectativas e desilusões. A montagem é dinâmica e não deixa ninguém sentir-se aborrecido. Os actores, por vezes, olham-nos nos olhos e falam para a câmara, integrando-nos como se não houvesse qualquer ecrã a separar-nos. Por outro lado, somos conduzidos por um narrador - Ryan Gosling - que nos conta tudo com muito sarcasmo, numa provocação saudável. Somos uma espécie de espectador-participante. 

O elenco faz um bom trabalho, com destaque para Christian Bale e Steve Carell. Bale é Michael Burry o primeiro cérebro a prever a queda do mercado imobiliário. Um homem rebelde, solitário que, praticamente vive no escritório. O actor incorpora de forma hilariante este homem que se veste e comporta como um adolescente, de baquetas nas mãos e com a cabeça cheia de números. Já Carell é Mark Baum, inseguro e quase insuportável, é ele ainda assim quem parece ter a consciência mais pesada com o que acaba de descobrir. Ainda de destacar é a personagem de Ryan Gosling, Jared Vennett, sarcástico e sem escrúpulos, vai proporcionar boas gargalhadas. Quase despercebido passa Brad Pitt na pele de Ben Rickert, o homem que não quer lucrar com a crise, apenas dá uma mãozinha a quem lhe pede ajuda.


A Queda de Wall Street mune-se de um argumento bem construído e resulta numa critica mordaz ao ciclo vicioso do crédito. Com muito humor, Adam McKay dá uma aula sobre a crise à plateia.

domingo, 28 de julho de 2013

Sugestão da Semana #74

Das estreias da passada Quinta-feira, o novo filme de Nicolas Winding Refn é a Sugestão da Semana e já tem crítica no Hoje Vi(vi) um Filme.



Ficha Técnica:
Título Original: Only God Forgives
Realizador: Nicolas Winding Refn
Actores: Ryan Gosling, Kristin Scott Thomas, Vithaya Pansringarm
Género: Crime, Drama, Thriller
Classificação: M/16
Duração: 90 minutos

quarta-feira, 24 de julho de 2013

Crítica: Só Deus Perdoa / Only God Forgives (2013)

"Time to meet the devil"
Billy

*9/10*

Obscuro, inquietante e hipnótico são três características que assentam bem a Só Deus Perdoa, o filme que marca o regresso de Nicolas Winding Refn. A violência - física e psicológica - continua, fazendo jus à obra do realizador, mas muito mais há para além do espectáculo visual que a acompanha. Bem mais complexo do que aparenta, Só Deus Perdoa é uma experiência sensorial e sentimental - consegue mexer com os sentidos, mas igualmente com o que de mais profundo há em cada um de nós.

"Está na altura de conhecer o Diabo", diz Billy ainda no início do filme. A frase serve de passaporte para o que vem de seguida. As meninas devem fechar os olhos e os homens prestar atenção, como a certo momento é aconselhado. Ao longo da carreira, Refn tem-se aproximado do título de realizador da "ultra-violência", que cada vez mais se insiste em usar para caracterizar a sua filmografia. Nesses termos, Só Deus Perdoa não foge à regra, chegando mesmo a ser aterrador num sentido mais lato, com a banda sonora a assumir um papel fulcral nesse aspecto.

A mais recente longa-metragem de Refn apresenta-nos Julian (Ryan Gosling), que está à frente de um clube de boxe tailandês, fachada para um negócio de tráfico de droga. Mas quando o seu irmão é assassinado e a sua mãe, Crystal (Kristin Scott Thomas), chega a Banguecoque para reclamar vingança, tudo muda. No seu caminho está Chang (Vithaya Pansringarm), um misterioso policia, idolatrado pelos seus pares.


A Banguecoque nocturna serve de cenário - muito exótico - para a acção de Só Deus Perdoa. O argumento, longe de exaustivo e com alguns vazios por preencher, oferece muito mais do que parece à primeira vista. Sangue e violência abundam ao longo dos 90 minutos da longa-metragem. Poucas falas, muita acção, recheada de cores eléctricas - vermelhos, amarelos e azuis "iluminam" a maior parte do filme -, e temáticas profundas. Requere-se, sobretudo, sensibilidade - física e psicológica - para chegar ao âmago de Só Deus Perdoa.

Se por um lado temos essa "ultra-violência" de que tanto se fala, por outro lado temos a possível justificação para que ela aconteça. Uma das lições a tirar do novo trabalho de Refn é a de que todos os actos têm consequências - para o melhor e para o pior -, e sabemo-lo desde logo através do título.

Ao mesmo tempo, a importância da família surge como outro tema-chave em Só Deus Perdoa. O caso mais flagrante é o da família protagonista - Julian, Billy e a mãe Crystal. Parece existir uma espécie de complexo de Édipo, uma relação complicada e um tanto sinistra entre esta mãe e filhos. Julian é um filho submisso, com claros problemas que daí advêm. Perto do final podemos testemunhar a única aproximação real a uma mãe que ele venera, mas desconhece, que lhe parece inatingível. Ao mesmo tempo, outras famílias surgem ao longo do filme, e, em todas elas, uma forte mensagem nos é transmitida.


A quase ausência de falas de Ryan Gosling durante o filme (22 linhas, ao todo) é provavelmente a  maior semelhança que se poderá apontar relativamente a Drive, onde o protagonista também pouco falava. Aliás, sabe-se que os diálogos são secundários para Refn - lembremo-nos de One-Eye que não diz uma única palavra em Valhalla Rising (2009). E é nesse filme que pode recair a maior parte das comparações com Só Deus Perdoa. O ritmo lento é comum a ambos, bem como os vermelhos-fortes, muitas vezes em tom premonitório - premonições essas que também surgem constantemente de forma subtil ao longo de Só Deus Perdoa.

Todavia, é esteticamente que Só Deus Perdoa atinge a excelência. A realização alia-se à fotografia (sob a direcção de Larry Smith) e, juntas, oferecem-nos os mais belos quadros pintados num ecrã de cinema. Em cada cena presenciamos planos de excelência, geometricamente estudados e iluminados de forma brilhante. A câmara olha através das divisões de uma casa, espreita por entre as portas, oferecendo uma experiência única. Em união perfeita com a componente visual e acção está a banda sonora, de Cliff Martinez, que nos faz temer aquelas personagens e consegue, por vezes, contrastar de forma arrepiante com aquilo a que assistimos.


O elenco tem um desempenho irrepreensível. Ryan Gosling não descura a personagem e, mesmo pouco dizendo, consegue transmitir-nos o essencial através da sua (in)expressão. O protagonista revela uma arrepiante submissão perante a mãe, uma sexualidade complicada, e um sentido de justiça que lhe está no sangue. Apesar da coragem que demonstra, parece esconder em si muitos medos - encontramo-los nos corredores e quartos escuros, que abundam em Só Deus Perdoa. Deslumbrante está Kristin Scott Thomas, com uma interpretação magistral da maliciosa mãe, Crystal. A actriz prova-nos aqui, uma vez mais, o seu talento e glamour, até na pele da mais fria e asquerosa mulher. Quando surge, Crystal é acompanhada por muitos tons de amarelo, que se podem relacionar com todo o luxo que a rodeia - as cenas no hotel são um óptimo exemplo. Por seu lado, o grande destaque vai para o actor tailandês Vithaya Pansringarm na pele do polícia Chang. Com uma interpretação desconcertante, ele faz-nos temer. O seu sentido de justiça pode fazer-nos compará-lo ao "Deus" do título do filme, ou ao "Diabo" que vamos conhecendo. É muito interessante observar como, depois do dever cumprido, o polícia termina a noite com os colegas de trabalho num karaoke.

Refn traz-nos um filme difícil de digerir, que apela, acima de tudo, a uma forte reflexão sobre o conceito de justiça (divina?). Uma obra de uma beleza visual estonteante, repleta de uma violência estética que poucos nos proporcionam: Só Deus Perdoa, mas o público também.

sexta-feira, 14 de junho de 2013

Only God Forgives: Novo trailer e posters

O próximo filme de Nicolas Winding Refn está para breve em Portugal - 25 de Julho é a data prevista de estreia - e há novo trailer e posters, bem bonitos, por sinal. Only God Forgives (Só Deus Perdoa, em português) é protagonizado por Ryan Gosling,  Kristin Scott ThomasVithaya Pansringarm, as caras que figuram nos posters agora conhecidos.

Conhece-os aqui, bem como ao mais recente trailer:





quinta-feira, 4 de abril de 2013

Red Band Trailer de Only God Forgives

O novo filme de Nicolas Winding Refn, Only God Forgives, protagonizado por Ryan Gosling, já tem o seu primeiro Red Band Trailer. Este trailer "especial", para os menos sensíveis, não se coíbe de mostrar o sangue e violência que caracterizam o filme.

Cá está o trailer. Por aqui aguarda-se o filme ansiosamente e com muita curiosidade.

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

Parabéns, Ryan Gosling!

Ryan Gosling tem uma carreira ainda curta, mas já provou o grande talento que possui. No dia em que um dos melhores jovens actores da actualidade completa 32 anos, nada melhor do que relembrar alguns dos seus melhores papéis. 

Aqui vos deixo, então, um top 5(+1) daquelas que são, na minha opinião, as suas melhores prestações.

6. O Diário da Nossa Paixão (The Notebook), 2004, como Noah


O destaque a esta interpretação funciona como uma espécie de menção honrosa, já que foi com este filme que o actor canadiano conseguiu realmente revelar-se e ficar na memória de todos. Acima de tudo, assistimos aqui a uma interpretação apaixonada e apaixonante, de um Noah rebelde e lutador.

5. Nos Idos de Março (The Ides of March), 2011, como Stephen Meyers


Uma lição de política apresentada através da personagem interpretada por Ryan Gosling, que passa da ingenuidade inicial a uma frieza e perversidade inquietantes. Uma das suas grandes interpretações de 2011.

4. Lars e o Verdadeiro Amor (Lars and the Real Girl), 2007, como Lars Lindstrom


O homem que se apaixonada por uma boneca insuflável é Lars, a quem Gosling veste a pele. Tímido, inseguro e verdadeiramente crente na paixão que diz nutrir pela sua companheira inanimada, Bianca. A estranheza inicial transforma-se em ternura e compreensão por parte de quem assiste.

3. Half Nelson - Encurralados (Half Nelson), 2006, como Dan Dunne


Um registo pesado, onde o actor encarna um professor viciado em cocaína, que desenvolve amizade com uma das suas alunas, que cedo descobre o seu segredo. Num ambiente problemático e com uma personagem exigente, Gosling volta a mostrar o seu valor. 

2. Blue Valentine - Só Tu e Eu (Blue Valentine), 2010, como Dean


Uma interpretação emotiva e onde se sente a total entrega do actor à personagem que, juntamente com a também fantástica Michelle Williams, resulta num dos pares mais credíveis dos últimos tempos, num filme singular e inquietante. Em todos os momentos, sente-se o realismo e o amor sofrido de Dean e Cindy.

1.  Drive - Risco Duplo (Drive), 2011, como Driver


No meio de diversas personagens, foi com o anti-herói sem nome, apenas conhecido como Driver, que Ryan Gosling teve uma das melhores interpretações da sua (ainda curta) carreira. Romântico, mas frio e capaz de tudo para proteger quem ama, Driver é de poucas falas e muita acção.

Trabalho não tem faltado a Ryan Gosling e estão para breve mais três filmes: Força Anti-Crime, Place Beyond the Pines e Only God Forgives. Imparável, só teremos de aguardar por mais interpretações de peso do jovem actor canadiano.


Parabéns, Ryan Gosling!