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segunda-feira, 25 de março de 2019

Prémios Sophia 2019: Vencedores

A cerimónia de entrega dos Prémios Sophia 2019 aconteceu este Domingo à noite, no Casino Estoril. Raiva, de Sérgio Tréfaut, foi um dos grandes vencedores desta edição.


Fica a conhecer a lista completa de vencedores dos prémios do cinema português.


Melhor Filme
Cabaret Maxime, BA FILMES
Parque Mayer, MGN Filmes
Raiva, Faux
Soldado Milhões, Ukbar Filmes

Melhor Documentário em Longa-Metragem
Correspondências, de Rita Azevedo Gomes
Doutores Palhaços, de Hélder Faria e Bernardo Lopes
Luz Obscura, de Susana Sousa Dias
O Labirinto da Saudade, de Miguel Gonçalves Mendes

Prémio Sophia Estudante
Bruma, de Sofia Cachim, Daniela Santos, Gabriel Peixoto e Mónica Correia – Escola das Artes - Univ Católica Portuguesa
No Fim do Mar, de João Monteiro - ESAP - Escola Superior Artística do Porto
O Chapéu, de Alexandra Allen - Instituto Politécnico do Cávado e do Ave
Terra Ardida, de Francisco Romão - ETIC

Melhor Série/Telefilme
3 Mulheres, de Fernando Vendrell – David e Golias
Circo Paraíso, de Tiago Alvarez Marques – Vende-se Filmes
Sara, de Marco Martins – Ministério dos Filmes
Soldado Milhões, de Jorge Paixão da Costa e Gonçalo Galvão Teles – Ukbar Filmes

Melhor Direcção de Fotografia
Acácio de Almeida – Raiva
José António Loureiro – Soldado Milhões
Paulo Castilho – Pedro e Inês
Rui Poças – ZAMA

Melhor Canção Original
Arabic Soul - Letra e música Tomás Gomes – Colo
Cudin - Composição por Miguel Moreira aka Tibars e Vasco Viana – Djon África
Duelo Ao Sol - Composição por Xutos e Pontapés – Linhas de Sangue
Liberdade e Alegria - Letra: António-Pedro Vasconcelos, música: José M. Afonso – Parque Mayer

Melhor Argumento Adaptado
António Ferreira e Glória M. Ferreira, adaptado do livro A Trança de Inês de Rosa Lobato de Faria – Pedro e Inês
Carlos Saboga, adaptado de Livro Negro De Padre Dinis de Camilo Castelo Branco – O Caderno Negro
João Milagre e Fátima Ribeiro, adaptado a partir da obra de Virgílio Ferreira – Aparição
Sérgio Tréfaut, Fátima Ribeiro, adaptado da obra Seara de Vento de Manuel da Fonseca – Raiva

Melhor Argumento Original
Bruno de Almeida e John Frey – Cabaret Maxime
Jorge Paixão da Costa e Mário Botequilha – Soldado Milhões
Leonor Pinhão – Ruth
Tiago R. Santos – Parque Mayer

Melhor Banda Sonora Original
José M. Afonso – Parque Mayer
Luís Pedro Madeira – Pedro e Inês
Manuel João Vieira – Cabaret Maxime
The Legendary Tigerman – Ruth

Melhor Montagem
António Ferreira – Pedro e Inês
Bruno De Almeida e Pedro Ribeiro – Cabaret Maxime
João Braz – Soldado Milhões
Pedro Ribeiro – Parque Mayer

Melhor Maquilhagem e Cabelos
Abigail Machado e Mário Leal – Parque Mayer
Emmanuelle Fèvre – Raiva
Maria José Silvestre – Ruth
Nuno Esteves “Blue” – Cabaret Maxime

Melhor Guarda Roupa
Joana Cardoso – Soldado Milhões
Lucha D'Orey – Ruth
Maria Gonzaga – Parque Mayer
Sílvia Grabowski – Pedro e Inês

Melhor Realizador
António Ferreira – Pedro e Inês
António-Pedro Vasconcelos – Parque Mayer
Bruno de Almeida – Cabaret Maxime
Sérgio Tréfaut – Raiva

Melhor Som
Olivier Blanc, Bruno Tarrière – Raiva
Pedro Melo, Branko Neskov, Ivan Neskov e Elsa Ferreira – Soldado Milhões
Pedro Melo & Miguel Martins – Cabaret Maxime
Vasco Pedroso, Branko Neskov, Elsa Ferreira – Parque Mayer

Melhor Direcção Artística
Clara Vinhais – Parque Mayer
Isabel Branco – O Caderno Negro
Joana Cardoso – Soldado Milhões
João Torres – Cabaret Maxime

Melhores Efeitos Especiais/Caracterização
Filipe Pereira e Manuel Jorge – Soldado Milhões
Júlio Alves – Pedro e Inês
Olga José – Carga
Rita De Castro E Nuno Esteves "Blue" – Linhas de Sangue

Melhor Actriz Principal
Ana Padrão – Cabaret Maxime
Daniela Melchior – Parque Mayer
Isabel Ruth – Raiva
Joana de Verona – Pedro e Inês

Melhor Actor Principal
Adriano Carvalho – Vazante
Diogo Amaral – Pedro e Inês
Francisco Froes – Parque Mayer
Hugo Bentes – Raiva

Melhor Actriz Secundária
Alexandra Lencastre – Parque Mayer
Ana Bustorff – Ruth
Beatriz Batarda – Colo
Carla Maciel - Parque Mayer

Melhor Actor Secundário
Adriano Luz – Raiva
Cristóvão Campos – Pedro e Inês
Dmitry Bogomolov – Carga
Miguel Guilherme – Parque Mayer

Melhor Documentário em Curta-Metragem
Kids Sapiens Sapiens, de António Aleixo
Pele de Luz, de André Guiomar
Russa, de João Salaviza e Ricardo Alves Jr.
Sombra Luminosa, de Mariana Caló e Francisco Queimadela

Melhor Curta-Metragem de Ficção
Aquaparque, de Ana Moreira
Como Fernando Pessoa Salvou Portugal, de Eugène Green
Sleepwalk, de Filipe Melo
Terra Amarela, de Dinis M. Costa

Curta-Metragem de Animação
Agouro, de David Doutel e Vasco Sá
Entre Sombras, de Mónica Santos e Alice Guimarães
Porque É Este O Meu Ofício, de Paulo Monteiro
Razão Entre Dois Volumes, de Catarina Sobral

Prémio Carreira
Lia Gama
Pedro Éfe

terça-feira, 6 de novembro de 2018

Sugestão da Semana #349

Das estreias da passada Quarta-feira, a Sugestão da Semana destaca o filme português Raiva, de Sérgio Tréfaut. O filme recorda os tempos da ditadura de Salazar por terras alentejanas e tem crítica no Hoje Vi(vi) um Filme.


Ficha Técnica:
Título Original: Raiva
Realizador: Sérgio Tréfaut
Actores: Hugo Bentes, Isabel Ruth, Leonor Silveira, Adriano Luz, Rita Cabaço, Luís Miguel Cintra, Catarina Wallenstein, Rogério Samora, Herman José, José Pinto, Diogo Dória, Lia Gama, João Pedro Bénard, Xico Xapas
Género: Drama
Classificação: M/14
Duração: 84 minutos

domingo, 4 de novembro de 2018

Crítica: Raiva (2018)

*7/10*

É preciso continuar a lembrar o povo do que foi viver em ditadura. Mais ainda, em tempos como os que correm. Sérgio Tréfaut faz a sua parte ao filmar Raiva, baseado na obra Seara do Vento, de Manuel da Fonseca.


Raiva passa-se no Alentejo, em 1950. Nos campos desertos do Sul de Portugal, fustigados pelo vento e pela fome, a violência explode de repente: vários assassinatos a sangue frio têm lugar numa só noite. Porquê? Qual a origem dos crimes? A história relata os acontecimentos que levaram um camponês pobre a assassinar dois homens a sangue frio e afrontar sozinho a guarda e o exército numa luta desigual.

Mais habituado ao género documental, aqui é a ficção que prevalece, mas não muito distante da História real que aconteceu naqueles campos alentejanos em plena ditadura (quer na realidade, nos anos 30, quer no livro, nos anos 50). Tal como o protagonista diz, a certo momento: "nas terras mortas não há pão, os pobres nascem pobres, os ricos nascem ricos, os pobres morrem pobres, os ricos morrem ricos". Eis um bom resumo de Raiva, onde o abuso de poder dos ricos sobressai. O cante alentejano (não esqueçamos que Tréfaut realizou Alentejo, Alentejo em 2014) acompanha as personagens na sua dor.


A preto e branco como os tempos pedem, entre o passado, a pobreza e a fome, Raiva prima pela direcção de fotografia de Acácio de Almeida e pela crueza da realidade que retrata e que ninguém quer que se repita. 

A simplicidade da história que conta, e deambula pelo neo-realismo, não é maior do que tudo o que simboliza. Um enredo intenso, de que conhecemos primeiro o fim, e depois todos os acontecimentos que levaram àquele desfecho. Esta opção faz com que Raiva perca cedo o fôlego inicial, sem deixar de ser profundo.


No elenco, muitos nomes experientes, de onde destaco a sempre fabulosa Isabel Ruth num papel à sua imagem, uma mulher destemida e forte, e um protagonista não-actor. Hugo Bentes é natural de Serpa e faz parte de grupos de cante alentejano, tendo sido um dos visados no documentário de Sérgio Tréfaut, onde também deu a cara ao cartaz do filme. No caso de Raiva, Bentes revela-se a escolha perfeita, com a alma de um homem da terra e uma grande presença. Das lides do teatro, surge a talentosa Rita Cabaço com um papel pequeno mas relevante, de uma jovem corajosa e emancipada, muito à frente no seu tempo, contra e o abuso de poder constante.

Eis um bom western à portuguesa.

segunda-feira, 6 de agosto de 2018

Periferias: Festival Internacional de Cinema de Marvão e Valência de Alcântara de 10 a 20 de Agosto

A 6.ª edição do Periferias: Festival Internacional de Cinema de Marvão e Valência de Alcântara realiza-se de 10 a 20 de Agosto. 

Raiva, de Sérgio Tréfaut, abre o festival que, este ano, homenageia Garcia de Orta, médico e naturalista nascido na região, no século XVI. O Castelo de Marvão é o palco escolhido para a abertura deste evento transfronteiriço, cuja aposta passa por apresentar cinema de autor, em itinerância através de um conjunto de aldeias históricas e lugares emblemáticos da raia luso-espanhola.


Os filmes serão apresentados, maioritariamente, em sessões nocturnas ao ar livre. Sérgio Tréfaut, Catarina Mourão, Hugo Magro e os espanhóis Joaquín Rodrigo, Rubin Stein, Josep Lluís Penadès, Rodrigo Canet e Eva Urbano são presenças confirmadas no festival.

Antes do arranque oficial do Festival, acontecem duas sessões especiais em Cedillo, a 8 e 9 de Agosto, com a exibição dos documentários Guadalquivir, de Joaquín Gutierrez Acha, e Luna Grande, Un tango por Garcia Lorca, de Juan José Ponce.

Nos dias 10 e 11 de Agosto, respectivamente, no Parque de Esculturas de Marvão (Quinta do Barrieiro) e Castelo de Vide, evoca-se a figura do médico e naturalista Garcia de Orta. O programa para estes dois dias inclui propostas de cinema e música, que estabelecem uma ligação com a época e os lugares onde o médico viveu e desenvolveu a sua pesquisa.

Além de um documentário biográfico sobre o autor, serão exibidos os filmes El Bosco - El Jardin de los Sueños, José Luíz Lopez-Linares, sobre a obra do pintor holandês Jerónimo Bosch, e A Dama de Chandor, de Catarina Mourão, filmado em Goa. Destaque também para o concerto Distant Sound Connection, projecto dos músicos Hekuly, Sali & Arkadius. Há espaço ainda para uma maratona de curtas ibéricas, um ciclo de cinema ambiental, uma "macedónia de filminhos" para crianças e sessões junto dos lares da terceira idade. O Periferias apresenta ainda exposições, palestras e espectáculos musicais, privilegiando as temáticas dos direitos humanos, ambiente e cultura.

Aos palcos habituais do festival - Marvão, Valência de Alcântara, Galegos, Fontañera, Portagem, Beirã e Santo António das Areias - somam-se este ano as localidades de Cedillo e Malpartida de Cáceres, em Espanha, e Castelo de Vide e Porto da Espada, em Portugal.

Todas as informações sobre o Periferias e programa completo podem encontrar-se em http://periferiasfestival.com/ e https://www.facebook.com/periferiasfestival/.

quarta-feira, 19 de julho de 2017

Sugestão da Semana #281

Das estreias da passada Quinta-feira, a Sugestão da Semana destaca o filme português Treblinka, de Sérgio Tréfaut.

TREBLINKA




Ficha Técnica:
Título Original: Treblinka
Realizador: Sérgio Tréfaut
Actores: Isabel Ruth, Kiril Kashlikov
Género: Drama, História
Classificação: M/14
Duração: 61 minutos

domingo, 21 de setembro de 2014

Sugestão da Semana #134

Das estreias da passada Quinta-feira, o Hoje Vi(vi) um Filme rendeu-se ao filme português Alentejo, Alentejo, de Sérgio Tréfaut, e é ele a Sugestão da Semana. Uma declaração de amor ao Cante Alentejano, a quem o canta e a quem o escuta. A crítica ao filme pode ser lida ou relida aqui.

ALENTEJO, ALENTEJO


Ficha Técnica:
Título Original: Alentejo, Alentejo
Realizador: Sérgio Tréfaut
Género: Documentário
Classificação: M/12
Duração: 98 minutos

segunda-feira, 28 de abril de 2014

IndieLisboa'14: Alentejo, Alentejo (2014)

*9/10*

Um documentário cheio de emoção e de chamamento às raízes, Alentejo, Alentejo, de Sérgio Tréfaut, trouxe ao IndieLisboa (onde integra a Competição Nacional e Observatório) uma surpresa cheia de sentimento e um excelente retrato do Cante Alentejano. Uma viagem à tradição, ao Alentejo profundo, mas também a todos os locais por onde estes cantos deixam marcas ou renascem da boca e para os ouvidos de gente de todas as idades.

De origem popular, o “cante” alentejano sobrevive graças aos grupos que o cultivam no Alentejo e na periferia de Lisboa, os quais recapitulam em ensaio o repertório conhecido de memória, quase sem registo escrito ou sonoro e com reduzidas alterações criativas. No Alentejo, dezenas de grupos amadores reúnem-se regularmente para ensaiar antigos cantos polifónicos e para improvisar cantos sobre o tempo presente. Nascido nas tabernas e nos campos, cantado por camponeses e por mineiros, o cante alentejano deixou os campos e atravessou as fronteiras da sua região. Nas últimas décadas, com a diáspora alentejana, apareceram novos grupos na periferia industrial de Lisboa e em diversos países de emigração, acentuando o cante como traço identitário dos alentejanos onde quer que estejam.

Ainda perto do início de Alentejo, Alentejo rumamos a Lisboa, ao grande piquenique na Praça do Comércio, com um concerto de Tony Carreira. O grupo coral foi convidado a ali comparecer. Contudo, o Cante Alentejano não se deu bem na multidão alienada e barulhenta da capital. Requer a tranquilidade do campo ou, pelo menos, a atenção e disponibilidade para ver, ouvir e sentir, à flor da pele, estas vozes e palavras.

Sérgio Tréfaut parte em busca das suas raízes e leva-nos consigo para que conheçamos (ou reconheçamos) uma das grandes tradições musicais portuguesas, com a calma e ritmo certo para a sentir. Ao apresentar uma série de grupos corais, o realizador desmistifica o Cante Alentejano, que é cantado por homens, mas também por mulheres ou grupos mistos e de todas as idades. Muitos são os jovens que reavivam a tradição, cantando com a mesma emoção e dedicação que os mais velhos.


Homens e mulheres cantam e contam-nos as suas histórias - muitas de uma infância dura e pobre, onde o Cante era um dos momentos de maior alegria - e contagiam-nos com esta paixão que não vivemos, nem ajudamos a criar, mas que vamos ter vontade de preservar e ver continuar.

Muitos relatos são feitos sentados à mesa - a típica açorda não poderia deixar de acompanhar estes cantares. Tréfaut intercala a música com estas conversas à refeição, com o trabalho no campo, na padaria, na mina ou com os relatos de crianças, na escola, com familiares ligados à tradição do cante Alentejano - muitos deles emigrantes.

Alentejo, Alentejo mostra como o Cante Alentejano está vivo e deve ser escutado. Das vozes femininas às masculinas, das vozes magoadas pela terra e pela vida, aos jovens que amam a tradição e sentem cada verso do que cantam, ou às crianças que começam agora a conhecer e a aprender - mesmo longe da região mãe -, este documentário apresenta um intimo e arrepiante registo dos cantares populares alentejanos na actualidade.