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quinta-feira, 25 de fevereiro de 2016

Oscars 2016: Os Actores Secundários

Os Oscars são já no dia 28 e, como de costume, faço uma pequena análise aos nomeados nas categorias mais esperadas. Começo com o Oscar de Melhor Actor Secundário. Não é uma categoria fácil. A competição é renhida e a qualidade dos actores é enorme. É complicado ordená-los por ordem de preferência, mas aqui fica.

Devem-lhe um Oscar. Mais ainda pelo seu Rocky, agora reformado do ringue, frágil e emocional. Stallone mostra um lado muito humano, a prova de como até os ícones envelhecem e são reais. Emociona-se e emociona-nos, este Rocky Balboa magoado pela vida, que parece descobrir em Adonis a força e vitalidade que os anos lhe roubaram. 

Ele é mesmo bom a fazer de vilão. Tom Hardy consegue encarnar na perfeição Fitzgerald, o homem ausente de sentimentos, com uma maldade imensa a pairar sobre si, sem arrependimentos. Mais um grande desempenho de um actor que ainda continua a ser subvalorizado - justamente deram-lhe a nomeação.

Quase podia passar despercebido, não fosse o magnetismo que emana, que só os bons actores conseguem atingir. Mark Rylance é o espião russo, Rudolf Abel. Um desempenho comedido, de um homem de ar frágil, com uma presença muito forte, acusado de espionagem mas capaz de comover o público.

Num filme de grandes desempenhos, Mark Ruffalo tem possivelmente o desempenho mais forte. Até a postura e forma do actor se movimentar estão diferentes, na pele do jornalista luso-descendente, Mike Rezendes, emocional, corajoso, persistente, sem papas na língua e verdadeiramente incomodado com o caso que investiga.

Christian Bale é um camaleão. Desta vez, vestiu a pele de Michael Burry, o primeiro cérebro a prever a queda do mercado imobiliário. Um homem rebelde, solitário que, praticamente, vive no escritório. O actor incorpora de forma hilariante este homem que se veste e comporta como um adolescente, de baquetas nas mãos e com a cabeça cheia de números.

quinta-feira, 24 de dezembro de 2015

Crítica: Creed: O Legado de Rocky (2015)

"One step at a time. One punch at a time. One round at a time."
Rocky Balboa
*7/10*

Rocky regressou ao grande ecrã, mas desta vez o protagonismo passa para um jovem talento do boxe. Podia pensar-se que os filmes protagonizados por Sylvester Stallone já tinham a fórmula totalmente esgotada, mas desenganem-se. Creed: O Legado de Rocky não deixa o ídolo morrer e dá-lhe um papel tanto ou mais importante que o do costume: agora é treinador e conselheiro.

Adonis Johnson (Michael B. Jordan) nunca conheceu o seu famoso pai, o campeão mundial de pesos pesados Apollo Creed, que morreu antes de ele nascer. Ainda assim, é inegável que o boxe lhe corre no sangue e Adonis dirige-se para Filadélfia, o local do lendário combate entre Apollo Creed e um novato resistente chamado Rocky Balboa. Ali, Adonis localiza Rocky (Sylvester Stallone) e pede-lhe que seja seu treinador.


Aos 29 anos, Ryan Coogler está a saber construir o seu caminho enquanto realizador e, na sua segunda longa-metragem, alia-se novamente a Michael B. Jordan (Fruitvale Station: A Última Paragem) e tem Stallone como mentor. Atrás da câmara, Coogler cresceu exponencialmente. Envolve-nos em planos-sequência fabulosos e atordoa-nos, como se, dentro do ringue, fôssemos muito mais participantes do que seria suposto, quais boxeurs.

O argumento de Creed: O Legado de Rocky é simples, mas muito mais arriscado no que respeita ao futuro das personagens do que poderíamos esperar. Personalidades bem moldadas e uma história com a sua previsibilidade mas que contrabalança com um sentimento de nostalgia latente até ao final.


Nas interpretações, Stallone mostra um lado muito humano, a prova de como até os ícones envelhecem e são reais. Emociona-se e emociona-nos, este Rocky Balboa magoado pela vida, que parece descobrir em Adonis a força e vitalidade que os anos lhe roubaram. Por seu lado, Michael B. Jordan, apesar de não sair muito do registo de Fruitvale Station, tem um desempenho esforçado e sentido. Dá tudo o que tem ao incorporar a luta de Adonis, quer em cima do ringue, quer fora dele, na relação com a mãe adoptiva, com a namorada e com a notoriedade do pai. Quer assumir a sua identidade sem depender do sucesso do progenitor e batalha ao longo de mais de duas horas de filme por esse objectivo.

Creed: O Legado de Rocky fala-nos de sonhos, de lutar para os concretizar, sem nunca desistir. Dá-nos motivos para seguir em frente perante todas as adversidades e recorda-nos os velhos tempos de Rocky Balboa - ele ainda está aí para as curvas.

terça-feira, 19 de agosto de 2014

Sugestão da Semana #129

Das estreias da passada Quinta-feira, a Sugestão da Semana recai no terceiro filme dos Mercenários. Apesar do pouco êxito que tem tido nas bilheteiras e entre os críticos, um filme com tantas estrelas da acção não pode passar indiferente a ninguém, mais ainda numa semana de poucas estreias cinematográficas.

OS MERCENÁRIOS 3

Ficha Técnica:
Título Original: The Expendables 3
Realizador: Patrick Hughes
Actores: Sylvester Stallone, Jason Statham, Jet LiHarrison FordArnold SchwarzeneggerMel GibsonWesley SnipesDolph LundgrenAntonio Banderas
Género: Acção, Aventura, Thriller
Classificação: M/12
Duração: 126 minutos

quinta-feira, 24 de outubro de 2013

Crítica: Plano de Fuga / Escape Plan (2013)

*6/10*

Sabe-se, à partida, que juntar Sylvester Stallone e Arnold Schwarzenegger no mesmo filme será entretenimento garantido. Plano de Fuga é a prova disso (depois de Os Mercenários terem servido de “aquecimento”). O realizador Mikael Håfström traz-nos muita acção numa prisão secreta de alta segurança.

Ray Breslin (Sylvester Stallone) é um especialista mundial em estruturas de segurança que decide aceitar um desafio: conseguir fugir de uma instalação ultra-secreta e de alta tecnologia chamada O Túmulo. Só que, uma vez lá prisioneiro, Breslin descobre que foi enganado e é considerado um verdadeiro preso de alta-segurança. Para conseguir fugir, ele vê-se obrigado a juntar-se a Emil Rottmayer (Arnold Schwarzenegger), também ele aprisionado nas mesmas condições, para elaborarem um plano que os ajude a escapar da prisão mais protegida e fortificada alguma vez construída.

Pela primeira vez juntos nos papéis principais, Stallone e Schwarzenegger reúnem-se para fazer as delícias dos fãs de acção. A história não é original, mas cativa as atenções e entusiasma o público que se irá ver a delinear o seu próprio plano de fuga daquele espaço relativamente claustrofóbico. O Túmulo é uma estrutura avançada, com celas de paredes transparentes, onde ninguém vê a cara dos guardas. Ao mesmo tempo, aquele local alberga prisioneiros de muitas nacionalidades, culturas e religiões: o espaço de convívio chama-se – não por acaso – Babilónia. Ligadas a este aspecto estão subjacentes algumas questões politicas, colocadas de forma subtil mas muito inteligente.

Lê a crítica completa no Espalha-Factos: "Plano de Fuga: Nenhuma prisão é à prova de fuga?".