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domingo, 3 de novembro de 2019

Mundos Paralelos estreia a 4 de Novembro na HBO Portugal

A série Mundos Paralelos estreia na HBO Portugal, esta Segunda-feira, dia 4 de Novembro.


A famosa trilogia do escritor Philip Pullman passa para o pequeno ecrã, protagonizada por Dafne Keen, Ruth Wilson, James McAvoy e Lin-Manuel Miranda. Os dois primeiros episódios da série são realizados por Tom Hooper (O Discurso do Rei, Os Miseráveis).

Num mundo governado por um poder religioso e onde as almas das pessoas são partilhadas com animais chamados daemons, uma jovem chamada Lydia (Dafne Keen) recebe um presente misterioso chamado aletiómetro, quando o seu tio parte para uma aventura misteriosa. Mundos Paralelos segue esta jovem aparentemente comum, vinda de outro mundo. A sua procura por um amigo sequestrado leva-a a descobrir um enredo sinistro, que envolve crianças desaparecidas, e que vai tornar-se numa procura para entender um fenómeno chamado "Pó".

terça-feira, 8 de outubro de 2019

The Twilight Zone estreia a 8 de Outubro no canal SYFY

A série The Twilight Zone tem estreia marcada para hoje, 8 de Outubro, às 22h15, com duplo episódio, no canal SYFY.


Com uma segunda temporada já anunciada, o remake da série homónima The Twilight Zone recria, pela mão de Jordan Peele e Simon Kinberg, os contos de terror, ficção científica e mistério do original, adaptando-os ao público moderno e aos dias de hoje, ao mesmo tempo que explora a condição humana. 

Lista de Episódios The Twilight Zone T1

Pesadelos a 30,000 Pés - Um comediante de stand-up inclui nas suas rotinas detalhes sobre pessoas que conhece, sem ter a noção de que cada piada resulta no desaparecimento de uma pessoa.

O Comediante - Um jornalista encontra um MP3 com um podcast sobre crimes reais, que detalha a forma como o avião em que ele se encontra nesse momento vai desaparecer.

Replay - Uma mulher decide impedir um soldado racista de assassinar o seu filho, utilizando uma câmara de vídeo com o poder de voltar atrás no tempo.

Um viajante - A chegada de um homem misterioso à festa de Natal de uma esquadra da polícia no Alasca leva um sargento a investigar as suas segundas intenções.

O Prodígio - Um director de campanha eleitoral fracassado consegue que uma criança seja eleita Presidente dos Estados Unidos da América.

Seis graus de liberdade - A tripulação de uma nave espacial que prepara o primeiro voo humano até Marte enfrenta uma decisão que vai mudar as suas vidas… e as suas consequências.

Nem todos os homens - Uma chuva de meteoros espalha uma infecção por uma cidade inteira, afectando alguns habitantes mais do que outros.

Ponto de Origem - Uma dona de casa descobre de onde realmente é, quando é afastada da sua família.

Blurryman - Enquanto trabalha no cenário da nova série The Twilight Zone, a guionista Sophie Gelson é assombrada por um misterioso Blurryman.

segunda-feira, 7 de outubro de 2019

Batwoman estreia a 8 de Outubro na HBO Portugal

 A série Batwoman chega à HBO Portugal dia 8 de Outubro. Roby Rose encarna a protagonista Kate Kane.


Kate Kane nunca planeou ser a nova responsável por vigiar Gotham. Três anos depois do desaparecimento de Batman, Gotham é uma cidade perdida. Sem o antigo defensor, o departamento da Polícia local foi invadido e derrotado por gangues criminosos. É quando Jacob Kane e a Crows Private Security, uma empresa de segurança privada a nível militar, entram em cena e começam a proteger a cidade com milícias armadas, os Corvos.

Anos antes, Jacob viu a mulher e uma das filhas serem mortas num tiroteio entre gangues. Depois disso, enviou a filha sobrevivente, Kate Kane, para longe da cidade, para que ficasse em segurança. Após a dispensa da escola militar e de anos de intenso treino de sobrevivência, Kate volta para casa, ao mesmo tempo que o gangue Wonderland tem em mira o seu pai e a sua empresa, e sequestram a melhor oficial dos Corvos, Sophie Moore.

Para ajudar a família e a sua cidade, Kate vai ter que se tornar na única coisa que o pai detesta, uma vigilante, um cavaleiro das trevas. Com a ajuda da meia-irmã, Mary, e do habilidoso Luke Fox, filho do guru de tecnologia da Wayne Enterprises, Lucius Fox, Kate Kane dá continuidade ao legado do primo desaparecido, Bruce Wayne.


Batwoman é produzida pela Berlanti Productions, em associação com a Warner Bros Television. Baseada nas personagens da DC, a série conta com Ruby Rose, Rachel Skarsten, Meagan Tandy, Nicole Kang, Camrus Johnson, Elizabeth Anweis e Dougray Scott no elenco.

quarta-feira, 28 de agosto de 2019

Opinião: Séries - True Detective - Temporada 3 (2019)

"I miss when 'Don't get killed' was the only thing on my to-do list."
Brett Woodard


*6.5/10*

Passaram-se alguns anos enquanto esperávamos pela estreia da terceira temporada de True Detective, premiada série da HBO, criada por Nic Pizzolatto. Eis que chegou no início de 2019, com dois novos detectives ao comando: Mahershala Ali e Stephen Dorff, cujas personagens mantêm a dubiedade das parcerias das anteriores temporadas. Primeiro, Matthew McConaughey (Rust Cohle) e Woody Harrelson (Martin Hart), depois, Colin Farrell (Ray Velcoro) e Rachel McAdams (Ani Bezzerides). 

O sucesso e qualidade da primeira temporada eram difíceis de igualar e seria de esperar que esta terceira superasse com facilidade a segunda, que foi tão mal recebida pelo público - da minha parte, contudo, não existe qualquer sentimento de ódio em relação à história, bem pelo contrário. Na mais recente temporada, contudo, o argumento aproxima-se mais da investigação de Cohle e Hart (cujo caso demorou 17 anos a ser resolvido). Os dados são lançados após o desaparecimento misterioso de duas crianças. 

Um menino de 12 anos e da irmã, de 10, desaparecem no Arkansas em 1980. O crime desencadeia memórias vívidas e questões persistentes ao detective reformado Wayne Hays, que trabalhou no caso há 35 anos com o então parceiro Roland West. Aquilo que começa por ser um caso rotineiro acaba por se tornar numa interminável jornada na tentativa de dissecar o crime e dar-lhe algum sentido. O caso Purcell está por resolver há 35 anos.


A acção desenrola-se pois em três tempos distintos: 1980, 1990 e 2015 - o que nem sempre funciona como ponto positivo, apesar de algumas transições serem bem conseguidas. Este triângulo temporal origina também uma aura ligeiramente fantasmagórica que não auxilia a credibilidade da série.

Desde os primeiros episódios que assistimos a várias teorias, formamos as nossas próprias considerações sobre os suspeitos, conhecemos os inspectores e sua personalidade e apercebemo-nos até da influência e pressão que sentem, da parte de elementos externos, em ver o caso rapidamente encerrado. A série toca levemente na problemática do racismo nos Estados Unidos, bem como na forma como os veteranos de guerra são encarados no regresso. Os contornos rocambolescos do crime envolvem cada vez mais personagens e a conclusão está longe de ser satisfatória. O último episódio está, aliás, muitos furos abaixo do que se exigiria para uma série desta qualidade.

São oito episódios, uns realmente entusiasmantes, que nos fazem clamar pelo desenlace do caso. Afinal, o que aconteceu naquele fim-de-tarde? A reabertura do caso, dez anos depois dos acontecimentos, e os esforços de Hays, West e da forte personagem feminina, Amelia Reardon, em juntar as pontas soltas para o resolver são acompanhados com máxima atenção. Todavia, o final de True Detective é um grande desapontamento...


O ponto mais forte desta terceira temporada são, sem dúvida, as excelentes interpretações do elenco. Especial destaque para um fabuloso e perturbado Mahershala Ali, em parceria com um magoado Stephen Dorff, e uma corajosa Carmen Ejogo. São estes os nomes que fazem valer a visualização da mais recente temporada da série da HBO.

quinta-feira, 8 de agosto de 2019

Opinião: Minisséries - Sharp Objects / Objetos Cortantes (2018)

"Don't tell Momma"
Amma Crellin


*9/10*

Mais uma família disfuncional a tomar conta do ecrã e da nossa atenção. Ainda para mais, as três mulheres da casa de Sharp Objects são tão misteriosas e perturbadas como sedutoras. A minissérie da HBO, realizada por Jean-Marc Vallée e baseada no primeiro livro de Gillian Flynn (2006), deixa-nos completamente presos à televisão.

São oito episódios viciantes que nos apresentam à repórter Camille Preaker (Amy Adams), de volta à sua terra natal, Wind Gap, para investigar o homicídio de duas jovens. Terá de lidar não só com os seus próprios distúrbios emocionais, mas também com a mãe instável e uma meia-irmã que mal conhece.

O passado regressa e assombra. Pior é quando continua demasiado presente. É o caso de Camille Preaker e da sua estranha família. O ambiente é sinistro, tal como as mortes das duas adolescentes que perturbam Wind Gap e fazem vir ao de cima, mais ainda, os "vícios" das cidades pequenas. Rumores, ignorância, infelicidade, preconceitos.


Sharp Objects mergulha-nos no terror da protagonista - o que vai na sua cabeça, o que percorre o seu corpo e aquele que a rodeia e ameaça. O ritmo, por vezes frenético, a que funciona a cabeça de Camille desafia-nos nos primeiros episódios, mas depressa nos habituamos aos pesadelos, flashbacks ou premonições. De repente, o espectador dá por si a ter alucinações quase tão reais como as de Camille, com cada episódio a provocar o nosso cérebro com palavras que mudam, pequenos pormenores escondidos, tudo numa amálgama de pistas para também nós construirmos a nossa investigação.

O argumento é, sem dúvida, o ponto mais entusiasmante de Sharp Objects, com a psicologia das personagens a tomar conta da maior parte da acção. Ao mesmo tempo, Vallée não tem qualquer receio em filmar cenas mais gráficas - o choque aqui é fundamental -, e o trabalho de caracterização/efeitos especiais é muito realista. Morte, violação e distúrbios psiquiátricos todos os temas se juntam nesta minissérie.


A acrescentar, o trio feminino protagonista faz um excelente trabalho com Patricia Clarkson a dominar todas as cenas em que surge. Ela é Adora, uma mulher respeitada e influente na comunidade, a mãe ultra-protectora e traumatizada, de aparente fragilidade que depressa se transforma em manipulação e ameaça. Segue-lhe de perto a prestação de Amy Adams, na pele da jornalista determinada mas aterrorizada pelo passado que deixou cicatrizes que as roupas escondem. O dilema que vive em si é interiorizado pela actriz que o explora de forma contida, tal como Camille é. Já a australiana Eliza Scanlen interpreta a meia-irmã da protagonista, Amma, com uma dualidade entre o angelical e o provocador, o inocente e o astuto.

E porque a mente humano é o primeiro dos mistérios, Sharp Objects é um excelente desafio para fãs de thrillers psicológicos, com elementos de terror qb, e interpretações magnéticas.

quarta-feira, 17 de julho de 2019

Emmy 2019: Os Nomeados

Foram esta Terça-feira, dia 16 de Julho, anunciados os nomeados para os Emmy Awards 2019, que premeiam os melhores programas do horário nobre da televisão norte-americana.


A 71.ª cerimónia dos Emmy Awards acontece a 22 de Setembro, no Microsoft Theater, em Los Angeles. Conhece a lista de nomeados:

Melhor Série - Drama
Better Call Saul (AMC)
Bodyguard (Netflix)
Game of Thrones (HBO)
Killing Eve (BBC America)
Ozark (Netflix)
Pose (FX)
Succession (HBO)
This Is Us (NBC)

Melhor Série - Comédia
Barry (HBO)
Fleabag (Amazon)
The Good Place (NBC)
The Marvelous Mrs. Maisel (Amazon)
Russian Doll (Netflix)
Schitt's Creek (Pop)
Veep (HBO)

Melhor Minissérie
Chernobyl (HBO)
Escape at Dannemora (Showtime)
Fosse/Verdon (FX)
Sharp Objects (HBO)
When They See Us (Netflix)

Filme para Televisão
Black Mirror: Bandersnatch (Netflix)
Brexit: The Uncivil War (HBO)
Deadwood: The Movie (HBO)
King Lear (Amazon)
My Dinner With Herve (HBO)

Melhor Actor em Série - Drama
Jason Bateman (Ozark)
Sterling K. Brown (This Is Us)
Kit Harington (Game of Thrones)
Bob Odenkirk (Better Call Saul)
Billy Porter (Pose)
Milo Ventimiglia (This Is Us)

Melhor Actriz em Série - Drama
Emilia Clarke (Game of Thrones)
Jodie Comer (Killing Eve)
Viola Davis (How to Get Away With Murder)
Laura Linney (Ozark)
Mandy Moore (This Is Us)
Sandra Oh (Killing Eve)
Robin Wright (House of Cards)

Melhor Actor em Série - Comédia
Anthony Anderson (Black-ish)
Don Cheadle (Black Monday)
Ted Danson (The Good Place)
Michael Douglas (The Kominsky Method)
Bill Hader (Barry)
Eugene Levy (Schitt's Creek)

Melhor Actriz em Série - Comédia
Christina Applegate (Dead to Me)
Rachel Brosnahan (The Marvelous Mrs. Maisel)
Julia Louis-Dreyfus (Veep)
Natasha Lyonne (Russian Doll)
Catherine O'Hara (Schitt's Creek)
Phoebe Waller-Bridge (Fleabag)

Melhor Actor em Minissérie ou Filme para Televisão
Mahershala Ali (True Detective)
Benicio Del Toro (Escape at Dannemora)
Hugh Grant (A Very English Scandal)
Jared Harris (Chernobyl)
Jharrel Jerome (When They See Us)
Sam Rockwell (Fosse/Verdon)


Melhor Actriz em Minissérie ou Filme para Televisão
Amy Adams (Sharp Objects)
Patricia Arquette (Escape at Dannemora)
Joey King (The Act)
Niecy Nash (When They See Us)
Michelle Williams (Fosse/Verdon)
Aunjanue Ellis (When They See Us)

Melhor Programa de Competição
The Amazing Race (CBS)
American Ninja Warrior (NBC)
Nailed It (Netflix)
RuPaul's Drag Race (VH1)
Top Chef (Bravo)
The Voice (NBC)

Melhor talk show
The Daily Show With Trevor Noah (Comedy Central)
Full Frontal With Samantha Bee (TBS)
Jimmy Kimmel Live! (ABC)
Last Week Tonight with John Oliver (HBO)
The Late Late Show With James Corden (CBS)
The Late Show With Stephen Colbert (CBS)

Melhor Série de Sketches de Variedades
At Home With Amy Sedaris (truTV)
Documentary Now! (IFC)
Drunk History (Comedy Central)
I Love You, America With Sarah Silverman (Hulu)
Saturday Night Live (NBC)
Who Is America? (Showtime)

Melhor Actor Secundário em Série - Drama
Alfie Allen (Game of Thrones)
Jonathan Banks (Better Call Saul)
Nikolaj Coster-Waldau (Game of Thrones)
Peter Dinklage (Game of Thrones)
Giancarlo Esposito (Better Call Saul)
Michael Kelly (House of Cards)
Chris Sullivan (This Is Us)

Melhor Actriz Secundária em Série - Drama
Gwendoline Christie (Game of Thrones)
Julia Garner (Ozark)
Lena Headey (Game of Thrones)
Fiona Shaw (Killing Eve)
Sophie Turner (Game of Thrones)
Maisie Williams (Game of Thrones)

Melhor Actor Secundário em Série - Comédia
Alan Arkin (The Kominsky Method)
Anthony Carrigan (Barry)
Tony Hale (Veep)
Stephen Root (Barry)
Tony Shalhoub (The Marvelous Mrs. Maisel)
Henry Winkler (Barry)

Melhor Actriz Secundária em Série - Drama
Alex Borstein (The Marvelous Mrs. Maisel)
Anna Chlumsky (Veep)
Olivia Colman (Fleabag)
Sian Clifford (Fleabag)
Betty Gilpin (GLOW)
Sarah Goldberg (Barry)
Marin Hinkle (The Marvelous Mrs. Maisel)
Kate McKinnon (Saturday Night Live)

Melhor Actor Secundário em Missérie e Filme para Televisão
Asante Blackk (When They See Us)
Paul Dano (Escape At Dannemora)
John Leguizamo (When They See Us)
Stellan Skarsgård (Chernobyl)
Ben Whishaw (A Very English Scandal)
Michael K. Williams (When They See Us)

Melhor Actriz Secundária em Missérie e Filme para Televisão
Patricia Arquette (The Act)
Marsha Stephanie Blake (When They See Us)
Patricia Clarkson (Sharp Objects)
Vera Farmiga (When They See Us)
Margaret Qualley (Fosse/Verdon)
Emily Watson (Chernobyl)

Melhor Actor Convidado em Série - Drama
Michael Angarano (This Is Us)
Ron Cephas Jones (This Is Us)
Michael McKean (Better Call Saul)
Kumail Nanjiani (The Twilight Zone)
Glynn Turman (How To Get Away With Murder)
Bradley Whitford (The Handmaid's Tale)

Melhor Actriz Convidada em Série - Drama
Laverne Cox (Orange Is The New Black)
Cherry Jones (The Handmaid's Tale)
Jessica Lange (American Horror Story: Apocalypse)
Phylicia Rashad (This Is Us)
Cicely Tyson (How To Get Away With Murder)
Carice van Houten (Game Of Thrones)

Melhor Actor Convidado em Série - Comédia
Matt Damon (Saturday Night Live)
Robert De Niro (Saturday Night Live)
Luke Kirby (The Marvelous Mrs. Maisel)
Peter MacNicol (Veep)
John Mulaney (Saturday Night Live)
Adam Sandler (Saturday Night Live)
Rufus Sewell (The Marvelous Mrs. Maisel)

Melhor Actriz Convidada em Série - Comédia
Jane Lynch (The Marvelous Mrs. Maisel)
Sandra Oh (Saturday Night Live)
Maya Rudolph (The Good Place)
Kristin Scott Thomas (Fleabag)
Fiona Shaw (Fleabag)
Emma Thompson (Saturday Night Live)

quarta-feira, 10 de abril de 2019

Opinião: Série - O Desaparecimento de Madeleine McCann / The Disappearance of Madeleine McCann (2019)

*7.5/10*


Portugueses e britânicos conhecem melhor que ninguém a infeliz história de Madeleine McCann, desaparecida de um apartamento na Praia da Luz, no Algarve, em Maio de 2007, quando tinha apenas três anos.  Entre as atribuladas investigações, os suspeitos foram-se sucedendo, bem como as teorias e os avistamentos de crianças muito parecidas com Maddie, mas certo é que se passaram já 12 anos e nem rasto da menina.

A Netflix apresentou há poucas semanas a série documental The Disappearance of Madeleine McCann, que recapitula todos os passos que conhecemos e outros tantos de que não fazíamos ideia. São oito episódios, em geral, entusiasmantes, e relativamente isentos.


A polémica estala novamente, duvidamos de tudo, mais uma vez, e a cada episódio ficamos com outras desconfianças e até arrependimentos. O realizador Chris Smith e a sua equipa conseguiram reunir um grande conjunto de entrevistados relacionados com o caso, sejam jornalistas, detectives, vizinhos, suspeitos, representantes de associações, familiares, ex-elementos da PJ ou amigos da família. Recordam reportagens, entrevistas, documentos, todos dão a cara e defendem os seus pontos de vista, contam o que viram, o que esqueceram, o que sabem ou o que já não sabem. Discutem o que correu bem e o que correu mal no decorrer do processo, contam as contradições, as suspeitas, as descobertas tenebrosas na dark web, as perseguições e mesmo as fraudes. Há um equilíbrio e imparcialidade que poderia ser difícil de manter até ao final.

Ressurge claro o espanto por este ter sido o mais mediático caso de sempre no que respeita ao desaparecimento de crianças. Voltamos a tomar consciência da dimensão da máquina de relações públicas nunca antes vista e dos imensos donativos para continuar as buscas por conta própria. Tomara que todos os que procuram os seus desaparecidos tivessem este poder. E tomara que, realmente, um dia se saiba o que realmente aconteceu a Madeleine McCann e a todos aqueles de quem ninguém sabe o paradeiro.


Olha-se com esperança para os casos resolvidos, de crianças desaparecidas há muitos anos que, certo dia, sem que ninguém esperasse, regressaram às suas famílias sãs e salvas. A esperança é realmente a maior força para não desistir.

Apesar de relembrar um caso com mais de 10 anos, nem trazer qualquer resolução para o mesmo (e não me parece que tivesse qualquer propósito de o fazer), The Disappearance of Madeleine McCann é um elemento fundamental para voltar a colocar em cima da mesa uma temática tantas vezes esquecida: o tráfico humano. E, bem ou mal, não se fala de outra coisa desde que a série foi lançada.

domingo, 16 de dezembro de 2018

Opinião - Séries: Sara (2018)


*9/10*



Sara
ultrapassa barreiras, tão depressa passa da comédia ao drama, satiriza-se a si mesma e atinge, por diversos momentos, um estatuto delirante. Sara é uma série portuguesa com grande potencial de exportação. Nunca se viu nada assim.

Toda a ideia de Bruno Nogueira transpira genialidade - de génio e de louco, temos todos um pouco, e deve ser por isso que Sara nos diz tanto. Na realização, Marco Martins faz-nos esquecer que estamos a ver televisão, construindo quase um híbrido de plataformas (sem esquecer que a série teve antestreia no IndieLisboa, um festival de cinema). Às vezes, parece que o ecrã é o do cinema e para tal muito contribui o bom trabalho da direcção de fotografia. A adicionar a esta dualidade, surge a música e a literatura com temas de B Fachada e textos de Valter Hugo Mãe, apropriados pelas personagens da série (Tónan Quito e António Durães, respectivamente).

Ao longo da série, acompanhamos Sara Moreno, uma actriz de 42 anos, que começa a questionar as suas escolhas profissionais até ao momento. Conhecida pela sua densidade dramática no teatro e cinema, e pela facilidade em chorar nos papéis que interpreta, de repente, Sara deixa de ter lágrimas. Com o pai doente, abandona a rodagem do seu último filme e vê-se forçada a entrar no mundo das novelas, redes socais, sessões fotográficas para revistas cor-de-rosa, transformando totalmente a sua vida.

Nestes oito episódios que passam a correr, acompanhamos a tentativa de adaptação de Sara a um novo estilo de vida, as suas frustrações e dúvidas. Que turbilhão de sensações!


Beatriz Batarda encarna Sara, a actriz de cinema que se rende à televisão, tal como a própria, com um currículo quase exclusivamente dedicado à Sétima Arte. Começam aí as ironias e coincidências. Estas continuam com as ideias preconcebidas que sempre associamos aos filmes portugueses, as revistas cor-de-rosa e os paparazzi sempre à espera da melhor oportunidade, entre tantas outras. A sátira às novelas é certeira, mas é igualmente eficaz a crítica a quem as condena. A personagem de Nuno Lopes, o galã João Nunes, é, por sua vez, um estereótipo muito curioso, cheio de fragilidades, escondendo uma inesperada sensibilidade até ao último episódio.

Sara faz-nos pensar, ao mesmo tempo que surge o equilíbrio - também é preciso não pensar, as novelas são o símbolo máximo disso mesmo -, e faz-nos rir dos momentos mais nonsense possíveis. Faz-nos chorar com duros dramas familiares ou dilemas psicológicos - onde surge a questão da dignidade da morte. Faz-nos enlouquecer com a consciência (aka agente, interpretado e bem por Albano Jerónimo) da actriz que a persegue e persuade a render-se àquilo que ela mais critica.

O meio audiovisual nacional é muito bem desconstruído em Sara e entre ataques, caricaturas e sátira, revelam-se igualmente a compreensão e até o lado mais puro do que parece apenas superficial. Sara sabe rir de si mesma, constrói-se através dessa sabedoria e é por isso que resulta. O background e influências de Marco Martins e Bruno Nogueira fundem-se para criar este universo tão inspirado na própria Beatriz Batarda, e piscam-nos o olho de quando em quando ao longo dos oito episódios memoráveis. Queremos mais!

quinta-feira, 20 de setembro de 2018

Siren faz sereia dar à costa em Lisboa

A série Siren estreia no canal Syfy no dia 25 de Setembro, às 22h15, mas as sereias já começaram a dar à costa em Lisboa. Na manhã desta Quinta-feira, o canal esteve a promover a nova série na capital, e trouxeram uma sereia para terra.


Começou por volta das 11h00 no Cais das Colunas, no Terreiro do Paço, e depressa se acercaram muitos curiosos para ver que peixe tinha vindo à rede. Muitas fotos e vídeos depois, até um cão fez amizade com a ameaçadora sereia.

Siren passa-se em Bristol Cove, uma pequena cidade piscatória, onde ouvir falar de sereias e suas lendas não é novidade. Ryn surge numa busca incessante pela sua irmã, Donna, e perde-se num mundo muito diferente do seu. Sob a forma quase humana, a sereia terá de aprender a viver como um igual. Será ela capaz? O que terá acontecido à sua irmã misteriosamente desaparecida?

sexta-feira, 6 de julho de 2018

Opinião - Séries: The Young Pope (2016)

"There's only one thing I can do for you: Forgive you. Forgive you always." 
Lenny Belardo


*8/10*

Agora, que se fala com alguma regularidade sobre a segunda temporada de The Young Pope, é a melhor altura para recordar a série, iniciada em 2016, com Jude Law como protagonista.

Não pensei gostar tanto de uma série sobre o Vaticano e a Igreja, mas Paolo Sorrentino e Jude Law formaram a dupla certeira para me conquistar. O sarcasmo presente do primeiro ao último episódio, o cinismo, a crítica obrigatória, mas igualmente a abordagem séria dos milagres da compreensão e da iluminação, do autoconhecimento. Eis que surge The Young Pope. Assumo-o muito mais como uma tentativa de compreensão dos meandros do Vaticano, mais do que uma afronta à religião.


O mote é o início do pontificado de Lenny Belardo, agora Papa Pio XIII, o primeiro papa americano da História. Jovem, bonito, controverso, retrógrado. Toda a esperança que poderia advir de um novo Papa, desvanece-se rapidamente. Ele é vaidoso, descrente, arrogante e, ao mesmo tempo, guarda uma mágoa difícil de superar. Ao seu lado, uma freira - quase uma mãe -, a Irmã Mary, que o conhece melhor que ninguém, sabe os seus segredos e fraquezas, aconselha-o mas ainda consegue surpreender-se.

A série cativa-nos aos poucos, mas ao chegar-se a meio será impossível resistir a ver até ao último episódio. Quanto mais perto do fim, mais intenso, mais extasiante.


Paolo Sorrentino deixa a sua marca em cada plano, levando-nos por vezes para as festas loucas de A Grande Beleza (2013), para os excessos e ostentação. Jude Law dá tudo o que a personagem quer, e tanto o vamos adorar como odiar. Tanto o vamos admirar como desprezar. Ele não se coíbe de nada, muito menos de usar todos os poderes que cabem ao Chefe da Igreja. Ao seu lado, Diane Keaton é a figura maternal, uma freira cheia de poder entre os cardeais, uma mulher destemida e com um enorme carinho pelo Papa. Também de destacar são as interpretações de Silvio Orlando (que participa em situações hilariantes), Javier Cámara (com os momentos mais emotivos) e James Cromwell (na pele do ambicioso mentor de Lenny)

Convido-vos, sem mais revelar, a entrar nesta inesperada visita ao Vaticano e ao pontificado mais surreal e desafiante para clérigos e cristãos... Seja o que Pio XIII quiser...

domingo, 24 de junho de 2018

Opinião - Séries: 1986 (2018)

*8/10*

Eva Fisahn, Miguel Partidário, Miguel Moura e Silva, Laura Dutra e Henrique Gil

Acabou há menos de uma semana 1986, a série criada por Nuno Markl, que nos transportou para a melhor década de todas, as suas modas e contextos político e social. Personagens, que fomos nós, ou os nossos amigos e familiares mas que, no fundo, eram todas um bocadinho de Nuno Markl. Após o primeiro episódio (são 13, ao todo), eu disse isso mesmo. São todos Nuno Markl. E, confesso, não fiquei rendida e critiquei um pouco, em especial os clichés das personagens: a gótica, o metaleiro, os betinhos, o totó, o comuna, o fascista retornado, a mulher submissa, a hippie... Ainda o achei inicialmente um pouco elitista, ao falar de filmes e realizadores muito específicos, mas que poderão ficar mais como um convite à descoberta para quem não os conhece...

Há um extremo cuidado com a direcção artística, relembramos os locais, os carros, os objectos - alguns provavelmente raros, certamente desencantados da cave do Markl ou local de culto semelhante -, o cinema Turim (agora teatro) onde também vi tantos filmes... Toda a cultura popular  dos 80's ali nos surge com uma naturalidade e nostalgia que poucas vezes se vê, menos ainda em Portugal.


Não desisti e continuei a ver, e os clichés foram-se dissipando a cada novo episódio, ganhando todos  os personagens muito mais personalidade do que o preconceito a que os submeti ao início - eu que nem gosto de julgar aparências. Desbravou-se um mar de boa música, rádio pirata, ColaCao, filmes que passavam na cinemateca - norte-americanos, russos ou outros que tais -, relembrou-se parte da campanha das presidenciais de 1986, as mágoas dos retornados, a revolta dos que viveram o Estado Novo, a amizade, o amor, as colecções de cromos, as cassetes VHS (que saudades...) e tantas outras memórias, que fazem sorrir.

1986 tem essa qualidade, tão rara hoje em dia: faz-nos rir e sorrir, faz-nos querer ver mais, faz-nos implorar por uma segunda temporada. Vá lá, Markl! Faz isso por mim que quase não vejo séries e vi os 13 episódios da tua que, ainda por cima, é portuguesa - e bem boa!

sexta-feira, 26 de outubro de 2012

TCN Blog Awards 2012: Nomeados e Votação

Foram, ao longo do desta Quinta-feira, revelados os nomeados para os TCN Blog Awards 2012

O Hoje Vi(vi) um Filme, estreante nestas andanças, arrecadou três nomeações:

  • Melhor Novo Blog
  • Melhor Crítica de Cinema - Tabu
  • Blogger do Ano


O Espalha-Factos, de onde também faço parte, conseguiu ainda duas nomeações, para Melhor Artigo de Televisão com Privatize-se a Eurovisão, da autoria de Pedro Miguel Coelho, e para Melhor Iniciativa, com o Espalha-Factos Rádio.

Paralelamente, e ainda nas iniciativas destaco aquelas onde estou envolvida: o Círculo de Críticos Online Portugueses (CCOP) e o Cinema Bloggers Awards (CBA), que também estão nomeados. Ainda a realçar é Filmes que toda a gente gosta, mas eu não, onde fui convidada a participar pelo Cine31.

No Cinema Notebook podem ser consultados todos os nomeados.

As votações já estão abertas e só encerrarão a 30 de Novembro. Podem votam no Hoje Vi(vi) um Filme e em quem mais de direito AQUI.