sábado, 9 de janeiro de 2016

Podia Ser Eu #1

Quantas vezes estamos a ver um filme e pensamos: "Aquele podia ser eu...". Aí está, nesta rubrica vou destacar as personagens que me levaram a dizer ou pensar isso mesmo. Divirtam-se com as escolhas da rubrica Podia Ser Eu.


BONNIE, Toy Story 3

sexta-feira, 8 de janeiro de 2016

BAFTA Awards 2016: Os nomeados

Foram hoje anunciados os nomeados para os BAFTA. A cerimónia de entrega dos prémios britânicos acontece no dia 14 de Fevereiro na Royal Opera House de Londres.


Aqui fica a lista de nomeados:

Melhor Filme
The Big Short (A Queda de Wall Street)
Bridge of Spies (A Ponte dos Espiões)
Carol
The Revenant - O Renascido
Spotlight (O Caso Spotlight)

Melhor Filme Britânico
45 Years (45 Anos)
Amy
Brooklyn
The Danish Girl (A Rapariga Dinamarquesa)
Ex Machina
The Lobster

Melhor Primeira Obra de um Realizador, Produtor ou Argumentista Britânico
Alex Garland (realizador) - Ex Machina
Debbie Tucker Green (argumentista/realizador) - Second Coming
Naji Abu Nowar (argumentista/realizador) & Rupert Lloyd (produtor) - Theeb
Sean McAllister (realizador/produtor) & Elhum Shakerifar (produtor) - A Syrian Love Story
Stephen Fingleton (argumentista/realizador) - The Survivalist

Melhor Filme Estrangeiro
The Assassin
Force Majeure (Força Maior)
Theeb
Timbuktu
Wild Tales (Relatos Selvagens)

Melhor Documentário
Amy
Cartel Land
He Named Me Malala
Listen to Me Marlon
Sherpa

Melhor Filme de Animação
Inside Out (Divertida-Mente)
Minions (Mínimos)
Shaun the Sheep Movie (A Ovelha Choné - O Filme)

Melhor Realizador
Todd Haynes - Carol
Alejandro González Iñárritu - The Revenant - O Renascido
Adam McKay - The Big Short (A Queda de Wall Street)
Ridley Scott - The Martian (Perdido em Marte)
Steven Spielberg - Bridge of Spies (A Ponte dos Espiões)

Melhor Argumento Original
Bridge of Spies (A Ponte dos Espiões)
Ex Machina
The Hateful Eight (Os Oito Odiados)
Inside Out (Divertida-Mente)
Spotlight (O Caso Spotlight)

Melhor Argumento Adaptado
The Big Short (A Queda de Wall Street)
Brooklyn
Carol
Room (Quarto)
Steve Jobs

Melhor Actor Principal
Bryan Cranston - Trumbo
Matt Damon - The Martian (Perdido em Marte)
Leonardo DiCaprio - The Revenant - O Renascido
Michael Fassbender - Steve Jobs
Eddie Redmayne - The Danish Girl (A Rapariga Dinamarquesa)

Melhor Actriz Principal
Cate Blanchett - Carol
Brie Larson - Room (Quarto)
Saoirse Ronan - Brooklyn
Maggie Smith - The Lady in the Van (A Senhora da Furgoneta)
Alicia Vikander - The Danish Girl (A Rapariga Dinamarquesa)

Melhor Actor Secundário
Christian Bale - The Big Short (A Queda de Wall Street)
Benicio del Toro - Sicario - Infiltrado
Idris Elba - Beasts of No Nation
Mark Ruffalo - Spotlight (O Caso Spotlight)
Mark Rylance - Bridge of Spies (A Ponte dos Espiões)

Melhor Actriz Secundária
Jennifer Jason Leigh - The Hateful Eight (Os Oito Odiados)
Rooney Mara - Carol
Alicia Vikander - Ex Machina
Julie Walters - Brooklyn
Kate Winslet - Steve Jobs

Melhor Banda Sonora Original
Bridge of Spies (A Ponte dos Espiões)
The Hateful Eight (Os Oito Odiados)
The Revenant - O Renascido
Sicario - Infiltrado
Star Wars: The Force Awakens (Star Wars: O Despertar da Força)

Melhor Fotografia
Bridge of Spies (A Ponte dos Espiões)
Carol
Mad Max: Fury Road (Mad Max - Estrada de Fúria)
The Revenant - O Renascido
Sicario - Infiltrado

Melhor Montagem
The Big Short (A Queda de Wall Street)
Bridge of Spies (A Ponte dos Espiões)
Mad Max: Fury Road (Mad Max - Estrada de Fúria)
The Martian (Perdido em Marte)
The Revenant - O Renascido

Melhor Design de Produção
Bridge of Spies (A Ponte dos Espiões)
Carol
Mad Max: Fury Road (Mad Max - Estrada de Fúria)
The Martian (Perdido em Marte)
Star Wars: The Force Awakens (Star Wars: O Despertar da Força)

Melhor Guarda-roupa
Brooklyn
Carol
Cinderella (Cinderela)
The Danish Girl (A Rapariga Dinamarquesa)
Mad Max: Fury Road (Mad Max - Estrada de Fúria)

Melhor Maquilhagem e Cabelo
Brooklyn
Carol
The Danish Girl (A Rapariga Dinamarquesa)
Mad Max: Fury Road (Mad Max - Estrada de Fúria)
The Revenant - O Renascido

Melhor Som
Bridge of Spies (A Ponte dos Espiões)
Mad Max: Fury Road (Mad Max - Estrada de Fúria)
The Martian (Perdido em Marte)
The Revenant - O Renascido
Star Wars: The Force Awakens (Star Wars: O Despertar da Força)

Melhores Efeitos Visuais
Ant-Man (Homem-Formiga)
Ex Machina
Mad Max: Fury Road (Mad Max - Estrada de Fúria)
The Martian (Perdido em Marte)
Star Wars: The Force Awakens (Star Wars: O Despertar da Força)

Melhor Curta de Animação Britânica
Edmond
Manoman
Prologue

Melhor Curta-metragem Britânica
Elephant
Mining Poems or Odes
Operator
Over
Samuel-613

Revelação do Ano
John Boyega
Taron Egerton
Dakota Johnson
Brie Larson
Bel Powley

Estreias da Semana #202

Cinco filmes estrearam esta Quinta-feira nos cinemas portugueses. Entre eles encontramos 99 Casas e Joy.

99 Casas (2014)
99 Homes
O empresário Rick Carver (Michael Shannon) faz fortuna com casas arrestadas – jogando com as condições do mercado imobiliário, os bancos de Wall Street e o governo americano. Quando ele expulsa Dennis Nash (Andrew Garfield), um pai solteiro que sustenta sozinho a mãe (Laura Dern) e o filho (Noah Lomax), Nash fica tão desesperado que para sustentar a sua família aceita trabalhar para Carver - o homem que o despejou. Carver promete a Nash uma forma de recuperar a sua casa e trazer segurança para a sua família, enquanto que maliciosamente o vai seduzindo para um estilo de vida de riqueza e glamour.

Heidi (2015)
Heidi, uma jovem órfã, vive uma infância tranquila ao lado de seu avô nos Alpes suíços. Com seu melhor amigo Peter, Heidi passa os seus dias a cuidar de cabras e a correr livremente pelas montanhas. Esta bela paisagem é o palco de aventuras para esta dupla. Até que um dia, a tia de Heidi a leva para Frankfurt para viver com uma família rica e ser a companheira da sua filha, Clara, que está numa cadeira de rodas.

Joy (2015)
Joy é a história de uma família através de quatro gerações centradas numa rapariga que se torna mulher e fundadora de uma dinastia de negócios por mérito próprio. Aliados tornam-se inimigos e inimigos tornam-se aliados, dentro e fora da família, enquanto a vida íntima de Joy (Jennifer Lawrence) e a sua feroz imaginação a conduzem no meio da tempestade que enfrenta.

Point Break - Caçadores de Emoções (2015)
Point Break
Um jovem agente do FBI (Luke Bracey) infiltra-se num grupo de foras-da-lei, amantes de desportos radicais, suspeitos de cometerem os mais bizarros e assustadores assaltos. O agente rapidamente consegue aproximar-se de Bodhi (Édgar Ramirez), o líder do grupo, e conquistar a sua confiança.

Raparigas de Fogo (2012)
Foxfire
Nos arredores de Nova Iorque, em 1953, na cultura do pós-guerra, violenta e dominada pelos homens, um grupo de raparigas adolescentes vai unir-se numa irmandade de sangue. Formam o gang das Foxfire, uma sociedade secreta só para mulheres, reconhecível pela chama tatuada no ombro de cada um dos seus elementos. O nome significa, ao mesmo tempo, beleza e destruição. Recusam a descriminação por serem pobres e raparigas. Lideradas pela determinada Legs, dão início a uma onda de vingança na tentativa de perseguirem um sonho impossível: viverem de acordo com as suas próprias leis e regras. Mas há sempre um preço a pagar...

quarta-feira, 6 de janeiro de 2016

Crítica: Diário de uma Criada de Quarto / Journal d’une Femme de Chambre (2015)

*6/10*

Mais uma adaptação cinematográfica do clássico de Octave Mirbeau. Depois de Jean Renoir (1946) e Luis Buñuel (1964), é agora a vez de Benoît Jacquot se aventurar nos segredos de Célestine contando-nos o seu Diário de uma Criada de Quarto.


Célestine (Léa Seydoux) é uma jovem criada de quarto cortejada pela sua beleza que acaba de chegar à província, vinda de Paris, para trabalhar com a família Lanlaire. Vai evitando os avanços do patrão, ao mesmo tempo que tem de lidar com a Senhora Lanlaire, que  governa a casa com um punho de ferro. É então que conhece Joseph (Vincent Lindon), um misterioso jardineiro, por quem fica fascinada.

Depois de Paulette Goddard e Jeanne Moreau, é Léa Seydoux quem veste a pele da bela Célestine, sendo ela própria um dos pontos mais fortes da longa-metragem. Doce e desafiadora, a actriz francesa dá à personagem a rebeldia necessária, com o seu quê de sexyness, e, ao mesmo tempo, de inocência. Ganhamos curiosidade pela protagonista ao longo dos minutos, pelos segredos que guarda, pelo seu passado - que nos é apresentado por flashbacks - e pelas relações que desenvolve com os restantes ocupantes da casa onde trabalha.


Esta adaptação de Benôit Jacquot peca, contudo, pela pressa que tem em terminar de contar a história. O ritmo dos acontecimentos é acelerado e, ao mesmo tempo que prende a atenção do espectador ao ecrã, depressa a foca em outra situação, sem tempo para respirar, para envolver, para se deixar provocar. Com estas decisões do realizador, Diário de uma Criada de Quarto termina de rompante, quase como se estivesse incompleto.

A direcção artística é muito competente e há que destacar igualmente cores, cenários e fotografia, mas para lá destes aspectos e do sorriso insolente de Seydoux, nada mais nos fica gravado na memória.

terça-feira, 5 de janeiro de 2016

Sugestão da Semana #201

Das estreias da passada Quinta-feira, a Sugestão da Semana destaca 45 Anos. O Hoje Vi(vi) um Filme já viu e gostou muito. Podes ler a crítica aqui.

45 ANOS


Ficha Técnica:
Título Original: 45 Years
Realizador: Andrew Haigh
Actores: Charlotte Rampling, Tom Courtenay
Género: Drama, Romance
Classificação: M/12
Duração: 95 minutos

Crítica: A Rapariga Dinamarquesa / The Danish Girl (2015)

*5.5/10*

A Rapariga Dinamarquesa traz novamente para a ribalta o oscarizado Eddie Redmayne, que brilha, acompanhado por Alicia Vikander, um talento em ascensão. Tom Hooper não se esforça muito na realização e, no final, sentimos que, sem os actores nem valeria a pena assistir ao filme.


A história de amor verídica do artista dinamarquês Einar Wegener (Redmayne) e da sua esposa, a pintora Gerda Gottlieb (Alicia Vikander), numa viagem pioneira para se tornar uma mulher, nos anos 20 do século XX. Wegener viajou para a Alemanha em 1930 para se submeter a uma cirurgia em fase experimental.

Trazer para o cinema a história daquela que se pensa ser a primeira operação de mudança de sexo de sempre é, logo à partida, muito desafiante, mais ainda quando se sabe que é Redmayne que assume as rédeas da personagem transgénero.


Na primeira metade do filme há fluidez no desenrolar da personalidade de Einar, na construção da sua identidade como Lili e na relação com Gerda, mas este ritmo inicial cativante perde-se e toda a narrativa se torna atabalhoada, fugindo à veracidade do caso que relata. Mesmo tratando-se de ficção, há pressa em concluir o filme, alguns clichés tornam-se inevitáveis, bem como a previsibilidade da acção.

Ora, em contraste com o fraco trabalho de realização e de argumento estão as interpretações. Redmayne e Vikander entregam-se aos personagens sem medo nem pudor, com uma intimidade comovente. Os gestos, o olhar, os movimentos e a sensibilidade nas palavras, o sofrimento enclausurado que quer sair para sempre, custe o que custar. Enquanto Einar ou Lili, o protagonista sofre, experimenta, sabe que tem o corpo errado e, a cada pequena mudança, mais mulher se sente. Por seu lado, Gerda, companheira de todos os momentos, efectivamente a responsável pela tomada de consciência da sexualidade do marido, sofre com ele e por ele. Vê-se obrigada a abdicar do amor da sua vida pela felicidade dele - haverá maior prova de amor?


A história de Gerda e Lili merecia muito mais, mas apenas os actores deram tudo de si. O realizador deixou-se levar por eles e pouco ou nada mais fez, para além de observar e filmar sem grande empenho as suas interpretações arrebatadoras.

segunda-feira, 4 de janeiro de 2016

Crítica: 45 Anos / 45 Years (2015)

*8.5/10*

Com uma interpretação fabulosa de Charlotte Rampling, 45 Anos traz-nos a prova de como o amor pode trazer surpresas em todas as idades e como os segredos podem transformar uma relação. O ciúme não é linear e, afinal, há alguma idade limite para poder recomeçar?


Falta apenas uma semana para o 45.º aniversário de casamento de Kate Mercer (Charlotte Rampling) e o planeamento da festa está a correr bem. Contudo, a chegada de uma carta para o seu marido, Geoff (Tom Courtenay), pode mudar tudo. O cadáver do seu primeiro amor foi descoberto, congelado e conservado nos glaciares dos Alpes suíços...

A inesperada notícia condiciona o desenvolvimento de todo o filme, que percorre os dias que faltam até ao Sábado da comemoração. Os dias da semana dividem o filme numa espécie de capítulos que retratam as mudanças bruscas que a relação de Kate e Geoff vai sofrendo, os seus altos e baixos, a sua intimidade, os segredos que ainda escondem, as revelações que condicionam comportamentos e despoletam sentimentos que lhes são estranhos. Foram precisos 45 anos casados para o passado vir atormentar-los.


E é a partir deste argumento que se constrói 45 Anos, que vive dos dois protagonistas, mas igualmente do ambiente em que o realizador Andrew Haigh os insere e na forma como os conduz neste drama. Os personagens estão carregados de realismo. Geoff parece perdido e nostálgico com a chegada da carta impulsionadora do possível desmoronamento do seu casamento. Todavia, as memórias de um amor passado vêm ao de cima e sobrepõem-se até à consciência da degradação da sua relação com a mulher. Geoff parece confuso e distante, agarra-se ao passado no decorrer daquela semana tão importante para o casal. E, no meio do turbilhão de sentimentos, continua a amar a mulher. Tom Courtenay confere-lhe esta fragilidade e melancolia latente, bem como a comoção e o amor despreocupado.

Mas é Charlotte Rampling e a sua Kate que consegue chegar mais perto do público. A sua personalidade calma, tranquila, é perturbada por um estranho ciúme de um passado que não é o seu. Ainda assim, o sentimento de posse inerente ao seu casamento vem ao de cima e todas as recordações do  marido a deixam devastada, magoada, perdida. Sem exteriorizar, sabemos exactamente o que Kate sente. O seu rosto não nos engana entre os sorrisos de ocasião: ela está em grande sofrimento. O amor transforma-se e o dia mais importante daquele ano poderá ficar marcado por sentimentos negativos. A menos que se possa começar de novo.


Os planos fixos ou de movimento muito subtil convidam a entrar nos pensamentos e introspecção dos protagonistas. Os segredos de Geoff, agora revelados, e as transformações em Kate são retratados em cores suaves, a condizer com os cenários e decoração bucólica.

45 Anos explora um outro lado das relações, numa idade que não é tão comum ver explorada no cinema. Felizmente, Andrew Haigh não teve medo da história que tinha em mãos, teve a coragem necessária para a filmar com realismo e com os dois protagonistas certos.

Estreias da Semana #201

As últimas estreias de 2015 em Portugal chegaram aos cinemas no último dia do ano. No blog vêm ligeiramente atrasadas, mas sempre a tempo. Eis os cinco filmes que estrearam.

Falta apenas uma semana para o 45º aniversário de casamento de Kate Mercer e o planeamento da festa está a correr bem. Mas, entretanto, chega uma carta para o seu marido. O cadáver do seu primeiro amor foi descoberto, congelado e conservado nos glaciares dos Alpes suíços...

A história de amor verídica do artista dinamarquês Einar Wegener (Eddie Redmayne) e da sua esposa, a pintora Gerda Gottlieb (Alicia Vikander), numa viagem pioneira para se tornar uma mulher, nos anos 20 do século XX. Wegener viajou para a Alemanha em 1930 para se submeter a uma cirurgia em fase experimental.

Adonis Johnson (Michael B. Jordan) nunca conheceu o seu famoso pai, o campeão mundial de pesos pesados Apollo Creed, que morreu antes de ele nascer. Ainda assim, é inegável que o boxe lhe corre no sangue e Adonis dirige-se para Filadélfia, o local do lendário combate entre Apollo Creed e um novato resistente chamado Rocky Balboa. Ali, Adonis localiza Rocky (Sylvester Stallone) e pede-lhe que seja seu treinador.

Diário de Uma Criada de Quarto (2015)
Journal d'une Femme de Chambre
Nesta adaptação do romance homónimo de Octave Mirbeau, Célestine (Léa Seydoux) é uma jovem criada de quarto cortejada pela sua beleza que acaba de chegar à província, vinda de Paris, para trabalhar com a família Lanlaire. Vai evitando os avanços do patrão, tendo igualmente de lidar com a Senhora Lanlaire, que  governa a casa com um punho de ferro. É então que conhece Joseph (Vincent Lindon), um misterioso jardineiro, por quem fica fascinada.

Premonições (2015)
Solace
O agente do FBI Joe Merriwether (Jeffrey Dean Morgan) e a sua jovem colega Katherine Cowles (Abbie Cornish) decidem pedir ajuda ao Dr. John Clancy (Anthony Hopkins) na investigação de uma série de bizarros homicídios. As excepcionais capacidades intuitivas de Clancy, que surgem sob a forma de intensas e perturbadoras visões, colocam-no no rasto de um suspeito (Colin Farrell).