quarta-feira, 9 de março de 2016

Dia Internacional da Mulher: Grandes Mulheres na Sétima Arte

Para assinalar o Dia Internacional da Mulher (e mesmo que o post já saia depois da meia-noite), relembro muitas das personagens femininas que têm marcado a Sétima Arte. Faltarão muitas mais, mas a caixa de comentários está aí para as lembrarmos.

A Paixão de Joana d'Arc, 1928 - Jeanne d'Arc

Crepúsculo dos Deuses, 1950 - Norma Desmond

A Mulher Que Viveu Duas Vezes, 1958 - Madeleine Elster / Judy Barton

Quanto Mais Quente Melhor, 1959 - Sugar Kane Kowalczyk

Boneca de Luxo, 1961 - Holly Golightly


Mary Poppins, 1964 - Mary Poppins

Annie Hall, 1977 - Annie Hall

Alien - O 8.º Passageiro, 1979 - Ripley

Nikita - Dura de Matar, 1990 - Nikita

Thelma e Louise, 1991 - Thelma e Louise

Vale Abraão, 1993 - Ema

Tudo Sobre a Minha Mãe, 1999 -  Manuela

O Fabuloso Destino de Amélie, 2001 - Amélie Poulain

As Horas, 2002 - Virginia Woolf, Laura Brown e Clarissa Vaughan

Kill Bill - A Vingança (vol. 1), 2003 - The Bride (A Noiva)

Million Dollar Baby - Sonhos Vencidos, 2004 - Maggie Fitzgerald

V de Vingança, 2005 - Evey

Persépolis, 2007 - Marjane

Millennium 1. Os Homens que Odeiam as Mulheres, 2009 - Lisbeth Salander

Mad Max: Estrada da Fúria, 2015 - Furiosa

terça-feira, 8 de março de 2016

Crítica: A Força da Verdade / Concussion (2015)

"The NFL owns a day of the week. The same day the Church used to own. Now it's theirs."
Dr. Cyril Wecht
*7/10*

Peter Landesman não é nenhum prodígio da realização nem A Força da Verdade (péssimo título em português) é inesquecível, contudo, revela-se uma boa surpresa. Com uma história forte, que merece ser dada a conhecer aos quatro cantos do mundo, e um elenco muito competente, o filme supera-se e constrói-se com um ritmo excelente. Essencialmente, conta a sua história, cumpre a sua função.

Baseado num artigo da revista GQ, o filme apresenta o Dr. Bennet Omalu (Will Smith), neuropatologista forense e o primeiro a descobrir a ETC (Encefalopatia traumática crónica), uma doença degenerativa do cérebro, comum em jogadores de futebol americano. A Força da Verdade dá a conhecer a batalha que o médico travou contra a National Football League (NFL) para que fosse reconhecida a existência da doença.


É assustador ter a consciência do como o poder consegue sobrepor-se até mesmo à saúde. Isto aconteceu mesmo no futebol americano e o médico nigeriano viu a sua descoberta e até a sua vida à beira da ruína devido ao jogo de influências da NFL. E se se descobrisse algo idêntico no futebol, este que move milhões na Europa e pelo mundo?

É então o argumento o mais forte de A Força da Verdade, um jogo de conspirações e descobertas médicas extremamente importantes. A narrativa desenvolve-se entre momentos de maior suspense, ritmados q.b. e alguns clichés suportáveis.

E recuperando as polémicas da award season: sim, Will Smith teve razões para ficar zangado com a Academia. A nomeação era merecida. Como Bennet Omalu, o actor transforma-se, desde o sotaque carregado, à postura, simples, tímido, com uma relação muito especial com os seus "pacientes" na morgue. Há nele uma confiança quase arrogante dada a sua inteligência e currículo, mas igualmente uma fragilidade curiosa e muito realista. Ao seu lado, Gugu Mbatha-Raw está à altura do desafio, apesar da sua presença não ser fundamental para o enredo. Outros dois grandes nomes do elenco são Alec BaldwinAlbert Brooks, dois fiéis apoiantes do protagonista.


A Força da Verdade é, sobretudo, uma boa história, contada para todos os públicos, cativante e que tenta fazer justiça ao médico nigeriano que o poder quis descredibilizar.

segunda-feira, 7 de março de 2016

Sugestão da Semana #210

Das estreias da passada Quinta-feira, a Sugestão da Semana recomenda A Força da Verdade, com Will Smith no papel principal.

A FORÇA DA VERDADE


Ficha Técnica:
Título Original: Concussion 
Realizador: Peter Landesman
Actores: Will Smith, Alec Baldwin, Albert BrooksGugu Mbatha-Raw
Género: Biografia, Drama, Desporto
Classificação: M/12
Duração: 123 minutos

sexta-feira, 4 de março de 2016

Estreias da Semana #210

Sete filmes estrearam nas salas de cinema portuguesas esta Quinta-feira.

A Força da Verdade (2015)
Concussion
Baseado num artigo da revista GQ, o filme apresenta o Dr. Bennet Omalu (Will Smith), neuropatologista forense e o primeiro a descobrir a ETC (Encefalopatia traumática crónica), uma doença degenerativa do cérebro, comum em jogadores de futebol americano. O filme dá a conhecer a batalha que o médico travou contra a National Football League (NFL) para que fosse reconhecida a existência da doença.

Assalto a Londres (2015)
London Has Fallen
Em Londres, o primeiro-ministro britânico morre em circunstâncias misteriosas. A presença no funeral é um evento obrigatório para os líderes do mundo ocidental. O que começa como o evento mais protegido da Terra transforma-se numa oportunidade para matar os líderes mais poderosos do mundo, devastar os principais marcos da capital britânica, e desencadear uma visão aterradora do futuro. E apenas três pessoas têm esperança de o travar: o presidente dos Estados Unidos, o responsável do serviço secreto americano (Gerard Butler) e um agente Inglês MI-6 que não confia em ninguém.

Cavaleiro de Copas começa com uma história. Era uma vez um jovem príncipe cujo pai, o rei do Este, o enviou para o Egipto a fim de encontrar uma pérola. Mas quando o príncipe chegou, o povo serviu-lhe uma taça e, ao bebê-la, esqueceu-se que era filho do rei, esqueceu-se da pérola e caiu num sono profundo. O pai de Rick, o nosso protagonista, costumava ler-lhe esta história quando era pequeno. Rick (Christian Bale) é agora um argumentista que vive em Santa Monica. Anseia por algo diferente, sem saber muito bem o quê ou como encontrá-lo. A morte do seu irmão, Billy, paira sobre ele, o seu pai, Joseph (Brian Dennehy), que se sente culpado, e o seu outro irmão, Barry (Wes Bentley). Entre a vida familiar e profissional, Rick procura distracção na companhia de seis mulheres muito diferentes, mas elas e todos os que se cruzam no seu caminho parecem saber mais sobre si do que ele próprio.

Gelo (2016)
As vidas de duas mulheres cruzam-se de forma inesperada. Concebida a partir do ADN de um cadáver congelado com mais de 20 mil anos, Catarina cresce encerrada num palácio isolado, sob a tutela de Samuel, um investigador que a usa como cobaia num projecto sobre a imortalidade humana. Joana, uma jovem estudante de cinema, apaixona-se por Miguel, um colega mais velho obcecado pelo gelo, paixão que acaba súbita e tragicamente durante uma viagem iniciática ao cume de uma montanha nevada.

Meu Rei (2015)
Mon Roi
Tony foi internada para recuperar de uma grave lesão no joelho. Precisará de algum tempo para aprender a andar de novo e conseguir recuperar o equilíbrio. Ao sofrimento físico somam-se memórias da vida passada. Uma vida que, há muitos anos, consiste apenas em tentar livrar-se da influência de Georgio, o homem que a destruiu lentamente e com quem teve um filho.

Muito Amadas (2015)
Much Loved
Drama social sobre quatro prostitutas de Marraquexe e as suas complexas relações com a família e a sociedade.

Segue as Regras (2016)
The Boy
A jovem americana Greta arranja trabalho como ama numa remota aldeia inglesa e descobre que a criança de oito anos de quem vai cuidar é, na verdade, um boneco em tamanho real que os pais tratam como substituto do filho morto há 20 anos. Após violar uma série de estritas regras que lhe foram impostas, Greta vê-se envolvida no maior pesadelo da sua vida e começa a acreditar que o boneco está vivo.

Crítica: Cavaleiro de Copas / Knight of Cups (2015)

"Begin"
Rick
 
*6.5/10*

Não é mesmo nada fácil lidar com o mais recente filme de Terrence Malick, Cavaleiro de Copas. Se, para muitos, A Essência do Amor já não reflectia o talento do cineasta, o novo filme segue a mesma linha, mas exalta a rebeldia do realizador ao máximo. É um projecto atordoante e fragmentado - mostra-nos fragmentos de vida(s). Filosófico, convida à introspecção e à abstracção.

Não há significados certos ou errados. Com Malick isso cada vez é menos possível. Encontramos a Natureza em abundância, a família e a espiritualidade, temas que são característicos do autor. O romance, o passado, as possibilidades de futuro... mas, afinal, onde começa a ilusão e termina a realidade?

Cavaleiro de Copas começa com uma história. Era uma vez um jovem príncipe cujo pai, o rei do Este, o enviou para o Egipto a fim de encontrar uma pérola. Mas quando o príncipe chegou, o povo serviu-lhe uma taça e, ao bebê-la, esqueceu-se que era filho do rei, esqueceu-se da pérola e caiu num sono profundo. O pai de Rick, o nosso protagonista, costumava ler-lhe esta história quando era pequeno. Rick (Christian Bale) é agora um argumentista que vive em Santa Monica. Anseia por algo diferente, sem saber muito bem o quê ou como encontrá-lo. A morte do seu irmão, Billy, paira sobre ele, o seu pai, Joseph (Brian Dennehy), que se sente culpado, e o seu outro irmão, Barry (Wes Bentley). Entre a vida familiar e profissional, Rick procura distracção na companhia de seis mulheres muito diferentes, mas elas e todos os que se cruzam no seu caminho parecem saber mais sobre si do que ele próprio.


O argumento é tão desafiante como o filme no seu todo. Através da câmara de Malick seguimos o protagonista por várias cartas do tarot - ele mesmo já é uma delas - que dão nome aos entretítulos que surgem ao longo da longa-metragem. Intencional ou não, certo é que Rick vai a uma cartomante pouco depois do início de Cavaleiro de Copas, o que coloca a dúvida se todas as situações que nos são apresentadas serão reais ou puras possibilidades de futuro.

Rick encontra-se rodeado de relações fugazes, um casamento desfeito, uma mulher casada, festas loucas, discussões, clubes de strip tease, desertos, praias... Uma amalgama de sentimentos, sensações e pessoas, todas tão diferentes mas todas intimamente ligadas a ele. Será Rick a personificação da história que o pai lhe contava?


Como habitual, as personagens são também os narradores do filme e Malick faz-nos deambular  ao lado do protagonista com os olhos da sua câmara irrequieta e flutuante. E, em muitos momentos, também Rick paira como um espectro no meio da acção. observa, explora, quase como se mais ninguém o visse, apenas nós. Será a imaginação a trabalhar? Pelo menos a de Malick parece não parar.

Abundam os edifícios altos, janelas, corredores, terraços e elevadores, quase como sonhos repetidos. Por outro lado, o realizador não dispensa as paisagens fabulosas que nos colocam no meio da Natureza e os planos deslumbrantes que o director de fotografia Emmanuel Lubezki tão bem sabe captar.

No elenco, Christian Bale é quem nos abre a porta para a sua vida, talvez a personificação do Cavaleiro de Copas do título. Das mulheres que se cruzam no seu caminho e podem, ou não, fazer parte do seu presente, realço a importância de Cate Blanchett - sempre extraordinária nos seus desempenhos, por mais curtos que sejam -, Imogen Poots e Natalie Portman. Ainda de destacar é a forte presença de Wes Bentley como o desequilibrado irmão, Barry.


Cavaleiro de Copas é Terrence Malick a arriscar cada vez mais, a experimentar sempre sem receios. Espiritual, o filme pode ser o resultado da leitura de cartas de uma taróloga, a vida atribulada de um argumentista em Los Angeles ou o que cada um de nós quiser. Malick aposta, cada vez mais, nos sentidos e na introspecção, mas não é fácil alguém se deixar levar numa aventura tão arriscada sem fazer julgamentos.

quarta-feira, 2 de março de 2016

Sugestão da Semana #209

Dos filmes que estrearam na passada Quinta-feira, a Sugestão da Semana destaca Filho de Saul, vencedor do Oscar para Melhor Filme Estrangeiro.

O FILHO DE SAUL


Ficha Técnica:
Título Original: Saul fia
Realizador: László Nemes
Actores: Géza RöhrigLevente MolnárUrs Rechn
Género: Drama, Thriller
Classificação: M/16
Duração: 107 minutos

Oscars 2016: O Resumo

Finalmente uma cerimónia mais animada e ritmada. Chris Rock fez um bom trabalho enquanto anfitrião, soube jogar com a polémica da ausência de actores negros nomeados da forma mais correcta e divertida e toda a cerimónia acabou por ser um elogio à multiculturalidade, quer nos apresentadores, nos figurantes e nos clips exibidos durante a noite.

Do lado negativo, há que apontar o facto de apenas três das cinco canções nomeadas terem sido interpretadas ao vivo e alguns esquecimentos flagrantes no In Memoriam como Abe Vigoda ou mesmo o nosso Manoel de Oliveira.

Nos prémios, Mad Max: Estrada da Fúria arrecadou seis merecidos Oscars "técnicos", O Caso Spotlight foi a grande surpresa da noite ao vencer Melhor Filme, Ex Machina mereceu o destaque ao receber o Oscar para Melhores Efeitos Visuais. Leonardo DiCaprio bateu recordes no twitter e foi aplaudido de pé quando venceu o Oscar para Melhor Actor, Ennio Morricone foi finalmente reconhecido pelo seu fabuloso trabalho - foi preciso chegar aos 87 anos para lhe darem um Oscar de Melhor Banda Sonora. A outra grande surpresa da noite surgiu na categoria de Actor Secundário, já que não foi desta que Stallone ganhou um Oscar de interpretação.

Para além das vitórias de DiCaprio e de Morricone, outro momento especialmente comovente foi a actuação de Lady Gaga, que cantou o tema Til It Happens to You do documentário The Hunting Ground sobre vítimas de abuso sexual.

Segue um pequeno resumo dos melhores momentos da noite:

O Homem da noite - nos Oscars e no twitter: Leonardo DiCaprio

O Oscar mais bem entregue da noite: Ennio Morricone

Os apresentadores mais fofos da noite: Minions, Woddy e Buzz.


O casal da noite: Leonardo DiCaprio e Kate Winslet

O grande momento da noite: Lady Gaga

Os vencedores da noite: Mark Rylance, Brie Larson, Leonardo DiCaprio e Alicia Vikander

segunda-feira, 29 de fevereiro de 2016

Oscars 2016: Red Carpet

E depois de entregues os prémios da grande noite do cinema é tempo de eleger os meus modelos favoritos que desfilaram pela passadeira vermelha dos Oscars. Aqui ficam os meus eleitos e, já sabem, eu não percebo nada de moda.

Jared Leto destacou-se entre os homens pela originalidade. Um cravo vermelho ao pescoço, em vez da gravata, lembrou-nos que o 25 de Abril está perto e conjugou-o muito bem com o seu blazer preto da Gucci.
Foto: Jason Merritt/Getty Images

Flores nasceram no vestido verde claro da nomeada Cate Blanchett. O modelo da Armani com decote em V assenta de forma fabulosa na actriz que transpira elegância e jovialidade.
Foto: Jordan Strauss/Invision/AP


Houve quem dissesse que ela era o Oscar deste ano, dada a opção pelo dourado. Para mim, Margot Robbie fez a aposta certa, mais jovial que as suas opções em anos anteriores e não menos sensual, mas, acima de tudo, elegante. O vestido Tom Ford consegue ser tão simples como vistoso e realça o visual leve e fresco da actriz.
Foto: Jason Merritt/Getty Images

Sofia Vergara não deixa ninguém indiferente onde quer que esteja. Os Oscars não foram excepção. A actriz surgiu com um vestido Marchesa, longo, cai-cai, azul escuro. Conferiu-lhe elegância, sofisticação e potenciou ainda mais a sua beleza latina.
Foto: Jason Merritt/Getty Images

Já provou que é muito mais do que uma popstar excêntrica. Tem uma voz extraordinária, proporcionou, provavelmente, o melhor momento da noite dos Oscars com a sua actuação e mostrou elegância no modelo branco de Brandon Maxwell. Lady Gaga não conquistou o Oscar para Melhor Canção Original mas deslumbrou na red carpet.
Foto: Jason Merritt/Getty Images

Jovial e descontraída, mas com muita classe, a estrela de Star Wars, Daisy Ridley, não passou despercebida no tapete vermelho. Desfilou num vestido prateado da Chanel, aliando a simplicidade à sofisticação.
Foto: Jordan Strauss/Invision/AP

Se há mulher que é raro desiludir na red carpet, ela é Jennifer Garner. A actriz escolheu um vestido preto do Atelier Versace que é tudo menos banal. Fabulosa, Garner está certamente entre as mais bem vestidas da noite.
Foto: Jordan Strauss/Invision/AP

Com o verde esmeralda a realçar a sua pele muito clara e os seus hipnotizantes olhos azuis, Saoirse Ronan não conquistou nenhum Oscar mas todos demos pela sua presença. A talentosa actriz, de 21 anos, desfilou num vestido Calvin Klein, de decote profundo. O cabelo solto fez a combinação perfeita.
Foto: Jordan Strauss/Invision/AP

Num ano onde o preto e branco predominaram (não tanto na minha lista), Charlize Theron não foi de modas e surgiu fabulosa num vestido vermelho Dior. O profundo decote em V e a saia tipo sereia acentuaram a silhueta da actriz que, aos 40 anos, continua a não dar hipótese na passadeira vermelha. É mesmo um "mulherão" de uma elegância invejável.
Foto: Jordan Strauss/Invision/AP