segunda-feira, 18 de abril de 2016

Crítica: Amor e Amizade / Love & Friendship (2016)

*7/10*

O IndieLisboa abre em beleza este ano com a sedutora Kate Beckinsale a comandar Amor e Amizade, de Whit Stillman. O filme de abertura do festival é exibido no dia 20 de Abril, pelas 21h30, no Cinema São Jorge.


Na década de 1790, a bela viúva Lady Susan Vernon (Kate Beckinsale) decide passar uns tempos na propriedade dos sogros, ausentando-se dos salões da alta sociedade londrina de forma a dissipar rumores sobre os seus namoricos e encontrar maridos para ela e para a sua filha, Frederica (Morfydd Clark). Ao fazê-lo, acaba por competir pelas atenções do jovem Reginald DeCourcy (Xavier Samuel), do rico e pouco inteligente Sir James Martin (Tom Bennett) e do bonito, mas casado, Lord Manwaring (Lochlann O'Mearáin).

O romance Lady Susan, de Jane Austen, serve de mote para que Whit Stillman mergulhe no seu género habitual, a comédia. Amor e Amizade é um trabalho surpreendentemente divertido, mordaz e cheio de classe, com interpretações à altura. Dinheiro e amor é tudo o que a nossa protagonista precisa para ser feliz, mesmo que as duas características estejam em homens diferentes.


Stillman aposta forte nesta comédia de costumes, com um excelente trabalho da direcção artística e guarda-roupa que representam bem a época. Por outro lado, os actores dão o ritmo certo e abrilhantam ainda mais o filme. Kate Beckinsale conduz a acção e o espectador. É sedutora, fútil, interesseira, intriguista e sonsa, e, mesmo assim, é impossível não simpatizar com ela. As conversas entre Lady Susan e a sua amiga Alicia Johnson (Chloë Sevigny) são hilariantes. Ainda no elenco, destaque para o ingénuo bom partido Sir James Martin, numa interpretação muito divertida de Tom Bennett - vamos mesmo ter pena dele.

Amor e Amizade é, no fundo, uma comédia inteligente e transpõe para o grande ecrã uma Jane Austen pouco conhecida. Um excelente início para o IndieLisboa.

Sugestão da Semana #216

Das estreias da passada Quinta-feira, a Sugestão da Semana destaca um filme para a família: O Livro da Selva. A crítica já está no Hoje Vi(vi) um Filme.

O LIVRO DA SELVA


Ficha Técnica:
Título Original: The Jungle Book
Realizador: Jon Favreau
Actores: Neel Sethi, Bill Murray, Ben KingsleyIdris ElbaLupita Nyong'oScarlett Johansson Christopher Walken
Género: Aventura, Drama, Família
Classificação: M/6
Duração: 105 minutos

Curtas-metragens: Que é Feito dos Dias na Cave, de Rafael Almeida

Rafael Almeida continua o seu percurso pelas curtas-metragens e desta vez chegou a Cannes. Que é Feito dos Dias na Cave faz parte da selecção Short Film Corner do Festival de Cannes, que acontece entre os dias 16 e 22 de Maio (o festival em si começa no dia 11). O terror psicológico percorre o filme, tornando-o, mais do que assustador, verdadeiramente perturbador.

Seguimos a tentativa de fuga de Marco, um jovem paciente internado num hospital psiquiátrico. Pelos corredores labirínticos e desoladores, Marco tem de ultrapassar vários obstáculos, incluindo os seus próprios fantasmas que o confundem e lhe perturbam os sentidos. Ele quer escapar, do asilo e de si próprio.


Um argumento simples, mas envolvente. Que é Feito dos Dias na Cave mune-se da sua premissa para construir a adrenalina e os riscos da fuga através de um excelente trabalho técnico. Tudo começa com Marco sentado numa sala com a psicóloga. Assim que ela se ausenta, percebemos que a câmara o irá seguir, pelos corredores e quartos obscuros daquele hospital - o jovem convida-nos a ir com ele. 

Rafael Almeida e a sua equipa oferecem-nos um plano-sequência ou, melhor ainda, um filme todo ele plano-sequência. Bem filmado, coreografado e com um excelente trabalho de fotografia onde a iluminação assume um papel fundamental nesta fuga, entre a realidade e as alucinações, Que é Feito dos Dias na Cave coloca-nos no papel de espectador participante ou, mais propriamente, no papel de um dos fantasmas de Marco: só ele nos vê e faz questão que o acompanhemos no seu plano.

Inevitavelmente, vamos torcer pelo protagonista, mesmo desconhecendo o seu passado, e sabendo do que é capaz para atingir o seu objectivo com sucesso.


A curta-metragem de Rafael Almeida tem argumento de Tiago Primitivo e conta com as interpretações de João Sério, Ana Varela e Salvador Nery. Conhece mais sobre Que é Feito dos Dias na Cave em http://diasnacave.tumblr.com/facebook.com/diasnacave e instagram.com/diasnacave.

sábado, 16 de abril de 2016

The Neon Demon: Primeiros trailers

The Neon Demon vai estrear no Festival de Cannes e promete um Nicolas Winding Refn mais sangrento e assustador do que o costume. O filme que sucede a Drive e Só Deus Perdoa (filmes que trouxeram o nome de Refn para a ribalta) conta com a jovem Elle Fanning como protagonista e já tem dois trailers. Jena Malone, Keanu Reeves e Christina Hendricks são outros nomes do elenco.


Fica a conhecer os dois trailers já revelados:



Primeiro trailer de The Birth of a Nation

Realizado, escrito, interpretado e produzido por Nate Parker, The Birth of a Nation parece ser um dos filmes mais esperados de 2016 e forte candidato para os Oscars. Estreou no Festival de Sundance onde conquistou o Prémio do Público e o Grande Prémio do Júri.

Finalmente, podemos ver o seu primeiro trailer:

Cannes 2016: Selecção Oficial

O Festival de Cannes acontece de 11 a 22 de Maio e já conhecemos os filmes da selecção oficial. O evento abre com Café Society, de Woody Allen. O júri desta edição é presidido por George Miller.


Eis a Selecção Oficial de Cannes:

Em Competição

Toni Erdmann, de Maren Ade (Alemanha)
Julieta, de Pedro Almodóvar (Espanha)
American Honey, de Andrea Arnold (Reino Unido)
Personal Shopper, de Olivier Assayas (França)
The Unknown Girl (La Fille Inconnue), de Jean-Pierre Dardenne & Luc Dardenne (Bélgica)
It’s Only The End Of The World (Juste La Fin Du Monde), de Xavier Dolan (Canadá)
Slack Bay (Ma Loute), de Bruno Dumont (França)
From The Land Of The Moon (Mal De Pierres), de Nicole Garcia (França)
Staying Vertical (Rester Vertical), de Alain Guiraudie (França)
Paterson, de Jim Jarmusch (Estados Unidos)
Aquarius, de Kleber Mendonça Filho (Brasil)
I, Daniel Blake, de Ken Loach (Reino Unido)
Ma’ Rosa, de Brillante Mendoza (Filipinas)
Graduation (Bacalaureat), de Cristian Mungiu (Roménia)
Loving, de Jeff Nichols (Estados Unidos)
The Handmaiden (Agassi), de Chan-wook Park (Coreia do Sul)
The Last Face, de Sean Penn (Estados Unidos)
Sierra-Nevada (Sieranevada), de Cristi Puiu (Roménia)
Elle, de Paul Verhoeven (Holanda)
The Neon Demon, de Nicolas Winding Refn (Dinamarca)

Fora de Competição

Café Society, de Woody Allen (filme de abertura) (Estados Unidos)

The BFG, de Steven Spielberg (Estados Unidos)
Goksung, de Hong-Jin Na (Coreia do Sul)
Money Monster, de Jodie Foster (Estados Unidos)
The Nice Guys, de Shane Black (Estados Unidos)

Un Certain Regard

Inversion (Varoonegi), de Behnam Behzadi (Irão)
Apprentice, de Boo Junfeng (Singapura)
The Stopover (Voir Du Pays), de Delphine Coulin & Muriel Coulin (França)
The Dancer (La Danseuse), de Stéphanie Di Giusto (França)
Clash (Eshtebak), de Mohamed Diab (Egipto)
The Red Turtle (La Tortue Rouge), de Michael Dudok De Wit (Holanda)
Harmonium (Fuchi Ni Tatsu), de Fukada Kôji (Japão)
Personal Affairs (Omor Shakhsiya), de Maha Haj (Israel)
Beyond The Mountains And Hills (Me’ever Laharim Vehagvaot), de Eran Kolirin (Israel)
After The Storm, de Hirokazu Kore-Eda (Japão)
The Happiest Day In The Life Of Olli Maki (Hymyilevä Mies), de Juho Kuosmanen (Finlândia)
Francisco Sanctis’s Long Night (La Larga Noche De Francisco Sanctis), de Francisco Márquez & Andrea Testa (Argentina)
Dogs (Caini), de Bogdan Mirica (Roménia)
Pericle Il Nero, de Stefano Mordini (Itália)
The Transfiguration, de Michael O’shea (Estados Unidos)
Captain Fantastic, de Matt Ross (Estados Unidos)
The Student (Uchenik), de Kirill Serebrennikov (Rússia)

Midnight Screenings

Gimme Danger, de Jim Jarmusch (Estados Unidos)
Train To Busan (Bu-San-Haeng), de Sang-Ho Yeon (Coreia do Sul)

Sessões Especiais

The Last Resort (L’Ultima Spiaggia), de Thanos Anastopoulos (Grécia) & Davide Del Degan (Itália)
Hissein Habré, A Chadian Tragedy (Hissein Habré, Une Tragédie Tchadienne), de Mahamat-Saleh Haroun (Chade)
Exil, de Rithy Panh (Cambodja)
Last Days Of Louis XIV (La Mort De Louis XIV), de Albert Serra (Espanha)
Le Cancre, de Paul Vecchiali (França)

Mais informações sobre o Festival de Cannes, filmes e secções podem ser consultadas aqui: http://www.festival-cannes.fr/en.html

quinta-feira, 14 de abril de 2016

Estreias da Semana #216

Doze filmes chegaram às salas de cinema portuguesas esta Quinta-feira.

A Chefe (2016)
The Boss
Uma magnata da indústria é enviada para a prisão por uso de informação privilegiada. Quando sai em liberdade está pronta a promover-se como a nova namoradinha da América, mas nem toda a gente está disposta a perdoar.

A Espera (2015)
L'Attesa
Anna passa os dias sozinha, deambulando pelos grandes quartos de uma antiga mansão decadente. A bela e agreste paisagem siciliana que circunda a casa isola-a e o nevoeiro que se instala afecta a visibilidade. Só os passos de Pietro, o encarregado, quebram o silêncio. De repente, surge Jeanne, uma jovem desconhecida que diz ser a namorada de Giuseppe, o filho de Anna. Afirma que ele a convidara a ir ter com ele à Sicília para passarem uns dias juntos. Mas Anna nem sequer sabia da existência de Jeanne. e Giuseppe não está. Para onde foi? As suas coisas estão no quarto. Voltará muito em breve, diz Anna... Os dias passam, as duas mulheres vão-se conhecendo e juntas dispõem-se a esperar pela Páscoa, altura em que Giuseppe irá finalmente regressar a casa e uma enorme procissão tradicional desfilará pela vila.

Ainda Não Acabámos: Como Se Fosse Uma Carta (2016)
"Uma deambulação por meio século, sim, uma carta talvez. Viagens pela minha vida, podia chamar-lhe eu, que tanto gosto de Garrett. Um traveling como ele gostaria, uma história solta, memórias, projectos, encontros. Também porque, desde 1995, tenho feito vários retratos de artistas (Palolo, Bravo, Lapa, Skapinakis, Bartolomeu, Ângelo, Sena, Ana Vieira e preparo Sofia Areal e Fernando Lemos), comecei a pensar que é isso a minha vida, estes encontros, ver, ouvir, cortar, mostrar, provocar. Quero, com este filme continuar a mostrar o que vejo." (Jorge Silva Melo)

Chronic (2015)
David cuida de doentes em estado terminal. Meticuloso, eficiente e apaixonado pelo seu trabalho, constrói relacionamentos que vão bem para lá do ambiente médico e cria uma verdadeira intimidade com os pacientes. Por oposição, na sua vida privada, David é ineficaz, estranho e reservado, e precisa dos seus pacientes, tanto quanto eles precisam dele.

Criminoso (2015)
Criminal
Num derradeiro esforço para travar um plano diabólico, as memórias, segredos e competências de um operacional da CIA morto (Ryan Reynolds) são implantadas num imprevisível e perigoso psicopata condenado (Kevin Costner), na esperança de que este venha a completar a missão de que o operacional estava encarregue.

Memórias de Marnie (2014)
Omoide no Mânî 
O filme conta a história de Anna, uma jovem de 12 anos que, por razões de saúde, vai passar o verão a Kushiro, uma cidade à beira-mar na província de Hokkaido. Anna sempre foi solitária. Acredita estar fora do círculo mágico invisível a que a maior parte das pessoas pertence e por isso isola-se de todos os que a rodeiam. Durante um dos seus passeios solitários pelo pântano descobre uma mansão isolada onde mora Marnie. Anna nunca pensou ter uma amiga como Marnie, que não a julga por ser como é. Mas ao mesmo tempo que descobre a beleza da amizade começa a perceber que Marnie pode não ser bem aquilo que aparenta.
Baseado no clássico de Rudyard Kipling, o novo O Livro da Selva em imagem real conta a história de Mogli, uma criança que foi criada por uma família de lobos. No entanto, Mogli percebe que já não é bem-vindo na selva quando um tigre, Shere Khan, que carrega cicatrizes feitas pelo Homem, promete eliminar tudo o que lhe pareça uma ameaça. Convidado a abandonar a única casa que conheceu, Mogli embarca numa viagem de auto-descoberta, guiado pela pantera que se tornou seu mentor, Bagheera, e pelo urso com espírito livre, Balu.

O Que Nos Resta (2012)
Was Bleibt
A pedido de Gitte, a sua mãe, Marko, que há anos vive em Berlim, dirige-se para o campo para visitar os pais. A sua esperança de passar uns dias tranquilos e relaxantes com a família desaparece quando Gitte  revela que acaba de recuperar de uma prolongada doença mental. Marko é o único a respeitar o seu desejo de ser tratada, de agora em diante, como membro de pleno direito da família. Como resultado, acaba por derrubar mais do que apenas o precário equilíbrio do relacionamento aparentemente harmonioso dos seus pais.

O Rapaz e o Monstro (2015)
Bakemono no ko 
A história do encontro entre Kyuta, um rapaz solitário e infeliz que vive no movimentado bairro de Shibuya, em Tóquio, e Kumatetsu, um reclusivo monstro do mundo imaginário de Jutengai. A relação por vezes tempestuosa entre o monstro e o seu jovem aprendiz vai ficando cada vez mais forte e, ao superarem a solidão, acabam por perceber o quanto precisam um do outro.

O Rio do Ouro (versão digital restaurada) (1998)
Nas margens ensanguentadas do Rio do Ouro, um grande crime ambientado num meio popular. Um velho casal casa-se. Ela é guarda-cancela, ele é o patrão do barco-draga. Mélita, a sobrinha, cai ao rio, grita por socorro, António salva-a. Carolina morre de ciúmes. Num comboio, um cigano um nadinha vidente, o Zé dos Ouros, quer vender um colar a Mélita. Ai dele, vê o passado da inocente rapariga: numa vida anterior ela teria matado o amante e pintado com sangue dele o quarto do seu amor. Aterrado, foge. Carolina vai atrás dele, rouba-lhe o colar e acaba por se tornar sua amante. Quer que o cigano lhe desvende o segredo, lhe explique o que viu. Enquanto o velho António se sente cada vez mais atraído pela sobrinha, Carolina sonha, vê tudo vermelho de sangue. O já não tem medo de Mélita, quer deixar a amante. A guarda-cancela sente-se traída por todos, vê uma grande faca diante de si...

Os 33 (2015)
The 33
Os 33 retrata o que se passou após o colapso da mina de San José, no Chile, e o posterior salvamento dos mineiros que estiveram soterrados durante 69 dias. 

Rumo à Outra Margem (2015)
Kishibe no tabi
No coração do Japão, Yusuke convida a mulher Mizuki para uma viagem pelas aldeias e arrozais. Juntos, vão ao encontro daqueles com quem Yusuke se cruzou nestes três últimos anos, desde que se afogou no mar, desde o dia em que morreu. Por que razão voltou?

Crítica: O Livro da Selva / The Jungle Book (2016)

"Well, let me remind you. A man-cub becomes a man, and man is forbidden!"
Shere Khan


*7/10*

A história de Mogli regressa ao grande ecrã com um protagonista de carne e osso. Jon Favreau mostrou-se à altura do desafio e traz ao público O Livro da Selva com muita acção, aventura e amor, para toda a família.

Baseado no clássico de Rudyard Kipling, o novo O Livro da Selva em imagem real conta a história de Mogli, uma criança que foi criada por uma família de lobos. No entanto, Mogli percebe que já não é bem-vindo na selva quando um tigre, Shere Khan, que carrega cicatrizes feitas pelo Homem, promete eliminar tudo o que lhe pareça uma ameaça. Convidado a abandonar a única casa que conheceu, Mogli embarca numa viagem de auto-descoberta, guiado pela pantera que se tornou seu mentor, Bagheera, e pelo urso com espírito livre, Balu.


Um argumento já muito conhecido mas bem transportado para o grande ecrã faz da versão de Jon Favreau uma boa experiência para crianças e adultos. Os efeitos especiais de animais e natureza estão bem executados, especialmente no que toca à interacção do protagonista com os animais. A experiência Imax 3D é interessante mas não fundamental para desfrutar do filme.

A câmara irrequieta coloca-nos no meio da selva e conduz-nos na aventura ao lado das personagens. Entre todo o visual digital, o trabalho do realizador sobressai e adensa as emoções e o suspense - para o qual também o bom trabalho de som contribui.

O protagonista Neel Sethi, encarna bem a essência da personagem e é fisicamente muito semelhante à imagem que todos criamos de Mogli. Apesar de muito jovem e de ter ainda muito a aprender, o actor cria rapidamente empatia com a plateia, desde o início, junto da sua família na alcateia, como à medida que explora a selva e vai crescendo e conhecendo o seu passado.


Nas vozes da versão original (a que assisti), destaque para o Bagheera Ben Kingsley, um excelente mentor, sempre; Bill Murray como Balu, divertido, um tanto matreiro, mas muito protector; Idris Elba na pele do vilão, o tigre Shere KhanChristopher Walken hilariante como rei LouieLupita Nyong'o como a maternal loba Raksha; e sem esquecer, claro, a sedutora e quase hipnotizante Kaa, na voz quente de Scarlett Johansson.

Não sendo um filme indispensável, O Livro da Selva, de Jon Favreau, respeita os valores da Disney. É um filme envolvente, repleto de mensagens positivas e visualmente estimulante, para todas as idades.